{"id":45912,"date":"2016-07-18T11:00:42","date_gmt":"2016-07-18T14:00:42","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=45912"},"modified":"2016-07-18T09:29:23","modified_gmt":"2016-07-18T12:29:23","slug":"energia-solar-brilha-para-o-povo-munduruku","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/energia-solar-brilha-para-o-povo-munduruku\/","title":{"rendered":"Energia solar brilha para o povo Munduruku se manter em harmonia com a natureza"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/energia_solar-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-45913\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/energia_solar-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/energia_solar-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/energia_solar-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\u00c9 forte e poderoso o sol que brilha na <strong>Terra Ind\u00edgena Sawr\u00e9 Muybu<\/strong>, na regi\u00e3o do <strong>rio Tapaj\u00f3s<\/strong>, Par\u00e1. Poucas horas depois da alvorada, ele j\u00e1 ilumina do alto a floresta amaz\u00f4nica, permitindo que plantas cres\u00e7am, frutos se desenvolvam e que o povo Munduruku mantenha o seu dia a dia, em harmonia com a natureza. Esse sol intenso agora tamb\u00e9m brilha na TI para gerar energia el\u00e9trica.<\/p>\n<p>Gra\u00e7as a uma parceria entre o Greenpeace e a Funda\u00e7\u00e3o Empowered By Light, duas aldeias Munduruku receberam placas fotovoltaicas. Os sistemas foram instalados por ativistas e volunt\u00e1rios do Greenpeace e est\u00e3o conectados a baterias, garantindo que a energia produzida durante o dia seja aproveitada tamb\u00e9m \u00e0 noite.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/pt\/Noticias\/Sob-ameaca-de-grandes-hidreletricas--povo-Munduruku-exige-demarcacao-de-territorio-tradicional-no-rio-Tapajos\/\" target=\"_blank\">O povo Munduruku luta bravamente contra os planos do governo\u00a0<\/a>de construir a usina hidrel\u00e9trica de S\u00e3o Luiz do Tapaj\u00f3s, na regi\u00e3o onde vivem. Se a usina sair do papel, 376 quil\u00f4metros quadrados de floresta ser\u00e3o alagados, em uma regi\u00e3o de rica biodiversidade e import\u00e2ncia para esses \u00edndios.<\/p>\n<p>Portanto, a instala\u00e7\u00e3o das placas possibilita uma maior autonomia aos Munduruku em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 demanda por eletricidade e \u00e9 um s\u00edmbolo que mostra que \u00e9 poss\u00edvel garantir a energia que o Brasil precisa sem depender de novas hidrel\u00e9tricas. \u201cPor que o governo quer destruir a casa dos nossos povos tradicionais e nossas florestas se temos sol, vento e tecnologia o suficiente para explorar as fontes renov\u00e1veis verdadeiramente sustent\u00e1veis, como a solar e a e\u00f3lica?\u201d, diz Thiago Almeida, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil.<\/p>\n<p>Na aldeia Dace Watpu, o sistema est\u00e1 produzindo energia para iluminar algumas l\u00e2mpadas em \u00e1reas usadas de forma comunit\u00e1ria pelos ind\u00edgenas. E para manter ligado o dia todo um freezer, tamb\u00e9m de uso coletivo. At\u00e9 a instala\u00e7\u00e3o das placas, o aparelho s\u00f3 ficava ligado entre as 4 horas da tarde e as 10 da noite. \u201cQuando pescamos muitos peixes e queremos comer nos dias seguintes, n\u00f3s temos que salg\u00e1-los. Mas n\u00e3o dura muitos dias. Com o freezer ligado o tempo todo, vai ser mais f\u00e1cil. E vamos ter \u00e1gua gelada. Estamos muito felizes\u201d, disse Valto Datie Munduruku, cacique da aldeia.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.revistaecologico.com.br\/esite\/kcfinder\/upload\/images\/energia-solar-para-o-povo-Mundukuru-Greenpeace.jpg\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/p>\n<p>Antes da instala\u00e7\u00e3o, Valto n\u00e3o conhecia a energia solar. Mas agora, espera que outros povos ind\u00edgenas de outras aldeias tamb\u00e9m possam ser beneficiados pela fonte. \u201cN\u00e3o precisamos da barragem aqui. O governo vai ver que existe outra solu\u00e7\u00e3o e que n\u00e3o carece destruir o nosso rio para ter energia no pa\u00eds\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>J\u00e1 na aldeia Sawr\u00e9 Muybu, as placas solares alimentam l\u00e2mpadas da escola e um freezer coletivo. A casa do cacique Juarez Saw Munduruku tamb\u00e9m recebeu uma placa que abastece o sistema de transmiss\u00e3o de r\u00e1dio. Esse r\u00e1dio \u00e9 crucial para a comunica\u00e7\u00e3o com outras aldeias, acess\u00edveis apenas de barco.<\/p>\n<p>Para B\u00e1rbara Rubim, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil, tanto o Governo quanto as grandes empresas tamb\u00e9m devem direcionar seus investimentos para as novas fontes renov\u00e1veis. \u201cO Brasil tem luz do sol de sobra e todo brasileiro j\u00e1 pode, h\u00e1 quatro anos, gerar sua pr\u00f3pria energia a partir dela. O que faltam mesmo s\u00e3o incentivos para que essa fonte ganhe escala em todo o pa\u00eds\u201d, diz.<\/p>\n<p><strong>Multiplicando o conhecimento<\/strong><\/p>\n<p>Durante as instala\u00e7\u00f5es dos sistemas fotovoltaicos nas aldeias Munduruku, o Greenpeace levou dois Multiplicadores Solares \u2013 jovens treinados pela organiza\u00e7\u00e3o para levar informa\u00e7\u00e3o e conhecimento sobre energia solar Brasil afora. Adultos, jovens e crian\u00e7as participaram de oficinas de constru\u00e7\u00e3o de fog\u00e3o solar, lanternas solares e brinquedos feitos a partir de materiais recicl\u00e1veis.\u00a0<a href=\"https:\/\/vidanaaldeia.tumblr.com\/post\/147298587578\/aos-mestres-da-amaz%C3%B4nia-com-carinho\" target=\"_blank\">Leia no Tumblr Vida na Aldeia um relato sobre as oficinas dos Multiplicadores Solares.<\/a><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/y3PpGk36kA0\" width=\"600\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 forte e poderoso o sol que brilha na Terra Ind\u00edgena Sawr\u00e9 Muybu, na regi\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":45913,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/energia_solar-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/energia_solar-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/energia_solar-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/energia_solar-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/energia_solar-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/energia_solar-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/energia_solar-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/energia_solar-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/energia_solar-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/energia_solar-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"\u00c9 forte e poderoso o sol que brilha na Terra Ind\u00edgena Sawr\u00e9 Muybu, na regi\u00e3o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45912"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45912"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45912\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/45913"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45912"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45912"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45912"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}