{"id":43534,"date":"2016-06-11T10:00:03","date_gmt":"2016-06-11T13:00:03","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=43534"},"modified":"2016-06-11T09:28:33","modified_gmt":"2016-06-11T12:28:33","slug":"mais-de-30-da-populacao-nao-ve-a-via-lactea-devido-a-poluicao-luminosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mais-de-30-da-populacao-nao-ve-a-via-lactea-devido-a-poluicao-luminosa\/","title":{"rendered":"Mais de 30% da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o v\u00ea a Via L\u00e1ctea devido \u00e0 polui\u00e7\u00e3o luminosa"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/poluicao_luminosa.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-43535\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/poluicao_luminosa-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/poluicao_luminosa-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/poluicao_luminosa.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o mundial &#8211; incluindo 80% dos norte-americanos e 60% dos europeus &#8211; n\u00e3o podem ver a Via L\u00e1ctea devido \u00e0 polui\u00e7\u00e3o luminosa produzida nos pa\u00edses mais desenvolvidos pelas luzes artificiais.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma das principais conclus\u00f5es de um novo atlas de polui\u00e7\u00e3o luminosa elaborado por cientistas de It\u00e1lia, Alemanha, Estados Unidos e Israel e publicado nesta sexta-feira (10) pela revista &#8220;Science Advances&#8221;.<\/p>\n<p>A polui\u00e7\u00e3o luminosa \u00e9 uma das formas mais generalizadas de altera\u00e7\u00e3o ambiental e cria um nevoeiro luminoso que esconde as estrelas e constela\u00e7\u00f5es do c\u00e9u noturno.<\/p>\n<p>Segundo mostra o atlas, 83% da popula\u00e7\u00e3o mundial vive sob um c\u00e9u com uma alta polui\u00e7\u00e3o luminosa, porcentagem que no caso dos americanos e dos europeus atinge 99%.<\/p>\n<p>Este problema \u00e9 maior em pa\u00edses como Cingapura, It\u00e1lia e Coreia do Sul, enquanto que Canad\u00e1 e Austr\u00e1lia t\u00eam o c\u00e9u mais escuro.<\/p>\n<p>Na Europa ocidental, somente pequenas \u00e1reas do c\u00e9u noturno apresentam uma vis\u00e3o sem problemas, principalmente em Esc\u00f3cia, Su\u00e9cia e Noruega, e tamb\u00e9m se registram n\u00edveis baixos de polui\u00e7\u00e3o luminosa em partes de \u00c1ustria, na C\u00f3rsega e na prov\u00edncia espanhola de Cuenca.<\/p>\n<p>E no caso dos EUA, alguns de seus parques nacionais s\u00e3o quase o \u00faltimo ref\u00fagio da escurid\u00e3o &#8211; lugares como Yellowstone e o deserto do sudoeste -, segundo o coautor do atlas, Dan Duriscoe, do Servi\u00e7o Nacional de Parques.<\/p>\n<p>Por territ\u00f3rios ou pa\u00edses, os que t\u00eam c\u00e9us mais limpos s\u00e3o Groenl\u00e2ndia, Rep\u00fablica Centro-Africana, a ilha de Niue (Pac\u00edfico), Som\u00e1lia e Maurit\u00e2nia, e os que est\u00e3o em pior situa\u00e7\u00e3o &#8211; com pelo menos a metade de sua popula\u00e7\u00e3o que tem c\u00e9us extremamente brilhantes &#8211; s\u00e3o Cingapura, Kuwait, Catar, Emirados \u00c1rabes Unidos, Ar\u00e1bia Saudita, Coreia do Sul, Israel, Argentina, L\u00edbia e Trinidad e Tobago.<\/p>\n<p>Na Argentina 57,7% da popula\u00e7\u00e3o vive sob c\u00e9us extremamente brilhantes, porcentagem que \u00e9 de 39,7% no caso do Chile; 34,8% no Uruguai; 34,7% no Paraguai; 33,7% na Venezuela; 32,3% no Brasil; 25,5% em Puerto Rico; 22,8% no M\u00e9xico e 22,8% na Rep\u00fablica Dominicana.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft\" title=\"Via L\u00e1ctea registrada por astrofot\u00f3grafo em Santa Rita de Caldas, MG (Foto: R\u00e9gis J\u00fanior \/ VC no G1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/Q_t0-1YH6fyCo7zzv8YhTqhF46s=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/08\/14\/perseidas_1.jpg\" alt=\"Via L\u00e1ctea registrada por astrofot\u00f3grafo em Santa Rita de Caldas, MG (Foto: R\u00e9gis J\u00fanior \/ VC no G1)\" width=\"300\" height=\"400\" \/><strong>Via L\u00e1ctea registrada por astrofot\u00f3grafo em\u00a0 MG<br \/>\n(Foto: R\u00e9gis J\u00fanior \/ VC no G1)<\/strong><\/div>\n<p>Abaixo de 20% da popula\u00e7\u00e3o afetada est\u00e3o Col\u00f4mbia (18,7%), Equador (17,7%), Panam\u00e1 (17,2%), Peru (16,4%) e Bol\u00edvia (12%).<\/p>\n<p>E os pa\u00edses latino-americanos que desfrutam do c\u00e9u mais limpo do ponto de vista de luz s\u00e3o Costa Rica, Honduras, Cuba, Guatemala, El Salvador e Nicar\u00e1gua.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 gera\u00e7\u00f5es inteiras de pessoas nos Estados Unidos que nunca viram a Via L\u00e1ctea&#8221;, afirmou Chris Elvidge, do Centro Nacional para a Informa\u00e7\u00e3o Ambiental de Boulder (Colorado), um dos cientistas que trabalhou na elabora\u00e7\u00e3o do atlas.<\/p>\n<p>As regi\u00f5es nas quais \u00e9 mais dif\u00edcil ver a Via L\u00e1ctea s\u00e3o a do Delta do Nilo (Egito), a plan\u00edcie padana (norte da It\u00e1lia), a regi\u00e3o de B\u00e9lgica-Holanda-Alemanha, Boston e Washington nos EUA, Londres, Liverpool e Leeds no Reino Unido E as \u00e1reas ao redor de Paris, Pequim e Hong Kong.<\/p>\n<p>Elvidge lamentou que desta forma se perdeu uma das principais conex\u00f5es da humanidade com o cosmos.<\/p>\n<p>&#8220;A Via L\u00e1ctea \u00e9 um brilhante rio de estrelas que dominou o c\u00e9u noturno e a imagina\u00e7\u00e3o humana desde tempos imemor\u00e1veis e os cientistas esperam que o atlas consiga abrir os olhos das pessoas para o problema da polui\u00e7\u00e3o luminosa&#8221;, comentou Elvidge.<\/p>\n<p>Para elaborar o atlas, a equipe liderada por Fabio Falchi, do Instituto de Tecnologia e de Ci\u00eancias da Polui\u00e7\u00e3o Luminosa da It\u00e1lia, utilizou dados de sat\u00e9lite de alta resolu\u00e7\u00e3o e medi\u00e7\u00f5es muito precisas do brilho do c\u00e9u.<\/p>\n<p>O atlas aproveitou as imagens feitas com pouca luz pelo sat\u00e9lite meteorol\u00f3gico de \u00f3rbita polar Suomi da Nasa e pela NOAA (Administra\u00e7\u00e3o Nacional Atmosf\u00e9rica e Oce\u00e2nica).<\/p>\n<p>Mas al\u00e9m de impedir a vis\u00e3o clara do c\u00e9u noturno, as luzes artificiais podem confundir insetos, p\u00e1ssaros e tartarugas marinhas, \u00e0s vezes com consequ\u00eancias fatais.<\/p>\n<p>Por isso, \u00e9 preciso aplicar as medidas existentes para controlar essa polui\u00e7\u00e3o, ou seja, a blindagem de luzes para limitar seu brilho, a redu\u00e7\u00e3o da pot\u00eancia \u00e0 quantidade m\u00ednima necess\u00e1ria ou, simplesmente, apagar as luzes.<\/p>\n<p>&#8220;O novo atlas proporciona uma documenta\u00e7\u00e3o essencial sobre o estado meio ambiental da noite quando estamos no ponto \u00e1lgido da transi\u00e7\u00e3o para a tecnologia LED&#8221;, ressaltou Falchi.<\/p>\n<p>Por isso, acrescentou, &#8220;a menos que se tenha interesse nos n\u00edveis de cor e ilumina\u00e7\u00e3o dos LEDs, esta transi\u00e7\u00e3o poderia nos levar a um aumento por dois ou por tr\u00eas do brilho dos c\u00e9us nas noites claras&#8221;.<\/p>\n<p>Para criar consci\u00eancia sobre o problema, os autores do estudo habilitaram uma vers\u00e3o interativa dos mapas: &#8220;https:\/\/cires.colorado.edu\/artificial-sky&#8221; na qual se pode consultar a situa\u00e7\u00e3o de qualquer lugar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o mundial &#8211; incluindo 80% dos norte-americanos e 60% dos europeus &#8211;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":43535,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/poluicao_luminosa.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/poluicao_luminosa-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/poluicao_luminosa-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/poluicao_luminosa.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/poluicao_luminosa.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/poluicao_luminosa.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/poluicao_luminosa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/poluicao_luminosa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/poluicao_luminosa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/poluicao_luminosa.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o mundial &#8211; 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