{"id":4486,"date":"2014-08-09T13:15:26","date_gmt":"2014-08-09T13:15:26","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=4486"},"modified":"2014-08-09T13:15:26","modified_gmt":"2014-08-09T13:15:26","slug":"as-cidades-brasileiras-tem-um-custo-sete-vezes-maior-com-carros-e-motos-do-que-com-o-transporte-coletivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/as-cidades-brasileiras-tem-um-custo-sete-vezes-maior-com-carros-e-motos-do-que-com-o-transporte-coletivo\/","title":{"rendered":"As cidades brasileiras t\u00eam um custo sete vezes maior com carros e motos do que com o transporte coletivo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/automoveis.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-4487\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/automoveis.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Por Alexandre Pelegi*<\/p>\n<p>H\u00e1 alguns anos a ANTP realiza estudos e levantamentos para quantificar os custos envolvidos na mobilidade urbana. \u00c9 o SIM \u2013 Sistema de Informa\u00e7\u00f5es da Mobilidade, que faz a an\u00e1lise dos dados coletados em cidades com popula\u00e7\u00e3o acima de 60 mil habitantes. Este banco de dados permite o acompanhamento das v\u00e1rias facetas de car\u00e1ter econ\u00f4mico e social envolvidas na din\u00e2mica do transporte e tr\u00e2nsito urbanos das cidades brasileiras que, juntas, respondem por 61% da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds e 71% da frota de ve\u00edculos.<br \/>\nO mais recente relat\u00f3rio do SIM, com informa\u00e7\u00f5es referentes a 2012, nos permite conhecer, com profus\u00e3o de dados, indicadores importantes para a compreens\u00e3o da atual situa\u00e7\u00e3o da mobilidade urbana no pa\u00eds. O custo da mobilidade nas 438 cidades abrangidas pelo relat\u00f3rio chegava, naquele ano, ao valor de R$ 184,3 bilh\u00f5es. Este custo resulta da soma dos custos pessoais (arcados pelos usu\u00e1rios ou por empregadores quando h\u00e1 uso de vale transporte) mais os custos p\u00fablicos (manuten\u00e7\u00e3o do sistema vi\u00e1rio, arcados pelo poder p\u00fablico).<\/p>\n<p>Dentre os muitos dados coletados e analisados pelo SIM, h\u00e1 resultados que nos permitem entender melhor a justeza de a\u00e7\u00f5es p\u00fablicas que visam priorizar o transporte coletivo. Refiro-me ao custo do patrim\u00f4nio envolvido na mobilidade urbana das 438 cidades, estimado em R$ 2,48 trilh\u00f5es. Para chegar a este n\u00famero o relat\u00f3rio do SIM responde a uma pergunta objetiva: quanto custaria remontar, a valores de hoje, o atual sistema de mobilidade?<\/p>\n<p>O custo do patrim\u00f4nio, assim, resulta da soma dos valores dos ve\u00edculos que circulam por ruas e trilhos das cidades (carros, motos, \u00f4nibus, trens metropolitanos e de metr\u00f4) mais a infraestrutura utilizada para sua circula\u00e7\u00e3o, vi\u00e1ria e metroferrovi\u00e1ria.<\/p>\n<p>Do total de R$ 2,48 trilh\u00f5es, o custo de carros e motos somado ao custo do vi\u00e1rio utilizado por eles \u00e9 estimado em 2,18 trilh\u00f5es de reais (88% do total), sete vezes maior do que para o transporte coletivo, quando se aplica o mesmo crit\u00e9rio, cujo custo despenca para 0,31 trilh\u00e3o (12%).<\/p>\n<p>Uma das conclus\u00f5es a que se pode chegar \u00e9 a de que o gasto com infraestrutura nas cidades brasileiras tem beneficiado historicamente e de maneira gritante o transporte individual \u2013 basta olhar para as ruas e avenidas de qualquer cidade para enxergar como os carros s\u00e3o preponderantes na ocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o, quando em movimento ou estacionado.<\/p>\n<p>S\u00e3o dados importantes, justo num momento em que, em muitas cidades do pa\u00eds, brotam queixas contra as a\u00e7\u00f5es realizadas por Prefeituras em prol do transporte coletivo. Refiro-me, principalmente, \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o de corredores, \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o de rod\u00edzios, \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de vagas de estacionamento para maior fluidez dos \u00f4nibus, al\u00e9m da implanta\u00e7\u00e3o de projetos ciclovi\u00e1rios.<\/p>\n<p>Por fim, mas n\u00e3o menos importante: os valores revelados pelo SIM n\u00e3o s\u00f3 justificam qualquer a\u00e7\u00e3o em prol do transporte coletivo, como demonstram que tal postura, apesar de tardia, \u00e9 absolutamente necess\u00e1ria. Em qualquer sociedade democr\u00e1tica, o bem-estar coletivo tem de estar acima dos interesses individuais.<\/p>\n<p><em><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-404\" title=\"Foto Alexandre Pelegi\" src=\"http:\/\/www.mobilize.org.br\/blogs\/palavra-de-especialista\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Foto-Alexandre-Pelegi.jpg\" alt=\"\" width=\"118\" height=\"92\" \/>* Alexandre Pelegi \u00e9 editor da Revista dos Transportes P\u00fablicos da ANTP.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Alexandre Pelegi* H\u00e1 alguns anos a ANTP realiza estudos e levantamentos para quantificar os<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4487,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/automoveis.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/automoveis.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/automoveis.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/automoveis.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/automoveis.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/automoveis.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/automoveis.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/automoveis.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/automoveis.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/automoveis.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por Alexandre Pelegi* H\u00e1 alguns anos a ANTP realiza estudos e levantamentos para quantificar os","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4486"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4486"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4486\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4487"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4486"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4486"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4486"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}