{"id":4559,"date":"2019-08-11T00:00:58","date_gmt":"2019-08-11T03:00:58","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=4559"},"modified":"2019-08-12T12:50:57","modified_gmt":"2019-08-12T15:50:57","slug":"mar-mediterraneo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mar-mediterraneo\/","title":{"rendered":"Mar Mediterr\u00e2neo"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone\" src=\"http:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/thumb\/b\/bb\/Cavtat_Croatia_2008-10-07.JPG\/1024px-Cavtat_Croatia_2008-10-07.JPG\" alt=\"\" width=\"629\" height=\"472\" \/><\/p>\n<p>O mar Mediterr\u00e2neo \u00e9 um mar do Atl\u00e2ntico oriental, compreendido entre a Europa meridional, a \u00c1sia ocidental e a \u00c1frica setentrional com aproximadamente 2,5 milh\u00f5es de km\u00b2. \u00c9 o maior mar interior continental do mundo. As \u00e1guas do mar Mediterr\u00e2neo banham as tr\u00eas pen\u00ednsulas do sul da Europa, Ib\u00e9rica (apenas a Sul e Sudeste de Espanha), It\u00e1lica e a dos pen\u00ednsula Balc\u00e2nica).<\/p>\n<p>Suas \u00e1guas desaguam no oceano Atl\u00e2ntico atrav\u00e9s do estreito de Gibraltar, e no mar Vermelho (no canal de Suez). As \u00e1guas do mar Negro tamb\u00e9m desaguam no Mediterr\u00e2neo (pelos estreitos do B\u00f3sforo e dos Dardanelos). As \u00e1guas do Mediterr\u00e2neo geralmente s\u00e3o quentes devido ao calor vindo do deserto do Saara, fazendo com que o clima das zonas pr\u00f3ximas seja mais temperado (clima mediterr\u00e2nico).<\/p>\n<p><strong>Origem do nome<\/strong><\/p>\n<p>O termo Mediterr\u00e2neo deriva da palavra latina Mediterraneus, que significa entre as terras. O mar Mediterr\u00e2neo atrav\u00e9s da hist\u00f3ria da humanidade tem sido conhecido por nomes diferentes. O antigos romanos o chamavam, de Mare Nostrum, que significa nosso mar (e de fato os romanos conquistaram todas as regi\u00f5es, com vista para o Mar Mediterr\u00e2neo). Pelos \u00e1rabes era chamado de al-Bahr al-al-Abyad Mutawassi\u1e6d (\u00e1rabe \u0627\u0644\u0628\u062d\u0631 \u0627\u0644\u0623\u0628\u064a\u0636 \u0627\u0644\u0645\u062a\u0648\u0633\u0637) ou seja, &#8220;Mar Branco do Meio&#8221;, o que inspirou o termo turco Akdeniz que significa Mar Branco.<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>Desde a Antiguidade, o mar Mediterr\u00e2neo foi uma zona privilegiada de contatos culturais, intensas rela\u00e7\u00f5es comerciais e de constantes confrontos pol\u00edticos. \u00c0s margens do Mediterr\u00e2neo floresceram, desenvolveram-se e desapareceram importantes civiliza\u00e7\u00f5es, alguns dos povos que habitaram as costas do Mar Mediterr\u00e2neo: eg\u00edpcios, cananeus, fen\u00edcios 5 , hititas, gregos 3 , cartagineses, romanos, maced\u00f3nios, berberes, genoveses e venezianos.<\/p>\n<p>Um dos fatos marcantes da hist\u00f3ria da regi\u00e3o aconteceu em 1453 quando os otomanos tomaram a cidade de Constantinopla (atual cidade turca de Istambul) e fecharam o Mediterr\u00e2neo oriental \u00e0 penetra\u00e7\u00e3o europeia 6 . Esta teria sido uma das raz\u00f5es que teria impelido os portugueses a se aventurarem pelo Atl\u00e2ntico em busca do caminho das \u00cdndias.<\/p>\n<p>Na segunda metade do s\u00e9culo XVIII, a Inglaterra e a Fran\u00e7a foram ampliando suas influ\u00eancias sobre a regi\u00e3o, aproveitando a decad\u00eancia gradual do Imp\u00e9rio Otomano e, ao mesmo tempo, tentando impedir a expans\u00e3o da R\u00fassia. A Inglaterra que foi afirmando-se cada vez mais como grande pot\u00eancia mar\u00edtima, estabeleceu-se em alguns pontos estrat\u00e9gicos (Gibraltar e ilhas de Malta e Chipre), que se transformariam em importantes bases navais.<\/p>\n<p>Em 1869, com a abertura do canal de Suez, obra constru\u00edda por um cons\u00f3rcio franco-brit\u00e2nico, o Mediterr\u00e2neo Oriental passou a integrar as grandes rotas do com\u00e9rcio internacional, passando a ter um papel relevante nas rela\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e comerciais das pot\u00eancias da Europa 7 .<\/p>\n<p>Com o fim da Primeira Guerra Mundial (1914\/18), consolidou-se a supremacia brit\u00e2nica, num momento em que o Mediterr\u00e2neo se transformava numa art\u00e9ria vital para a Europa em fun\u00e7\u00e3o de estabelecer uma liga\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida e econ\u00f4mica entre as \u00e1reas consumidoras e produtoras de petr\u00f3leo, estas \u00faltimas situadas no Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n<p>Algumas d\u00e9cadas depois, ao findar-se a Segunda Guerra Mundial em 1945, o Mediterr\u00e2neo, assim como quase todas as \u00e1reas do mundo, encaixou-se imediatamente nos esquemas do jogo de influ\u00eancias e alian\u00e7as engendrados pela Guerra Fria. Com a cria\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte (OTAN), os Estados Unidos substitu\u00edram gradativamente os brit\u00e2nicos como pot\u00eancia dominante do Mediterr\u00e2neo.<\/p>\n<p>Os processo conflituosos de independ\u00eancia de uma s\u00e9rie de col\u00f4nias europeias situadas especialmente no norte da \u00c1frica, a press\u00e3o exercida pela crescente expans\u00e3o da Marinha Sovi\u00e9tica, os v\u00e1rios conflitos entre pa\u00edses \u00e1rabes e Israel e as tradicionais rivalidades entre pa\u00edses da regi\u00e3o, transformaram o Mediterr\u00e2neo numa \u00e1rea de frequentes tens\u00f5es geopol\u00edticas.<\/p>\n<p>O fim da Guerra Fria, se de um lado eliminou ou amenizou algumas velhas tens\u00f5es, por outro ensejou o surgimento de in\u00fameros novos desafios para os pa\u00edses da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>S\u00e3o dezoito os pa\u00edses que possuem terras banhadas pelo Mediterr\u00e2neo. Eles apresentam grandes diferen\u00e7as no que se refere ao tamanho, \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rico-cultural e ao n\u00edvel de desenvolvimento.<\/p>\n<p>Praticamente todos os pa\u00edses que circundam o Mediterr\u00e2neo Oriental apresentam, ou apresentaram num passado recente, tens\u00f5es e conflitos internos ou problemas no relacionamento com na\u00e7\u00f5es vizinhas.<\/p>\n<p><strong>Limites<\/strong><\/p>\n<p>Pa\u00edses banhados pelo Mediterr\u00e2neo:<\/p>\n<p>Europa (de oeste para leste): Espanha 2 , Gibraltar 8 (do Reino Unido), Fran\u00e7a 9 , M\u00f3naco 10 , It\u00e1lia 11 , Malta 12 , Eslov\u00e9nia 13 , Cro\u00e1cia 14 , B\u00f3snia e Herzegovina 15 , Montenegro 16 , Alb\u00e2nia 17 , Gr\u00e9cia 3 , Chipre 18 e Turquia 19 .<br \/>\n\u00c1sia (de norte para sul): Turquia, S\u00edria 20 , L\u00edbano 21 , Israel 22 e Palestina<br \/>\n\u00c1frica (de leste para oeste): Egito 23 , L\u00edbia 24 , Tun\u00edsia 25 , Arg\u00e9lia 26 e Marrocos 27 .<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o sejam banhados pelo Mar Mediterr\u00e2neo, a S\u00e9rvia e Portugal na Europa, e a Jord\u00e2nia na \u00c1sia, s\u00e3o, por vezes, considerados pa\u00edses mediterr\u00e2nicos devido \u00e0 proximidade geogr\u00e1fica e clima mediterr\u00e2nico.<\/p>\n<p>Principais cidades costeiras do Mediterr\u00e2neo:<\/p>\n<p>Gibraltar, uma Territ\u00f3rio brit\u00e2nicos ultramarinos<br \/>\nM\u00e1laga, Almeria, Cartagena, Val\u00eancia, Barcelona, Alicante,Tarragona, Palma, Ceuta e Melilha, em Espanha<br \/>\nMarselha, Nice, Cannes e Aj\u00e1cio, em Fran\u00e7a<br \/>\nM\u00f3naco, no Principado do M\u00f3naco<br \/>\nG\u00e9nova, Livorno, Cagliari, N\u00e1poles, Palermo, Cat\u00e2nia, Bari, Brindisi, Veneza ,Ravena e Trieste, na It\u00e1lia<br \/>\nValetta, em Malta<br \/>\nSplit, Dubrovnik e Rijeka, na Cro\u00e1cia<br \/>\nDurr\u00ebs, na Alb\u00e2nia<br \/>\nAtenas, Corinto, Pireu, Tessal\u00f3nica e Her\u00e1clio, na Gr\u00e9cia<br \/>\nIstambul, Esmirna, Ant\u00e1lia e Iskenderun, na Turquia<br \/>\nLataquia, na S\u00edria<br \/>\nBeirute, no L\u00edbano<br \/>\nTel Aviv e Haifa, em Israel<br \/>\nAlexandria e Porto Said, no Egipto<br \/>\nBengazi e Tr\u00edpoli, na L\u00edbia<br \/>\nSfax e Tunis, na Tun\u00edsia<br \/>\nArgel e Or\u00e3o, na Arg\u00e9lia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mar Mediterr\u00e2neo \u00e9 um mar do Atl\u00e2ntico oriental, compreendido entre a Europa meridional, a<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O mar Mediterr\u00e2neo \u00e9 um mar do Atl\u00e2ntico oriental, compreendido entre a Europa meridional, a","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4559"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4559"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4559\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4559"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4559"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4559"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}