{"id":45036,"date":"2016-07-04T08:57:41","date_gmt":"2016-07-04T11:57:41","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=45036"},"modified":"2016-07-04T08:57:41","modified_gmt":"2016-07-04T11:57:41","slug":"agricultores-de-pernambuco-aprendem-a-produzir-com-pouca-agua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/agricultores-de-pernambuco-aprendem-a-produzir-com-pouca-agua\/","title":{"rendered":"Agricultores de Pernambuco aprendem a produzir com pouca \u00e1gua"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/tabira.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-45037\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/tabira-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/tabira-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/tabira.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O homem do sert\u00e3o \u00e9 acostumado a conviver com as armadilhas do clima, principalmente a seca. Aproveitar a pouca \u00e1gua \u00e9 sempre um desafio. \u00c9 isso que um agricultor vem fazendo junto de uma cooperativa de pequenos produtores, em Pernambuco.<\/p>\n<p>&#8220;O que eu vivi antes aqui, sem ter \u00e1gua&#8230; hoje a gente se considera outra pessoa, diferente, rico. Porque tendo \u00e1gua, tem riqueza&#8221;.<\/p>\n<p>Seu Raimundo Morato tem autoridade para falar assim. Sertanejo, sabe bem o que \u00e9 conviver com a falta de \u00e1gua. Para entender como a vida da fam\u00edlia dele est\u00e1 mudando, vamos conhecer o que est\u00e1 por tr\u00e1s de tudo isso: o trabalho de uma cooperativa de pequenos agricultores.<\/p>\n<p>No munic\u00edpio de Tabira, na regi\u00e3o do sert\u00e3o do Paje\u00fa, em Pernambuco, fica a sede da Coodapis, que at\u00e9 bem pouco tempo atr\u00e1s se dedicava principalmente \u00e0 apicultura. Com novas t\u00e9cnicas, os produtores conseguiram baixar custos e melhorar a qualidade do mel. Hoje, o mel de Tabira \u00e9 refer\u00eancia no estado!<\/p>\n<p>\u00c0 frente da cooperativa, est\u00e1 Adelmo Cabral, um agricultor inquieto, que achou que n\u00e3o dava para ficar s\u00f3 na produ\u00e7\u00e3o de mel. E ele conta o que o motivou a diversificar: &#8220;O castigo da seca. Estamos indo para 5 anos de seca e a gente viu que tinha que fazer alguma coisa diferente. Se ficasse na mesmice, acho que a cooperativa n\u00e3o ia muito al\u00e9m&#8221;.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a come\u00e7ou h\u00e1 dois anos, na pr\u00f3pria \u00e1rea da cooperativa, que serve de experimento para os associados. Ao lado de um a\u00e7ude quase seco, tem verde, tem lavoura! &#8220;A gente provou a todo mundo que com pouca \u00e1gua d\u00e1 pra se fazer muito&#8221; conta Adelmo, orgulhoso.<\/p>\n<p>A pouca \u00e1gua vem de um po\u00e7o que j\u00e1 existia na propriedade, mas que ningu\u00e9m botava f\u00e9. Ele tem 40 metros de profundidade e uma vaz\u00e3o de 600 litros de \u00e1gua por hora. &#8220;As informa\u00e7\u00f5es que eu fui buscar, disseram que n\u00e3o dava pra fazer nada. Tinha que ter vaz\u00e3o acima de mil litros de \u00e1gua por hora. Esse po\u00e7o mal d\u00e1 pra alimentar uma resma de gado. O desafio \u00e9 esse, ent\u00e3o vamos procurar fazer pra ver se vai dar certo. E deu&#8221;, afrima Adelmo.<\/p>\n<p>O po\u00e7o fica ligado 24 horas. Como a vaz\u00e3o \u00e9 pequena, Adelmo usa um cano de 32 mil\u00edmetros para a sa\u00edda da \u00e1gua. Assim, n\u00e3o for\u00e7a muito a bomba. &#8220;\u00c9 como se fosse um olho d&#8217;\u00e1gua na propriedade&#8221;, analisa ele, que tamb\u00e9m afirmou que o po\u00e7o nunca secou.<\/p>\n<p>Hoje, s\u00e3o 12 hectares de plantio, principalmente de hortali\u00e7as e frutas, como maracuj\u00e1, uva, banana. Tudo com certifica\u00e7\u00e3o org\u00e2nica.<\/p>\n<p>Todas as lavouras da \u00e1rea da cooperativa s\u00e3o irrigadas. A \u00e1gua segue do po\u00e7o para tanques, para ser distribu\u00edda, mas n\u00e3o vai de imediato para as plantas. Primeiro, ela tem outra utilidade: a cria\u00e7\u00e3o de til\u00e1pias.<\/p>\n<p>Os tanques de til\u00e1pia s\u00e3o de concreto, t\u00eam 3m de di\u00e2metro, 1,70m de profundidade e comportam 12 mil litros de \u00e1gua. Segundo Adelmo, esse n\u00e3o \u00e9 um sistema convencional de cria\u00e7\u00e3o de til\u00e1pias. Ele come\u00e7a com 1.200 alevinos em\u00a0 um \u00fanico viveiro. S\u00e3o 100 peixes por metro c\u00fabico. No m\u00e9todo convencional, para esse tipo de tanque, com \u00e1gua represada, o usual s\u00e3o tr\u00eas peixes por metro c\u00fabico.<\/p>\n<p>Adelmo tem uma receita para o sistema funcionar. Primeiro: em seis meses, quando as til\u00e1pias atingem 600 gramas, inicia-se o processo de despesca. Com esse peso, os peixes j\u00e1 podem ser vendidos. &#8220;Consequentemente, o peixe que vai ficar na \u00e1gua ele vai crescer, ent\u00e3o vai precisar de mais espa\u00e7o. Ent\u00e3o a gente despesca 50% dos peixes. Fica a metade dos peixes aqui, para aguentar at\u00e9 mais um ano, um ano e meio&#8221;.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isso. Enquanto que no sistema convencional, em tanques de concreto ou escavados, a troca da \u00e1gua \u00e9 mais lenta, no sistema da cooperativa a renova\u00e7\u00e3o deve ser frequente. Isso porque a concentra\u00e7\u00e3o de dejetos facilita a produ\u00e7\u00e3o de am\u00f4nia, que, em excesso, mata os peixes. &#8220;A mat\u00e9ria org\u00e2nica produzida nesse espa\u00e7o \u00e9 muito grande, devido ao res\u00edduo das fezes dos peixes, restos de alimentos e a secre\u00e7\u00e3o do peixe. Por isso que a gente tem que remover essa \u00e1gua a cada dois ou tr\u00eas, para eliminar as toxinas que s\u00e3o produzidas na \u00e1gua&#8221;.<\/p>\n<p>O ideal \u00e9 sempre retirar metade da \u00e1gua do tanque. Nunca toda de uma s\u00f3 vez. O que sai \u00e9 o que vai para a irriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mais uma dica \u00e9 a cada 15 dias aspirar o fundo do tanque para remover os res\u00edduos s\u00f3lidos. Outro detalhe importante \u00e9 a oxigena\u00e7\u00e3o. Adelmo usa as bombas comuns, que renovam a \u00e1gua, mas faz adapta\u00e7\u00f5es que aumentam a quantidade de ar para os peixes: &#8220;A gente usa mangueiras para puxar o ar, e aumentar a quantidade de oxig\u00eanio&#8221;. Ele explica como faz esta adapta\u00e7\u00e3o no v\u00eddeo da reportagem.<\/p>\n<p>Uma tela colocada em cima dos tanques, al\u00e9m de evitar que os peixes maiores pulem para fora, \u00e9 uma quest\u00e3o de seguran\u00e7a que Adelmo encontrou para tranquilizar os criadores: &#8220;Quando a gente vai abordar o associado para criar o peixe, ele diz que n\u00e3o d\u00e1 pra criar porque tem muito ladr\u00e3o de peixe. Ent\u00e3o j\u00e1 cria uma dificuldade&#8221;.<\/p>\n<p>Cada um dos sete viveiros abriga os peixes de um associado. E irriga a lavoura de v\u00e1rios agricultores. Adelmo explica a vantagem de usar, para irriga\u00e7\u00e3o, a \u00e1gua que foi retirada nos tanques dos peixes: &#8220;Ela vem rica em nutrientes para a planta. Ent\u00e3o o solo, cada dia mais, ele vai ficando melhor, mais rico. Ent\u00e3o a gente n\u00e3o tem muita necessidade de colocar adubo qu\u00edmico, muito esterco, porque a pr\u00f3pria \u00e1gua j\u00e1 vem rica em nutriente&#8221;.<\/p>\n<p>A t\u00e9cnica para molhar as plantas tamb\u00e9m \u00e9 uma inven\u00e7\u00e3o de Adelmo. &#8220;O sistema de gotejo e de microaspersor n\u00e3o funciona. Porque a \u00e1gua sai com res\u00edduos das fezes dos peixes e, \u00e0s vezes, com ra\u00e7\u00e3o. E entope rapidinho. Ent\u00e3o a gente pega s\u00f3 o terminal do microaspersor, porque o buraco dele \u00e9 um pouco maior, ent\u00e3o os res\u00edduos conseguem passar por aqui. A\u00ed dentro eu coloco um arame para direcionar a irriga\u00e7\u00e3o para a planta&#8221;.<\/p>\n<p>Para as plantas que exigem mais \u00e1gua, a mangueira \u00e9 maior. A banana \u00e9 molhada todo dia. Em dois hectares est\u00e3o 50 p\u00e9s, de nove associados. Nas culturas que n\u00e3o precisam de irriga\u00e7\u00e3o sempre, o intervalo \u00e9 no m\u00e1ximo de tr\u00eas dias, porque junto, vem a necessidade de renovar a \u00e1gua do tanque. \u00c9 peixe que garante nutrientes para as plantas. E lavouras que servem \u00e0s til\u00e1pias.<\/p>\n<p>Para baratear o custo do alimento dos peixes, os agricultores se prepararam. Antes de colocar as til\u00e1pias nos tanques, eles plantaram milho e capim exclusivamente para fabricar a ra\u00e7\u00e3o. A m\u00e1quina que produz a ra\u00e7\u00e3o foi comprada pela cooperativa para atender aos associados. A base \u00e9 o farelo de milho &#8211; os gr\u00e3os triturados.<\/p>\n<p>Outras vitaminas e a prote\u00edna tamb\u00e9m v\u00eam da ro\u00e7a, como Adelmo conta: &#8220;Aqui a gente tem o capim elefante, folha do p\u00e9 de milho. O p\u00e9 de gerimum, ab\u00f3bora, a palma. E o broto da mandioca, que concentra a maior quantidade de prote\u00edna&#8221;.<\/p>\n<p>As folhas e brotos s\u00e3o batidos no liquidificador com \u00e1gua, um pouco de sal e \u00f3leo vegetal. Essa pasta \u00e9 misturada ao farelo e ent\u00e3o, a ra\u00e7\u00e3o \u00e9 peletizada, ou seja: compactada em pequenas por\u00e7\u00f5es. Depois, ela fica dois dias no sol, e est\u00e1 pronta. \u00c9 o tempo suficiente tamb\u00e9m para a evapora\u00e7\u00e3o do \u00e1cido cian\u00eddrico, que \u00e9 um veneno presente na folha verde da mandioca. O alimentador dos tanques \u00e9 autom\u00e1tico, movido a energia solar. Quatro vezes ao dia, as til\u00e1pias recebem comida.<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00f3 a ra\u00e7\u00e3o dos peixes \u00e9 feita na cooperativa. O milho e o capim viram comida para as galinhas caipiras, que aproveitam ainda as sobras da lavoura. A cria\u00e7\u00e3o \u00e9 um projeto piloto, que a dona Leon\u00edsia Almeida cuida com carinho: &#8220;Se estragava muita banana, melancia, e eu disse por que n\u00e3o utilizar essas frutas que est\u00e3o sendo jogadas?&#8221;<\/p>\n<p>Para quem quer come\u00e7ar, a cooperativa fornece 20 pintinhos e depois ajuda o associado na comercializa\u00e7\u00e3o. &#8220;Se cada um, um tiver 20, outros 50, 100, isso d\u00e1 um volume grande que tem como colocar num grande mercado&#8221;, afirma dona Leon\u00edsia.<\/p>\n<p>Aos poucos, Adelmo vai disseminando suas ideias por aqui. Natural de Recife, ele chegou ao sert\u00e3o h\u00e1 10 anos, depois de casar. Formado em belas artes, n\u00e3o exerce a carreira, mas est\u00e1 sempre inventando. &#8220;N\u00e3o paro de praticar a minha arte aqui, nessa terra bruta e lapidando e criando coisas que as pessoas acham &#8216;\u00e9 imposs\u00edvel&#8217;, e a gente vai fazendo&#8221;.<\/p>\n<p>Seu Raimundo, do come\u00e7o da reportagem, tamb\u00e9m \u00e9 um dos agricultores que est\u00e3o mudando o jeito de conviver com a seca. Acostumado a criar til\u00e1pia em a\u00e7udes, agora usa um dos tanques da cooperativa. Ele conta que n\u00e3o imaginava que pudesse funcionar: &#8220;Esse conhecimento aqui eu n\u00e3o tinha n\u00e3o. Eu achava que podia n\u00e3o dar certo, n\u00e9? Eu pensava como que o pessoal desenvolveu esse tanque, sem ter lama para ele comer, aquela comida com capim, aquelas coisas l\u00e1, esse peixe n\u00e3o vai se desenvolver. \u00c9 tudo puro engano meu, n\u00e3o sabia de nada, n\u00e9?&#8221;.<\/p>\n<p>Raimundo mora no munic\u00edpio de Santa Teresa, a 30 Km de Tabira. L\u00e1, ele tem uma ro\u00e7a, que cuida junto com a esposa, dona Bernardete. A produ\u00e7\u00e3o em 11 hectares, dependia s\u00f3 de um a\u00e7ude que n\u00e3o enche mais. \u201cAqui era para gado, era para pasto, era para tudo\u201d<\/p>\n<p>As coisas come\u00e7aram a mudar h\u00e1 seis meses, quando a cooperativa abriu um po\u00e7o para o Raimundo. E que surpresa!! S\u00e3o 800 litros de \u00e1gua por hora. Ele nem imaginava que tinha tanta \u00e1gua ali, logo abaixo dos p\u00e9s: &#8220;N\u00e3o tinha essa no\u00e7\u00e3o, de jeito nenhum. \u00c9 a coisa de a gente dormir pobre e acordar rico. Porque a gente ter \u00e1gua num subsolo desse aqui, a gente dorme pobre e acorda rico&#8221;.<\/p>\n<p>Com essa riqueza, seu Raimundo vai construir dois tanques para til\u00e1pia. Por enquanto, a \u00e1gua do po\u00e7o segue para a caixa, que, por gravidade, chega ao capim &#8211; alimento das cabras &#8211; e \u00e0s hortali\u00e7as. Dona Bernardete comemora: &#8220;Foi bom demais, eu n\u00e3o tenho palavras para agradecer o que a gente ta colhendo agora&#8221;.<\/p>\n<p>Nunca falta produto, e o po\u00e7o \u00e9 at\u00e9 chamado de cofre, como conta o seu Raimundo: &#8220;Toda vez que t\u00f4 em casa, o pessoal liga: &#8216;tr\u00e1s tr\u00eas molhos de coentro, um molho de cebola&#8217;, nunca volto sem nada. Quer dizer que isso aqui \u00e9 meu cofre. Toda vez que eu venho para c\u00e1, eu levo um dinheirinho pra casa&#8221;.<\/p>\n<p>A renda melhorou. Mas eles querem bem mais. Esse ano, o casal voltou para a escola, para terminar o ensino fundamental. Incentivado pela cooperativa, seu Raimundo j\u00e1 fez at\u00e9 curso de estrat\u00e9gia de neg\u00f3cios: &#8220;Voc\u00ea ter o que \u00e9 seu e saber administrar, isso \u00e9 mto bom, n\u00e9? A gente n\u00e3o sabia. Tinha o que era da gente e n\u00e3o sabia administrar. Minha meta agora \u00e9 n\u00e3o parar. Eu enquanto for vivo, daqui pra frente, eu com a minha fam\u00edlia, tenho que trabalhar&#8221;.<\/p>\n<p>A cooperativa tem 245 associados, em Pernambuco, Para\u00edba, Piau\u00ed e Bahia. A maioria \u00e9 de apicultores. Mas pelo menos 10 produtores j\u00e1 est\u00e3o implantando as t\u00e9cnicas para aproveitar melhor a \u00e1gua.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O homem do sert\u00e3o \u00e9 acostumado a conviver com as armadilhas do clima, principalmente a<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":45037,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/tabira.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/tabira-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/tabira-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/tabira.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/tabira.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/tabira.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/tabira.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/tabira.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/tabira.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/tabira.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O homem do sert\u00e3o \u00e9 acostumado a conviver com as armadilhas do clima, principalmente a","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45036"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45036"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45036\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/45037"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45036"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45036"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45036"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}