{"id":43388,"date":"2016-06-08T11:00:37","date_gmt":"2016-06-08T14:00:37","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=43388"},"modified":"2016-06-07T22:29:07","modified_gmt":"2016-06-08T01:29:07","slug":"conheca-oito-motivos-que-fazem-do-polvo-o-genio-dos-oceanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/conheca-oito-motivos-que-fazem-do-polvo-o-genio-dos-oceanos\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a oito motivos que fazem do polvo o &#8216;g\u00eanio&#8217; dos oceanos"},"content":{"rendered":"<p class=\"story-body__introduction\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/polvo.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-43389\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/polvo-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/polvo-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/polvo.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A not\u00edcia, divulgada em abril, de que um polvo conseguiu escapar do Aqu\u00e1rio Nacional da Nova Zel\u00e2ndia pode ter surpreendido muita gente. Mas s\u00f3 veio a confirmar o que muitos cientistas j\u00e1 suspeitavam: que essa esp\u00e9cie \u00e9 uma das mais inteligentes do planeta.<\/p>\n<p>Inky, o polvo fuj\u00e3o, aproveitou que a tampa de seu tanque foi deixada entreaberta e, durante a noite, conseguiu sair, atravessou uma sala at\u00e9 encontrar um ralo aberto e se espremeu por um cano de 50 metros de extens\u00e3o at\u00e9 chegar ao mar aberto.<\/p>\n<p class=\"story-body__link\">Confira oito comportamentos j\u00e1 observados nesses animais que ilustram como eles s\u00e3o mais espertos do que pensamos.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">1. Capacidade de planejar<\/h2>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\">\u00a0 <span class=\"story-image-copyright\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/1769A\/production\/_89889859_9a082244-4589-4dcf-831c-729db94edfa6.jpg\" alt=\"Polvo-imitador\" width=\"635\" height=\"357\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span> <span class=\"media-caption__text\"> O polvo-imitador muda de formato e movimentos para se passar por at\u00e9 15 animais diferentes <\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>A psic\u00f3loga Jennifer Mather, da Universidade de Lethbridge, no Canad\u00e1, estuda polvos desde 1972. Mas foi durante uma pesquisa de campo nas Bermudas, h\u00e1 mais de 30 anos, que ela se deparou com a primeira demonstra\u00e7\u00e3o de intelig\u00eancia por parte do animal.<\/p>\n<p>Ela observou que um polvo-comum (<i>Octopus vulgaris<\/i>) ca\u00e7ava caranguejos e os levava para sua toca para com\u00ea-los. Antes da refei\u00e7\u00e3o, no entanto, o animal catou algumas pedras para criar um esp\u00e9cie de barreira e impedir que as presas fugissem.<\/p>\n<p>Segundo Mather, esse e outros exemplos mostram que o polvo tem a capacidade de fazer previs\u00f5es e de sequenciar a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;Ali estava um animal com uma imagem mental clara do que ele queria. E que conseguiu fazer um planejamento, o que \u00e9 muito diferente de uma simples resposta a um est\u00edmulo, mais comum em outros bichos&#8221;, afirma.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">2. Bem equipado<\/h2>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\">\u00a0 <span class=\"story-image-copyright\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/4202\/production\/_89889861_39305803-a34a-4656-b779-367988c6bddb.jpg\" alt=\"Polvo venoso\" width=\"638\" height=\"359\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span> <span class=\"media-caption__text\"> Polvo venoso \u00e9 observado carregando conchas <\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Em 2009, Julian Finn e seus colegas do Museu Victoria, em Melbourne, na Austr\u00e1lia, conseguiram demonstrar que polvos sabem usar objetos como ferramentas.<\/p>\n<p>Um grupo de polvos-venosos (<i>Amphioctopus marginatus<\/i>) desenterrava cascas de coco que foram jogadas no mar e, em seguida, as limpava com jatos de \u00e1gua. Alguns empilhavam cuidadosamente as cascas e as carregavam por at\u00e9 20 metros para us\u00e1-las para montar um abrigo.<\/p>\n<p>Finn chamou a aten\u00e7\u00e3o para o fato dessa movimenta\u00e7\u00e3o deixar o animal mais vulner\u00e1vel a predadores, por ser mais lenta e dispendiosa. &#8220;Isso mostra que o polvo est\u00e1 disposto a aceitar riscos em troca de prote\u00e7\u00e3o para o futuro&#8221;, afirma.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">3. Brincalh\u00e3o<\/h2>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\">\u00a0 <span class=\"story-image-copyright\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/DE42\/production\/_89889865_bacebde3-b548-4209-9b99-22cd5d44f376.jpg\" alt=\"Polvo-imitador\" width=\"638\" height=\"359\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span> <span class=\"media-caption__text\"> Polvo-imitador evita predadores ao fazer parecer que \u00e9 um animal venenoso <\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Cientistas sempre defenderam que o ato de brincar \u00e9 algo peculiar de animais com elevadas habilidades cognitivas, j\u00e1 que n\u00e3o serve a nenhuma fun\u00e7\u00e3o imediata a n\u00e3o ser a divers\u00e3o.<\/p>\n<p>Mather quis investigar se polvos sabem brincar e estabeleceu um experimento no Aqu\u00e1rio de Seattle (EUA). Ela colocou oito polvos-gigantes (<i>Enteroctopus dofleini<\/i>) em tanques vazios e, ao longo de diversos testes, deu a eles frascos de pl\u00e1stico.<\/p>\n<p>No in\u00edcio, todos os animais levaram os frascos \u00e0 boca, descartando-os ao perceberem que n\u00e3o era algo comest\u00edvel. Depois de um tempo, dois deles come\u00e7aram a jogar jatos de \u00e1gua nos frascos, que iam rolando at\u00e9 o outro lado do tanque e voltavam aos polvos com a corrente de \u00e1gua.<\/p>\n<p>Para Mather e os outros pesquisadores, trata-se de uma forma de brincadeira explorat\u00f3ria, semelhante ao que crian\u00e7as fazem ao brincarem com objetos desconhecidos.<\/p>\n<p>&#8220;Quando um polvo est\u00e1 em uma situa\u00e7\u00e3o nova, a primeira coisa que ele faz \u00e9 explorar&#8221;, afirma a cientista.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">4. Tent\u00e1culos temperamentais<\/h2>\n<p>Mather e o bi\u00f3logo Roland Anderson, do Aqu\u00e1rio de Seattle, j\u00e1 tinham tentado estudar a diferen\u00e7a nas personalidades de cada polvo.<\/p>\n<p>Profissionais que trabalham com esses animais t\u00eam o costume de dar nomes a eles porque percebem que cada um se comporta de uma maneira consistente e diferente dos demais.<\/p>\n<p>Em um experimento com 44 polvos-rubi (<i>Octopus rubescens<\/i>), um pesquisador visitava o tanque a cada dois dias, colocando seu rosto perto da tampa, tocando os animais com uma escova e oferecendo caranguejos a eles.<\/p>\n<p>Foram observadas 19 respostas diferentes e consistentes. Alguns polvos eram mais passivos, enquanto outros eram mais curiosos.<\/p>\n<p>Em um estudo subsequente, Mather e Anderson encontraram ind\u00edcios de que o polvo transmite tra\u00e7os de sua personalidade \u00e0 cria. &#8220;Essas varia\u00e7\u00f5es de personalidade permitem que o animal aprenda e se adapte rapidamente&#8221;, afirma a pesquisadora.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">5. Mestre do disfarce<\/h2>\n<p>A corrida evolutiva levou animais a desenvolverem muitas maneiras ardilosas para enganarem uns aos outros: das serpentes que se fingem de mortas para evitar serem pegas a peixes machos que se passam por f\u00eameas para aumentar as chances de se reproduzirem.<\/p>\n<p>Mas dentre todos os malandros da natureza, o polvo-imitador (<i>Thaumoctopus mimicus<\/i>) deveria levar o t\u00edtulo de &#8220;mestre dos disfarces&#8221;.<\/p>\n<p>Outros polvos podem mudar a cor e a textura da pele para evitar os predadores. Mas o imitador \u00e9 o \u00fanico que j\u00e1 foi observado tentando se passar por outros animais. Ele pode mudar sua forma, seus movimentos e seu comportamento para ser confundido com 15 esp\u00e9cies diferentes, de peixes a serpentes marinhas venenosas.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">6. Craque dos problemas<\/h2>\n<p>Polvos s\u00e3o capazes de usar a tentativa e erro para encontrar a melhor maneira de conseguirem o que querem.<\/p>\n<p>Em um estudo publicado em 2007, Mather e Anderson observaram polvos gigantes tentando chegar \u00e0 parte comest\u00edvel de diferentes tipos de mexilh\u00f5es usando recursos como quebrar ou separar as conchas, ou ainda usar sua r\u00e1dula para perfurar as cascas mais resistentes.<\/p>\n<p>Os cientistas ent\u00e3o costuraram os mexilh\u00f5es e perceberam que os polvos trocaram de t\u00e9cnica. &#8220;Isso nos mostrou que esses animais s\u00e3o muito bons em resolver problemas, pois t\u00eam diversas estrat\u00e9gias para atingir o mesmo objetivo, e utilizam primeiro a que for mais f\u00e1cil&#8221;, diz Mather.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">7. Bem orientado<\/h2>\n<p>Durante uma pesquisa de campo, Mather observou que, depois de sa\u00edrem para ca\u00e7ar, os polvos voltavam a suas tocas por outro caminho. Eles tamb\u00e9m visitavam \u00e1reas diferentes em cada ca\u00e7ada.<\/p>\n<p>Em um estudo publicado em 1991, ela concluiu que os polvos t\u00eam uma capacidade de mem\u00f3ria complexa. Eles conseguem se lembrar dos locais onde h\u00e1 alimentos e ret\u00eam informa\u00e7\u00f5es sobre os lugares que visitaram recentemente. Trata-se de algo que apenas nos animais cordados (dotados de espinha dorsal).<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">8. Como n\u00f3s<\/h2>\n<p>Em muitos aspectos, o c\u00e9rebro do polvo \u00e9 como o nosso. Eles t\u00eam l\u00f3bulos torcidos, semelhantes aos c\u00e9rebros dos vertebrados, o que \u00e9 um sinal de complexidade.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os padr\u00f5es el\u00e9tricos gerados nos c\u00e9rebros desses cefal\u00f3podes s\u00e3o semelhantes aos dos mam\u00edferos.<\/p>\n<p>O polvo tamb\u00e9m tem uma vis\u00e3o monocular, algo que tende a ocorrer em esp\u00e9cies cujos hemisf\u00e9rios cerebrais t\u00eam especializa\u00e7\u00f5es diferentes.<\/p>\n<p>O cefal\u00f3pode at\u00e9 armazena mem\u00f3rias de maneira semelhante ao ser humano, usando um processo chamado de potencia\u00e7\u00e3o de longo prazo, que fortalece as liga\u00e7\u00f5es entre os neur\u00f4nios.<\/p>\n<p>Mas as diferen\u00e7as entre o polvo e o homem s\u00e3o ainda mais fascinantes do que as semelhan\u00e7as. Mais da metade dos 500 milh\u00f5es de neur\u00f4nios do animal se concentram em seus tent\u00e1culos. Isso significa que cada um deles pode agir sozinho ou em coordena\u00e7\u00e3o com os demais.<\/p>\n<p>E, enquanto o c\u00e9rebro humano \u00e9 visto como um controlador central, a intelig\u00eancia do polvo pode estar distribu\u00edda em uma rede de neur\u00f4nios, um pouco como a internet.<\/p>\n<p>Se isso for provado, Inky e seus parentes podem nos obrigar a enxergar a ess\u00eancia da intelig\u00eancia de uma maneira totalmente nova.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A not\u00edcia, divulgada em abril, de que um polvo conseguiu escapar do Aqu\u00e1rio Nacional da<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":43389,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/polvo.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/polvo-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/polvo-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/polvo.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/polvo.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/polvo.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/polvo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/polvo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/polvo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/polvo.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A not\u00edcia, divulgada em abril, de que um polvo conseguiu escapar do Aqu\u00e1rio Nacional da","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43388"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43388"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43388\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43389"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43388"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43388"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43388"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}