{"id":43606,"date":"2016-06-12T09:56:09","date_gmt":"2016-06-12T12:56:09","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=43606"},"modified":"2016-06-12T09:56:36","modified_gmt":"2016-06-12T12:56:36","slug":"startup-panosocial-tece-moda-sustentavel-com-ex-presidiarios-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/startup-panosocial-tece-moda-sustentavel-com-ex-presidiarios-em-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Startup PanoSocial tece moda sustent\u00e1vel com ex-presidi\u00e1rios em S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<div data-template-placeholder=\"content-placeholder\">\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/pano_social.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-43607\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/pano_social-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/pano_social-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/pano_social.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A brasileira Natacha Barros \u00e9 produtora de moda e o austr\u00edaco Gerfried Gaulhofer, designer. Em um mundo obcecado pelo lucro, a dupla acredita que o sucesso de um neg\u00f3cio n\u00e3o se mede apenas pelos resultados financeiros, mas tamb\u00e9m pelo impacto criado para as pessoas e para o meio ambiente.<\/p>\n<p>Juntos, eles est\u00e3o \u00e0 frente de uma startup transformadora, a Pano Social, que tece moda sustent\u00e1vel e reinsere ex-presidi\u00e1rios no mercado de trabalho.\u00a0Criada em 2014, a empresa com sede em S\u00e3o Paulo produz roupas e acess\u00f3rios a partir de algod\u00e3o 100% org\u00e2nico ou 100% PET reciclado e, na linha de produ\u00e7\u00e3o, conta com a ajuda de egressos do sistema prisional.<\/p>\n<p>A PanoSocial confecciona para a pr\u00f3pria grife e para outras marcas, al\u00e9m de produzir para clientes institucionais. Recentemente, eles entregaram sete mil camisetas da campanha #DesmatamentoZero do Greenpeace Brasil. Todas feitas com algod\u00e3o org\u00e2nico e serigrafia em pigmentos naturais, assinadas pelo estilista Ronaldo Fraga.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.facebook.com\/plugins\/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fpanosocial%2Fposts%2F603295759848131&amp;width=500\" width=\"500\" height=\"627\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n<p>Devido \u00e0 produ\u00e7\u00e3o limitada de algod\u00e3o org\u00e2nico no Brasil (de cerca de 0,1% do total nacional), a startup importa o fio da \u00cdndia, segundo maior produtor mundial de algod\u00e3o org\u00e2nico, atr\u00e1s da China. &#8220;Trazer o algod\u00e3o de longe ainda n\u00e3o \u00e9 o melhor dos mundos quando se fala em sustentabilidade, mas \u00e9 melhor do que usar algod\u00e3o produzido de forma convencional, com uso excessivo de agrot\u00f3xico&#8221;, diz Natacha.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s chegar aos solos brasileiros, a mat\u00e9ria-prima segue para confec\u00e7\u00f5es parceiras em Brusque, conhecida como &#8220;Cidade dos Tecidos&#8221;, em Santa Catarina. \u00c9 l\u00e1 que \u00e9 produzida a malharia usada nas camisetas da startup. J\u00e1 o tecido plano, usado na produ\u00e7\u00e3o de ecobags, cal\u00e7as, entre outras pe\u00e7as, \u00e9 confeccionado na Para\u00edba. Ambos os processos utilizam apenas tingimento natural, incluindo estamparia.<\/p>\n<p><strong>Oficina pr\u00f3pria<\/strong><\/p>\n<p>Os s\u00f3cios investiram por volta de 60 mil reais ao longo desses dois anos de vida do neg\u00f3cio. Agora, segundo Natacha, eles se preparam para receber um aporte de cerca de 250 mil reais da Bemtevi, empresa que investe em neg\u00f3cios sociais.<\/p>\n<p>Com o investimento, eles planejam abrir uma oficina de confec\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria no centro de S\u00e3o Paulo e empregar at\u00e9 17 ex-detentos . &#8220;O contrato com a Bemtevi prev\u00ea que que todo o lucro ser\u00e1 revertido para aumentar o impacto social e ambiental de modo positivo e crescente&#8221; destaca.<\/p>\n<p>Atualmente, parte da produ\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 terceirizada. Ao contratar os servi\u00e7os de uma confec\u00e7\u00e3o, a startup busca sempre inserir egressos do sistema penitenci\u00e1rio no processo, o que acaba &#8220;contagiando&#8221; a produ\u00e7\u00e3o com a miss\u00e3o social, conforme Natacha.<\/p>\n<p>Os ex-detentos v\u00eam do <a href=\"http:\/\/www.afroreggae.org\/segunda-chance\/\" target=\"_blank\">Projeto Segunda Chance<\/a>, da organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental (ONG) AfroReggae, que visa inserir egressos do sistema prisional no mercado de trabalho, ou a partir da Funap, \u00f3rg\u00e3o que desenvolve programas sociais para presos e ex-detentos.<\/p>\n<p>&#8220;Cada vez mais, precisamos desenvolver a percep\u00e7\u00e3o de que a mudan\u00e7a que a gente espera no mundo talvez n\u00e3o dependa do outro, mas de n\u00f3s mesmos. Nosso papel na Pano Social n\u00e3o \u00e9 vender produto, mas comunicar o impacto ambiental e social atrav\u00e9s da venda de um produto. Essa \u00e9 a nossa miss\u00e3o&#8221;, define a empreendedora social.<\/p>\n<div class=\"info-img-articles\">\n<p class=\"author\">Divulga\u00e7\u00e3o\/ PanoSocial<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/exame.abril.com.br\/assets\/images\/2016\/6\/607456\/size_960_16_9_camisetas.jpg\" alt=\"Camisetas da grife PanoSocial\" width=\"639\" height=\"359\" data-src=\"\/assets\/images\/2016\/6\/607456\/size_960_16_9_camisetas.jpg\" \/><\/p>\n<p class=\"gray\">PanoSocial: startup produz camisetas para a pr\u00f3pria grife, outras marcas e clientes institucionais.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"article-topics\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A brasileira Natacha Barros \u00e9 produtora de moda e o austr\u00edaco Gerfried Gaulhofer, designer. 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