{"id":43662,"date":"2016-06-13T07:00:17","date_gmt":"2016-06-13T10:00:17","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=43662"},"modified":"2016-06-12T20:52:22","modified_gmt":"2016-06-12T23:52:22","slug":"biolarvicida-feito-de-bagaco-de-cana-e-capaz-de-matar-mosquitos-e-larvas-da-dengue","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/biolarvicida-feito-de-bagaco-de-cana-e-capaz-de-matar-mosquitos-e-larvas-da-dengue\/","title":{"rendered":"Biolarvicida feito de baga\u00e7o de cana \u00e9 capaz de matar mosquitos e larvas da dengue"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bagaco_cana.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-43663\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bagaco_cana-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bagaco_cana-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bagaco_cana.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Pesquisadores da Escola de Engenharia de Lorena da Universidade de S\u00e3o Paulo (EEL-USP) desenvolveram um biolarvicida a partir do baga\u00e7o da cana-de-a\u00e7\u00facar. O produto \u00e9 capaz de eliminar as larvas do mosquito<em> Aedes aegypti<\/em> \u2013 transmissor dos v\u00edrus da dengue, Zika e chikungunya \u2013 ao dificultar a respira\u00e7\u00e3o e destruir a cut\u00edcula (exoesqueleto) que as revestem.<\/p>\n<p>\u201cConstatamos que o produto \u00e9 capaz de matar as larvas do mosquito <em>Aedes aegypti<\/em> at\u00e9 24 horas ap\u00f3s ser dilu\u00eddo na \u00e1gua e destru\u00ed-las ap\u00f3s 48 horas\u201d, disse Silvio Silv\u00e9rio da Silva, professor da EEL-USP e coordenador do projeto, \u00e0 Ag\u00eancia FAPESP.<\/p>\n<p>De acordo com Silva, que orienta o doutorado de Franco na \u00e1rea de biotecnologia industrial, o produto \u00e9 um surfactante \u2013 composto capaz de reduzir a tens\u00e3o superficial (elasticidade da superf\u00edcie) dos l\u00edquidos e emulsionar compostos com diferentes polaridades (eletronegatividade), como as polares e as apolares.<\/p>\n<p>Utilizados largamente na ind\u00fastria, principalmente em produtos de limpeza, como detergentes, por sua capacidade emulsionante \u2013 de unir subst\u00e2ncias que n\u00e3o se misturam, como a \u00e1gua e o \u00f3leo \u2013, a maioria dos surfactantes encontrados hoje no mercado \u00e9 derivada de petr\u00f3leo e pode causar graves problemas no meio ambiente, principalmente em ecossistemas aqu\u00e1ticos, explicou Silva.<\/p>\n<p>\u201cAlguns estudos apontam que em ambientes com excesso de surfactantes nota-se ac\u00famulo de espuma nos rios, diminui\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio dissolvido na \u00e1gua e da permeabilidade da luz. Al\u00e9m disso, esses compostos interferem em processos biol\u00f3gicos, como o ciclo do nitrog\u00eanio, e sua degrada\u00e7\u00e3o pode aumentar as concentra\u00e7\u00f5es de compostos xenof\u00f3bicos [estranhos a um organismo ou sistema biol\u00f3gico] e causar a mortandade de organismos\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Ao tentar desenvolver uma alternativa de surfactante proveniente de uma fonte renov\u00e1vel e com toxicidade baixa ou nula, Silva e Franco conseguiram obter o produto a partir do baga\u00e7o da cana-de-a\u00e7\u00facar, com as mesmas propriedades de um surfactante sint\u00e9tico, produzido por s\u00edntese qu\u00edmica.<\/p>\n<p>\u201cConseguimos obter o composto, que chamamos de surfactante \u2018verde\u2019 ou biossurfactante de segunda gera\u00e7\u00e3o, a partir de leveduras que produzem a subst\u00e2ncia durante o processo de fermenta\u00e7\u00e3o dos a\u00e7\u00facares presentes no hidrolisado hemicelul\u00f3sico do baga\u00e7o da cana\u201d, afirmou Silva.<\/p>\n<p>Testes com <em>Aedes aegypti<\/em><\/p>\n<p>Uma vez que o composto tem as mesmas propriedades dos surfactantes sint\u00e9ticos de reduzir a tens\u00e3o superficial dos l\u00edquidos e emulsionar subst\u00e2ncias com diferentes polaridades, os pesquisadores tiveram a ideia de testar sua aplica\u00e7\u00e3o no combate ao mosquito Aedes aegypti.<\/p>\n<p>Os testes foram realizados em parceria com os professores Cl\u00e1udio Von Zuben e Jonas Contiero, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Rio Claro, e o estudante Vinicius Luiz da Silva, que realiza doutorado na mesma institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os resultados dos testes indicaram que o biosurfactante causa a morte de larvas do mosquito <em>Aedes aegypti.<\/em><\/p>\n<p>Isso porque o composto interage com o sif\u00e3o respirat\u00f3rio das larvas, deixando a regi\u00e3o \u2013 formada por mol\u00e9culas apolares, com umidade controlada e protegida pelo exosqueleto \u2013suscet\u00edvel \u00e0 intera\u00e7\u00e3o com a \u00e1gua. Com isso, as larvas do mosquito sofrem asfixia.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a presen\u00e7a do biossurfactante na \u00e1gua onde o mosquito depositou seus ovos altera e dificulta o equil\u00edbrio hidrost\u00e1tico das larvas, o que as leva a ter um gasto energ\u00e9tico exacerbado e \u00e0 morte por afogamento.<\/p>\n<p>\u201cAs larvas n\u00e3o conseguiram respirar e morreram por asfixia at\u00e9 24 horas depois de entrarem em contato com o biossurfactante\u201d, afirmou Silva.<\/p>\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m observaram um fato in\u00e9dito na aplica\u00e7\u00e3o do produto: em at\u00e9 48 horas ap\u00f3s o contato inicial com as larvas, o biossurfactante desintegrou o exoesqueleto do inseto nesse est\u00e1gio de desenvolvimento.<\/p>\n<p>Clique <a href=\"http:\/\/agencia.fapesp.br\/biolarvicida_obtido_do_bagaco_da_cana_mata_larvas_de_iaedes_aegypti_i\/23349\/\" target=\"_blank\"><strong>aqui<\/strong> <\/a>para mais informa\u00e7\u00f5es sobre este biolarvicida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Escola de Engenharia de Lorena da Universidade de S\u00e3o Paulo (EEL-USP) desenvolveram um<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":43663,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bagaco_cana.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bagaco_cana-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bagaco_cana-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bagaco_cana.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bagaco_cana.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bagaco_cana.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bagaco_cana.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bagaco_cana.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bagaco_cana.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bagaco_cana.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Pesquisadores da Escola de Engenharia de Lorena da Universidade de S\u00e3o Paulo (EEL-USP) desenvolveram um","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43662"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43662"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43662\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43663"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43662"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43662"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43662"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}