{"id":44529,"date":"2016-06-26T08:00:10","date_gmt":"2016-06-26T11:00:10","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=44529"},"modified":"2016-06-25T21:13:15","modified_gmt":"2016-06-26T00:13:15","slug":"desventuras-em-jacupiranga-holofotes-cacadores-e-quilombolas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/desventuras-em-jacupiranga-holofotes-cacadores-e-quilombolas\/","title":{"rendered":"Desventuras em Jacupiranga: holofotes, ca\u00e7adores e quilombolas"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-44530\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/jacutinga-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/jacutinga-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/jacutinga.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Entre 2001 e 2005, eu e colegas do Laborat\u00f3rio de Biologia da Conserva\u00e7\u00e3o da UNESP de Rio Claro (SP) participamos de um projeto que visava estimar o tamanho das popula\u00e7\u00f5es de esp\u00e9cies cineg\u00e9ticas da Mata Atl\u00e2ntica paulista, coordenado pelo Prof. Dr. Mauro Galetti. Esp\u00e9cies cineg\u00e9ticas s\u00e3o aquelas objeto de ca\u00e7a, ou, em outras palavras, aquelas que os ca\u00e7adores preferem. Incluem aves, como macucos e jacutingas; e mam\u00edferos, como porcos do mato e muriquis. A presen\u00e7a ou aus\u00eancia destas esp\u00e9cies e a medi\u00e7\u00e3o de suas densidades populacionais s\u00e3o excelentes indicadores de qualidade de uma floresta, assim como do impacto humano e da efetividade de uma \u00e1rea protegida.<\/p>\n<p>Assim, Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o com boas popula\u00e7\u00f5es de jacutingas, queixadas e muriquis t\u00eam prote\u00e7\u00e3o efetiva e gest\u00e3o eficiente, enquanto aquelas com florestas vazias sofrem de gest\u00e3o e manejo ineficientes.<\/p>\n<p>Perguntar aos bichos \u00e9 a melhor maneira de saber se dinheiro destinado \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo bem gasto ou se determinada estrat\u00e9gia de manejo ou pol\u00edtica ambiental funciona.<\/p>\n<p><strong>Entre ca\u00e7adores e palmiteiros<\/strong><\/p>\n<p>Durante nosso projeto percorri trilhas de muitas das \u00e1reas protegidas do estado de SP. Deparei-me com problemas fundi\u00e1rios e crimes ambientais nas 10 unidades de conserva\u00e7\u00e3o paulistas de uso indireto (parques, esta\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas) que visitei entre 2001 e 2005. Em todas elas encontrei ca\u00e7adores, palmiteiros e animais dom\u00e9sticos. Em todas ouvi tiros e descobri ao acaso esperas com cevas. Em todas. At\u00e9 andar agachada uns 50 metros andei para ca\u00e7adores n\u00e3o me verem numa trilha que passava em cima do bananal onde eles estavam cortando banana para abastecer cevas. Hoje, a maturidade e uma boa dose de Discovery ID, que em 2002 n\u00e3o existia ainda, j\u00e1 me tiraram esta coragem desnecess\u00e1ria.<\/p>\n<p>Quando eu retornava \u00e0 civiliza\u00e7\u00e3o e colocava meus dados no computador, n\u00e3o era raro ter muitas informa\u00e7\u00f5es a respeito de evid\u00eancias de ca\u00e7a ou corte de palmito, e poucos dados sobre as esp\u00e9cies cineg\u00e9ticas cujas popula\u00e7\u00f5es quer\u00edamos estimar. T\u00e3o dif\u00edcil quanto encontrar os animais tamb\u00e9m era encontrar alguma patrulha da Pol\u00edcia Ambiental, que raramente se afasta do asfalto.<\/p>\n<p>Durante o ano de 2004, vivenciei epis\u00f3dios peculiares que merecem destaque no Parque Estadual de Jacupiranga, no sul de S\u00e3o Paulo. Visitei este parque regularmente durante todas as esta\u00e7\u00f5es do ano de 2004, principalmente para levantar informa\u00e7\u00f5es sobre a popula\u00e7\u00e3o das jacutingas (<em>Pipile jacutinga<\/em>, Cracidae), uma esp\u00e9cie em s\u00e9rio perigo de extin\u00e7\u00e3o devido \u00e0 ca\u00e7a e que pretendia estudar para meu doutorado.<\/p>\n<p><strong>Jacupiranga<\/strong><\/p>\n<p>Localizado no Vale da Ribeira, Jacupiranga \u00e9 parque desde 1969. Abriga um importante complexo de cavernas inseridas em uma regi\u00e3o que na \u00e9poca da pesquisa abrangia cerca de 150 mil hectares de Mata Atl\u00e2ntica. Jacupiranga \u00e9 cortado pela BR 116, o que resultou em uma explos\u00e3o de grilagem e desmatamento similar aos que vemos hoje nas rodovias amaz\u00f4nicas. Este parque tem tantos problemas quanto as outras \u00e1reas protegidas, entre eles os sempre presentes ca\u00e7adores, palmiteiros e a falta de regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria. Para completar, na \u00e9poca do desenvolvimento da pesquisa havia um intenso debate sobre a sobreposi\u00e7\u00e3o de \u00e1reas do parque com territ\u00f3rios quilombolas. A lei n. 12.810 de 2008 alterou os limites do parque Jacupiranga e colocou um ponto final neste debate, ao denominar estas \u00e1reas de sobreposi\u00e7\u00e3o como \u201cReservas de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>Sa\u00edamos de Rio Claro (SP) e ap\u00f3s cerca de 10 horas de viagem cheg\u00e1vamos na regi\u00e3o do N\u00facleo Cedro, quase na divisa com o Estado do Paran\u00e1. Neste n\u00facleo encontramos uma \u00fanica jacutinga na regi\u00e3o durante toda a dura\u00e7\u00e3o do projeto. A ave estava pousada em um palmito-ju\u00e7ara no quintal de um casebre \u00e0 beira da R\u00e9gis Bittencourt ou BR 116 &#8212; a t\u00e3o famosa rodovia da morte. Este tipo de dado, semelhantes aos de outras \u00e1reas, faz pensar que ajudaria se as pessoas deixassem de ca\u00e7\u00e1-la, pois as jacutingas n\u00e3o parecem t\u00e3o exigentes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 qualidade do habitat.<\/p>\n<p><strong>Holofotes equivocados<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s procurar por jacutingas e outros animais no Cedro, durante cerca de sete dias a cada viagem, part\u00edamos rumo ao n\u00facleo Caverna do Diabo, mais ao norte, tamb\u00e9m seguindo pela rodovia Regis Bittencourt.<\/p>\n<p>A BR 116 corta o parque ao longo de 60 km, facilitando o acesso de seres humanos \u00e0s suas matas para a realiza\u00e7\u00e3o das mais variadas perip\u00e9cias ilegais, entre elas o escoamento ilegal dos palmitos-ju\u00e7ara (<em>Euterpe edulis<\/em>) extra\u00eddos das terras do parque e outras \u00e1reas do Vale do Ribeira.<\/p>\n<p>A Caverna do Diabo, uma das maiores do estado de S\u00e3o Paulo, possui pouco mais de 6 km de extens\u00e3o, e tem visita tur\u00edstica permitida em seus primeiros 600-700 metros, por um pre\u00e7o, na \u00e9poca, em torno de R$ 3. N\u00e3o consegui descobrir quem teve a ideia de iluminar a caverna com holofotes, o que permitiu a prolifera\u00e7\u00e3o de algas e musgos nas forma\u00e7\u00f5es calc\u00e1rias pr\u00f3ximas \u00e0s fontes de luz. H\u00e1 quem diga que este estrago \u00e9 ben\u00e9fico &#8212; para o ser humano, claro &#8211;, pois aproxima as pessoas de um ambiente de cavernas, e ao conhecer este ambiente, o ser humano compreende a import\u00e2ncia de preserv\u00e1-las&#8230; Bom, lanternas-de-cabe\u00e7a foram inventadas h\u00e1 muito tempo e cumprem bem este papel.<\/p>\n<p><strong>Trilhas proibidas<\/strong><\/p>\n<p>Na primeira visita \u00e0 regi\u00e3o da Caverna do Diabo, perguntei aos funcion\u00e1rios do parque sobre as trilhas existentes, sobre a seguran\u00e7a de andar nas trilhas e poss\u00edveis mateiros para auxiliar o trabalho. Rapidamente descobri que era proibido entrar em determinadas trilhas do parque, supostamente p\u00fablico e gerenciado pelo Estado, sem a permiss\u00e3o do chefe da comunidade quilombola.<\/p>\n<p>A sorte \u00e9 que o vice-representante da comunidade dos quilombolas era um dos guarda-parques e nos levou ao representante naquela noite. Foram duas noites de muita conversa para que consegu\u00edssemos convencer o representante a nos deixar percorrer trilhas pr\u00f3ximas ao quilombo que se sobrepunham \u00e0s terras do parque. Apesar das terras da \u00e1rea pertencerem ao estado de S\u00e3o Paulo, tamb\u00e9m financiador de parte do nosso trabalho. Por que tanto receio dos quilombolas em ter pesquisadores percorrendo as trilhas pr\u00f3ximas \u00e0 comunidade?<\/p>\n<p>Sem d\u00favida, para ganhar acesso \u00e0s trilhas, foi forte o argumento de que viemos de um local distante 10 horas de carro. Lembro-me que uma das preocupa\u00e7\u00f5es do representante era o levantamento de informa\u00e7\u00f5es pelos pesquisadores n\u00e3o ser repartido com ou revertido para a comunidade. Levando em considera\u00e7\u00e3o a preocupa\u00e7\u00e3o do representante dos quilombolas, comprometi-me em levar informa\u00e7\u00f5es sobre jacutingas e outras esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o para a comunidade, o que fiz em fevereiro de 2004, por meio de uma palestra na escola local. Nela, abordei a import\u00e2ncia das jacutingas como dispersoras de sementes e a import\u00e2ncia do fruto de palmito-ju\u00e7ara como alimento de muitos animais da Mata Atl\u00e2ntica nas \u00e9pocas de escassez de outros frutos, principalmente durante o inverno.<\/p>\n<p>Numa das noites, ao voltar para o alojamento do parque naquela estrada estreita que sobe at\u00e9 a sede do n\u00facleo Caverna do Diabo, quase atropelamos um burro carregado de feixes de palmito, que entrou na mata assustado. Mais uma evid\u00eancia, encontrada ao acaso, de que muita coisa n\u00e3o ia bem por ali.<\/p>\n<p><strong>O (falso) canto do macuco<\/strong><\/p>\n<p>Durante as sa\u00eddas de campo vi muitos poucos bichos, mas realizei in\u00fameros registros de extra\u00e7\u00e3o de palmito-ju\u00e7ara nas trilhas na \u00e1rea do parque pr\u00f3ximas \u00e0 \u00e1rea dos quilombolas. Todas as palmeiras cortadas tinham caule bem fino (3 a 4 cm de di\u00e2metro na altura do peito) e eram jovens demais para terem produzido sementes.<\/p>\n<p>Numa manh\u00e3, ao percorrer uma destas trilhas cheias de palmito cortado, eu e uma ajudante de campo ouvimos o pio de um macuco <em>Tinamus solitarius<\/em>, exatamente \u00e0s 6:03h.\u00a0 Logo nos entreolhamos, um misto de alegria e al\u00edvio pelo primeiro registro auditivo de um animal cineg\u00e9tico naquela regi\u00e3o. \u00c0s 6:04h, ouvimos 2 pios deste feliz macuco. Anotei o registro com v\u00e1rios pontos de exclama\u00e7\u00e3o. \u00c0s 6:06h ouvimos 3 pios, e exatamente 2 minutos ap\u00f3s, ouvimos 4 pios seguidos. Come\u00e7amos a ficar desconfiadas com a persist\u00eancia desse macuco. Pois bem, este canto vinha do apito de um ca\u00e7ador, que passou por n\u00f3s logo ap\u00f3s o \u00faltimo registro do persistente macuco. Houve trocas de \u201cbom dia\u201d, apaguei os v\u00e1rios pontos de exclama\u00e7\u00e3o do caderno e adicionei o triste registro do ca\u00e7ador, colocando retic\u00eancias. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s jacutingas, foi avistado um \u00fanico indiv\u00edduo na zona intang\u00edvel \u2013 que n\u00e3o admite pessoas &#8212; do parque. Nenhum registro ocorreu nas trilhas pr\u00f3ximas aos quilombolas. Jacupiranga tem uma daquelas deprimentes florestas vazias.<\/p>\n<p>Em uma noite fui com os colegas de campo ao bar da comunidade, para tomar uma cervejinha. Inevitavelmente conversamos com quilombolas, principalmente sobre os costumes tradicionais e a substitui\u00e7\u00e3o destes por \u201ccostumes da civiliza\u00e7\u00e3o\u201d. Aprendi com eles que palmito-ju\u00e7ara \u00e9 realmente muito extra\u00eddo na regi\u00e3o, e aqueles bem picadinhos que compramos no supermercado s\u00e3o palmitos ainda jovens, que de t\u00e3o finos n\u00e3o s\u00e3o colocados inteiros no vidro. Disseram que muitos dos selos autenticados pelo \u00f3rg\u00e3o federal s\u00e3o falsificados facilmente, legalizando o palmito extra\u00eddo ilegalmente. Eu j\u00e1 havia ouvido isto em reportagens e relatos de colegas, mas ao vivo foi mais impressionante e frustrante. Depois deste dia, em todo posto de estrada em que entro e me deparo com aqueles vidros gigantescos de palmito-ju\u00e7ara, olho o r\u00f3tulo, indagando se \u00e9 falso ou n\u00e3o. Foi nestas noites que compreendi que a ind\u00fastria do palmito-ju\u00e7ara s\u00f3 vai ser extinta quando o \u00faltimo palmito for cortado. Sim, h\u00e1 quem n\u00e3o abra m\u00e3o do delicioso palmito-ju\u00e7ara assado ao inv\u00e9s de se contentar com palmito da pupunha ou palmito de a\u00e7a\u00ed.<\/p>\n<p>H\u00e1 quilombolas da comunidade pr\u00f3xima a Jacupiranga que j\u00e1 possuem acesso \u00e0 internet. Ao lerem estas hist\u00f3rias, certamente ir\u00e3o refletir. A situa\u00e7\u00e3o das jacutingas e outros animais n\u00e3o inspirava otimismo. Ap\u00f3s mais de 10 anos desta visita em Jacupiranga, ser\u00e1 que jacutingas ainda encontram frutos de palmitos-ju\u00e7ara? Ainda encontramos jacutingas? E macucos ainda piam nestas matas?<\/p>\n<p>E para n\u00e3o perder o espa\u00e7o para um pequeno protesto, que apaguem aqueles holofotes da Caverna do Diabo e acendam-nos em cada palmito adulto que ainda reste pelas matas de Jacupiranga. Se restar algum.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre 2001 e 2005, eu e colegas do Laborat\u00f3rio de Biologia da Conserva\u00e7\u00e3o da UNESP<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":44530,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/jacutinga.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/jacutinga-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/jacutinga-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/jacutinga.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/jacutinga.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/jacutinga.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/jacutinga.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/jacutinga.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/jacutinga.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/jacutinga.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Entre 2001 e 2005, eu e colegas do Laborat\u00f3rio de Biologia da Conserva\u00e7\u00e3o da UNESP","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44529"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44529"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44529\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44530"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44529"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44529"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44529"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}