{"id":44566,"date":"2016-06-26T14:30:22","date_gmt":"2016-06-26T17:30:22","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=44566"},"modified":"2016-06-25T21:50:45","modified_gmt":"2016-06-26T00:50:45","slug":"deficit-de-natureza-provoca-problemas-fisicos-e-mentais-em-criancas-alerta-especialista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/deficit-de-natureza-provoca-problemas-fisicos-e-mentais-em-criancas-alerta-especialista\/","title":{"rendered":"&#8216;Deficit de natureza&#8217; provoca problemas f\u00edsicos e mentais em crian\u00e7as, alerta especialista"},"content":{"rendered":"<div id=\"texto\">\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/crianca-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-44567\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/crianca-2-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/crianca-2-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/crianca-2.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Saem as brincadeiras no quintal, entram os apartamentos. Saem as pra\u00e7as e parques, entram os pr\u00e9dios. Saem os jogos na rua, entram os tablets e videogames.<\/p>\n<p>Basta um olhar r\u00e1pido para perceber que nas grandes e m\u00e9dias cidades o contato das crian\u00e7as com a natureza, em geral, vem diminuindo.<\/p>\n<p>E para o americano Richard Louv, autor de <em>A \u00daltima Crian\u00e7a na Natureza<\/em>, essa constata\u00e7\u00e3o em nada tem a ver com um saudosismo barato. Mas sim com os impactos negativos causados pelo o que ele chama de Transtorno de Deficit de Natureza.<\/p>\n<p>Em visita a S\u00e3o Paulo para o lan\u00e7amento de seu livro, Louv contou \u00e0 BBC Brasil que ele come\u00e7ou a se interessar pelo tema no in\u00edcio dos anos 90, quando fazia pesquisas para seu livro <em>Childhood&#8217;s Future<\/em> (&#8220;O Futuro da Inf\u00e2ncia&#8221;, em tradu\u00e7\u00e3o livre).<\/p>\n<p>&#8220;Entrevistei mais de 3 mil pais e professores. Queria saber deles sobre como o cen\u00e1rio da inf\u00e2ncia estava mudando. E uma constante nos depoimentos foram pais reclamando de que n\u00e3o conseguiam tirar seus filhos de casa. Mesmo se morassem perto de \u00e1reas verdes &#8220;, disse.<\/p>\n<p>&#8220;Na \u00e9poca, n\u00e3o haviam estudos sobre a afli\u00e7\u00e3o desses pais. Somente h\u00e1 menos de 10 anos surgiram as primeiras pesquisas sobre isso &#8211; e todas apontam para a mesma dire\u00e7\u00e3o: a falta de contato das crian\u00e7as com a natureza causa problemas f\u00edsicos, como a obesidade, e mentais, como depress\u00e3o, hiperatividade e deficit de aten\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Louv, no entanto, vai al\u00e9m do cen\u00e1rio triste que pinta para as crian\u00e7as dos dias atuais: ele tamb\u00e9m aponta medidas simples que pais, educadores, m\u00e9dicos e o poder p\u00fablico podem adotar para evitar o &#8220;deficit de natureza&#8221; at\u00e9 mesmo em grandes metr\u00f3poles. Confira os principais trechos da conversa:<\/p>\n<p><strong>BBC Brasil: Ainda h\u00e1 esperan\u00e7a para as crian\u00e7as que vivem em cidades como S\u00e3o Paulo ou outras do estilo &#8220;selva de pedra&#8221;?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Richard Louv: <\/strong>(Risos). Sim, \u00e9 claro que h\u00e1 esperan\u00e7a! Vi experi\u00eancias muito interessantes em cidades na China e tamb\u00e9m em Atlanta, Chicago e em outras metr\u00f3poles americanas que podem ser comparadas com as brasileiras.<\/p>\n<p>S\u00e3o escolas e associa\u00e7\u00f5es que est\u00e3o usando hortinhas, caminhadas em bosques e outras solu\u00e7\u00f5es simples para combater uma s\u00e9rie de novos problemas que atingem muitas das crian\u00e7as de hoje, por estarem t\u00e3o afastadas da natureza.<\/p>\n<p><strong>BBC Brasil: <\/strong>Quais exatamente s\u00e3o esses novos problemas? S\u00e3o f\u00edsicos ou mentais?<\/p>\n<p><strong>Richard: <\/strong>Os dois. Na parte f\u00edsica temos, por exemplo, a obesidade infantil, que hoje \u00e9 epidemia em v\u00e1rios pa\u00edses mundo afora, inclusive, at\u00e9 onde eu sei no Brasil. (47% das crian\u00e7as brasileiras t\u00eam com excesso de peso ou s\u00e3o obesas).<\/p>\n<p>As crian\u00e7as hoje passam menos horas ao ar livre e, consequentemente, mais tempo confinado em casa, vendo TV ou jogando videogame. Essa \u00e9 uma das grandes causas da obesidade infantil. Meninos e meninas que ficam na frente de telinhas s\u00e3o menos ativos do que os que correm no parque, sobem em \u00e1rvores&#8230;<\/p>\n<p><strong>BBC Brasil: E os transtornos psicol\u00f3gicos? <\/strong><\/p>\n<p><strong>Richard: <\/strong>S\u00e3o muitos e s\u00e3o novos. Porque at\u00e9 a poucos anos atr\u00e1s, era raro os pediatras atenderem crian\u00e7as bem novas com sintomas de depress\u00e3o. Tamb\u00e9m posso citar transtorno de deficit de aten\u00e7\u00e3o e hiperatividade (TDAH), al\u00e9m de problemas cognitivos.<\/p>\n<p><strong>BBC Brasil: Como a natureza pode amenizar esses problemas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Richard: <\/strong>Hoje, h\u00e1 muitos estudos mostrando que contato com a natureza &#8211; ainda que pequeno e por pouco tempo &#8211; podem reduzir os sintomas desses dist\u00farbios.<\/p>\n<p>Uma pesquisa de um grupo na Universidade de Chicago que estuda dist\u00farbios de aten\u00e7\u00e3o entre crian\u00e7as comprovou que meninos e meninas de 5 anos tiveram uma melhora significativa com caminhadas curtas em parques.<\/p>\n<p>Pesquisadores da Universidade de Essex tamb\u00e9m mostraram impactos psicol\u00f3gicos mensur\u00e1veis em adultos depois de apenas cinco minutos andando entre \u00e1rvores. Porque adultos, obviamente, tamb\u00e9m se beneficiam do contato com a natureza.<\/p>\n<p><strong>BBC Brasil: Voc\u00ea acha que conviver com a natureza \u00e9 mais eficiente do que receitar rem\u00e9dios? <\/strong><\/p>\n<div class=\"bbc-pullout\">\n<p>Dicas simples para pais com vidas corridas:<\/p>\n<ul>\n<li>Leve seu beb\u00ea para passear em \u00e1reas verdes &#8211; um \u00f3timo ant\u00eddoto para acalmar os pequenos e reduzir o estresse dos pais<\/li>\n<li>Deixe seu beb\u00ea se fascinar com a grama, as pedrinhas, as po\u00e7as d&#8217;\u00e1gua. N\u00e3o se preocupe por ele se sujar.<\/li>\n<li>Com crian\u00e7as j\u00e1 maiorzinhas, fa\u00e7a uma trilha simples e deixe que elas liderem o caminho em trechos conhecidos. Levar um walkie-talkie pode ser divertido tamb\u00e9m.<\/li>\n<li>Chame amigos para fazer passeios juntos pela natureza. Isso cria v\u00ednculos e diminui a sensa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a para quem tem essa preocupa\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Observe o c\u00e9u em um dia estrelado<\/li>\n<li>Fa\u00e7a festas e piquineques ao ar livre<\/li>\n<li>Brinque de coletar folhas, galhos e afins para decora\u00e7\u00e3o ou para atividades art\u00edsticas<\/li>\n<li>Presenteie a crian\u00e7a com um livro que inspire aventuras ao ar livre, como &#8220;As Aventuras de Tom Sawyer&#8221;ou &#8220;O Livro da Selva&#8221;<\/li>\n<li>Fa\u00e7a uma horta de legumes ou de temperos, seja no quintal ou na varanda do pr\u00e9dio<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p><strong>Richard:<\/strong> Veja, n\u00e3o estou dizendo que rem\u00e9dios como a Ritalina (usado para o tratamento de transtorno de d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o e hiperatividade, por exemplo) s\u00e3o ruins. Eles podem ser muito \u00fateis para alguns casos.<\/p>\n<p>Mas quando se t\u00eam escolas nos EUA em que 30% dos meninos tomam Ritalina, sabemos que algo n\u00e3o est\u00e1 certo. E os pediatras sabem disso. [O Brasil \u00e9 o segundo maior consumidor do medicamento no mundo, com cerca de 2 milh\u00f5es de caixas vendidas em 2010 &#8211; um aumento de 775% na \u00faltima d\u00e9cada, segundo a Anvisa.]<\/p>\n<p><strong>BBC Brasil: Sabem mesmo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Richard: <\/strong>Acredito que muitos est\u00e3o passando a se dar conta disso. E vejo cada vez mais profissionais come\u00e7ando a prescrever &#8220;brincar no parque&#8221;. Prescrever mesmo, por escrito.<\/p>\n<p>Em algumas partes dos EUA, por exemplo, associa\u00e7\u00f5es de m\u00e9dicos come\u00e7aram a usar dados com mapeamento das \u00e1reas verdes de suas cidades. Assim, dizem para os pais &#8220;tem um boques a duas quadras da sua casa, portanto n\u00e3o h\u00e1 desculpas para levar seu filho l\u00e1 duas vezes por semana.&#8221;<\/p>\n<p><strong>BBC Brasil: E o que exatamente acontece com essas crian\u00e7as que s\u00e3o taxadas, corretamente ou n\u00e3o, de hiperativas quando elas passam mais tempo em \u00e1reas verdes. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Richard: <\/strong>Essa mudan\u00e7a costuma ser vis\u00edvel e r\u00e1pida. Vou dar um bom exemplo. Recebo muitos coment\u00e1rios de professores que passaram a incluir mais passeios ao ar livre em suas turmas.<\/p>\n<p>E, juro, perdi a conta de quantos professores me falaram exatamente a mesma coisa, com praticamente as mesmas palavras: &#8220;Richard, \u00e9 impressionante. Meu aluno que \u00e9 encrenqueiro na classe se transforma no l\u00edder quando estamos no parque.&#8221; E o que estamos fazendo com essas crian\u00e7as? Dando Ritalina.<\/p>\n<p><strong>BBC Brasil: Isso tamb\u00e9m mostra como o papel da escola \u00e9 importante, n\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Richard: <\/strong>Com certeza. Eu diria inclusive que em grandes cidades, as escolas devem liderar o caminho de resgate do conv\u00edvio das crian\u00e7as com a natureza, j\u00e1 que as \u00e1reas verdes s\u00e3o poucas e a vida dos pais \u00e9 corrida.<\/p>\n<p>E h\u00e1 estudos mostrando que uma educa\u00e7\u00e3o baseada no meio ambiente melhora o aprendizado n\u00e3o somente em \u00e1reas ligadas \u00e0 ci\u00eancias da terra, por exemplo, mas tamb\u00e9m em idiomas, matem\u00e1tica, hist\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>BBC Brasil: Mas como isso acontece?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Richard:<\/strong> H\u00e1 muitos exemplos. S\u00e3o alunos aprendendo a somar ou dividir na beira de lagos. S\u00e3o escolas que exploram as \u00e1reas verdes n\u00e3o s\u00f3 em suas depend\u00eancias mas tamb\u00e9m no bairro.<\/p>\n<p>H\u00e1 dados impressionantes mostrando como alunos de escolas baseadas no meio ambiente se saem melhor em testes tradicionais e tamb\u00e9m desenvolvem melhor a capacidade de ter um pensamento cr\u00edtico, de solucionar problemas, de tomar decis\u00f5es, entre outras caracter\u00edsticas cognitivas.<\/p>\n<p><strong>BBC Brasil: E esses impactos positivos se d\u00e3o sempre que a crian\u00e7a tem mais contato com a natureza, seja na escola ou n\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Richard:<\/strong> Exato. Pegue os exemplos dos parquinhos. H\u00e1 dois tipos: os com brinquedos estruturados (escorregador, balan\u00e7o, etc) e os chamados &#8220;playground de aventuras&#8221;, em que em vez dos pisos de cimentos, temos terra, areia, grama; e n\u00e3o tem brinquedos prontos, e sim tocos de madeiras, morros e afins.<\/p>\n<p>Pesquisas mostraram que crian\u00e7as brincando nesse playground natural tinha uma propens\u00e3o muito maior de inventar seus pr\u00f3prios jogos, de convidar outras crian\u00e7as para a brincadeira, inclusive crian\u00e7as de outras idades e outros g\u00eaneros, e de brincar de uma maneira mais cooperativa.<\/p>\n<p>\u00c9 isso que a natureza proporciona para as crian\u00e7as.<\/p>\n<p><strong>BBC Brasil: Voc\u00ea cita muita crian\u00e7as pequenas. Para uma mais velha, com 10 ou 11 anos por exemplo, \u00e9 tarde demais para reconquistar esse conv\u00edvio com o ambiente natural?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Richard: <\/strong>De jeito nenhum. Nunca \u00e9 tarde demais. \u00c9 claro que o ideal seria come\u00e7ar isso desde de beb\u00ea at\u00e9 os 3 anos. Mas o nosso c\u00e9rebro tem o que se chama de plasticidade. E gra\u00e7as a ela abrem-se janelas para mudar o caminhos neurol\u00f3gicos que usamos para aprender ou perceber coisas novas em qualquer idade.<\/p>\n<p><strong>BBC Brasil: A poucas quadras daqui, h\u00e1 uma \u00e1rea (na Rua Augusta, centro de S\u00e3o Paulo) que virou alvo de disputa e que pode tanto virar um grande empreendimento imobili\u00e1rio como um parque municipal. Certamente h\u00e1 disputas assim em todas as grandes cidades do mundo. Como o sr. se posiciona diante dessas situa\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Richard: <\/strong>\u00c9 preciso ter uma vis\u00e3o pragm\u00e1tica. Por isso eu diria que o prefeito precisa colocar na ponta do l\u00e1pis. Quanto a cidade gasta com sa\u00fade p\u00fablica, com problemas como s\u00edndromes respirat\u00f3rias, sedentarismo e sa\u00fade mental? Uma \u00e1rea verde no meio da cidade pode ajudar nisso.<\/p>\n<p>Outro ponto: j\u00e1 est\u00e1 mais que provado que quando h\u00e1 um parque natural em uma determinada \u00e1rea, todo o entorno \u00e9 valorizado, elevando o valor de mercado das propriedades ao redor. Isso tamb\u00e9m precisa entrar na conta. Ali\u00e1s, a gest\u00e3o municipal pode fazer muita diferen\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>BBC Brasil: Por qu\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Richard: <\/strong>Eu queria lan\u00e7ar um desafio para o prefeito de S\u00e3o Paulo, como eu fiz na China. A cidade tem metas de ser uma cidade rica em \u00e1reas verdes? Isso pode entrar no marketing da cidade, para atrair grandes empresas, por exemplo.<\/p>\n<p>Quais as metas de S\u00e3o Paulo ou de outras cidades no Brasil para ter mais parques, \u00e1reas de caminhadas, playground naturais, trilhas?<\/p>\n<p><strong>BBC Brasil: O sr. acha que isso hoje n\u00e3o \u00e9 encarado como prioridade?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Richard:<\/strong> Bem longe disso. Um parque \u00e9 encarado como uma coisa a mais para se ter, algo extra, um mimo. Enquanto pensarmos assim, nada vai mudar.<\/p>\n<p>Porque a verdade \u00e9 que uma \u00e1rea verde n\u00e3o \u00e9 algo legal para se ter, \u00e9 algo do qual todos precisam. \u00c9 parte da nossa humanidade ter contato com a natureza, \u00e9 parte dos direitos humanos b\u00e1sicos, como muitos \u00f3rg\u00e3os internacionais j\u00e1 reconheceram. Por isso n\u00e3o pode ser negado pelas autoridades.<\/p>\n<p><strong>BBC Brasil: Al\u00e9m das autoridades e das escolas, qual o papel dos pais nessa retomada de contato das crian\u00e7as com a natureza?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Richard:<\/strong> Como em tudo, os pais precisam ser exemplos. Precisam tamb\u00e9m usufruir da natureza &#8211; mesmo porque isso \u00e9 ben\u00e9fico para todas as idades. Precisam proporcionar passeios ao ar livre para as crian\u00e7as, mostrar a import\u00e2ncia desse contato&#8230;<\/p>\n<p><strong>BBC Brasil: Mas ser\u00e1 que os pais que vivem dias corridos nas cidades d\u00e3o conta disso tamb\u00e9m?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Richard: <\/strong>\u00c9 importante \u00e9 deixar claro que n\u00e3o \u00e9 preciso ir acampar toda a semana, fazer trilhas na mata todo dia. O conv\u00edvio com a natureza se d\u00e1 tamb\u00e9m em atos simples, compat\u00edveis com o dia a dia corrido das fam\u00edlias atuais.<\/p>\n<p>\u00c9 ter uma hortinha em casa ou at\u00e9 na varanda do apartamento, \u00e9 aproveitar \u00e1reas ao ar livre como quadras esportivas, quando n\u00e3o houver um super parque perto de casa. E at\u00e9 mesmo ler &#8220;Tom Sawyer&#8221; ou outros livros que despertem o encantamento das crian\u00e7as com a natureza.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Saem as brincadeiras no quintal, entram os apartamentos. 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