{"id":44126,"date":"2016-06-18T22:17:00","date_gmt":"2016-06-19T01:17:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=44126"},"modified":"2016-06-18T22:17:00","modified_gmt":"2016-06-19T01:17:00","slug":"vai-sobrar-floresta-para-contar-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/vai-sobrar-floresta-para-contar-historia\/","title":{"rendered":"Vai sobrar floresta para contar hist\u00f3ria?"},"content":{"rendered":"<div class=\"image featured\"><img loading=\"lazy\" class=\"attachment-featured wp-post-image\" src=\"https:\/\/www.sosma.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Marcia-e-Flavio-614x462.jpg\" alt=\"Marcia e Flavio\" width=\"639\" height=\"481\" \/><\/div>\n<p><em><strong>Como a hist\u00f3ria da devasta\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica reconta a pr\u00f3pria hist\u00f3ria do Brasil. E o que ela diz sobre nosso futuro.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Artigo de Marcia Hirota e Fl\u00e1vio Jorge Ponzoni, <a href=\"http:\/\/epoca.globo.com\/colunas-e-blogs\/blog-do-planeta\/noticia\/2016\/06\/vai-sobrar-floresta-para-contar-historia.html\">originalmente publicado no Blog do Planeta<\/a> \u2013 <\/em>Os primeiros dias de junho j\u00e1 entraram no calend\u00e1rio como a Semana do Meio Ambiente, per\u00edodo em que assistimos no mundo todo uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es que se prop\u00f5em a comemorar a data, divulgar informa\u00e7\u00f5es sobre o tema e envolver a sociedade na mobiliza\u00e7\u00e3o por um ambiente melhor para todos. Aqui no Brasil essa semana ainda ganha um aspecto especial, pois \u00e9 precedida pelo Dia Nacional da Mata Atl\u00e2ntica (27\/5), quando <a href=\"https:\/\/www.sosma.org.br\/105066\/mg-volta-liderar-ranking-de-desmatamento-da-mata-atlantica\/\">divulgamos os dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atl\u00e2ntica<\/a>, iniciativa que monitora o desmatamento do bioma h\u00e1 30 ano. O estudo \u00e9 desenvolvido pela Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), com patroc\u00ednio de Bradesco Cart\u00f5es e execu\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica da empresa de geotecnologia Arcplan.<\/p>\n<p>\u00c9 importante que essa seja uma data de comemora\u00e7\u00f5es, sem d\u00favida. Mas infelizmente as not\u00edcias que temos para apresentar sobre esse bioma n\u00e3o s\u00e3o sempre positivas. Entre 2014 e 2015 o estudo identificou o desmatamento de 18.433 hectares (ha), ou 184 Km\u00b2, de perda de remanescentes florestais nos 17 Estados da Mata Atl\u00e2ntica. Para se ter uma ideia das dimens\u00f5es desse n\u00famero, a \u00e1rea equivale a cerca de 18 mil campos de futebol. Comparado ao per\u00edodo anterior, entre 2013 e 2014, as taxas de desmatamento aumentaram 1%, ap\u00f3s queda de 24% no per\u00edodo anterior. Neste cen\u00e1rio, se pensarmos que hoje s\u00f3 existem 16 milh\u00f5es de hectares (12,5%) do que um dia foi Mata Atl\u00e2ntica, qualquer desmatamento \u00e9 inaceit\u00e1vel.<\/p>\n<p>Originalmente, a Mata Atl\u00e2ntica cobria mais de 131 milh\u00f5es de hectares do territ\u00f3rio nacional. Para saber quais s\u00e3o os 17 Estados inseridos no bioma, basta pensarmos naqueles que s\u00e3o banhados pelo Oceano Atl\u00e2ntico, do Rio Grande do Sul ao Cear\u00e1, e incluir Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goi\u00e1s e Piau\u00ed, onde a Mata Atl\u00e2ntica avan\u00e7a continente adentro.<\/p>\n<p>E o que aconteceu para que a devasta\u00e7\u00e3o do bioma tomasse tamanhas propor\u00e7\u00f5es, tornando-o o mais amea\u00e7ado do pa\u00eds? A resposta est\u00e1 na pr\u00f3pria hist\u00f3ria do Brasil. Desde o in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o, em 1500, passando por todos os ciclos econ\u00f4micos, da cana-de-a\u00e7\u00facar \u00e0 industrializa\u00e7\u00e3o, a hist\u00f3ria do desenvolvimento do pa\u00eds \u00e9 tamb\u00e9m a hist\u00f3ria da destrui\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>Quando iniciamos o monitoramento do bioma em 1990, sab\u00edamos dessa rela\u00e7\u00e3o entre desenvolvimento e desmatamento, mas pens\u00e1vamos tamb\u00e9m que essa era uma quest\u00e3o que tinha ficado no passado. Engano nosso. O primeiro levantamento que analisou dados referentes ao per\u00edodo entre 1985 e 1990, nos mostrou que a destrui\u00e7\u00e3o da floresta ainda acontecia de maneira espantosa e que era preciso medidas urgentes para cont\u00ea-la.<\/p>\n<p>De l\u00e1 para c\u00e1, muito foi feito nesse sentido, com um amplo trabalho de mobiliza\u00e7\u00e3o da sociedade e com a cria\u00e7\u00e3o de marcos regulat\u00f3rios para a prote\u00e7\u00e3o da floresta. Destaque para a Lei da Mata Atl\u00e2ntica, promulgada em 2006 depois de 15 anos de tramita\u00e7\u00e3o no Congresso Nacional.<\/p>\n<p>Dos 1.887 milh\u00f5es de hectares que foram desmatados nesses 30 anos de monitoramento, 78% ocorreu entre 1985 e 2000. A partir disso, entramos num per\u00edodo de consecutivas quedas. Muitos Estados, inclusive, j\u00e1 est\u00e3o no n\u00edvel do desmatamento zero, quando a supress\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa n\u00e3o ultrapassa 1 km2, s\u00f3 que n\u00e3o podemos descuidar. Tamb\u00e9m n\u00e3o basta contermos a destrui\u00e7\u00e3o da floresta, agora \u00e9 a hora de recuperar o que perdemos.<\/p>\n<p>A SOS Mata Atl\u00e2ntica tem investido nesse desafio. Nossos programas de restaura\u00e7\u00e3o florestal plantaram 36 milh\u00f5es de mudas que recuperaram 21 mil hectares, uma \u00e1rea equivalente \u00e0 cidade de Recife. Mas esta \u00e9 apenas uma pequena contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Somos 145 milh\u00f5es de brasileiros que habitam os 3.429 munic\u00edpios inseridos no bioma, alguns deles os maiores e mais populosos do pa\u00eds, como S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. Moramos na Mata Atl\u00e2ntica e dependemos dos servi\u00e7os por ela prestados como a regula\u00e7\u00e3o do clima, a qualidade do ar, a gera\u00e7\u00e3o, o abastecimento de \u00e1gua e o fornecimento de recursos para o desenvolvimento das atividades econ\u00f4micas. Portanto, o desafio \u00e9 coletivo. Do mesmo modo como nossa hist\u00f3ria se confunde com a da Mata Atl\u00e2ntica, nosso futuro tamb\u00e9m depende dela.<\/p>\n<p><b>*Marcia Hirota \u00e9 diretora-executiva da Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica e Fl\u00e1vio Jorge Ponzoni \u00e9 Pesquisador da Divis\u00e3o de Sensoriamento Remoto do INPE. A SOS Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 uma ONG brasileira que desenvolve projetos e campanhas em defesa das Florestas, do Mar e da qualidade de vida nas Cidades. Saiba como apoiar as a\u00e7\u00f5es da Funda\u00e7\u00e3o em <a href=\"http:\/\/www.sosma.org.br\/apoie\">www.sosma.org.br\/apoie<\/a>. <\/b><\/p>\n<p>Fonte: SOS Mata Atl\u00e2ntica<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como a hist\u00f3ria da devasta\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica reconta a pr\u00f3pria hist\u00f3ria do Brasil. E<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Como a hist\u00f3ria da devasta\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica reconta a pr\u00f3pria hist\u00f3ria do Brasil. E","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44126"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44126"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44126\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44126"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44126"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44126"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}