{"id":44460,"date":"2016-06-25T13:30:32","date_gmt":"2016-06-25T16:30:32","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=44460"},"modified":"2016-06-25T11:28:54","modified_gmt":"2016-06-25T14:28:54","slug":"peixe-tropical-venenoso-se-alastra-pelo-mediterraneo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/peixe-tropical-venenoso-se-alastra-pelo-mediterraneo\/","title":{"rendered":"Peixe tropical venenoso t\u00edpico da \u00c1sia se alastra pelo Mediterr\u00e2neo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/peixe_tropical.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-44461\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/peixe_tropical-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/peixe_tropical-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/peixe_tropical.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>T\u00edpico da \u00c1sia, o peixe-le\u00e3o j\u00e1 se tornou uma das maiores amea\u00e7as aos ecossistemas de recifes no Atl\u00e2ntico. Ambientalistas alertam que ele est\u00e1 se espalhando tamb\u00e9m pelo Mar Mediterr\u00e2neo. A solu\u00e7\u00e3o vem de garfo e faca.<\/p>\n<p>O peixe-le\u00e3o, uma esp\u00e9cie tropical altamente venenosa, vem se proliferando no Mar Mediterr\u00e2neo numa propor\u00e7\u00e3o que alarma os ambientalistas. O temor \u00e9 que o invasor dizime as esp\u00e9cies integrantes do ecossistema regional.<\/p>\n<p>A esp\u00e9cie, tamb\u00e9m conhecida como peixe-escorpi\u00e3o, foi avistada perto da Turquia e do Chipre, no Mediterr\u00e2neo Leste, alertou a Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (UICN). Predador altamente invasivo, ele possui ferr\u00f5es t\u00f3xicos, cuja picada pode provocar dor extrema, v\u00f4mitos, parada respirat\u00f3ria e at\u00e9 ser mortal para humanos.<\/p>\n<p>Origin\u00e1rio do Oceano \u00cdndico e do sul do Pac\u00edfico, n\u00e3o se sabe bem como ele alcan\u00e7ou o Oceano Atl\u00e2ntico, algumas d\u00e9cadas atr\u00e1s. Desde ent\u00e3o tem causado devasta\u00e7\u00e3o nos ecossistemas marinhos locais, inclusive no Mar do Caribe.<\/p>\n<p>Ecologistas temem que a presen\u00e7a do peixe-le\u00e3o no Mediterr\u00e2neo tenha efeitos colaterais sobre todo o resto do meio ambiente marinho. Apesar da apar\u00eancia intrigante, com cores chamativas e movimentos lentos, at\u00e9 tubar\u00f5es evitam nadar perto dele. Isso deixa espa\u00e7o livre para que devore e extermine outras esp\u00e9cies, tamb\u00e9m as que normalmente ajudam a manter sob controle a reprodu\u00e7\u00e3o das algas.<\/p>\n<p>&#8220;A debilita\u00e7\u00e3o da fauna e flora local pode tamb\u00e9m atrair outras esp\u00e9cies invasivas&#8221;, adverte Carlos Jimenez, do Instituto Cyprus, centro de pesquisa em parceria com o Massachusetts Institute of Technology (MIT). Assim, o animal invasor &#8220;poderia ter um severo impacto negativo tanto nos ecossistemas como nas economias locais.&#8221;<\/p>\n<p>Expans\u00e3o do peixe-le\u00e3o<\/p>\n<p>Segundo a Administra\u00e7\u00e3o Oce\u00e2nica e Atmosf\u00e9rica Nacional dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em ingl\u00eas), que acompanha mar\u00e9s e fen\u00f4menos clim\u00e1ticos, o peixe-le\u00e3o \u00e9 uma importante amea\u00e7a aos recifes no Oceano Atl\u00e2ntico e j\u00e1 est\u00e1 instalado ao longo da costa sudeste dos EUA, no Caribe e em partes do Golfo do M\u00e9xico.<\/p>\n<p>Os especialistas ainda procuram respostas sobre como ele alcan\u00e7ou o Atl\u00e2ntico. Suspeita-se que, nos \u00faltimos 25 anos, entusiastas do aquarismo venham jogado exemplares indesejados no mar. Outra possibilidade s\u00e3o \u00e1guas de lastro de navios cargueiros, um esconderijo ideal para esp\u00e9cies invasivas.<\/p>\n<p>Os primeiros avistamentos do peixe-le\u00e3o no Mediterr\u00e2neo ocorreram em 1991, em Israel, e mais recentemente foram observados esp\u00e9cimes em \u00e1guas do L\u00edbano e da Tun\u00edsia, segundo a UICN. Assim como no Atl\u00e2ntico, aquaristas podem ter dado uma m\u00e3ozinha. Outra vers\u00e3o seria eles terem vindo do Mar Vermelho pelo Canal de Suez, que costuma funcionar como passagem para esp\u00e9cies forasteiras.<\/p>\n<p>A ag\u00eancia NOAA explica que as baixas temperaturas das \u00e1guas s\u00e3o um fator ambiental que normalmente controla a dissemina\u00e7\u00e3o em grande escala da esp\u00e9cie. Com o aquecimento das \u00e1guas oce\u00e2nicas, em decorr\u00eancia da mudan\u00e7a clim\u00e1tica, o peixe-escorpi\u00e3o e outros invasores podem ampliar seu \u00e2mbito de alcance e passar a afetar ecossistemas ainda intocados.<\/p>\n<p>Efeitos cumulativos no oceano<\/p>\n<p>No Mediterr\u00e2neo, por\u00e9m, a mudan\u00e7a clim\u00e1tica n\u00e3o conta tanto quanto a sobrepesca. Ela tem afligido gravemente a regi\u00e3o nos \u00faltimos 2 mil anos, relatou \u00e0 DW Carl Gustaf Lundin, diretor do programa global marinho e polar da UICN. &#8220;Portanto a mudan\u00e7a clim\u00e1tica \u00e9 a \u00faltima de uma longa lista de coisas ruins que fizemos nesse mar.&#8221;<\/p>\n<p>Segundo Ken Collins, cientista marinho e pesquisador-chefe da Universidade de Southampton, a presen\u00e7a de garoupas predadoras regula a popula\u00e7\u00e3o de peixes-le\u00e3o no Oceano \u00cdndico e no Pac\u00edfico australiano. &#8220;Mas, no Mediterr\u00e2neo, faz tempo que elas escassearam, por serem f\u00e1ceis de pescar.&#8221;<\/p>\n<p>Lundin aponta que o ecossistema marinho j\u00e1 estava vulner\u00e1vel quando a esp\u00e9cie estranha chegou. &#8220;O ambiente j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o resistente como costumava ser. No Caribe, deveria haver 90% de corais. Mas agora h\u00e1 14%, e em alguns lugares, apenas 4%. Isso revela que o ecossistema l\u00e1 est\u00e1 realmente doente&#8221;, denuncia.<\/p>\n<p>Pescar e comer em nome da natureza?<\/p>\n<p>Pesquisadores do NOAA antecipam que os predadores continuar\u00e3o a se alastrar, e que n\u00e3o podem ser eliminados por m\u00e9todos tradicionais: uma vez que um invasor marinho se estabelece, \u00e9 quase imposs\u00edvel erradic\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Em lugares como Cuba, Col\u00f4mbia e Bahamas, os governos t\u00eam encorajado a popula\u00e7\u00e3o a comer os peixes-le\u00e3o, a fim de combater seu alastramento. Na rep\u00fablica socialista insular, h\u00e1 uma competi\u00e7\u00e3o anual de pesca da esp\u00e9cie. Os restaurantes cubanos passaram a servir sua carne branca e suculenta, j\u00e1 apreciada como iguaria no Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>Lundin acredita que uma alternativa seria incentivar a popula\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses costeiros do Mediterr\u00e2neo a tamb\u00e9m comer a esp\u00e9cie intrusa. Considerando a atual sobrepesca, encorajar mais a pesca parece n\u00e3o ser boa ideia, &#8220;mas, nesse caso, podemos abrir uma exce\u00e7\u00e3o&#8221;, ressalva o diretor adjunto da UICN.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>T\u00edpico da \u00c1sia, o peixe-le\u00e3o j\u00e1 se tornou uma das maiores amea\u00e7as aos ecossistemas de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":44461,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/peixe_tropical.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/peixe_tropical-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/peixe_tropical-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/peixe_tropical.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/peixe_tropical.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/peixe_tropical.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/peixe_tropical.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/peixe_tropical.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/peixe_tropical.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/peixe_tropical.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"T\u00edpico da \u00c1sia, o peixe-le\u00e3o j\u00e1 se tornou uma das maiores amea\u00e7as aos ecossistemas de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44460"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44460"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44460\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44461"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44460"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44460"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44460"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}