{"id":4540,"date":"2014-08-09T15:36:16","date_gmt":"2014-08-09T15:36:16","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=4540"},"modified":"2014-08-09T15:36:57","modified_gmt":"2014-08-09T15:36:57","slug":"extincao-de-especies-provocada-pelo-homem-e-mil-vezes-maior-que-a-taxa-natural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/extincao-de-especies-provocada-pelo-homem-e-mil-vezes-maior-que-a-taxa-natural\/","title":{"rendered":"Extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies provocada pelo homem \u00e9 mil vezes maior que a taxa natural"},"content":{"rendered":"<div id=\"post-img\">\n<div class=\"ri_b\"><img title=\"1041160802_cb9849578c_b\" src=\"http:\/\/msalx.viajeaqui.abril.com.br\/2014\/07\/28\/1233\/5tY2z\/1041160802_cb9849578c_b.jpeg?1406561873\" alt=\"1041160802_cb9849578c_b\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda\">\n<p>Segundo Clinton Jenkins, o grupo dos af\u00edbios \u00e9 o mais amea\u00e7ado pela extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"text-event\">\n<p>A taxa atual de <a href=\"http:\/\/viajeaqui.abril.com.br\/materias\/fotos-animais-extintos-que-podem-voltar-a-vida\" target=\"_self\" rel=\"extin\u00e7\u00e3o\"><strong>extin\u00e7\u00e3o <\/strong><\/a>das esp\u00e9cies \u00e9 mil vezes maior do que a taxa natural. Essa \u00e9 uma das principais conclus\u00f5es do artigo publicado recentemente na revista <em>Science<\/em>, fruto de pesquisa feita por nove cientistas. Um deles \u00e9 <strong>Clinton Jenkins,<\/strong> doutorado em ecologia pela Universidade de Tennessee. Contemplado com bolsa do Capes pelo programa Ci\u00eancia Sem Fronteiras, Jenkis est\u00e1 morando no Brasil como professor convidado do <a href=\"http:\/\/www.ipe.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"Ip\u00ea - Instituto de Pesquisas Ecol\u00f3gicas\">Ip\u00ea &#8211; Instituto de Pesquisas Ecol\u00f3gicas<\/a>, organiza\u00e7\u00e3o brasileira que atua na <strong>conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade. <\/strong>Sobre esse trabalho, Jenkins falou com exclusividade para o Planeta Sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>Do que trata esse estudo publicado na Science?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 um resumo de pesquisas sobre <strong>biodiversidade <\/strong>dos \u00faltimos dez anos feitas por v\u00e1rios pesquisadores. Com ele, criamos um mapa da biodiversidade mostrando as taxas de extin\u00e7\u00e3o, a incid\u00eancia e os riscos de v\u00e1rios grupos \u2014 como aves, mam\u00edferos, anf\u00edbios, peixes e plantas.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m constatamos que, hoje, a taxa de extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies \u00e9 mil vezes maior que a taxa natural. A natureza promove uma extin\u00e7\u00e3o entre 0,1 e 1 esp\u00e9cie por milh\u00e3o de esp\u00e9cies por ano. Ou seja, num universo de um milh\u00e3o de esp\u00e9cies, apenas uma esp\u00e9cie, no m\u00e1ximo, ser\u00e1 extinta a cada ano. Mas hoje, neste mesmo universo, est\u00e1 ocorrendo a extin\u00e7\u00e3o de mil esp\u00e9cies por ano.<\/p>\n<p><strong>Quantas esp\u00e9cies existem no planeta?<\/strong><\/p>\n<p>A gente tem uma ideia, mas n\u00e3o sabe exatamente quantas s\u00e3o \u2014 cinco, dez, vinte milh\u00f5es&#8230; Mas \u00e9 verdade que temos um n\u00famero mais aproximado de alguns grupos. Aves, por exemplo, s\u00e3o cerca de dez mil esp\u00e9cies. Mas os insetos podem ter milh\u00f5es de esp\u00e9cies. Por isso, quando falamos de extin\u00e7\u00e3o temos que usar essas medidas relativas.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 a causa desse aumento de extin\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 a a\u00e7\u00e3o do homem. Quinze anos atr\u00e1s foram feitas pesquisas que apontavam uma taxa de extin\u00e7\u00e3o cem vezes maior do que a natural. Na maioria dos casos, a queda da biodiversidade \u00e9 causada pela perda de habitat, o desflorestamento, para dar lugar a cidades e a \u00e1reas cultiv\u00e1veis. Tamb\u00e9m contribuem a introdu\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas, que competem com as naturais, e a pr\u00e1tica da ca\u00e7a pelo homem.<\/p>\n<p><strong>Quais as esp\u00e9cies mais amea\u00e7adas?<\/strong><\/p>\n<p>A dos anf\u00edbios. Esse grupo est\u00e1 passando por um grande problema, uma doen\u00e7a. Na verdade \u00e9 um fungo que est\u00e1 dizimando os anf\u00edbios, conhecido como BD (<em>Batrachochytrium dendrobatidis<\/em>). Ningu\u00e9m entende exatamente como esse fungo funciona e h\u00e1 v\u00e1rios cientistas pesquisando possibilidades de control\u00e1-lo. \u00c9 um fato novo que provavelmente tem conex\u00e3o com a humanidade, mas ningu\u00e9m sabe exatamente porque esse problema surgiu agora.<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o as regi\u00f5es mais vulner\u00e1veis?<\/strong><\/p>\n<p>As regi\u00f5es tropicais, em geral, s\u00e3o as mais vulner\u00e1veis porque possuem mais diversidade biol\u00f3gica. As grandes prioridades hoje s\u00e3o os Andes Tropicais, a ilha de Madagascar, algumas regi\u00f5es do sudeste da \u00c1sia como Indon\u00e9sia, e a <a href=\"http:\/\/viajeaqui.abril.com.br\/materias\/fotos-de-20-animais-da-mata-atlantica\" target=\"_self\" rel=\"Mata Atl\u00e2ntica\">Mata Atl\u00e2ntica<\/a>, no sul do Brasil.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 o problema da Mata Atl\u00e2ntica?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 uma das regi\u00f5es que mais preocupam, porque l\u00e1 provavelmente j\u00e1 foram extintas algumas esp\u00e9cies. Mas muitas delas podem ser salvas se fizermos um grande esfor\u00e7o, preservando as nascentes da floresta, restaurando algumas \u00e1reas e, muito importante, criando conex\u00f5es entre as matas remanescentes. H\u00e1 muita fragmenta\u00e7\u00e3o, muitas florestas isoladas, e isso \u00e9 muito ruim porque nas florestas isoladas as esp\u00e9cies v\u00e3o gradualmente desaparecendo. \u00c9 preciso eliminar esses corredores entre as \u00e1reas de florestas.<\/p>\n<p><strong>Qual foi o m\u00e9todo empregado para fazer a pesquisa?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00f3s utilizamos ferramentas novas para abordar o problema. E hoje ainda h\u00e1 algumas ferramentas que permitem a colabora\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Ou seja, qualquer um pode monitorar a biodiversidade, tirar fotos de uma esp\u00e9cie e postar na internet para os pesquisadores identificarem. Dessa maneira, estamos criando um banco de dados com milh\u00f5es de esp\u00e9cies. \u00c9 quase um museu virtual. N\u00f3s usamos o site <a href=\"http:\/\/www.inaturalist.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"iNaturalist\">iNaturalist<\/a> para fazer nossa pesquisa, combinando dados sobre algumas esp\u00e9cies com distribui\u00e7\u00e3o restrita, ou seja, end\u00eamicas, com dados sobre a distribui\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies em geral e, tamb\u00e9m, com as informa\u00e7\u00f5es sobre \u00e1reas em que ocorrem desmatamentos. Desta forma, pudemos avaliar os riscos de cada esp\u00e9cie.<\/p>\n<p><strong>Quer dizer que hoje temos muito mais informa\u00e7\u00f5es sobre biodiversidade?<\/strong><\/p>\n<p>Sim. E sobre extin\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m. Sabemos quais esp\u00e9cies est\u00e3o em risco e quais partes do mundo s\u00e3o mais importantes. O monitoramento j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais um trabalho exclusivo de cientistas, mas de qualquer pessoa que tenha interesse. E monitorar \u00e9 muito importante. O desmatamento da <a href=\"http:\/\/viajeaqui.abril.com.br\/materias\/fotos-de-animais-da-amazonia\" target=\"_self\" rel=\"Amaz\u00f4nia\">Amaz\u00f4nia<\/a> foi reduzido em 70-80% nos \u00faltimos anos gra\u00e7as, em grande parte, ao monitoramento criado pelo governo.<\/p>\n<p><strong>Porque a biodiversidade \u00e9 importante?<\/strong><\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma boa pergunta. A import\u00e2ncia depende do interesse de cada um, as pessoas t\u00eam motivos diferentes. Certamente, a biodiversidade tem valor para a medicina e a economia. Na verdade, ainda n\u00e3o conhecemos o valor, a import\u00e2ncia da biodiversidade. Mas, sem d\u00favida, h\u00e1 um aspecto \u00e9tico: estamos eliminando essa riqueza do mundo para as gera\u00e7\u00f5es futuras. Ningu\u00e9m quer que, daqui a cem anos, nos acusem de termos eliminado essa preciosidade.<\/p>\n<p>Fonte: National Geographic Brasil<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo Clinton Jenkins, o grupo dos af\u00edbios \u00e9 o mais amea\u00e7ado pela extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Segundo Clinton Jenkins, o grupo dos af\u00edbios \u00e9 o mais amea\u00e7ado pela extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4540"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4540"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4540\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4540"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4540"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4540"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}