{"id":45642,"date":"2016-07-14T10:00:59","date_gmt":"2016-07-14T13:00:59","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=45642"},"modified":"2016-07-14T08:25:28","modified_gmt":"2016-07-14T11:25:28","slug":"como-lidar-com-a-musica-que-nao-sai-da-sua-cabeca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/como-lidar-com-a-musica-que-nao-sai-da-sua-cabeca\/","title":{"rendered":"Neurologista americano mostra como lidar com a m\u00fasica que n\u00e3o sai da sua cabe\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/musica_cabe\u00e7a.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-45643\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/musica_cabe\u00e7a-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/musica_cabe\u00e7a-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/musica_cabe\u00e7a.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Se voc\u00ea est\u00e1 entre os 92% da popula\u00e7\u00e3o que experimentam a dificuldade de esquecer trechos de m\u00fasicas que surgem sem convite e \u201cgrudam\u201d na em nossa cabe\u00e7a \u2013 talvez queira saber como dissip\u00e1-los. No livro <em>Alucina\u00e7\u00f5es musicais, Relatos sobre a m\u00fasica e o c\u00e9rebro<\/em> (Companhia das Letras, 2007), o neurologista americano Oliver Sacks, morto no ano passado, apresentou v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas em que pacientes se queixavam de uma esp\u00e9cie de persegui\u00e7\u00e3o pela m\u00fasica.\u00a0O fen\u00f4meno \u2013 que recebeu o curioso nome de <em>earworms <\/em>(vermes de ouvido) \u2013 \u00e9 considerado uma forma benigna de rumina\u00e7\u00e3o: pensamentos repetitivos e intrusivos associados com ansiedade e depress\u00e3o. Um fato que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que, em geral, a m\u00fasica que se repete em nossa mente nem \u00e9 nossa preferida.<\/p>\n<p class=\"p3\">De fato, h\u00e1 muito tempo psic\u00f3logos procuram maneiras de eliminar esse inc\u00f4modo. Agora, um estudo da Universidade de Reading, na Inglaterra, aponta uma estrat\u00e9gia simples e eficiente: mascar chiclete. O psic\u00f3logo Philip Beaman e seus colegas descobriram que quando universit\u00e1rios eram expostos a um trecho de uma can\u00e7\u00e3o cativante, e em seguida mastigavam algo, relataram sentir menos <em>earworms<\/em> em rela\u00e7\u00e3o aos colegas que n\u00e3o exercitavam as mand\u00edbulas ou se distra\u00edam de alguma forma. O ato de mascar chiclete, ler em sil\u00eancio, falar ou cantar sozinho envolve os chamados articuladores subvocais: a l\u00edngua, os dentes e outras partes anat\u00f4micas usadas para produzir a fala. A descoberta surpreendente \u00e9 que as subvocaliza\u00e7\u00f5es diminuem a capacidade do c\u00e9rebro de formar mem\u00f3rias verbais ou musicais.<\/p>\n<p class=\"p3\">Para algumas pessoas, mastigar algo pode ser o suficiente para tirar da cabe\u00e7a as repeti\u00e7\u00f5es cont\u00ednuas. No entanto, a t\u00e9cnica provavelmente n\u00e3o vai ajudar muito a eliminar melodias profundamente arraigadas. Especialistas dizem que casos t\u00e3o persistentes s\u00e3o raros, mas n\u00e3o in\u00e9ditos \u2013 e nessa situa\u00e7\u00e3o chicletes realmente n\u00e3o ajudam.<\/p>\n<p class=\"p3\">Outras estrat\u00e9gias incluem o que a psic\u00f3loga brit\u00e2nica especializada em musicoterapia Victoria Williamson, pesquisadora da Universidade de Sheffield, descreve como \u201cdistrair-se e envolver-se\u201d. Segundo ela, as t\u00e1ticas mais eficazes para esquecer a melodia intrusiva s\u00e3o verbais ou musicais: vale entoar um mantra, recitar um poema, ouvir uma m\u00fasica diferente ou at\u00e9 mesmo tocar um instrumento. Essas a\u00e7\u00f5es ativam o componente da mem\u00f3ria de trabalho envolvido nesse tipo de pensamento obsessivo, um ciclo de armazenamento e repeti\u00e7\u00e3o chamado al\u00e7a fonol\u00f3gica. \u201cSe voc\u00ea a preencher com outras coisas que ocupam o mesmo circuito, n\u00e3o vai sobrar muito espa\u00e7o para ideias intrusivas\u201d, diz a especialista.<\/p>\n<p class=\"p3\">Concentrar-se em uma tarefa mental espec\u00edfica \u2013 por exemplo, pensar sobre a programa\u00e7\u00e3o da semana \u2013 tamb\u00e9m pode ajudar a dissipar uma can\u00e7\u00e3o insistente. No entanto, se for algo muito f\u00e1cil ou dif\u00edcil demais, a mente tende a se entregar aos <em>earworms<\/em>. \u00c9 preciso controlar de maneira adequada a carga cognitiva \u2013 o que o professor de psicologia Ira Hyman, da Universidade Western Washington, chama de efeito <em>goldilocks<\/em> (algo como fechamentos de ouro). Pesquisadores da Universidade de Cambridge criaram o que acreditavam ser o exerc\u00edcio perfeito: mentalizar n\u00fameros aleat\u00f3rios, aproximadamente um por segundo, sem repetir nenhum.<\/p>\n<p class=\"p3\">Outra abordagem comum \u00e9 envolver-se com os pensamentos intrusivos \u2013 e isso serve tamb\u00e9m para ideias persistentes e repetitivas. No caso espec\u00edfico da m\u00fasica, em vez de tentar n\u00e3o pensar a respeito, a pessoa pode deliberadamente ouvi-la inteira, do come\u00e7o ao fim, v\u00e1rias vezes seguidas. Os <em>earworms<\/em> costumam ser fragmentos, o que muito provavelmente contribui com a sua persist\u00eancia; mem\u00f3rias vagas duram mais tempo do que as completas, um fen\u00f4meno conhecido como efeito <em>Zeigarnik<\/em>. Segundo Victoria Williamson, completar todas as partes pode ajudar a tirar a m\u00fasica da mem\u00f3ria consciente. H\u00e1 casos raros, por\u00e9m, em que nem a distra\u00e7\u00e3o nem o envolvimento funcionaram. Segundo alguns especialistas, a longo prazo, uma boa estrat\u00e9gia pode ser simplesmente aprender a desfrutar dos concertos na pr\u00f3pria cabe\u00e7a. <em>(Por Harriet Brown, jornalista cient\u00edfica.)<em><br \/>\n<\/em><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se voc\u00ea est\u00e1 entre os 92% da popula\u00e7\u00e3o que experimentam a dificuldade de esquecer trechos<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":45643,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/musica_cabe\u00e7a.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/musica_cabe\u00e7a-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/musica_cabe\u00e7a-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/musica_cabe\u00e7a.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/musica_cabe\u00e7a.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/musica_cabe\u00e7a.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/musica_cabe\u00e7a.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/musica_cabe\u00e7a.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/musica_cabe\u00e7a.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/musica_cabe\u00e7a.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Se voc\u00ea est\u00e1 entre os 92% da popula\u00e7\u00e3o que experimentam a dificuldade de esquecer trechos","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45642"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45642"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45642\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/45643"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45642"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45642"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45642"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}