{"id":45000,"date":"2016-07-03T15:00:53","date_gmt":"2016-07-03T18:00:53","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=45000"},"modified":"2016-07-03T08:58:39","modified_gmt":"2016-07-03T11:58:39","slug":"novidades-nas-aguas-do-velho-chico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/novidades-nas-aguas-do-velho-chico\/","title":{"rendered":"Novidades nas \u00e1guas do Velho Chico com a presen\u00e7a de bagrinhos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/peixe.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-45003\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/peixe-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/peixe-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/peixe.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Eles s\u00e3o dois bagrinhos, que cabem na palma da m\u00e3o, parentes pr\u00f3ximos um do outro, pertencem ao mesmo g\u00eanero: <em>Bunocephalus<\/em>. O<em> B. hartii<\/em> \u00e9 o maiorzinho, com at\u00e9 6 cent\u00edmetros de comprimento. Ele tem colora\u00e7\u00e3o bege e pontos marrom-claro e manchas marrom-escuro no dorso. J\u00e1 o <em>B. minerim<\/em> s\u00f3 chega a 4 cent\u00edmetros de comprimento e tamb\u00e9m \u00e9 bege, com manchas marrons.<\/p>\n<p>Os peixinhos vivem no fundo dos rios, na Bacia do S\u00e3o Francisco, no norte de Minas Gerais, se protegendo nas folhas acumuladas. E a presen\u00e7a deles, de acordo com os respons\u00e1veis pela descoberta, \u00e9 um sinal positivo, pois indica bom estado de conserva\u00e7\u00e3o do ambiente. &#8220;Percebemos tamb\u00e9m que suas presen\u00e7as indicam que esse micro-habitat [os fundos dos rios] est\u00e3o equilibrados\u201d, afirma o professor Carlos Mascarenhas Alves, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). \u201cPortanto, elas s\u00f3 s\u00e3o encontradas em regi\u00f5es conservadas, o que indica a import\u00e2ncia de manter a prote\u00e7\u00e3o desses locais.&#8221;<\/p>\n<p>O professor alerta para as amea\u00e7as ao trecho mineiro da Bacia do S\u00e3o Francisco, como o esgoto n\u00e3o tratado despejado nos rios, al\u00e9m do desmatamento, a minera\u00e7\u00e3o e a agropecu\u00e1ria, que afetam as matas ciliares. Ele explica que o assoreamento, provocado pela degrada\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nas margens dos rios, vai impactar diretamente esp\u00e9cies que vivem no fundo do rio, como as duas rec\u00e9m-descobertas.<\/p>\n<p>A descri\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies foi publicada na revista cient\u00edfica Neotropical Ichthyology, da Sociedade Brasileira de Ictiologia. A pesquisa teve apoio da Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Natureza. De acordo com os autores do estudo, mais de 14,2 milh\u00f5es de pessoas em 521 munic\u00edpios dependem ou precisam das \u00e1guas da Bacia do S\u00e3o Francisco.<\/p>\n<p><strong>Inseto cego<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright wp-image-48136\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/118600_web.jpg\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" srcset=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/118600_web.jpg 400w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/118600_web-300x271.jpg 300w\" alt=\"118600_web\" width=\"373\" height=\"337\" \/>\u00c9 um inseto amarelado e pequeno, com apenas 3 mil\u00edmetros de comprimento. E n\u00e3o tem olhos, e se tivesse eles teriam pouca utilidade. Apesar de serem conhecidas mais de 12.500 esp\u00e9cies do grupo em todo o mundo, a rec\u00e9m-descoberta se destaca tamb\u00e9m por ser a segunda no Brasil e viver exclusivamente em ambiente subterr\u00e2neo. A descoberta foi descrita na revista cient\u00edfica de acesso aberto Deutsche Entomologische Zeitschrift, por uma equipe do Centro de Estudos em Biologia Subterr\u00e2nea, da Universidade Federal de Lavras (MG).Ainda na Bacia do S\u00e3o Francisco, mas em cavernas localizadas alguns quil\u00f4metros ao norte, j\u00e1 no munic\u00edpio baiano de Iui\u00fa, foi descoberta uma surpreendente esp\u00e9cie de inseto cego. Batizado do <em>Iuiuia caeca<\/em>, representa tamb\u00e9m um novo g\u00eanero de insetos do grupo dos fulgoromorfos, uma infraordem de insetos que podem parecer externamente com folhas ou plantas.<\/p>\n<p>Os pesquisadores acreditam que seja uma esp\u00e9cie end\u00eamica e rara, j\u00e1 que n\u00e3o foi encontrada em habitats subterr\u00e2neos pr\u00f3ximos. Apesar da caverna onde ele foi achado n\u00e3o ter sinais de visitas humanas, h\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o quanto a preserva\u00e7\u00e3o do local. Os pesquisadores afirmam que est\u00e1 sendo avaliado o potencial para a extra\u00e7\u00e3o de pedra calc\u00e1ria na regi\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eles s\u00e3o dois bagrinhos, que cabem na palma da m\u00e3o, parentes pr\u00f3ximos um do outro,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":45003,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/peixe.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/peixe-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/peixe-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/peixe.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/peixe.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/peixe.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/peixe.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/peixe.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/peixe.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/peixe.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Eles s\u00e3o dois bagrinhos, que cabem na palma da m\u00e3o, parentes pr\u00f3ximos um do outro,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45000"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45000"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45000\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/45003"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45000"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45000"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45000"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}