{"id":44274,"date":"2016-06-22T11:00:51","date_gmt":"2016-06-22T14:00:51","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=44274"},"modified":"2016-06-21T23:23:32","modified_gmt":"2016-06-22T02:23:32","slug":"centro-de-pd-do-grupo-psa-no-brasil-trabalha-no-aprimoramento-de-motores-a-etanol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/centro-de-pd-do-grupo-psa-no-brasil-trabalha-no-aprimoramento-de-motores-a-etanol\/","title":{"rendered":"Centro de P&#038;D do Grupo PSA no Brasil trabalha no aprimoramento de motores a etanol"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/pesquisadores.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-44278\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/pesquisadores-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/pesquisadores-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/pesquisadores.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Aprofundar a pesquisa sobre motores automotivos, adaptados ou projetados para um melhor uso do etanol, e estudar em detalhe as formas de produ\u00e7\u00e3o ambientalmente sustent\u00e1vel dos biocombust\u00edveis s\u00e3o os focos principais da atividade de Pesquisa e Desenvolvimento (P&amp;D) do Grupo PSA no Brasil. O conglomerado, de origem francesa, \u00e9 dono das marcas Peugeot, Citro\u00ebn e DS e est\u00e1 presente no Brasil desde 1992. Com uma f\u00e1brica no munic\u00edpio fluminense de Porto Real, a empresa mant\u00e9m, com unidades no pa\u00eds e na Argentina, um dos seis centros globais de P&amp;D, batizado de Tech Center Am\u00e9rica Latina. A unidade atua em estreita colabora\u00e7\u00e3o com unidades semelhantes localizadas na Fran\u00e7a e na China \u2013 um s\u00e9timo laborat\u00f3rio global, com sede no Marrocos, est\u00e1 programado para iniciar as opera\u00e7\u00f5es neste ano.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s inauguramos, dentro do Grupo PSA, a pesquisa na \u00e1rea de biocombust\u00edveis e somos uma refer\u00eancia mundial no estudo de motores movidos a etanol e no desenvolvimento de materiais sustent\u00e1veis para fabrica\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as e componentes automotivos\u201d, diz o engenheiro mec\u00e2nico Franck Turkovics, executivo respons\u00e1vel por Inova\u00e7\u00e3o de Powertrain e Biocombust\u00edveis no Brasil \u2013 <em>powertrain<\/em> \u00e9 o termo usado para designar o conjunto respons\u00e1vel pela tra\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo, composto por motor e transmiss\u00e3o. \u201cNa \u00e1rea de motores, um de nossos principais objetivos \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00e3o de CO<sub>2<\/sub>\u201d, afirma Turkovics. H\u00e1 25 anos na empresa e h\u00e1 10 no pa\u00eds, ele se formou engenheiro mec\u00e2nico e t\u00e9rmico com uma p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o <em>lato sensu<\/em> no IFP School, na Fran\u00e7a, e foi o respons\u00e1vel pela montagem, em 2011, da equipe de pesquisadores da empresa no Brasil para estudo de inova\u00e7\u00f5es em biocombust\u00edveis.<\/p>\n<p>Para dar impulso \u00e0s pesquisas nessa \u00e1rea, o Grupo PSA e a FAPESP assinaram no final de 2014 um termo de conv\u00eanio de coopera\u00e7\u00e3o com quatro universidades brasileiras para o lan\u00e7amento do Centro de Pesquisa em Engenharia Professor Urbano Ernesto Stumpf. Entre os temas investigados pelos pesquisadores das universidades Estadual de Campinas (Unicamp), de S\u00e3o Paulo (USP), dos institutos Tecnol\u00f3gico de Aeron\u00e1utica (ITA), em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos (SP), e Mau\u00e1 de Tecnologia (IMT), em S\u00e3o Caetano do Sul (SP), est\u00e3o novas configura\u00e7\u00f5es de motores, redu\u00e7\u00e3o de consumo, de emiss\u00e3o de gases e seus impactos e a viabilidade econ\u00f4mica e ambiental. \u201cSomos o primeiro centro de pesquisa multi-institucional criado pela FAPESP nesse formato. O trabalho com importantes institui\u00e7\u00f5es de ensino enriquece e valoriza ainda mais o nosso <em>know-how<\/em> e nos permite evoluir\u201d, diz Turkovics.<\/p>\n<p>\u201cO conceito do centro \u00e9 que os pesquisadores das quatro institui\u00e7\u00f5es desenvolvam estudos de forma integrada em suas \u00e1reas de especializa\u00e7\u00e3o\u201d, conta Waldyr Gallo, professor da Faculdade de Engenharia Mec\u00e2nica da Unicamp e coordenador do Centro de Pesquisa. \u201cQueremos aproveitar e fazer avan\u00e7ar as pesquisas que cada um dos parceiros j\u00e1 realiza sobre diferentes aspectos da engenharia de motores para impulsionarmos o desenvolvimento de motores a etanol.\u201d O investimento no projeto, de R$ 16 milh\u00f5es por um per\u00edodo de quatro anos, renov\u00e1veis por mais seis, \u00e9 dividido igualmente entre o Grupo PSA e a FAPESP, mais a contrapartida oferecida pelas institui\u00e7\u00f5es que sediam a pesquisa em valor equivalente, quando s\u00e3o computados os sal\u00e1rios dos pesquisadores, t\u00e9cnicos e equipamentos das universidades e institutos.<\/p>\n<p>\u201cNo Grupo PSA, montamos uma equipe com tr\u00eas pesquisadores, al\u00e9m de mim, para tocar esse projeto\u201d, conta Turkovics. Segundo ele, o objetivo final do grupo n\u00e3o \u00e9 desenvolver um novo motor dedicado a etanol, mas otimizar os j\u00e1 existentes para que alcancem maior efici\u00eancia energ\u00e9tica e reduzam a emiss\u00e3o de gases poluentes. \u201cPercebemos que havia no pa\u00eds uma lacuna na pesquisa voltada \u00e0 melhoria de motores a \u00e1lcool. \u00c9 bom lembrar que as m\u00e1quinas que hoje rodam com esse combust\u00edvel foram, originalmente, projetadas para usar gasolina.\u201d<\/p>\n<p>As pesquisas com biocombust\u00edveis tamb\u00e9m v\u00e3o ajudar o Grupo PSA a se adequar \u00e0s metas relativas \u00e0 emiss\u00e3o de poluentes de motores automotivos constantes do Programa de Incentivo \u00e0 Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Ve\u00edculos Automotores. Mais conhecido como Inovar-Auto, este programa foi lan\u00e7ado pelo governo federal em 2012 e tem como meta aumentar a competitividade da ind\u00fastria automobil\u00edstica brasileira por meio da produ\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos mais econ\u00f4micos e seguros. Entre as metas, o Inovar-Auto prev\u00ea desconto de 1% no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) se a montadora produzir ve\u00edculos que consumam 15,46% menos combust\u00edvel, a partir de 2017. Se o consumo diminuir 18,84%, o desconto ser\u00e1 de 2% do IPI. \u201cA perspectiva dessa mudan\u00e7a refor\u00e7ou a necessidade de realizarmos pesquisas com motores a etanol no Brasil\u201d, comenta Turkovics. Ele destaca que as pesquisas s\u00e3o acompanhadas por um comit\u00ea internacional formado por cientistas do Institut des Sciences et Technologies (ParisTech), da Fran\u00e7a, do Instituto Polit\u00e9cnico de Turim, na It\u00e1lia, das universidades T\u00e9cnica de Darmstadt, na Alemanha, e de Cambridge e do College London, ambos no Reino Unido.<\/p>\n<div id=\"attachment_219174\" class=\"wp-caption alignright\" style=\"width: 648px;\">\n<p class=\"wp_author\">\u00a9 L\u00c9O RAMOS<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Empresa_11_2JG6146.jpg?1115e4\" alt=\"An\u00e1lise computacional do teste de combust\u00e3o de etanol\" width=\"638\" height=\"424\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">An\u00e1lise computacional do teste de combust\u00e3o de etanol<\/p>\n<\/div>\n<p><strong>Conhecimento em rede<\/strong><br \/>\nRespons\u00e1vel pela coordena\u00e7\u00e3o do projeto dentro do Grupo PSA, o engenheiro mec\u00e2nico Rafael Serralvo Neto, de 36 anos, ressalta que o Brasil \u00e9 o \u00fanico pa\u00eds do mundo com ve\u00edculos que rodam com etanol puro, o chamado E100. \u201cQuem mais se aproxima de n\u00f3s s\u00e3o os Estados Unidos, que comercializam uma mistura com 85% de etanol e 15% de gasolina. Na Fran\u00e7a existem motores projetados para usar E20, um combust\u00edvel com 20% de etanol\u201d, diz ele. \u201cS\u00f3 no Brasil s\u00e3o fabricados motores etanol 100% e, por isso, somos refer\u00eancia mundial nessa tecnologia. \u00c9 nosso interesse estar \u00e0 frente nas pesquisas em biocombust\u00edveis.\u201d<\/p>\n<p>Sobre o papel de cada institui\u00e7\u00e3o no projeto, Serralvo explica que cabe ao ITA estudar o fen\u00f4meno da combust\u00e3o. \u201cEles possuem um motor que vai nos permitir visualizar no seu interior, por fibras \u00f3pticas, o processo de combust\u00e3o nos m\u00ednimos detalhes. Esse j\u00e1 \u00e9 um recurso usado na Europa. O laborat\u00f3rio do ITA, coordenado pelo professor Pedro Teixeira Lacava, \u00e9 um dos poucos no Brasil que t\u00eam esse equipamento\u201d, conta. No Instituto Mau\u00e1 s\u00e3o realizados, sob a coordena\u00e7\u00e3o dos professores Celso Argachoy e Clayton Barcelos Zabeu, testes no motor em desenvolvimento pelo grupo, enquanto na USP s\u00e3o processados os estudos de visualiza\u00e7\u00e3o do spray \u2013 o combust\u00edvel que \u00e9 injetado na c\u00e2mara de combust\u00e3o do motor na forma de um jato de got\u00edculas. \u201cA forma como o combust\u00edvel \u00e9 injetado na c\u00e2mara torna o motor mais ou menos eficiente\u201d, explica o engenheiro mec\u00e2nico Marcelo Laurentys Airoldi, de 30 anos, especialista em combust\u00e3o e um dos membros da equipe de Turkovics. Segundo ele, ser\u00e3o testados cinco tipos de combust\u00edvel: anidro (E100 com menos de 1% de \u00e1gua), hidratado (E100 com cerca de 4% de \u00e1gua), E85, E50 e um etanol com alta concentra\u00e7\u00e3o de \u00e1gua.<\/p>\n<p>\u201cO tipo de etanol tem rela\u00e7\u00e3o direta com o rendimento do motor\u201d, afirma Airoldi. Na Unicamp, por fim, s\u00e3o realizados testes com um motor experimental com taxa de compress\u00e3o do ar vari\u00e1vel. \u201cPara o \u00e1lcool, o melhor \u00e9 que essa taxa seja mais alta do que a da gasolina. Quanto mais elevada ela for, melhor o rendimento t\u00e9rmico do motor e sua efici\u00eancia. Embora uma taxa excessivamente alta possa levar o motor \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o\u201d, explica Airoldi. Os estudos na Unicamp s\u00e3o conduzidos pelos professores Waldyr Gallo, Marco Lucio Bittencourt e Janito Vaqueiro Ferreira, todos da Faculdade de Engenharia Mec\u00e2nica.<\/p>\n<div id=\"attachment_219180\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"width: 646px;\">\n<p class=\"wp_author\">\u00a9 PEUGEOT<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Empresa_IMG_0757.jpg?1115e4\" alt=\"Estudos e testes de materiais para compor motores realizados no Laborat\u00f3rio de Materiais do Grupo PSA em Porto Real (RJ)\" width=\"636\" height=\"423\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Estudos e testes de materiais para compor motores realizados no Laborat\u00f3rio de Materiais do Grupo PSA em Porto Real (RJ)<\/p>\n<\/div>\n<p>A quarta integrante da equipe de pesquisa coordenada por Turkovics \u00e9 a engenheira qu\u00edmica Renata Nohra Chaar Pradelle, 27 anos,\u00a0 respons\u00e1vel pelos assuntos ligados a combust\u00edveis, como an\u00e1lises para controle de qualidade, defini\u00e7\u00e3o e pesquisa de combust\u00edveis especiais para desenvolvimento dos projetos tocados pelo grupo e pesquisa de novas fontes de biocombust\u00edveis. \u201cA maioria dos projetos s\u00e3o confidenciais, mas entre os que podem ser divulgados est\u00e3o os oriundos de conv\u00eanio com a Faperj [Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro] para apoiar o desenvolvimento de motores flex, que aceita os derivados de petr\u00f3leo e o etanol, por exemplo\u201d, diz ela.<\/p>\n<p>Segundo maior fabricante de autom\u00f3veis na Europa, o Grupo PSA vendeu 3 milh\u00f5es de ve\u00edculos no mundo em 2015 e atingiu um faturamento de \u20ac 54 bilh\u00f5es (cerca de R$ 215 bilh\u00f5es). No Brasil, o conglomerado comercializou 58 mil ve\u00edculos no mesmo per\u00edodo. A equipe de pesquisadores que estuda biocombust\u00edveis e motores a \u00e1lcool trabalha no S\u00e3o Paulo Tech Center, na capital paulista, uma das tr\u00eas unidades do Tech Center Am\u00e9rica Latina \u2013 as outras duas est\u00e3o localizadas no Polo Industrial Brasil, em Porto Real (RJ), e no Centro de Produ\u00e7\u00e3o Palomar, em Buenos Aires. Esses centros agem de forma integrada e t\u00eam aproximadamente 700 profissionais, cerca de 500 deles no Brasil. Um quarto desses funcion\u00e1rios tem p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em todo o mundo, o Grupo PSA tem 12 mil funcion\u00e1rios dedicados \u00e0s atividades de P&amp;D. Em 2015, o or\u00e7amento da \u00e1rea foi de \u20ac 1,8 bilh\u00e3o (cerca de R$ 7,1 bilh\u00f5es) \u2013 a empresa n\u00e3o divulga o valor destinado \u00e0 P&amp;D no Brasil. Na Fran\u00e7a, o Grupo PSA liderou em 2015, pelo nono ano consecutivo, o ranking do Instituto Nacional de Propriedade Industrial, com 1.012 patentes depositadas. Entre as inova\u00e7\u00f5es surgidas nos laborat\u00f3rios do Tech Center Am\u00e9rica Latina destacam-se um motor <em>flexfuel<\/em> de produ\u00e7\u00e3o em s\u00e9rie sem tanquinho de gasolina para a partida nos dias de frio, batizado de FlexStart EC5, o para-brisa Zenith do novo Citro\u00ebn C3, cujo formato inovador permite maior visibilidade ao motorista, e o teto panor\u00e2mico Cielo dos Peugeot 208 e 308.<\/p>\n<div id=\"attachment_219178\" class=\"wp-caption alignright\" style=\"width: 647px;\">\n<p class=\"wp_author\">\u00a9 PEUGEOT<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Empresa_IMG_0157.jpg?1115e4\" sizes=\"(max-width: 290px) 100vw, 290px\" srcset=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Empresa_IMG_0157-225x300.jpg 225w, http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Empresa_IMG_0157.jpg 290w\" alt=\"An\u00e1lise por laser de chama em sistema de inje\u00e7\u00e3o de combust\u00edvel realizada na USP\" width=\"637\" height=\"850\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">An\u00e1lise por laser de chama em sistema de inje\u00e7\u00e3o de combust\u00edvel realizada na USP<\/p>\n<\/div>\n<p><strong>Efici\u00eancia Verde<\/strong><br \/>\nEm 2015, a unidade de P&amp;D da Am\u00e9rica Latina participou dos lan\u00e7amentos de quatro modelos de carro: o Peugeot 2008 e as novas vers\u00f5es do Citro\u00ebn Aircross e dos Peugeot 308 e 408. Em sua segunda gera\u00e7\u00e3o, o Citro\u00ebn Aircross foi desenvolvido e lan\u00e7ado exclusivamente na regi\u00e3o. \u201cO novo Citro\u00ebn Aircross \u00e9 um exemplo da efici\u00eancia dos pesquisadores que atuam nas unidades de P&amp;D do Brasil e da Argentina, capazes de trabalhar em todas as etapas do desenvolvimento de um novo ve\u00edculo, desde os seus primeiros tra\u00e7os de estilo at\u00e9 o processo produtivo final\u201d, afirma Fran\u00e7ois Sigot, diretor de Desenvolvimento, Estilo, Industrial e Supply Chain do Grupo PSA na Am\u00e9rica Latina. \u201cTodo o trabalho de desenvolvimento de nossos produtos e novos materiais \u00e9 compartilhado nos pa\u00edses latino-americanos e pelos outros Tech Centers do Grupo PSA no mundo.\u201d<\/p>\n<p>A estrutura do Tech Center no Brasil conta com v\u00e1rios laborat\u00f3rios de pesquisa, entre os quais se destacam o de Materiais Verdes e o rec\u00e9m-inaugurado Laborat\u00f3rio de Emiss\u00f5es Veiculares, ambos na f\u00e1brica de Porto Real, al\u00e9m do Ateli\u00ea de Estilo da Am\u00e9rica Latina e de uma sala de proje\u00e7\u00e3o num\u00e9rica, localizados em S\u00e3o Paulo, em que s\u00e3o projetadas imagens de alta resolu\u00e7\u00e3o em 3D de ve\u00edculos em desenvolvimento em escala real. O laborat\u00f3rio disp\u00f5e de equipamentos para realiza\u00e7\u00e3o de testes do n\u00edvel de emiss\u00e3o de poluentes dos ve\u00edculos fabricados em Porto Real. Esses ensaios s\u00e3o feitos tanto nas etapas de desenvolvimento dos ve\u00edculos quanto nas homologa\u00e7\u00f5es exigidas pelos \u00f3rg\u00e3os competentes. Esses testes indicam que os gases expelidos est\u00e3o dentro dos limites permitidos pela legisla\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<div id=\"attachment_219177\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"width: 650px;\">\n<p class=\"wp_author\">\u00a9 PEUGEOT<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Empresa_Colaborador-realizando-o-teste-de-emiss%C3%B5es-no-Peugeot-2008-2.jpg?1115e4\" alt=\"Testes realizados em um ve\u00edculo Peugeot no Laborat\u00f3rio de Emiss\u00f5es Veiculares na f\u00e1brica de Porto Real (RJ)\" width=\"640\" height=\"481\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Testes realizados em um ve\u00edculo Peugeot no Laborat\u00f3rio de Emiss\u00f5es Veiculares na f\u00e1brica de Porto Real (RJ)<\/p>\n<\/div>\n<p>No Laborat\u00f3rio de Materiais Verdes \u2013 outra \u00e1rea em que a P&amp;D brasileira se destaca globalmente \u2013 s\u00e3o pesquisadas alternativas que permitam reduzir o emprego de pl\u00e1sticos de origem petrol\u00edfera e privilegiar o uso de mat\u00e9rias-primas renov\u00e1veis, como fibras naturais, materiais reciclados n\u00e3o met\u00e1licos e biomateriais.Al\u00e9m de reduzir a emiss\u00e3o de CO<sub>2<\/sub> da cadeia de produ\u00e7\u00e3o de pl\u00e1sticos de origem f\u00f3ssil, os materiais verdes permitem diminuir o peso de algumas pe\u00e7as automotivas.<\/p>\n<p>\u201cExiste um planejamento no Grupo PSA de integrar cada vez mais materiais verdes em seus novos projetos. Essa proposta tamb\u00e9m se aplica aos ve\u00edculos j\u00e1 existentes, que devem adicion\u00e1-los durante a evolu\u00e7\u00e3o dos modelos de s\u00e9rie. Os pesquisadores do laborat\u00f3rio de materiais verdes trabalham em colabora\u00e7\u00e3o estreita com fornecedores a fim de selecionar novos produtos a serem usados\u201d, diz Sigot. O Citro\u00ebn C3, por exemplo, tem 39 quilos de materiais verdes em seu peso total. Um exemplo s\u00e3o os carpetes do porta-malas fabricados com res\u00edduos da ind\u00fastria t\u00eaxtil como fibras naturais e feltro de algod\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo Sigot, os ve\u00edculos da montadora tamb\u00e9m saem da f\u00e1brica com outros componentes produzidos com materiais reciclados, tais como o revestimento do teto, feito a partir de PET (material pl\u00e1stico usado em garrafas descart\u00e1veis), a prote\u00e7\u00e3o para-barro dos para-lamas, fabricada de polipropileno (um tipo de pl\u00e1stico) reciclado, e o revestimento lateral do porta-malas, produzido com PET, polipropileno e fibras naturais.<\/p>\n<p><a class=\"cboxElement\" href=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/066-071_Tecnologia-Empresas_244-02.jpg?1115e4\" rel=\"attachment wp-att-219181\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-219181\" src=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/066-071_Tecnologia-Empresas_244-02-1024x623.jpg?1115e4\" sizes=\"(max-width: 560px) 100vw, 560px\" srcset=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/066-071_Tecnologia-Empresas_244-02-768x467.jpg 768w, http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/066-071_Tecnologia-Empresas_244-02-810x493.jpg 810w, http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/066-071_Tecnologia-Empresas_244-02-300x183.jpg 300w, http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/066-071_Tecnologia-Empresas_244-02-1024x623.jpg 1024w, http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/066-071_Tecnologia-Empresas_244-02.jpg 1234w\" alt=\"066-071_Tecnologia Empresas_244-02\" width=\"636\" height=\"387\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Projeto<\/strong><br \/>\nEstudo conceitual de um motor avan\u00e7ado a etanol (<a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/84719\/estudo-conceitual-de-um-motor-avancado-a-etanol\/\" target=\"_blank\">n\u00ba 2013\/50238-3<\/a>); <strong>Modalidade<\/strong> Pesquisa em Bioenergia (Bioen) \u2013 Parceria para Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica (Pite); <strong>Pesquisador respons\u00e1vel<\/strong> Waldyr Luiz Ribeiro Gallo (Unicamp); <strong>Investimento<\/strong> R$ 3.983.973,53 (FAPESP) e R$ 3.983.973,53 (Grupo PSA).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aprofundar a pesquisa sobre motores automotivos, adaptados ou projetados para um melhor uso do etanol,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":44278,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/pesquisadores.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/pesquisadores-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/pesquisadores-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/pesquisadores.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/pesquisadores.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/pesquisadores.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/pesquisadores.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/pesquisadores.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/pesquisadores.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/pesquisadores.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Aprofundar a pesquisa sobre motores automotivos, adaptados ou projetados para um melhor uso do etanol,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44274"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44274"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44274\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44278"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44274"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44274"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44274"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}