{"id":45391,"date":"2016-07-10T11:00:51","date_gmt":"2016-07-10T14:00:51","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=45391"},"modified":"2016-07-09T22:05:17","modified_gmt":"2016-07-10T01:05:17","slug":"tamar-alerta-para-ameacas-as-tartarugas-marinhas-no-ceara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/tamar-alerta-para-ameacas-as-tartarugas-marinhas-no-ceara\/","title":{"rendered":"Tamar alerta para amea\u00e7as \u00e0s tartarugas marinhas no Cear\u00e1"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/projeto_tamar.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-45392\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/projeto_tamar-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/projeto_tamar-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/projeto_tamar.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O h\u00e1bito de consumir a carne do animal, cultivado por comunidades litor\u00e2neas, p\u00f5e em risco os esfor\u00e7os de preserva\u00e7\u00e3o das cinco esp\u00e9cies que circulam pela costa brasileira<\/p>\n<div class=\"row-fluid conteudo_site\">\n<div id=\"content\" class=\"span9 internas\">\n<section id=\"content-section\">\n<div class=\"row-fluid\">\n<div class=\"item-page\">&#8220;O\u00a0estado do Cear\u00e1 \u00e9 o \u00fanico do pa\u00eds onde o consumo de carne de tartarugas marinhas \u00e9 uma s\u00e9ria amea\u00e7a \u00e0s esp\u00e9cies\u201d. O alerta \u00e9 do coordenador do Centro Nacional de Pesquisa e Conserva\u00e7\u00e3o de Tartarugas Marinhas (Centro Tamar), do Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio), Jo\u00e3o Carlos Alciati Thom\u00e9, o Joca.<\/p>\n<p>\u201cTodo o esfor\u00e7o dos pa\u00edses podem estar em risco por esse \u00b4h\u00e1bito cultural\u00b4(consumir carne de tartaruga marinha) de algumas comunidades litor\u00e2neas cearenses. \u00c9 preciso valorizar mudan\u00e7as na cultura que preservem a biodiversidade local, no caso a vida das tartarugas cabe\u00e7uda, de pente, de couro, verde e oliva\u201d, explica Thom\u00e9.<\/p>\n<p>O litoral do Cear\u00e1 \u00e9 uma das mais importantes \u00e1reas de alimenta\u00e7\u00e3o, descanso e corredor migrat\u00f3rio das cinco esp\u00e9cies de tartarugas marinhas que ocorrem no litoral brasileiro, e considerado um dos mais importantes do Atl\u00e2ntico, por receber as f\u00eameas que desovam no Nordeste do Brasil, vindas do Caribe, das Ilhas de Ascension e Santa Helena.<\/p>\n<p><strong>Muitas den\u00fancias<\/strong><\/p>\n<p>O Tamar no Cear\u00e1 recebe mensalmente den\u00fancias de captura e com\u00e9rcio de carne de tartarugas marinhas em diversas regi\u00f5es do litoral do estado. Como a fiscaliza\u00e7\u00e3o por parte dos \u00f3rg\u00e3os ambientais \u00e9 deficit\u00e1ria, o problema acaba sendo agravado pela sensa\u00e7\u00e3o de impunidade tanto de pescadores quanto de atravessadores envolvidos na atividade ilegal.<\/p>\n<p>\u201cNormalmente o atravessador de peixes incentiva os pescadores a capturar tartarugas, mat\u00e1-las ainda no mar e trazer sua carne para que seja revendida nos mercados locais ou entregue de porta em porta\u201d, explica Cl\u00e1udio Bellini, analista ambiental respons\u00e1vel pela base do Centro Tamar em Almofala (CE).<\/p>\n<p>Os pescadores capturam os animais com redes conhecidas popularmente como aruaneiras, sendo que muitos at\u00e9 possuem locais georreferenciados de ocorr\u00eancias de animais adultos, que geram mais lucro pelo total de carne adquirida. H\u00e1 casos em que algumas tartarugas s\u00e3o entregues ainda vivas para serem mortas posteriormente, perto de seu consumo final.<\/p>\n<p><strong>Outra realidade nos demais estados<\/strong><\/p>\n<p>Nos demais estados brasileiros, o h\u00e1bito de comer carne de tartaruga ficou no passado, e n\u00e3o existe mais. Tanto que as tartarugas valem muito mais vivas do que mortas, gerando trabalho e renda nas suas a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o, pesquisa, turismo e desenvolvimento comunit\u00e1ria. \u201c\u00c9 a bandeira da conserva\u00e7\u00e3o\u201d, frisa Joca.<\/p>\n<p>J\u00e1 no Cear\u00e1, o grande desafio tem sido mudar esse h\u00e1bito e mexer com a cultura local. O consumo da carne de esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, como \u00e9 o caso das tartarugas marinhas, \u00e9 proibido e pass\u00edvel de penalidades previstas na Lei de Crimes Ambientais (9.605\/98).<\/p>\n<p>Segundo Guy Marcovaldi, coordenador nacional do Projeto Tamar, quando come\u00e7aram os levantamentos das principais \u00e1reas de ocorr\u00eancias de tartarugas marinhas no Brasil, o Cear\u00e1 foi o estado onde mais se verificou que o consumo da carne de tartaruga marinha estava diretamente ligado \u00e0 cultura e h\u00e1bito das comunidades litor\u00e2neas.<\/p>\n<p><strong>Campanhas educativas<\/strong><\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio, o Tamar tem desenvolvido t\u00e9cnicas pioneiras de conserva\u00e7\u00e3o e desenvolvimento comunit\u00e1rio, adequadas \u00e0s realidades de cada uma das regi\u00f5es onde mant\u00e9m suas bases.<\/p>\n<p>No Cear\u00e1, por exemplo, tem sido promovidas campanhas educativas como \u2018Nem tudo que cai na rede \u00e9 peixe\u2019, \u2018Cear\u00e1 n\u00e3o \u00e9 Terra sem Lei\u2019, \u2018Nossa Praia \u00e9 Vida\u2019 e diversas atividades de educa\u00e7\u00e3o ambiental e envolvimento com as comunidades litor\u00e2neas.<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3rico<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 quem diga que o h\u00e1bito come\u00e7ou quando os \u00edndios ajudavam colonizadores que chegavam ao litoral do Brasil na ca\u00e7a de tartarugas marinhas. At\u00e9 a d\u00e9cada de 1980, era um comportamento comum nas comunidades que viviam \u00e0 beira do mar: matar tartarugas marinhas para consumir a carne, coletar os ovos nos ninhos para comer ou vender como tira-gosto em bares, assim como vender o casco para fabrica\u00e7\u00e3o de arma\u00e7\u00f5es de \u00f3culos, pentes, pulseiras, an\u00e9is e colares.<\/p>\n<p>As f\u00eameas eram mortas quando subiam \u00e0 praia para desovar e sua carne vendida em mercados p\u00fablicos locais. O marco legal para proteger esses animais come\u00e7ou a ser definido na d\u00e9cada de 70, ap\u00f3s a cria\u00e7\u00e3o do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF). J\u00e1 naquela d\u00e9cada o \u00f3rg\u00e3o definiu uma lista de animais amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o, que inclu\u00eda as esp\u00e9cies tartaruga de couro (Dermochelys coriacea) e tartaruga de pente (Eretmochelys imbricata).<\/p>\n<p>Em 14 de outubro de 1982, a portaria n\u00ba 17, da Superintend\u00eancia de Desenvolvimento da Pesca (Sudepe), ampliou a proibi\u00e7\u00e3o da captura para a tartaruga cabe\u00e7uda (Caretta caretta) e oliva (Lepidochelys olivacea). A mesma portaria pro\u00edbe a coleta e comercializa\u00e7\u00e3o de ovos e produtos feitos de tartaruga marinha.<\/p>\n<p>Outra portaria da Sudepe, a de n\u00ba 005, de 31 de janeiro de 1986, pro\u00edbe a captura de quaisquer esp\u00e9cies de tartaruga no Brasil. Em 1989, a nova lista de animais amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o do Ibama incluiu as cinco esp\u00e9cies de tartarugas marinhas existentes do Brasil.<\/p>\n<p>O Comit\u00ea Internacional do Com\u00e9rcio de Esp\u00e9cies Amea\u00e7adas de Extin\u00e7\u00e3o (Cites, na sigla em ingl\u00eas), do qual o Brasil \u00e9 signat\u00e1rio, tamb\u00e9m pro\u00edbe a comercializa\u00e7\u00e3o e abate das cinco esp\u00e9cies existentes no nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>Mas foi a partir da d\u00e9cada de 80, com a cria\u00e7\u00e3o do Projeto Tamar, que foram criados mecanismos de envolvimento comunit\u00e1rio visando minimizar essa press\u00e3o. As atividades do projeto Tamar se organizaram, desde ent\u00e3o, em tr\u00eas linhas de a\u00e7\u00e3o: a conserva\u00e7\u00e3o e pesquisa aplicada, a educa\u00e7\u00e3o ambiental e o desenvolvimento local sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>Veja como denunciar<\/strong><\/p>\n<p>Para que as a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o se incrementem na regi\u00e3o, \u00e9 preciso que as pessoas colaborem. Os interessados em fazer den\u00fancias (an\u00f4nimas ou n\u00e3o) podem acionar a Policia Ambiental do Cear\u00e1, por meio dos telefones (085) 3101-3545\/3101-3577 e e-mail: cpma@pm.ce.gov.br.<\/p>\n<p>Outros \u00f3rg\u00e3os que tamb\u00e9m atuam na fiscaliza\u00e7\u00e3o ambiental s\u00e3o o Ibama\/CE, cujos telefones e e-mail para den\u00fancias s\u00e3o 3307-1126, (85) 3307-1143, (85)3307-1128 e (85) 3307-1108 e e-mail: gabinete.ce@ibama.gov.br; e a Superintend\u00eancia Estadual do Meio Ambiente, nos telefones e e-mail (85) 3101.5515, call center (85) 3101 5580 e Disque Natureza 0800 275 22 33 ou pelo email: semace@semace.ce.gov.br<\/p>\n<p>Saiba mais sobre a lista de esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o e cujo com\u00e9rcio ou consumo \u00e9 proibido e pass\u00edvel de penalidades, clicando <a href=\"http:\/\/www.icmbio.gov.br\/portal\/ultimas-noticias\/4-destaques\/6658-mma-e-icmbio-divulga-novas-listas-de-especies-ameacadas-de-extincao\" target=\"_blank\">aqui<\/a>.<\/p>\n<p><strong>Comunica\u00e7\u00e3o ICMBio &#8211; (61) 2028-9280 &#8211; com informa\u00e7\u00f5es do Centro Tamar\/ICMBio &#8211;\u00a0(27) 3222-1417\/3222-0282<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O h\u00e1bito de consumir a carne do animal, cultivado por comunidades litor\u00e2neas, p\u00f5e em risco<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":45392,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/projeto_tamar.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/projeto_tamar-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/projeto_tamar-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/projeto_tamar.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/projeto_tamar.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/projeto_tamar.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/projeto_tamar.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/projeto_tamar.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/projeto_tamar.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/projeto_tamar.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O h\u00e1bito de consumir a carne do animal, cultivado por comunidades litor\u00e2neas, p\u00f5e em risco","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45391"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45391"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45391\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/45392"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45391"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45391"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45391"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}