{"id":45924,"date":"2016-07-18T12:30:55","date_gmt":"2016-07-18T15:30:55","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=45924"},"modified":"2016-07-17T20:42:48","modified_gmt":"2016-07-17T23:42:48","slug":"cinco-projetos-cientificos-de-ponta-que-podem-mudar-o-mundo-em-breve","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cinco-projetos-cientificos-de-ponta-que-podem-mudar-o-mundo-em-breve\/","title":{"rendered":"Cinco projetos cient\u00edficos de ponta que podem mudar o mundo em breve"},"content":{"rendered":"<p class=\"story-body__introduction\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/projeto_cientifico.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-45925\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/projeto_cientifico-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/projeto_cientifico-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/projeto_cientifico.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O futuro da ci\u00eancia parece estar muito pr\u00f3ximo com projetos como o de redes pesca de lixo espacial ou aranhas que fazem seda que poder\u00e1 ser usada em violinos.<\/p>\n<p>Todos os anos a Royal Society de Londres destaca exemplos de tecnologias de ponta e solu\u00e7\u00f5es cient\u00edficas que est\u00e3o prestes a se tornar algo comum na vida das pessoas.<\/p>\n<p>Veja abaixo cinco destes projetos mais curiosos da lista de 2016 que j\u00e1 est\u00e3o prontos para sair dos laborat\u00f3rios e come\u00e7ar a fase de testes na vida real.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">1. Recolhendo o lixo espacial<\/h2>\n<p>Desde o in\u00edcio da era espacial j\u00e1 foram descartadas 7 mil toneladas de lixo espacial: carca\u00e7as de foguetes, sat\u00e9lites desativados, peda\u00e7os de vidro, tudo isto est\u00e1 flutuando fora da Terra.<\/p>\n<p>A maioria dos objetos lan\u00e7ados no espa\u00e7o ainda est\u00e3o orbitando nosso planeta, o que \u00e9 uma amea\u00e7a de colis\u00e3o com sat\u00e9lites ainda ativos. E sat\u00e9lites s\u00e3o vitais para o funcionamento da internet e de celulares, entre outros usos.<\/p>\n<p>E at\u00e9 os menores fragmentos podem ser uma grande amea\u00e7a. A Esta\u00e7\u00e3o Espacial Internacional, por exemplo, vive ajustando sua posi\u00e7\u00e3o para evitar choques com estes destro\u00e7os que orbitam a Terra a milhares de quil\u00f4metros por hora.<\/p>\n<p>Agora a miss\u00e3o RemoveDebris (&#8220;Removendo destro\u00e7os&#8221;, em tradu\u00e7\u00e3o livre) poder\u00e1 resolver este problema.<\/p>\n<p>O projeto, que ser\u00e1 lan\u00e7ado no come\u00e7o de 2017, \u00e9 o primeiro a testar tecnologias de captura que v\u00e3o arrastar o lixo espacial de volta para a atmosfera terrestre.<\/p>\n<p>&#8220;Isto n\u00e3o \u00e9 fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, \u00e9 um problema real. Todo o lixo espacial vai, com o tempo, cair devido \u00e0 gravidade, mas alguns peda\u00e7os est\u00e3o a mil quil\u00f4metros acima da Terra e, nesta altura, v\u00e3o precisar de mil anos. N\u00e3o temos tanto tempo, podemos ter dez ou 20 anos antes dos problemas mais graves come\u00e7arem&#8221;, afirmou Jason Forshaw, da equipe do projeto que est\u00e1 sendo desenvolvido no Centro Espacial de Surrey, na Gr\u00e3-Bretanha.<\/p>\n<p>O teste desta nova tecnologia \u00e9 surpreendentemente simples.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"> <img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/6B7F\/production\/_90391572_spacejunk2_credit_surrey_space_center.jpg\" alt=\"Centro Espacial de Surrey\" width=\"639\" height=\"359\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Image copyright<\/span> <span class=\"story-image-copyright\">Centro Espacial de Surrey<\/span> <\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span> <span class=\"media-caption__text\"> A vela para recolher lixo ser\u00e1 testada no espa\u00e7o no come\u00e7o de 2017 <\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>O dispostivo usa uma rede espacial, parecida com uma rede de pesca, que \u00e9 jogada no espa\u00e7o para capturar o lixo. Uma vez que o lixo est\u00e1 preso na rede, ele pode ser arrastado por uma nave, que funciona como um reboque, e trazido de volta \u00e0 Terra.<\/p>\n<p>O calor da reentrada na atmosfera vai fazer com que o lixo queime. Os peda\u00e7os maiores de destro\u00e7os que n\u00e3o se desintegrarem completamente poder\u00e3o ser guiados para uma queda controlada no Oceano Pac\u00edfico.<\/p>\n<p>Outro sistema usa uma esp\u00e9cie de vela, que parece com uma pipa.<\/p>\n<p>Esta vela \u00e9 feita com uma membrana muito fina mas, diferente das velas de barcos, ela \u00e9 impulsionada por f\u00f3tons de luz do Sol, ao inv\u00e9s do vento. A miss\u00e3o \u00e9 puxar e arrastar o lixo para fora da \u00f3rbita, fazendo ele cair em espiral na atmosfera da Terra.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">2. O rastreador de mosquitos<\/h2>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/928F\/production\/_90391573_mosquitoes1_credit_bbc.jpg\" alt=\"BBC\" width=\"640\" height=\"360\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/>Image caption<\/span> <span class=\"media-caption__text\"> 3,2 bilh\u00f5es de pessoas, quase metade da popula\u00e7\u00e3o mundial, correm o risco de contrair mal\u00e1ria, segundo a OMS <\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Os cientistas lutam h\u00e1 d\u00e9cadas contra o mosquito <i>Anopheles<\/i>. Estes insetos transmitem mal\u00e1ria, uma doen\u00e7a que infecta milh\u00f5es e causa 438 mil mortes por ano no mundo inteiro.<\/p>\n<p>E surgiu uma nova amea\u00e7a: a resist\u00eancia a inseticidas nas popula\u00e7\u00f5es do mosquito pois o uso deles est\u00e1 aumentando e um processo de sele\u00e7\u00e3o natural torna os mosquitos mais fortes.<\/p>\n<p>A resist\u00eancia ao inseticida foi relatada j\u00e1 em 60 pa\u00edses e chegou a n\u00edveis alarmantes na \u00c1frica Ocidental e Oriental.<\/p>\n<p>Compreender o comportamento do mosquito \u00e9 muito importante para enfrent\u00e1-lo.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos usando c\u00e2meras infravermelho para rastrear o caminho de voo do mosquito em volta dos mosquiteiros. Esta \u00e9 a primeira vez que conseguimos gravar em v\u00eddeo a movimenta\u00e7\u00e3o deles em uma escala t\u00e3o grande&#8221;, disse Josie Parker, pesquisadora da Escola de Medicina Tropical de Liverpool.<\/p>\n<p>O projeto &#8220;Di\u00e1rios do Mosquito&#8221; detecta quanto tempo os insetos est\u00e3o em contato com os mosquiteiros e como o inseticida &#8211; que est\u00e1 nas fibras do mosquiteiro &#8211; evita que eles piquem a pessoa que est\u00e1 dormindo logo abaixo do tecido.<\/p>\n<p>&#8220;Eles precisam tocar o mosquiteiro para que o inseticida funcione e um contato muito r\u00e1pido n\u00e3o \u00e9 o bastante. Parte de nosso trabalho \u00e9 determinar quanto tempo eles precisam ficar no mosquiteiro para morrer&#8221;, afirmou Parker.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"> <img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/B99F\/production\/_90391574_mosquitoes2_credit_josie_parker_liverpool_school_of_tropical_medicine.jpg\" alt=\"Josie Parker\/Escola de Medicina Tropical,Liverpool\" width=\"640\" height=\"360\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Image copyright<\/span> <span class=\"story-image-copyright\">Josie Parker\/Escola de Medicina Tropical,Liverpool<\/span> <\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span> <span class=\"media-caption__text\"> As linhas coloridas mostram as trajet\u00f3rias de mosquitos acima de um mosquiteiro <\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>A pesquisa vai abrir caminho para a cria\u00e7\u00e3o de mosquiteiros mais eficazes al\u00e9m de novas fibras e inseticidas &#8211; avan\u00e7os simples que podem evitar milhares de mortes.<\/p>\n<p>&#8220;Os mosquiteiros s\u00e3o uma barreira f\u00edsica mas, se eles n\u00e3o forem bons para matar os mosquitos que entram em contato com o tecido, estes mosquitos ainda v\u00e3o estar esperando do lado de fora e v\u00e3o te picar quando voc\u00ea acordar.&#8221;<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">3. Os segredos do raio-X em 4D<\/h2>\n<p>Uma m\u00e1quina complicada com um nome intrigante: o raio-X s\u00edncroton 4D. E o que ele faz tamb\u00e9m \u00e9 incr\u00edvel &#8211; permite que os cientistas analisem o cora\u00e7\u00e3o dos materiais.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"> <img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/E0AF\/production\/_90391575_synchrotron1_credit_diamond_light_source.jpg\" alt=\"Diamond Light Source\" width=\"639\" height=\"359\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Image copyright<\/span> <span class=\"story-image-copyright\">Diamond Light Source<\/span> <\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span> <span class=\"media-caption__text\"> O s\u00edncroton \u00e9, em sua ess\u00eancia, um microsc\u00f3pio gigante que funciona com raios de luz dez bilh\u00f5es de vezes mais brilhantes que o Sol <\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Eles podem usar o aparelho para analisar magma e aprender mais sobre grandes erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas ou ent\u00e3o olhar cristais de gelo para descobrir porque um sorvete tem um gosto melhor que outro.<\/p>\n<p>&#8220;Usamos uma t\u00e9cnica chamada raio-X em tomografia computadorizada, que trabalha com uma luz muito brilhante, t\u00e3o poderosa que permite mostrar a estrutura interna dos materiais em tr\u00eas dimens\u00f5es. Podemos analisar qualquer objeto, a variedade de aplica\u00e7\u00f5es \u00e9 enorme&#8221;, disse Kamel Madi, especialista da Universidade de Manchester, onde o aparelho foi desenvolvido.<\/p>\n<p>O raio de s\u00edncroton \u00e9 dez bilh\u00f5es de vezes mais brilhante que o Sol e penetra estruturas sem precisar de cortes.<\/p>\n<p>Uma c\u00e2mera do outro lado registra a informa\u00e7\u00e3o revelada pelo raio em imagens de resolu\u00e7\u00e3o alt\u00edssima.<\/p>\n<p>E a &#8220;quarta dimens\u00e3o&#8221; \u00e9 o tempo: os cientistas podem criar condi\u00e7\u00f5es que cobrem uma grande variedade de temperaturas, press\u00f5es e atmosferas, replicando as for\u00e7as que os materiais precisam enfrentar em situa\u00e7\u00f5es reais. Com isso eles podem assistir enquanto os materiais mudam.<\/p>\n<p>&#8220;Podemos compreender como a morfologia dos materiais muda quando os fabricamos, ent\u00e3o esta m\u00e1quina guarda os segredos para a melhoria na produ\u00e7\u00e3o de coisas como motores a jato ou baterias de l\u00edtio&#8221;, disse Madi \u00e0 BBC.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"> <img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/107BF\/production\/_90391576_synchrotron2_credit_diamond_light_source.jpg\" alt=\"Diamond Light Source\" width=\"639\" height=\"359\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Image copyright<\/span> <span class=\"story-image-copyright\">Diamond Light Source<\/span> <\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span> <span class=\"media-caption__text\"> O s\u00edncroton gigante foi instalado no sul da Gr\u00e3-Bretanha <\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>A t\u00e9cnica tamb\u00e9m \u00e9 \u00fatil para o setor m\u00e9dico, para compreender como implantes interagem com o tecido dentro do corpo humano.<\/p>\n<p>Madi j\u00e1 come\u00e7ou a analisar como a artrite afeta a cartilagem e o que pode ser feito para melhorar a vida dos pacientes com esta doen\u00e7a.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">4. Aranhas ao trabalho<\/h2>\n<p>O fio fabricado pelas aranhas para tecer suas teias est\u00e1 no centro da pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o de materiais sustent\u00e1veis e biocompat\u00edveis.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/12ECF\/production\/_90391577_spiders1_credit_bbc.jpg\" alt=\"BBC\" width=\"639\" height=\"359\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/>Image caption<\/span> <span class=\"media-caption__text\"> Entre outras coisas a pesquisa tenta entender como a estrutura de uma teia de aranha fica t\u00e3o el\u00e1stica e resistente <\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>&#8220;A seda da aranha existe h\u00e1 cerca de 300 milh\u00f5es de anos e as aranhas usam uma quantidade m\u00ednima de materiais para conseguir o m\u00e1ximo de benef\u00edcios&#8221;, afirmou a bi\u00f3loga Beth Mortiner, do Oxford Silk Group, o grupo de estudos da seda da Universidade de Oxford, na Gr\u00e3-Bretanha.<\/p>\n<p>As aranhas usam prote\u00edna para criar as teias que, geralmente, s\u00e3o usadas para capturar suas presas. Mas a pesquisa de Oxford agora est\u00e1 ajudando a revelar a estrutura molecular da seda e descobrir os poss\u00edveis usos desta seda para nossa vida.<\/p>\n<p>Poucos materiais na natureza t\u00eam esta capacidade de absorver energia como a seda produzida pela aranha. Os cientistas disseram \u00e0 BBC que este material, combinado com resinas, poder\u00e1 ser muito bom na fabrica\u00e7\u00e3o de fibras resistentes a impactos.<\/p>\n<p>&#8220;A seda \u00e9 mil vezes mais eficiente em termos energ\u00e9ticos para produzir do que os pol\u00edmeros sint\u00e9ticos (pl\u00e1sticos, por exemplo). O desafio agora \u00e9 como tornar sua produ\u00e7\u00e3o economicamente vi\u00e1vel&#8221;, disse Mortimer.<\/p>\n<p>E as got\u00edculas de cola que cobrem esta seda &#8211; e tornam a teia de aranha t\u00e3o grudenta &#8211; fizeram com que os cientistas pensassem em novoas tecnologias inspiradas na natureza. A cola permite que a seda se estique muito.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, esta seda \u00e9 biocompat\u00edvel: os testes cl\u00ednicos j\u00e1 est\u00e3o avan\u00e7ados para verificar se os implantes desta seda podem ajudar na recupera\u00e7\u00e3o da cartilagem do joelho de humanos.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"> <img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/155DF\/production\/_90391578_spiders2_credit_oxford_silk_group.jpg\" alt=\"Oxford Silk Group\" width=\"640\" height=\"360\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Image copyright<\/span> <span class=\"story-image-copyright\">Oxford Silk Group<\/span> <\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span> <span class=\"media-caption__text\"> Os fios da teia de aranha s\u00e3o cobertos por uma subst\u00e2ncia pegajosa e usados para capturar as presas <\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>At\u00e9 m\u00fasicos podem usar este material. A seda de aranha foi testada em um prot\u00f3tipo de violino que explora suas propriedades vibrat\u00f3rias.<\/p>\n<p>Quando a teia de aranha captura um inseto e este inseto tenta sair, a teia envia vibra\u00e7\u00f5es que s\u00e3o uma mensagem para a aranha.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">5. A revolu\u00e7\u00e3o dos ossos<\/h2>\n<p>Cientistas criaram uma tecnologia para cultivar ossos artificiais em laborat\u00f3rio sem usar medicamentos ou produtos qu\u00edmicos, apenas usando a vibra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"> <img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/17CEF\/production\/_90391579_nanokicking1_credit_nanokick_technologies.jpg\" alt=\"NANOKICK TECHNOLOGIES\" width=\"640\" height=\"360\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Image copyright<\/span> <span class=\"story-image-copyright\">NANOKICK TECHNOLOGIES<\/span> <\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span> <span class=\"media-caption__text\"> O biorreator Nanokick converte c\u00e9lulas-tronco em c\u00e9lulas \u00f3sseas <\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>O nome em ingl\u00eas \u00e9 &#8220;nanokicking&#8221; (ou &#8220;nanochute&#8221; em tradu\u00e7\u00e3o livre): uma t\u00e9nica que retira c\u00e9lulas-tronco da medula \u00f3ssea, que podem se transformar em muitas outras c\u00e9lulas especializadas, e &#8220;chutam&#8221; estas c\u00e9lulas usando altas frequ\u00eancias para desencadear uma transforma\u00e7\u00e3o e fazer com que elas virem c\u00e9lulas produtoras de ossos.<\/p>\n<p>Os novos peda\u00e7os de ossos, ent\u00e3o, s\u00e3o cultivados a partir das c\u00e9lulas do pr\u00f3prio paciente. Sem produtos qu\u00edmicos ou prote\u00ednas de crescimento que podem ter efeitos colaterais.<\/p>\n<p>O m\u00e9todo n\u00e3o involve cirurgias dolorosas para remover amostras de osso de outras partes do corpo e n\u00e3o h\u00e1 risco de rejei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os min\u00fasculos &#8220;nanokicks&#8221; s\u00e3o dados milhares de vezes por segundo.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos imitando o osso, que vibra cerca de mil vezes por segundo naturalmente&#8221;, disse o Matthew Dalby, da equipe de pesquisadores escoceses da Universidade de Glasgow que desenvolveu a t\u00e9cnica.<\/p>\n<p>Esses peda\u00e7os de ossos poder\u00e3o, ent\u00e3o, ser implantados e se fundir com o osso ou ajudar a reparar danos e fraturas. Os pesquisadores acreditam que talvez seja at\u00e9 poss\u00edvel dar os &#8220;nanokicks&#8221; diretamente nos pacientes para curar fraturas sem cirurgia e, no futuro, isso poder\u00e1 ajudar a desacelerar o crescimento de tumores nos ossos.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"> <img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/2147\/production\/_90391580_nanokicking2_credit_university_of_glasgow.jpg\" alt=\"Universidade de Glasgow\" width=\"640\" height=\"360\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Image copyright<\/span> <span class=\"story-image-copyright\">Universidade de Glasgow<\/span> <\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span> <span class=\"media-caption__text\"> Depois do &#8220;nanochute&#8221;, c\u00e9lulas-troncos se transformam em c\u00e9lulas \u00f3sseas <\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>O osso \u00e9 um dos tecidos mais transplantados do mundo e, por isso, o impacto desta t\u00e9cnica pode ser enorme.<\/p>\n<p>Uma popula\u00e7\u00e3o que est\u00e1 envelhecendo tamb\u00e9m aumenta a demanda por estas t\u00e9cnicas, pois mais pacientes est\u00e3o sofrendo com osteoporose e fraturas no quadril, por exemplo.<\/p>\n<p>Nos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos os cientistas v\u00e3o testar esses ossos criados em laborat\u00f3rio nas pessoas e, em menos de uma d\u00e9cada, esta nova terapia j\u00e1 poder\u00e1 estar dispon\u00edvel para os pacientes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O futuro da ci\u00eancia parece estar muito pr\u00f3ximo com projetos como o de redes pesca<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":45925,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/projeto_cientifico.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/projeto_cientifico-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/projeto_cientifico-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/projeto_cientifico.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/projeto_cientifico.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/projeto_cientifico.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/projeto_cientifico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/projeto_cientifico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/projeto_cientifico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/projeto_cientifico.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O futuro da ci\u00eancia parece estar muito pr\u00f3ximo com projetos como o de redes pesca","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45924"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45924"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45924\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/45925"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45924"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45924"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45924"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}