{"id":44545,"date":"2016-06-26T12:00:18","date_gmt":"2016-06-26T15:00:18","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=44545"},"modified":"2016-06-25T21:28:53","modified_gmt":"2016-06-26T00:28:53","slug":"vegetacao-de-7-mil-anos-corre-risco-de-sumir-em-3-decadas-aponta-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/vegetacao-de-7-mil-anos-corre-risco-de-sumir-em-3-decadas-aponta-estudo\/","title":{"rendered":"Vegeta\u00e7\u00e3o de 7 mil anos corre risco de sumir em 3 d\u00e9cadas, aponta estudo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/vegetacao.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-44546\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/vegetacao-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/vegetacao-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/vegetacao.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>H\u00e1 em <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/pr\/norte-noroeste\/cidade\/campo-mourao.html\">Campo Mour\u00e3o<\/a>, no centro-oeste paranaense, \u00e1rvores e plantas t\u00e3o velhas quanto \u00e9 grande o risco de elas sumirem do mapa bem logo, conclu\u00edram pesquisadores da Universidade Estadual do <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/parana\">Paran\u00e1<\/a> (Unespar), em parceira com a Universidade Estadual de Maring\u00e1 (UEM).<\/p>\n<p>A \u00e1rea de cerrado, ali, \u00e9 quase 14 vezes mais antiga do que o &#8220;descoberto&#8221; Brasil, encontrado por desbravadores portugueses em 1.500 \u2014 amostras apontam que a vegeta\u00e7\u00e3o presente no local tem mais de 7,2 mil anos de exist\u00eancia \u2014, e pode sumir em menos de tr\u00eas d\u00e9cadas, se n\u00e3o houver mudan\u00e7as dr\u00e1sticas de comportamento humano, conforme os estudos.<\/p>\n<p>No entanto, vest\u00edgios do passado ainda est\u00e3o l\u00e1, em um bioma cada vez mais raro, e foram usados para as pesquisa feitas no Laborat\u00f3rio de Estudos Paleoambentais da Fecilcam (Lepafe), pertencente \u00e0 universidade paranaense.<\/p>\n<p>O estudo foi feito a partir do p\u00f3len de um pequi \u2014 \u00e1rvore t\u00edpica do planalto central brasileiro &#8211; e demonstra que a regi\u00e3o, que era predominantemente de cerrado, bioma brasileiro important\u00edssimo para o desenvolvimento de solu\u00e7\u00f5es medicinais, est\u00e1 se modificando r\u00e1pido demais.<\/p>\n<p>O material colhido, diz o professor Mauro Parolin, coordenador do laborat\u00f3rio, pode revelar importantes respostas (e novos questionamentos) sobre clima, vegeta\u00e7\u00e3o e condi\u00e7\u00f5es ambientais.<\/p>\n<p>&#8220;Essas pesquisas, numa \u00e9poca em que temos tantos extremos clim\u00e1ticos e discutimos tanto o aquecimento global, s\u00e3o extremamente importantes. O entendimento de processos do passado podem nos dar respostas para o presente e para o futuro&#8221;, afirma o pesquisador.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Fotografia de 1926 mostra o cerrado intacto da regi\u00e3o de Campo Mour\u00e3o (Foto: Alexandre Linzmayer\/Arquivo)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/7nh5FYYWJuayZOT_h3lwY00t2ko=\/620x465\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2016\/06\/24\/cerrado3.jpg\" alt=\"Fotografia de 1926 mostra o cerrado intacto da regi\u00e3o de Campo Mour\u00e3o (Foto: Alexandre Linzmayer\/Arquivo)\" width=\"640\" height=\"480\" \/><strong>Fotografia de 1926 mostra o cerrado intacto da regi\u00e3o de Campo Mour\u00e3o (Foto: Alexandre Linzmayer\/Arquivo)<\/strong><\/div>\n<p>Do cerrado, Campo Mour\u00e3o tem dado espa\u00e7o, com o passar dos anos, a florestas \u00famidas e cada vez mais quentes, explica Parolin. Antigamente, as secas eram mais severas e o clima era bem mais frio. O problema \u00e9 que, com a mudan\u00e7a, morre tamb\u00e9m a biodiversidade.<\/p>\n<p>&#8220;Com a perda da \u00e1rea de cerrado, perdemos tamb\u00e9m a biodiversidade. Isso \u00e9 p\u00e9ssimo. Perder biodiversidade significa perder esp\u00e9cies. Precisamos mant\u00ea-las, para que tenhamos o conhecimento mais profundo de alguma plantas que podem virar princ\u00edpios medicinais&#8221;, comenta o professor.<\/p>\n<p>Hoje, o cerrado na regi\u00e3o de Campo Mour\u00e3o \u00e9 aproximadamente quatro vezes menor do que h\u00e1 5 mil anos. A \u00e1rea ainda \u00e9 grande, apesar da redu\u00e7\u00e3o \u2014 cerca de 102 quil\u00f4metros quadrados. Mesmo assim, isso n\u00e3o a impede de desaparecer cedo.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"\u00c1rvores t\u00edpicas do cerrado s\u00e3o important\u00edssimas para a medicina (Foto: Lepafe\/Arquivo )\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/xCSJ_0jB0TmDmP5r3TiF2tT7iNo=\/620x465\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2016\/06\/24\/cerrado_2.jpg\" alt=\"\u00c1rvores t\u00edpicas do cerrado s\u00e3o important\u00edssimas para a medicina (Foto: Lepafe\/Arquivo )\" width=\"640\" height=\"480\" \/><strong>\u00c1rvores t\u00edpicas do cerrado s\u00e3o important\u00edssimas para a medicina (Foto: Lepafe\/Arquivo )<\/strong><\/div>\n<p>Para o professor do Lepafe, as pesquisas s\u00e3o o primeiro passo para que consigamos preservar o meio ambiente e os biomas importantes aos seres humanos. Entretanto, \u00e9 preciso que existam pol\u00edticas p\u00fablicas que mantenham, efetivamente, a natureza preservada.<\/p>\n<p>&#8220;Tem que existir mais vontade pol\u00edtica para mudar a situa\u00e7\u00e3o, no sentido de dar mais aten\u00e7\u00e3o \u00e0quilo que as universidades t\u00eam produzido. As pesquisas s\u00f3 s\u00e3o efetivas se houver a\u00e7\u00e3o. Precisamos, urgentemente, de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas, efetivamente, \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente&#8221;, comenta Parolin.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 em Campo Mour\u00e3o, no centro-oeste paranaense, \u00e1rvores e plantas t\u00e3o velhas quanto \u00e9 grande<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":44546,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/vegetacao.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/vegetacao-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/vegetacao-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/vegetacao.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/vegetacao.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/vegetacao.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/vegetacao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/vegetacao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/vegetacao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/vegetacao.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"H\u00e1 em Campo Mour\u00e3o, no centro-oeste paranaense, \u00e1rvores e plantas t\u00e3o velhas quanto \u00e9 grande","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44545"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44545"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44545\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44546"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44545"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44545"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44545"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}