{"id":44960,"date":"2016-07-03T08:00:44","date_gmt":"2016-07-03T11:00:44","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=44960"},"modified":"2016-07-02T21:40:47","modified_gmt":"2016-07-03T00:40:47","slug":"cauda-esticada-abanando-rapidamente-pode-nao-ser-sinal-de-alegria-mas-sim-de-que-o-animal-esta-desconfiado-e-prestes-a-atacar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cauda-esticada-abanando-rapidamente-pode-nao-ser-sinal-de-alegria-mas-sim-de-que-o-animal-esta-desconfiado-e-prestes-a-atacar\/","title":{"rendered":"Cauda esticada, abanando rapidamente, pode n\u00e3o ser sinal de alegria"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/cachorro.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-44961\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/cachorro-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/cachorro-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/cachorro.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Saber quando um c\u00e3o est\u00e1 feliz \u00e9 f\u00e1cil, j\u00e1 detectar o medo \u00e9 muito mais dif\u00edcil e, n\u00e3o raro, as pessoas entendem equivocadamente os sinais apresentados pelo cachorro \u2013 o que pode acabar em acidentes, como mordidas graves. O medo, ali\u00e1s, \u00e9 um dos principais fatores que concorrem para que o animal ataque para se defender. A psic\u00f3loga Michele Wan, especialista em comportamento animal, coordenou uma pesquisa com o objetivo de examinar de que forma a experi\u00eancia com cachorros influi na percep\u00e7\u00e3o das pessoas a respeito de emo\u00e7\u00f5es caninas. No estudo, publicado no peri\u00f3dico cient\u00edfico <em>PLoS ONE<\/em>, volunt\u00e1rios foram reunidos em tr\u00eas grupos: um formado por pessoas que tinham pouca ou nenhuma experi\u00eancia com c\u00e3es, outro por volunt\u00e1rios que haviam vivido com um cachorro em algum momento, e um terceiro de pessoas que trabalhavam com c\u00e3es havia mais ou menos uma d\u00e9cada.<\/p>\n<p class=\"p3\">Todos os participantes do experimento assistiram a breves videoclipes de c\u00e3es. Em seguida, categorizaram o estado emocional dos animais e apontaram quais partes do corpo dos cachorros foram sugestivas para suas avalia\u00e7\u00f5es. Como os v\u00eddeos n\u00e3o tinham sons, os participantes tiveram de se basear no comportamento do animal para classificar um c\u00e3o como temeroso ou feliz, por exemplo. No entanto, esses n\u00e3o eram v\u00eddeos quaisquer. Eles tinham sido previamente triados por especialistas em comportamento canino, cujo aprendizado ou experi\u00eancia profissional os havia treinado para fazer avalia\u00e7\u00f5es de comportamento animal baseadas em achados cient\u00edficos.<\/p>\n<p class=\"p3\">C\u00e3es felizes provaram ser os mais f\u00e1ceis de identificar. Mesmo pessoas com pouca experi\u00eancia canina podiam ver um c\u00e3o se esbaldar na neve ou rolar alegremente sobre suas costas \u2013 e descrever esse animal como feliz.<\/p>\n<p class=\"p3\">Mas com o medo foi diferente. Os participantes do estudo que lidavam profissionalmente com c\u00e3es se sa\u00edram melhor na identifica\u00e7\u00e3o de medo, tanto em compara\u00e7\u00e3o a donos de cachorros como a pessoas pouco experientes com esses animais. \u201cFoi indiferente se os profissionais eram relativamente rec\u00e9m-chegados ao campo, tinham trabalhado com c\u00e3es havia menos de dez anos, ou se eram profissionais de longa data\u201d, observa Michele Wan. \u201cEles tiveram a mesma compet\u00eancia em identificar o medo.\u201d<\/p>\n<p class=\"p3\">Uma das raz\u00f5es para os profissionais se sa\u00edrem melhor pode ser o fato de observarem mais partes corporais dos c\u00e3es em busca de sinais, enquanto leigos s\u00e3o menos propensos a sintonizar com tra\u00e7os faciais dos c\u00e3es.<\/p>\n<p class=\"p3\">Felizmente, \u00e9 poss\u00edvel aprender como notar e interpretar comportamentos caninos sutis. Mesmo se voc\u00ea viver com o c\u00e3o mais d\u00f3cil e despreocupadamente feliz do planeta, o medo ainda deveria estar no seu radar, em especial se ele nunca interage com outros c\u00e3es. Reconhecer esse sentimento em outro c\u00e3o pode ajudar a entender como dar espa\u00e7o a ele; e, a partir da\u00ed, pode-se agir conforme a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p3\">Mas qual seria o \u201caspecto\u201d do medo? Uma variedade de posturas corporais ajuda a identific\u00e1-lo. \u00c9 mais f\u00e1cil reconhecer esse sentimento quando os c\u00e3es se encolhem, se abaixam ou voltam as orelhas para tr\u00e1s e mant\u00eam a cauda em uma posi\u00e7\u00e3o baixa. Muitas vezes, por\u00e9m, eles expressam que est\u00e3o amedrontados e outras maneiras, ao tremer, bocejar, salivar, ficar im\u00f3vel, respirar de maneira ofegante, levantar as patas. Alguns at\u00e9 mesmo abanam o rabo, o que facilmente confunde as pessoas e as faz se aproximar \u2013 e \u00e0s vezes ser mordidas.<\/p>\n<p class=\"p3\">\u00c9 poss\u00edvel ajudar c\u00e3es a serem menos medrosos. Identificar comportamentos ligados ao temor \u00e9 o primeiro passo; identificar e modificar a percep\u00e7\u00e3o de est\u00edmulos indutores de medo em um animal tamb\u00e9m \u00e9 importante. Imagine um cachorro que teme pessoas estranhas chegando \u00e0 sua casa. Mas se nessas ocasi\u00f5es ele ganhar pedacinhos de seu petisco favorito, a impress\u00e3o de amea\u00e7a ser\u00e1 gradualmente atenuada e at\u00e9 extinta. Por meio desse contracondicionamento, visitantes gradualmente ganham um novo significado, quando o c\u00e3o associa a presen\u00e7a de pessoas a uma coisa boa. \u00c0 medida que as emo\u00e7\u00f5es do c\u00e3o mudam, seu comportamento tamb\u00e9m se transforma: posturas amedrontadas desaparecem para revelar um cachorro que antecipa algo bom.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Saber quando um c\u00e3o est\u00e1 feliz \u00e9 f\u00e1cil, j\u00e1 detectar o medo \u00e9 muito mais<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":44961,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/cachorro.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/cachorro-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/cachorro-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/cachorro.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/cachorro.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/cachorro.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/cachorro.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/cachorro.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/cachorro.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/cachorro.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Saber quando um c\u00e3o est\u00e1 feliz \u00e9 f\u00e1cil, j\u00e1 detectar o medo \u00e9 muito mais","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44960"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44960"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44960\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44961"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44960"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44960"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44960"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}