{"id":44159,"date":"2016-06-20T11:00:08","date_gmt":"2016-06-20T14:00:08","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=44159"},"modified":"2016-06-20T09:31:57","modified_gmt":"2016-06-20T12:31:57","slug":"biologos-e-agricultores-lutam-para-a-preservacao-do-papagaio-charao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/biologos-e-agricultores-lutam-para-a-preservacao-do-papagaio-charao\/","title":{"rendered":"Bi\u00f3logos e agricultores lutam para a preserva\u00e7\u00e3o do papagaio-char\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/papagaio_charao.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-44160\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/papagaio_charao-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/papagaio_charao-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/papagaio_charao.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Muitos agricultores do Sul do pa\u00eds sabem da import\u00e2ncia da arauc\u00e1ria, \u00e1rvore de rara beleza e que d\u00e1 o pinh\u00e3o, uma semente saborosa. Al\u00e9m disso, ela \u00e9 decisiva para a preserva\u00e7\u00e3o de uma esp\u00e9cie de papagaio amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o. Esse esfor\u00e7o conta ainda com a dedica\u00e7\u00e3o de um casal de bi\u00f3logos.<\/p>\n<p>Quando o dia vai chegando ao fim na serra catarinense, \u00e9 hora do show. As aves proporcionam uma das mais belas exibi\u00e7\u00f5es da vida silvestre no Brasil. A vis\u00e3o da revoada do papagaio-char\u00e3o mexeu com os bi\u00f3logos Jaime Gonzales e N\u00eamora Prestes. Para o casal foi paix\u00e3o \u00e0 primeira vista e em alto e bom som.<\/p>\n<p>\u201cEsta emo\u00e7\u00e3o come\u00e7ou h\u00e1 25 anos, quando n\u00f3s vimos bandos de 200 a 300 papagaios. Essa emo\u00e7\u00e3o aumenta muito vendo hoje milhares de papagaios voando pelo c\u00e9u do Brasil. \u00c9 muito bacana\u201d, diz Gonzales.<\/p>\n<p>Antes de contar essa hist\u00f3ria de muita dedica\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 apresento o amazona petrei, nome cient\u00edfico do papagaio-char\u00e3o.<\/p>\n<p>No passado, o bicho vivia no Rio Grande do Sul e em algumas partes da Argentina e do Paraguai. Mas seu habitat foi t\u00e3o destru\u00eddo que agora ele s\u00f3 \u00e9 encontrado em alguns locais do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Hoje, a ave est\u00e1 na lista das esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A marca registrada do char\u00e3o \u00e9 a m\u00e1scara vermelha na testa, em volta dos olhos e na parte de cima das asas. \u00c9 o menor de todos entre as 12 esp\u00e9cies de papagaios do Brasil. Tem o tamanho de uma r\u00e9gua escolar, com cerca de 30 cent\u00edmetros, e pesa s\u00f3 300 gramas. Mas a criatura faz muito barulho.<\/p>\n<p>O bicho tamb\u00e9m \u00e9 resistente. \u00c9 o que voa as maiores dist\u00e2ncias atr\u00e1s de comida. O card\u00e1pio variado tem cerca de 80 tipos de frutas, sementes e flores de plantas nativas do Rio Grande do Sul. Mas a o alimento preferido deste papagaio \u00e9 o pinh\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma curiosidade sobre o char\u00e3o: ele \u00e9 um bicho fiel. O casal fica junto para vida toda. E, pelo que se sabe, a ave pode passar dos 40 anos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 da natureza do char\u00e3o se reunir em grandes bandos que enfeitam o c\u00e9u. Antes, o espet\u00e1culo era em outro lugar, longe da serra catarinense. Por isso, a equipe de reportagem viajou cerca de 200 quil\u00f4metros de Urupema at\u00e9 o Rio Grande do Sul para conhecer a Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica Aracuri-Esmeralda.<\/p>\n<p>As grandes revoadas chamaram a aten\u00e7\u00e3o de pesquisadores ainda na d\u00e9cada de 70. Elas aconteciam no munic\u00edpio de Muitos Cap\u00f5es, nos campos de cima da serra, no nordeste do Rio Grande do Sul. Eles ficaram t\u00e3o encantados que passaram a pressionar o poder p\u00fablico. Ent\u00e3o, em 1981 foi criada uma das primeiras esta\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas do Brasil. S\u00e3o 272 hectares para proteger o papagaio-char\u00e3o.<\/p>\n<p>Dez anos depois, os bi\u00f3logos Jaime Gonzales e N\u00eamora Prestes, ent\u00e3o dois jovens professores de biologia da universidade ga\u00facha de Passo Fundo, foram conhecer o lugar e levaram um susto.<\/p>\n<p>\u201cQuando chegamos foi nossa surpresa porque a gente esperava encontrar bandos imensos e s\u00f3 registramos oito indiv\u00edduos. Ent\u00e3o, foi um compromisso bastante forte da nossa parte de iniciar um trabalho de conserva\u00e7\u00e3o para a esp\u00e9cie\u201d, diz N\u00eamora.<\/p>\n<p>O sumi\u00e7o do papagaio-char\u00e3o tinha virado um mist\u00e9rio. Os bandos simplesmente desapareciam do Rio Grande do Sul por cinco meses, de mar\u00e7o a julho, per\u00edodo em que deveriam estar se fartando de pinh\u00e3o.<\/p>\n<p>Cad\u00ea os bichos? Os bi\u00f3logos, que se conhecem desde crian\u00e7a e dividem o mesmo amor pela natureza, puseram o carinho na estrada atr\u00e1s de resposta. Assim, nasceu o Projeto Char\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cCome\u00e7amos uma busca por todo o Rio Grande do Sul, aonde o papagaio-char\u00e3o estaria neste per\u00edodo de mar\u00e7o a julho. Encerradas as investiga\u00e7\u00f5es no Rio Grande do Sul, n\u00f3s come\u00e7amos a procurar entre os pinheirais de Santa Catarina\u201d, diz Gonzales.<\/p>\n<p>Foram quatro anos de expedi\u00e7\u00f5es, at\u00e9 que um dia \u201cde repente a N\u00eamora encontra um bando de 17 papagaios-char\u00f5es durante o m\u00eas de abril, maio e foi seguindo estes 17 papagaios que n\u00f3s acabamos localizando um grupo de 8,5 mil papagaios\u201d, explica Gonzales.<\/p>\n<p>Uma imagem de sat\u00e9lite mostra que ao redor da Esta\u00e7\u00e3o Biol\u00f3gica dos Char\u00f5es, no Rio Grande do Sul, o que sumiu foram as florestas com arauc\u00e1rias. \u201cOs papagaios s\u00e3o espertos. N\u00e3o tinha l\u00e1 a alimenta\u00e7\u00e3o preferida deles, vieram encontrar na serra catarinense\u201d, diz N\u00eamora.<\/p>\n<p>Agora, a nova \u00e1rea de alimenta\u00e7\u00e3o dos char\u00f5es fica entre os munic\u00edpios de Painel, Urupema e Bocaina do Sul, no planalto serrano catarinense, onde as matas com arauc\u00e1rias est\u00e3o bem mais preservadas. \u00c9 um banquete para o char\u00e3o. O bicho passa o dia comendo. Enche a barriga de pinh\u00e3o. A semente da arauc\u00e1ria \u00e9 o seguro de vida da esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>\u201cDepois de meses comendo pinh\u00e3o, o papagaio char\u00e3o consegue estocar energia o suficiente, na forma de gordura, para retornar ao Rio Grande do Sul e come\u00e7ar o per\u00edodo reprodutivo. Esta floresta com arauc\u00e1rias do planalto de Santa Catarina \u00e9 fundamental para a sobreviv\u00eancia do papagaio char\u00e3o\u201d, alerta Gonzales.<\/p>\n<p>Por isso, virou compromisso do Projeto Char\u00e3o preservar as \u00e1rvores majestosas e muito antigas. Ela tamb\u00e9m \u00e9 chamada de pinheiro brasileiro e \u00e9 mais comum na regi\u00e3o Sul do pa\u00eds, onde o pinh\u00e3o, a semente da \u00e1rvore, \u00e9 usado em muitas receitas. Mas, foi por causa do alto valor da madeira que a arauc\u00e1ria acabou explorada, sem tr\u00e9gua, durante dois s\u00e9culos. Hoje, a arauc\u00e1ria est\u00e1 em perigo cr\u00edtico de extin\u00e7\u00e3o e o corte \u00e9 proibido por lei.<\/p>\n<p>Mais do que nunca, as arauc\u00e1rias e os bichos que dependem da \u00e1rvore precisam de amigos. Os pinh\u00f5es que os papagaios v\u00e3o comer em Santa Catarina n\u00e3o est\u00e3o em parques nacionais ou em outras unidades de conserva\u00e7\u00e3o. As arauc\u00e1rias, na verdade, ficam em propriedades particulares como a do agricultor Derc\u00edlio Arruda. Por isso, \u00e9 fundamental contar com a colabora\u00e7\u00e3o deles para que a mata de arauc\u00e1ria continue de p\u00e9.<\/p>\n<p>O agricultor Derc\u00edlio Arruda produz leite, feij\u00e3o e hortali\u00e7as no munic\u00edpio de Painel. Mas quase toda a propriedade, de 600 hectares, est\u00e1 coberta de arauc\u00e1rias. Ele est\u00e1 com 67 anos e desde menino sobe nas \u00e1rvores de p\u00e9s descal\u00e7os. O produtor usa a vara como se fosse um taco de sinuca para derrubar as pinhas.<\/p>\n<p>O pinh\u00e3o garante uma renda extra para centenas produtores rurais da regi\u00e3o. Esses s\u00e3o os casos dos agricultores Avelino Vitorino e do Rodnei dos Santos, que tamb\u00e9m s\u00e3o de Painel. Depois de colher o pinh\u00e3o na terra deles, foram para a propriedade de um vizinho. Eles estavam ajudando a separar os pinh\u00f5es que s\u00e3o bons das falhas, como eles chamam as sementes que n\u00e3o se desenvolveram.<\/p>\n<p>A l\u00f3gica \u00e9 simples: com as arauc\u00e1rias em p\u00e9, tem pinh\u00e3o para todo mundo. Sabe aquela hist\u00f3ria de que as pessoas s\u00f3 cuidam daquilo que aprendem a gostar? Por isso, o Projeto Char\u00e3o aposta nas crian\u00e7as e vai de escola em escola no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.<\/p>\n<p>\u201cO que nos preocupa muito \u00e9 a preda\u00e7\u00e3o pelo homem, que captura os filhotes para um com\u00e9rcio ilegal. Mas isso n\u00f3s temos conseguido diminuir bastante atrav\u00e9s de programas de educa\u00e7\u00e3o\u201d, diz Gonzales.<\/p>\n<p>A garotada tamb\u00e9m p\u00f5e as m\u00e3os na terra e planta o futuro. O pessoal do projeto tamb\u00e9m mostra com orgulho uma \u00e1rea muito especial, de 43 hectares, em Urupema. \u201cFoi poss\u00edvel comprar esta \u00e1rea gra\u00e7as ao apoio de duas institui\u00e7\u00f5es internacionais que trabalham com a conserva\u00e7\u00e3o em todo o mundo. Estaremos preservando ambientes de alimenta\u00e7\u00e3o\u201d, diz N\u00eamora.<\/p>\n<p>O nome da reserva \u00e9 Papagaios de Altitude. \u00c9 que, al\u00e9m do char\u00e3o, o papagaio do peito roxo, outra esp\u00e9cie da regi\u00e3o, precisa de prote\u00e7\u00e3o. O pessoal do projeto acabou de fazer o censo do bicho, de contar quantas aves existem. Eles s\u00f3 acharam 3.829 mil papagaios do peito roxo.<\/p>\n<p>Assim como o char\u00e3o, o peito roxo tamb\u00e9m est\u00e1 na lista vermelha das esp\u00e9cies amea\u00e7adas. Para evitar que este risco aumente, os bi\u00f3logos criaram um centro de reprodu\u00e7\u00e3o na universidade de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. O foco agora \u00e9 dominar a t\u00e9cnica de reprodu\u00e7\u00e3o do peito roxo em cativeiro. A t\u00e9cnica do char\u00e3o j\u00e1 \u00e9 bem conhecida.<\/p>\n<p>Na natureza, a reprodu\u00e7\u00e3o papagaio-char\u00e3o s\u00f3 acontece no Rio Grande do Sul, como descobriram os pesquisadores do projeto. A ave usa buracos nos troncos das \u00e1rvores para fazer o ninho. Uma vez por ano, a f\u00eamea p\u00f5e de dois a tr\u00eas ovinhos. Os filhotes nascem depois de 29 dias. Os pais alimentam os pequenos com papinhas de frutas como a gabiroba. A mordomia acaba cedo.<\/p>\n<p>Quando o char\u00e3o migra para Santa Catarina, os pesquisdores do projeto v\u00e3o atr\u00e1s da ave. Poucas pessoas t\u00eam o privil\u00e9gio de ver de perto o espet\u00e1culo que os papagaios produzem na natureza. O encontro de milhares de aves, que acontece sempre no fim do dia, na serra catarinense, \u00e9 a chance que os pesquisadores t\u00eam de fazer o censo da esp\u00e9cie, de fazer a contagem da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o existe uma t\u00e9cnica espec\u00edfica para a contagem. Nessa hora, vale mesmo a experi\u00eancia de mais de duas d\u00e9cadas dos bi\u00f3logos contando os bandos de char\u00f5es. Ao todo, s\u00e3o 19.168 papagaios-char\u00e3o. O que quer dizer que nos \u00faltimos 20 anos a popula\u00e7\u00e3o mais do que dobrou.<\/p>\n<p>A safra de pinh\u00e3o este ano em Santa Catarina foi menor. Por isso, o papagaio-char\u00e3o, que geralmente fica na serra catarinense at\u00e9 julho, j\u00e1 voltou para o Rio Grande do Sul. Gra\u00e7as a iniciativas como essa que o char\u00e3o ir\u00e1 continuar a dar um belo espet\u00e1culo nos c\u00e9us do Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muitos agricultores do Sul do pa\u00eds sabem da import\u00e2ncia da arauc\u00e1ria, \u00e1rvore de rara beleza<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":44160,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/papagaio_charao.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/papagaio_charao-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/papagaio_charao-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/papagaio_charao.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/papagaio_charao.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/papagaio_charao.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/papagaio_charao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/papagaio_charao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/papagaio_charao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/papagaio_charao.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Muitos agricultores do Sul do pa\u00eds sabem da import\u00e2ncia da arauc\u00e1ria, \u00e1rvore de rara beleza","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44159"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44159"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44159\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44160"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44159"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44159"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44159"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}