{"id":43438,"date":"2016-06-09T10:00:41","date_gmt":"2016-06-09T13:00:41","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=43438"},"modified":"2016-06-08T21:15:52","modified_gmt":"2016-06-09T00:15:52","slug":"mais-produtividade-menos-expansao-de-terras-ocupadas-pela-cana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mais-produtividade-menos-expansao-de-terras-ocupadas-pela-cana\/","title":{"rendered":"Mais produtividade, menos expans\u00e3o de terras ocupadas pela cana"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/cana_acucar.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-43439\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/cana_acucar-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/cana_acucar-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/cana_acucar.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um estudo desenvolvido na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) avaliou a efici\u00eancia agr\u00edcola da cana-de-a\u00e7\u00facar no Brasil para determinar o grau de crescimento da produ\u00e7\u00e3o canavieira sem a necessidade de dispor de mais terras.<\/p>\n<p>Em artigo publicado na revista <i>BioScience<\/i>, da University of Oxford, os pesquisadores dizem que, se a produtividade atingir 80% do potencial da ind\u00fastria brasileira, seria poss\u00edvel suprir a demanda de cana em um futuro pr\u00f3ximo com redu\u00e7\u00e3o de at\u00e9 18% da \u00e1rea de cultivo.<\/p>\n<p>O estudo, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa) e a University of Nebraska-Lincoln, nos Estados Unidos, foi desenvolvido no \u00e2mbito da pesquisa \u201c<a href=\"http:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/89242\" target=\"_blank\"><b>Efici\u00eancia da produ\u00e7\u00e3o da cana-de-a\u00e7\u00facar brasileira: cen\u00e1rio atual e proje\u00e7\u00f5es futuras baseadas em mudan\u00e7as de clima, manejo do solo e de \u00e1gua<\/b><\/a>\u201d, realizada com apoio da FAPESP.<\/p>\n<p>\u201cTrata-se de um impasse no setor sucroalcooleiro brasileiro sobre para onde os investimentos devem ser direcionados: se para a ocupa\u00e7\u00e3o de mais terras para o cultivo da cana-de-a\u00e7\u00facar ou para a amplia\u00e7\u00e3o da produtividade nas terras j\u00e1 ocupadas, levando-se em conta o crescimento da demanda mundial. Diante disso, o artigo tra\u00e7a cen\u00e1rios para a produ\u00e7\u00e3o de cana considerando a demanda projetada para 2024\u201d, conta F\u00e1bio Marin, do Departamento de Engenharia de Biossistemas da Esalq.<\/p>\n<p>O estudo analisa a trajet\u00f3ria de rendimentos do setor nas duas \u00faltimas d\u00e9cadas para determinar em que n\u00edveis eles devem ser acelerados de modo que se obtenha, em 2024, uma maior produ\u00e7\u00e3o de cana sem a expans\u00e3o da \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o. Considerando essa s\u00e9rie hist\u00f3rica de ganho de rendimento, o estudo avalia que o ritmo atual de crescimento n\u00e3o ser\u00e1 suficiente para atender a demanda projetada sem uma expans\u00e3o de \u00e1rea de 5% a 45% para cen\u00e1rios de baixa e alta demanda, respectivamente.<\/p>\n<p>\u201cO desafio \u00e9 aumentar a produtividade da cana existente, dadas as preocupa\u00e7\u00f5es sobre a convers\u00e3o de novas \u00e1reas e a crescente demanda mundial por a\u00e7\u00facar e etanol de cana. O rendimento m\u00e9dio nacional da produ\u00e7\u00e3o nessas condi\u00e7\u00f5es \u00e9 de 62% do potencial \u2013 ou seja, h\u00e1 oportunidades de incremento de 38%\u201d, diz Marin.<\/p>\n<p>Para o pesquisador,\u00a0\u201cnum cen\u00e1rio mais favor\u00e1vel, em que o setor atingisse uma produtividade de 80% do seu potencial, a demanda de cana em um futuro pr\u00f3ximo seria plenamente atendida com uma possibilidade de redu\u00e7\u00e3o de 18% na \u00e1rea de cana para o cen\u00e1rio de baixa demanda ou uma expans\u00e3o de 13% para o cen\u00e1rio de alta demanda\u201d.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com Marin, tal cen\u00e1rio \u00e9 poss\u00edvel, mas desafiador, exigindo uma grande acelera\u00e7\u00e3o na taxa de rendimento em compara\u00e7\u00e3o com a tend\u00eancia hist\u00f3rica, o que seria dif\u00edcil de ser conseguido sem esfor\u00e7os de financiamento concentrado. Em contrapartida, alerta o pesquisador, \u201cse continuarmos a aumentar os rendimentos seguindo a trajet\u00f3ria hist\u00f3rica das \u00faltimas duas d\u00e9cadas, ser\u00e1 necess\u00e1rio expandir entre 5% e 45% a \u00e1rea de cana para satisfazer os cen\u00e1rios de baixa e de alta demanda at\u00e9 2024\u201d.<\/p>\n<p>O estudo aponta a necessidade de focar os esfor\u00e7os de pesquisa na acelera\u00e7\u00e3o do ritmo de ganho de produtividade para minimizar a demanda por terras.<\/p>\n<p>\u201cOs resultados podem ajudar a fomentar as pol\u00edticas e a prioriza\u00e7\u00e3o de investimentos em pesquisa e desenvolvimento para atender a demanda de cana e, ao mesmo tempo, considerar as preocupa\u00e7\u00f5es ambientais associadas\u201d, aponta Marin.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da FAPESP e da University of Nebraska-Lincoln, por meio do Water for Food Institute, o estudo teve apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq).<\/p>\n<p>O artigo <i>Prospects for Increasing Sugarcane and Bioethanol Production on Existing Crop Area in Brazil<\/i>, com os resultados do trabalho, \u00e9 assinado por Marin, Geraldo B. Martha Jr., da Embrapa, e Kenneth G. Cassman e Patricio Grassini, do Departamento de Agronomia e Horticultura da University of Nebraska-Lincoln. Est\u00e1 dispon\u00edvel para acesso aberto em <a href=\"http:\/\/bioscience.oxfordjournals.org\/content\/66\/4\/307\" target=\"_blank\"><b>http:\/\/bioscience.oxfordjournals.org\/content\/66\/4\/307<\/b><\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo desenvolvido na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":43439,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/cana_acucar.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/cana_acucar-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/cana_acucar-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/cana_acucar.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/cana_acucar.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/cana_acucar.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/cana_acucar.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/cana_acucar.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/cana_acucar.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/cana_acucar.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um estudo desenvolvido na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43438"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43438"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43438\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43439"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43438"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43438"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43438"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}