{"id":45982,"date":"2016-07-19T13:00:34","date_gmt":"2016-07-19T16:00:34","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=45982"},"modified":"2016-07-19T13:37:34","modified_gmt":"2016-07-19T16:37:34","slug":"astronomos-captam-linha-de-neve-ao-redor-de-estrela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/astronomos-captam-linha-de-neve-ao-redor-de-estrela\/","title":{"rendered":"Astr\u00f4nomos captam linha de neve de \u00e1gua ao redor de estrela"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/estrela_neve.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-45983\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/estrela_neve-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/estrela_neve-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/estrela_neve.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O radiotelesc\u00f3pio ALMA, no Chile, obteve a primeira observa\u00e7\u00e3o clara de uma linha de neve de \u00e1gua no interior de um disco protoplanet\u00e1rio.<\/p>\n<p>Essa linha marca o lugar onde a temperatura no disco que rodeia uma estrela jovem diminui o suficiente para que se possa formar neve.<\/p>\n<p>O aumento dr\u00e1stico no brilho da jovem estrela V883 Orionis aqueceu a regi\u00e3o interior do disco, empurrando a linha de neve de \u00e1gua para uma dist\u00e2ncia muito maior do que o que \u00e9 normal numa protoestrela, permitindo assim que a neve c\u00f3smica fosse observada pela primeira vez.<\/p>\n<p><strong>Discos protoplanet\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<p>As estrelas jovens encontram-se muitas vezes rodeadas por densos discos de g\u00e1s e poeira em rota\u00e7\u00e3o, os chamados discos protoplanet\u00e1rios, a partir dos quais os planetas se formam.<\/p>\n<p>O calor de uma estrela jovem do tipo solar faz com que a \u00e1gua nesse disco se mantenha no estado gasoso at\u00e9 uma dist\u00e2ncia de cerca de 3 unidades astron\u00f4micas (ua) da estrela &#8211; menos de 3 vezes a dist\u00e2ncia m\u00e9dia entre a Terra e o Sol &#8211; ou cerca de 450 milh\u00f5es de km.<\/p>\n<p>No caso do nosso Sistema Solar, considera-se que esta linha situava-se entre as \u00f3rbitas de Marte e J\u00fapiter durante a forma\u00e7\u00e3o do Sistema Solar e por isso os planetas rochosos &#8211; Merc\u00fario, V\u00eanus, Terra e Marte &#8211; formaram-se no interior desta linha, enquanto os planetas gasosos &#8211; J\u00fapiter, Saturno, Urano e Netuno &#8211; se formaram al\u00e9m dela.<\/p>\n<p><strong>Linha de neve de \u00e1gua<\/strong><\/p>\n<p>Mais distante da estrela, devido \u00e0 press\u00e3o extremamente baixa, as mol\u00e9culas de \u00e1gua passam diretamente do estado gasoso para uma camada de gelo que recobre gr\u00e3os de poeira e outras part\u00edculas. A regi\u00e3o no disco protoplanet\u00e1rio onde a \u00e1gua passa da fase gasosa para a fase s\u00f3lida \u00e9 chamada linha de neve de \u00e1gua.<\/p>\n<p>As linhas de neve para outras mol\u00e9culas, tais como o mon\u00f3xido de carbono e o metano, foram j\u00e1 observadas anteriormente com o ALMA, a dist\u00e2ncias maiores que 30 ua da protoestrela em outros discos protoplanet\u00e1rios. A \u00e1gua congela a uma temperatura relativamente alta, o que significa que a linha de neve de \u00e1gua normalmente se encontra perto demais da protoestrela para poder ser observada diretamente.<\/p>\n<p>No entanto, a estrela V883 Orionis \u00e9 diferente. Um aumento dr\u00e1stico no seu brilho empurrou a linha de neve para uma dist\u00e2ncia de cerca de 40 ua (cerca de 6 bilh\u00f5es de km ou aproximadamente o tamanho da \u00f3rbita do planeta an\u00e3o Plut\u00e3o no nosso Sistema Solar). Este enorme aumento, combinado com a resolu\u00e7\u00e3o do ALMA, permitiu a observa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"imgMeioC\">\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.inovacaotecnologica.com.br\/noticias\/imagens\/010130160718-disco-neve-explosao-estrela-1.jpg\" alt=\"Astr\u00f4nomos captam linha de neve ao redor de estrela\" width=\"637\" height=\"351\" \/><\/p>\n<div class=\"menor\">Esta ilustra\u00e7\u00e3o mostra como a explos\u00e3o na estrela jovem empurrou a linha de neve de \u00e1gua para muito mais longe da estrela, o que tornou poss\u00edvel a sua detec\u00e7\u00e3o. [Imagem: L. Cieza\/ALMA(ESO\/NAOJ\/NRAO)]<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Neve no espa\u00e7o<\/strong><\/p>\n<p>A ideia de neve no espa\u00e7o soa estranha, mas esse gelo recobrindo part\u00edculas de poeira \u00e9 fundamental para dar suporte \u00e0s atuais teorias de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria. A presen\u00e7a de \u00e1gua regula a efici\u00eancia da coalesc\u00eancia dos gr\u00e3os de poeira, que seria a etapa primordial da forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u00c9 no interior da linha de neve, onde a \u00e1gua evapora, que se acredita que nas\u00e7am os planetas rochosos menores, como a Terra. Al\u00e9m da linha de neve, a presen\u00e7a de gelo de \u00e1gua permite a r\u00e1pida forma\u00e7\u00e3o de &#8220;bolas de neve&#8221; c\u00f3smicas, que eventualmente ir\u00e3o formar planetas gasosos massivos como J\u00fapiter.<\/p>\n<p>A descoberta de que explos\u00f5es na estrela podem lan\u00e7ar a linha de neve de \u00e1gua para cerca de 10 vezes o seu raio t\u00edpico \u00e9 bastante significativa para o desenvolvimento de bons modelos de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria. Os astr\u00f4nomos acreditam que estas explos\u00f5es sejam uma etapa da evolu\u00e7\u00e3o da maioria dos sistemas planet\u00e1rios, por isso esta pode ser a primeira observa\u00e7\u00e3o de um fen\u00f4meno que \u00e9 bastante comum. Neste caso, esta observa\u00e7\u00e3o do ALMA poder\u00e1 contribuir de modo significativo para uma melhor compreens\u00e3o de como os planetas se formam e evoluem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O radiotelesc\u00f3pio ALMA, no Chile, obteve a primeira observa\u00e7\u00e3o clara de uma linha de neve<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":45983,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/estrela_neve.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/estrela_neve-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/estrela_neve-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/estrela_neve.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/estrela_neve.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/estrela_neve.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/estrela_neve.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/estrela_neve.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/estrela_neve.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/estrela_neve.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O radiotelesc\u00f3pio ALMA, no Chile, obteve a primeira observa\u00e7\u00e3o clara de uma linha de neve","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45982"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45982"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45982\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/45983"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45982"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45982"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45982"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}