{"id":45043,"date":"2016-07-04T10:56:11","date_gmt":"2016-07-04T13:56:11","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=45043"},"modified":"2016-07-04T10:56:48","modified_gmt":"2016-07-04T13:56:48","slug":"conheca-o-artefato-de-2-mil-anos-que-e-o-objeto-mais-misterioso-da-historia-da-tecnologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/conheca-o-artefato-de-2-mil-anos-que-e-o-objeto-mais-misterioso-da-historia-da-tecnologia\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a o artefato de 2 mil anos que \u00e9 o objeto mais misterioso da hist\u00f3ria da tecnologia"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/computador.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-45044\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/computador-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/computador-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/computador.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Se n\u00e3o fosse uma forte tempestade na ilha grega de Antic\u00edtera, h\u00e1 pouco mais de um s\u00e9culo, um dos objetos mais desconcertantes e complexos do mundo antigo jamais teria sido descoberto.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s buscar abrigo na ilha, um grupo de catadores de esponjas marinhas decidiu ver se dava sorte naquelas \u00e1guas.<\/p>\n<p>Eles acabaram encontrando os restos de uma gal\u00e9 romana que havia naufragado havia 2 mil anos, quando o Imp\u00e9rio Romano come\u00e7ou a conquistar as col\u00f4nias gregas no Mediterr\u00e2neo.<\/p>\n<p>Nas areias do fundo do mar, a 42 metros de profundidade, estava a maior reuni\u00e3o de tesouros gregos encontrada at\u00e9 ent\u00e3o. Entre belas est\u00e1tuas de cobre e m\u00e1rmore estava o objeto mais intrigante da hist\u00f3ria da tecnologia.<\/p>\n<p>Trata-se de um instrumento de bronze corro\u00eddo, do tamanho de um laptop moderno, feito h\u00e1 2 mil anos na Gr\u00e9cia antiga. \u00c9 conhecido como m\u00e1quina (ou mecanismo) de Antic\u00edtera. E mostrou ser uma esp\u00e9cie de m\u00e1quina do futuro.<\/p>\n<p>No come\u00e7o, as pe\u00e7as, cobertas por uma crosta e unidas ap\u00f3s passar 2 mil anos no leito do mar, ficaram esquecidas. Mas um olhar atento mostrou que eram objetos feitos com esmero, engrenagens talhadas \u00e0 m\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Se n\u00e3o tivessem descoberto a m\u00e1quina em 1900, ningu\u00e9m teria imaginado, ou nem mesmo acreditado, que algo assim existia, pois \u00e9 muito sofisticada&#8221;, disse \u00e0 BBC o matem\u00e1tico Tony Freeth, da Universidade de Cardiff.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\" No come\u00e7o o artefato n\u00e3o dizia nada aos cientistas, mas eles logo notaram que as pe\u00e7as traziam marcas e inscri\u00e7\u00f5es. (Foto: BBC)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/oaH2KOzHlZD4DKmXPI8tkcPpKQc=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2016\/07\/03\/anticitera2-g1.jpg\" alt=\" No come\u00e7o o artefato n\u00e3o dizia nada aos cientistas, mas eles logo notaram que as pe\u00e7as traziam marcas e inscri\u00e7\u00f5es. (Foto: BBC)\" width=\"640\" height=\"360\" \/><strong> No come\u00e7o o artefato n\u00e3o dizia nada aos cientistas, mas eles logo notaram que as pe\u00e7as traziam marcas e inscri\u00e7\u00f5es. (Foto: BBC)<\/strong><\/div>\n<p>&#8220;Imagine: algu\u00e9m, em algum lugar da Gr\u00e9cia antiga, fez um computador mec\u00e2nico&#8221;, afirma o f\u00edsico grego Yanis Bitzakis. Como Freeth, ele integra a equiipe internacional que investiga o artefato. &#8220;\u00c9 um mecanismo de genialidade surpreendente&#8221;, acrescenta Freeth. E eles n\u00e3o est\u00e3o exagerando.<\/p>\n<p>Foram cerca de 1.500 anos at\u00e9 algo parecido com a m\u00e1quina de Antic\u00edtera voltar a aparecer, na forma dos primeiros rel\u00f3gios mec\u00e2nicos astron\u00f4micos, na Europa. Mas essas s\u00e3o as conclus\u00f5es da hist\u00f3ria: entender o que era o misterioso objeto tomou tempo, conhecimento e esfor\u00e7o.<\/p>\n<p><strong>Vanguarda<\/strong><br \/>\nO primeiro a analisar em detalhes os 82 fragmentos recuperados foi o f\u00edsico ingl\u00eas Derek John de Solla Price (1922-1983). Ele come\u00e7ou o trabalho nos anos 1950 e em 1971, juntamente com o f\u00edsico nuclear grego Charalampos Karakalos, fez imagens das pe\u00e7as com raios-X e raios gama.<\/p>\n<p>Eles descobriram que o mecanismo era extremamente complexo, com 27 rodas de engrenagem em seu interior. Os especialistas conseguiram datar algumas outras pe\u00e7as com precis\u00e3o, entre os anos 70 A.C. e 50 A.C.<\/p>\n<p>Mas um objeto t\u00e3o extraordin\u00e1rio n\u00e3o podia ser daquela \u00e9poca, pensavam os especialistas. Talvez fosse mais moderno e tivesse ca\u00eddo no mesmo local por casualidade.<\/p>\n<p><strong>127 e 235 dentes<\/strong><br \/>\nPrice deduziu que contar os dentes em cada roda poderia fornecer pistas sobre as fun\u00e7\u00f5es da m\u00e1quina. Com imagens bidimensionais, as rodas se sobrepunham, o que dificultava a tarefa, mas ele conseguiu chegar a dois n\u00fameros: 127 e 235.<\/p>\n<p>&#8220;Esses dois n\u00fameros eram muito importantes na Gr\u00e9cia antiga&#8221;, diz o astr\u00f4nomo Mike Edmunds.<\/p>\n<p>Seria poss\u00edvel que os gregos antigos estivessem usando a m\u00e1quina para seguir o movimento da Lua? A ideia era revolucion\u00e1ria e t\u00e3o avan\u00e7ada que Price chegou a questionar a autenticidade daquele objeto.<\/p>\n<p>&#8220;Se cientistas gregos antigos podiam produzir esses sistemas de engrenagens h\u00e1 dois mil\u00eanios, toda a hist\u00f3ria da tecnologia do Ocidente teria que ser reescrita&#8221;, diz o matem\u00e1tico Freeth.<\/p>\n<p><strong>Mecaniza\u00e7\u00e3o do conhecimento?<\/strong><br \/>\nA cultura grega de dois mil\u00eanios atr\u00e1s \u00e9 uma das mais criativas da humanidade, e os investigadores daquele objeto n\u00e3o questionavam o desenvolvimento da civiliza\u00e7\u00e3o grega, inclusive na astronomia.<\/p>\n<p>Os gregos sabiam, por exemplo, como os corpos celestes se moviam no espa\u00e7o, podiam calcular suas dist\u00e2ncias da Terra e a geometria de suas \u00f3rbitas.<\/p>\n<p>Mas teriam sido capazes de fundir astronomia e matem\u00e1tica em um artefato e program\u00e1-lo para seguir o movimento da Lua? O n\u00famero 235 que Price havia encontrado era a chave do mecanismo para computar os ciclos da Lua.<\/p>\n<p>&#8220;Os gregos sabiam que de uma nova Lua a outra se passavam, em m\u00e9dia, 29,5 dias. Mas isso era problem\u00e1tico para seu calend\u00e1rio de 12 meses no ano, porque 12 x 29,5 = 354 dias, 11 dias a menos do que o necess\u00e1rio&#8221;, afirmou \u00e0 BBC Alexander Jones, historiador especializado em astronomia antiga.<\/p>\n<p>&#8220;O ano natural, com as esta\u00e7\u00f5es, e o ano-calend\u00e1rio perderiam a sincronia.&#8221; Os gregos, contudo, sabiam que 19 anos solares s\u00e3o exatamente 235 meses lunares, o chamado ciclo Met\u00f4nico.<\/p>\n<p>&#8220;Isso significa que se voc\u00ea tem um ciclo de 19 anos, a longo prazo seu calend\u00e1rio estar\u00e1 em perfeita sintonia com as esta\u00e7\u00f5es.&#8221; O ciclo Met\u00f4nico foi identificado em um dos fragmentos da m\u00e1quina de Antic\u00edtera.<\/p>\n<p><strong>Revolu\u00e7\u00f5es<\/strong><br \/>\nGra\u00e7as aos dentes das engrenagens, a m\u00e1quina come\u00e7ou a revelar seus segredos. As fases da Lua eram extremamente \u00fateis na \u00e9poca dos gregos antigos.<\/p>\n<p>De acordo com elas determinavam-se \u00e9pocas de plantio, estrat\u00e9gias de batalha, festas religiosas, momentos de pagar d\u00edvidas e autoriza\u00e7\u00f5es para viagens noturnas.<\/p>\n<p>O outro n\u00famero, 127, serviu para Price entender outra fun\u00e7\u00e3o da m\u00e1quina relacionada com nosso sat\u00e9lite natural: o aparelho tamb\u00e9m mostrava as revolu\u00e7\u00f5es da Lua ao redor da Terra.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s 20 anos de investiga\u00e7\u00e3o intensa. Price concluiu que havia desvendado aquele artefato. Mas ainda havia pe\u00e7as do quebra-cabe\u00e7as por encaixar.<\/p>\n<p><strong>O futuro 223<\/strong><br \/>\nO passo seguinte demandou tecnologia feita sob encomenda para aquele desafio. Uma equipe internacional dedicada a estudar a m\u00e1quina conseguiu convencer o engenheiro de raios-X Roger Hadland a criar um equipamento especial para fazer imagens do mecanismo.<\/p>\n<p>E usando outro aparelho que havia real\u00e7ado os escritos que cobrem boa parte dos fragmentos, encontraram uma refer\u00eancia \u00e0s engrenagens e a outro n\u00famero chave: 223.<\/p>\n<p>Tr\u00eas s\u00e9culos antes da idade de ouro de Atenas, astr\u00f4nomos babil\u00f4nios antigos descobriram que 223 luas ap\u00f3s um eclipse (cerca de 18 meses e 11 dias, per\u00edodo conhecido como ciclo Saros), a Lua e a Terra voltavam para a mesma posi\u00e7\u00e3o, de modo a provavelmente produzir outro eclipse.<\/p>\n<p>&#8220;Quando havia um eclipe lunar, o rei babil\u00f4nio deixava o posto e um substituto assumia o poder, de modo que os maus agouros fossem para ele. Logo o substituto era morto e o rei voltava a assumir sua posi\u00e7\u00e3o&#8221;, conta John Steele, especialista em Babil\u00f4nia do Museu Brit\u00e2nico. E o 223 era o n\u00famero de outra roda do mecanismo.<\/p>\n<p>A m\u00e1quina de Antic\u00edtera podia prever eclipses. N\u00e3o apenas o dia, mas a hora, dire\u00e7\u00e3o da sombra e cor com a qual a Lua apareceria.<\/p>\n<p><strong>Tudo dependia da Lua<\/strong><br \/>\nComo se tudo isso n\u00e3o fosse bastante, os pesquisadores descobriram outra maravilha. O ciclo Saros, uma intera\u00e7\u00e3o repetitiva de 223 meses do Sol, da Terra e da Lua, dependia do padr\u00e3o da Lua e &#8220;nada sobre a Lua \u00e9 simples&#8221;, diz Freeth.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o apenas a Lua tem a \u00f3rbita el\u00edptica &#8211; assim viaja mais rapidamente quando est\u00e1 mais perto da Terra -, mas essa elipse gira lentamente, em um per\u00edodo de 9 anos. Podia ent\u00e3o a m\u00e1quina de Antic\u00edtera rastrear o caminho flutuante da Lua?<\/p>\n<p>Sim, podia: duas engrenagens menores, uma delas com uma pin\u00e7a para regular a velocidade de rota\u00e7\u00e3o, replicavam com precis\u00e3o o tempo de \u00f3rbita da Lua, e outra, com 26 dentes e meio, compensava o deslocamento dessa \u00f3rbita.<\/p>\n<p>E ao examinar o que sobrara da parte frontal do aparelho, os investigadores conclu\u00edram que ele tinha um planet\u00e1rio como os gregos entendiam o Universo naquele momento: a Terra no centro e cinco planetas ao redor.<\/p>\n<p>&#8220;Era uma ideia extraordin\u00e1ria: pegar teorias cient\u00edficas da \u00e9poca e mecaniz\u00e1-las para ver o que aconteceria dias, meses e d\u00e9cadas depois&#8221;, diz o matem\u00e1tico.<\/p>\n<p><strong>Mist\u00e9rio dentro de um enigma<\/strong><br \/>\n&#8220;Essencialmente, foi a primeira vez que a ra\u00e7a humana criou um computador&#8221;, acrescenta Freeth. &#8220;\u00c9 incr\u00edvel como um cientista daquela \u00e9poca descobriu como usar engrenagens para rastrear os complexos movimentos da Lula e dos planetas.&#8221;<\/p>\n<p>Mas quem foi esse cientista? Uma pista estava em outra fun\u00e7\u00e3o da m\u00e1quina. O aparelho tamb\u00e9m previa a data exata dos Jogos Pan-Hel\u00eanicos: quatro festivais separados que se realizavam periodicamente na Gr\u00e9cia Antiga: Jogos Ol\u00edmpicos, ou de Ol\u00edmpia, Jogos P\u00edticos, Jogos \u00cdstmicos e Jogos Nemeus.<\/p>\n<p>O curioso \u00e9 que embora os Jogos de Ol\u00edmpia tivessem mais prest\u00edgio, os Jogos \u00cdstmicos, em Corinto, apareciam em letras maiores. Os investigadores j\u00e1 tinham notado que os nomes dos meses que apareciam em outra engrenagem da m\u00e1quina eram cor\u00edntios.<\/p>\n<p>As evid\u00eancias sugeriam que o criador da m\u00e1quina era um cor\u00edntio que vivia na col\u00f4nia mais rica governada pela cidade: Siracusa. Siracusa era lar do mais brilhante dos matem\u00e1ticos e engenheiros gregos: Arquimedes.<\/p>\n<p>Trata-se, talvez, do cientista mais importante da Antiguidade cl\u00e1ssica, que determinou a dist\u00e2ncia da Terra \u00e0 Lua, descobriu como calcular o volume de uma esfera, o n\u00famero fundamental \u03c0 e havia garantido que moveria o mundo com apenas uma alavanca.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00f3 um matem\u00e1tico brilhante como Arquimedes poderia ter desenhado a m\u00e1quina de Antic\u00edtera&#8221;, opina Freeth.<\/p>\n<p>Sabe-se que Arquimedes estava em Siracusa quando romanos conquistaram a cidade, e que o general Marco Claudio Marcelo havia ordenado que o cientista n\u00e3o fosse morto, mas um soldado acabou assassinando o matem\u00e1tico.<\/p>\n<p>Siracusa foi saqueada e seus tesouros foram enviados a Roma. O general Marcelo levou consigo duas pe\u00e7as &#8211; ambas, diziam, eram de Arquimedes. Os investigadores acreditam que fossem vers\u00f5es anteriores da m\u00e1quina.<\/p>\n<p>Um ind\u00edcio est\u00e1 em uma descri\u00e7\u00e3o que o orador C\u00edcero fez de uma das m\u00e1quinas de Arquimedes que viu na casa do neto do general Marcelo:<\/p>\n<p>&#8220;Arquimedes encontrou a maneira de representar com precis\u00e3o, em apenas um aparato, os variados e divergentes movimentos dos cinco planetas com suas distintas velocidades, de modo que o mesmo eclipse ocorre no globo (planet\u00e1rio) e na realidade.&#8221;<\/p>\n<p>Mas o que aconteceu com a brilhante tecnologia da m\u00e1quina? Por que ela se perdeu? Como tantas outras coisas, com a queda da civiliza\u00e7\u00e3o grega e, mais tarde, da romana, os conhecimentos &#8220;imigraram&#8221; para o Oriente, onde foram mantidos por bizantinos e \u00e1rabes eruditos.<\/p>\n<p>O segundo artefato com engrenagens de bronze mais antigo \u00e9 do s\u00e9culo 5 e tem inscri\u00e7\u00f5es em \u00e1rabe. E no s\u00e9culo 8 os mouros levaram esses conhecimentos de volta \u00e0 Europa.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\" Todas as pe\u00e7as para introduzir os conhecimentos em uma s\u00f3 m\u00e1quina. (Foto: BBC)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/hdmdYsmObYVHcAsYwzbMGxuOXCs=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2016\/07\/03\/anticitera3-g1.jpg\" alt=\" Todas as pe\u00e7as para introduzir os conhecimentos em uma s\u00f3 m\u00e1quina. (Foto: BBC)\" width=\"640\" height=\"360\" \/><strong> Todas as pe\u00e7as para introduzir os conhecimentos em uma s\u00f3 m\u00e1quina. (Foto: BBC)<\/strong><\/div>\n<p>Investiga\u00e7\u00f5es anteriores apontaram que a m\u00e1quina estava dentro de uma caixa de madeira que n\u00e3o sobreviveu ao tempo. Uma caixa que continha todo o conhecimento do planeta, do tempo, espa\u00e7o e Universo.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um pouco intimidador saber que, logo antes da queda de sua grande civiliza\u00e7\u00e3o, os gregos antigos tinham chegado t\u00e3o perto de nossa era, n\u00e3o apenas em pensamento mas na tecnologia cient\u00edfica&#8221;, disse Derek J. de Solla Price.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se n\u00e3o fosse uma forte tempestade na ilha grega de Antic\u00edtera, h\u00e1 pouco mais de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":45044,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/computador.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/computador-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/computador-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/computador.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/computador.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/computador.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/computador.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/computador.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/computador.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/computador.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Se n\u00e3o fosse uma forte tempestade na ilha grega de Antic\u00edtera, h\u00e1 pouco mais de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45043"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45043"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45043\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/45044"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45043"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45043"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45043"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}