{"id":43396,"date":"2016-06-08T12:30:30","date_gmt":"2016-06-08T15:30:30","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=43396"},"modified":"2016-06-08T20:02:26","modified_gmt":"2016-06-08T23:02:26","slug":"autoridades-ambientais-do-brasil-e-argentina-se-comprometem-a-trabalhar-juntas-por-parques-nacionais-na-fronteira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/autoridades-ambientais-do-brasil-e-argentina-se-comprometem-a-trabalhar-juntas-por-parques-nacionais-na-fronteira\/","title":{"rendered":"Autoridades ambientais se comprometem a trabalhar juntas por parques nacionais na fronteira"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/parceria.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-43397\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/parceria-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/parceria-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/parceria.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>por Jaime Gesisky<\/em><\/p>\n<p>A bi\u00f3loga brasileira Marina Xavier e seu colega argentino Agust\u00edn Paviolo est\u00e3o unidos na pesquisa cient\u00edfica sobre a on\u00e7a-pintada \u2013 ou yaguaret\u00e9, a depender de que lado da fronteira eles est\u00e3o trabalhando. Eles se interessam pela distribui\u00e7\u00e3o, comportamento, fatores gen\u00e9ticos, tudo o que envolve a esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>Os dois pesquisadores tamb\u00e9m t\u00eam em comum o fato de estudarem esses felinos em um dos \u00faltimos remanescentes da Mata Atl\u00e2ntica, na ecorregi\u00e3o do Alto Paran\u00e1, que engloba dois parques nacionais, o do Igua\u00e7u, no munic\u00edpio de Foz do Igua\u00e7u, no Brasil, e o Iguazu, na prov\u00edncia de Missiones, na Argentina, ambos locais de ocorr\u00eancia das on\u00e7as, e separados apenas pelo rio que d\u00e1 nome aos parques, mudando-se apenas uma letra na grafia da palavra.<\/p>\n<p>Ela atua na \u00e1rea desde 2009 pelo projeto Carn\u00edvoros do Igua\u00e7u, pelo lado brasileiro, e ele, desde 2003, por meio da iniciativa IBS\/Ceiba, da Argentina. Esta uni\u00e3o \u00e9 apenas uma mostra de como a coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e cient\u00edfica entre os dois pa\u00edses pode gerar resultados valiosos para o meio ambiente comum.<\/p>\n<p>Inspirados nesta e em outras experi\u00eancias similares, as autoridades ambientais do Brasil e Argentina deram mais passo para aprofundar o interc\u00e2mbio entre profissionais que atuam na conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade nos parques vizinhos.<\/p>\n<p>Foi nesta ter\u00e7a-feira (7) durante o encontro <strong>Conserva\u00e7\u00e3o sem Fronteiras: \u00e1reas protegidas pr\u00f3ximas a limites internacionais<\/strong>, promovido pelo WWF-Brasil, por meio do Programa de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade e Servi\u00e7os Ecossist\u00eamicos no Corredor Binacional do Parque Nacional do Igua\u00e7u e Parque Nacional do Iguazu.<\/p>\n<p>O evento teve a parceria do Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio), Administraci\u00f3n de Parques Nacionales (APN), Fundaci\u00f3n Vida Silvestre da Argentina e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).<\/p>\n<p>Uma carta de inten\u00e7\u00f5es assinada pela administra\u00e7\u00e3o dos parques nacionais de ambos os pa\u00edses estreitou os la\u00e7os da coopera\u00e7\u00e3o. Isso significa que nos pr\u00f3ximos anos, os profissionais ligados as duas unidades de conserva\u00e7\u00e3o atuar\u00e3o de modo estrat\u00e9gico para que a gest\u00e3o dessas \u00e1reas protegidas siga a trilha da converg\u00eancia.<\/p>\n<p>Isso vai implicar em interc\u00e2mbios cada vez mais frequentes e profundos, um plano operacional comum e a harmoniza\u00e7\u00e3o de seus planos de manejo. A meta \u00e9 olhar tamb\u00e9m para o entorno dos parques, envolvendo as comunidades, empreendimentos e pol\u00edticas p\u00fablicas que possam influir na prote\u00e7\u00e3o das \u00e1reas naturais.<\/p>\n<p>Trata-se de uma experi\u00eancia sem precedentes no Brasil e que pode influir o trabalho em conjunto de outras unidades de conserva\u00e7\u00e3o que compartilham \u00e1reas naturais com outros pa\u00edses, como \u00e9 o caso do Parque Nacional do Tumucumaque, no Amap\u00e1, que faz divisa com a Guiana Francesa e compartilha biodiversidade e problemas comuns.<\/p>\n<p>\u201cNo caso do Brasil e Argentina, v\u00e1rios fatores contam a favor. Ambos os parques s\u00e3o Patrim\u00f4nios Naturais Mundiais, reconhecidos pela Unesco, \u00f3rg\u00e3o vinculado \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, j\u00e1 t\u00eam hist\u00f3rico de trabalharem juntos e pouca assimetria em termos institucionais\u201d, lembrou um estudioso das iniciativas internacionais que envolvem \u00e1reas protegidas cont\u00edguas, Pedro da Cunha Meneses, que participou do encontro.<\/p>\n<p>Na Am\u00e9rica Latina existe somente um caso de parque em que a gest\u00e3o est\u00e1 repartida entre dois pa\u00edses. \u00c9 o Parque Internacional La Amistad, na divisa entre Costa Rica e Panam\u00e1. No mundo todo, eles somam 31 unidades que atuam desta maneira.<\/p>\n<p><strong>Al\u00e9m das fronteiras<\/strong><\/p>\n<p>\u201cNo caso dos parques brasileiros, n\u00e3o precisamos necessariamente de um status transfronteiri\u00e7o. Se tivermos um bom plano de manejo comum \u00e0s duas unidades, com enfoque de a\u00e7\u00f5es bem definido, compartilhamento t\u00e9cnico e compromissos institucionais, j\u00e1 conseguiremos fazer um bom trabalho\u201d, sinalizou o presidente do ICMBio, Cl\u00e1udio Maretti.<\/p>\n<p>Para a coordenadora do Programa Mata Atl\u00e2ntica do WWF-Brasil, Anna Carolina Lobo, al\u00e9m de ter um foco claro no compartilhamento da gest\u00e3o dentro das UCs, \u00e9 preciso tamb\u00e9m lan\u00e7ar um olhar para o entorno dos parques nacionais. \u201cN\u00e3o adianta proteger o interior das unidades de conserva\u00e7\u00e3o se do lado de fora existe um avan\u00e7ado processo de degrada\u00e7\u00e3o ambiental e social\u201d, disse.<\/p>\n<p>Segundo ela, o caminho \u00e9 incentivar a uni\u00e3o dos esfor\u00e7os cient\u00edficos, mas tamb\u00e9m estimular neg\u00f3cios sustent\u00e1veis nas cercanias dos parques nacionais, envolver as universidades e escolas p\u00fablicas para promo\u00e7\u00e3o de um debate qualificado e integrar as comunidades ao processo de gest\u00e3o das \u00e1reas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Jaime Gesisky A bi\u00f3loga brasileira Marina Xavier e seu colega argentino Agust\u00edn Paviolo est\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":43397,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/parceria.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/parceria-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/parceria-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/parceria.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/parceria.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/parceria.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/parceria.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/parceria.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/parceria.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/parceria.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"por Jaime Gesisky A bi\u00f3loga brasileira Marina Xavier e seu colega argentino Agust\u00edn Paviolo est\u00e3o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43396"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43396"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43396\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43397"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43396"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43396"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43396"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}