{"id":43162,"date":"2016-06-04T12:00:03","date_gmt":"2016-06-04T15:00:03","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=43162"},"modified":"2016-06-04T09:51:36","modified_gmt":"2016-06-04T12:51:36","slug":"industria-utiliza-pneus-para-gerar-energia-na-producao-de-cimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/industria-utiliza-pneus-para-gerar-energia-na-producao-de-cimento\/","title":{"rendered":"Ind\u00fastria utiliza pneus para gerar energia na produ\u00e7\u00e3o de cimento"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/pneus.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-43163\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/pneus-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/pneus-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/pneus.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A reutiliza\u00e7\u00e3o de pneus para a gera\u00e7\u00e3o de energia na produ\u00e7\u00e3o de cimento registra alta no Brasil, segundo dados da\u00a0Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Cimento Portland (ABCP). O relat\u00f3rio <em>Panorama do Coprocessamento Brasil 2015<\/em>, produzido pela entidade, mostra que o volume coprocessado em 2014 representa a elimina\u00e7\u00e3o de um passivo ambiental de 1,12 milh\u00e3o de toneladas, incremento de 374% em rela\u00e7\u00e3o ao ano 2000.<\/p>\n<p>O coprocessamento \u00e9 utilizado de duas formas no setor. Uma delas corresponde ao uso de pneus descartados e res\u00edduos triturados de diversos setores industriais \u2013 borras oleosas, resinas, l\u00e1tex, materiais impr\u00f3prios para reuso, tecidos e at\u00e9 coco de baba\u00e7u \u2013 como alternativa sustent\u00e1vel ao uso do coque de petr\u00f3leo (CVP), combust\u00edvel n\u00e3o renov\u00e1vel derivado do petr\u00f3leo. O coque se destina \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de energia fabril na fabrica\u00e7\u00e3o do cl\u00ednquer, uma das principais mat\u00e9rias-primas do cimento e extra\u00eddo do calc\u00e1rio.<\/p>\n<p>A outra forma de coprocessamento \u00e9 a substitui\u00e7\u00e3o do ferro pelo chamado p\u00f3 de aciaria. Neste caso, o res\u00edduo do processo de siderurgia \u00e9 usado como mat\u00e9ria-prima na ind\u00fastria cimenteira, contribuindo para tornar o processo fabril mais ecoeficiente. Nas duas situa\u00e7\u00f5es, o coprocessamento evita a destina\u00e7\u00e3o inadequada de lixo industrial e reduz a emiss\u00e3o de di\u00f3xido de carbono (o CO<sub>2<\/sub>, conhecido como g\u00e1s carb\u00f4nico), um dos maiores respons\u00e1veis pelo aquecimento global.<\/p>\n<div class=\"olho\">O coprocessamento tem um outro impacto positivo em termos de sustentabilidade: a substitui\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica, com a redu\u00e7\u00e3o nas emiss\u00f5es de CO2<\/div>\n<p>Em 2014, 37 unidades &#8211; 62% do parque industrial cimenteiro no Brasil &#8211; estavam licenciadas para o coprocessamento de res\u00edduos. Numa avalia\u00e7\u00e3o mais detalhada, o relat\u00f3rio da ABCP aponta que os materiais coprocessados com potencial energ\u00e9tico, em 2014, representaram 80% do volume total (891 mil toneladas). Enquanto isso, aqueles usados como substitutos de mat\u00e9rias-primas somaram 20% do volume (231 mil toneladas). Entre os res\u00edduos reaproveitados pelo setor, o maior destaque s\u00e3o os pneus, que constitu\u00edram 24% (265,5 mil toneladas) no per\u00edodo. Esse volume equivale a 53 milh\u00f5es de pneus inserv\u00edveis retirados do meio ambiente.<\/p>\n<p><strong>Impacto positivo<\/strong><br \/>\nJuntamente com a contribui\u00e7\u00e3o para a gest\u00e3o e elimina\u00e7\u00e3o de res\u00edduos, o coprocessamento tem um outro impacto positivo em termos de sustentabilidade: a substitui\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica, com a redu\u00e7\u00e3o nas emiss\u00f5es de CO<sub>2<\/sub>. Em 2014, a substitui\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica na ind\u00fastria cimenteira do Brasil obtida gra\u00e7as \u00e0 solu\u00e7\u00e3o chegou a 8,1%. Al\u00e9m da contribui\u00e7\u00e3o decisiva para a supera\u00e7\u00e3o de desafios ambientais e urbanos, a tecnologia, ao apostar na destina\u00e7\u00e3o correta de pneus, refor\u00e7a a luta contra o Aedes Aegypti, um dos maiores vil\u00f5es na epidemia de doen\u00e7as como dengue, chikungunya e zika.<\/p>\n<p>O meio ambiente agradece. Afinal, al\u00e9m da substitui\u00e7\u00e3o ao combust\u00edvel f\u00f3ssil e mat\u00e9rias-primas na fabrica\u00e7\u00e3o do cimento, o coprocessamento elimina completamente os novos passivos ambientais que seriam depositados em aterros.<\/p>\n<p><strong>Lei pr\u00f3pria<\/strong><br \/>\nH\u00e1 pouco mais de 25 anos, a tecnologia passou a ter uma lei pr\u00f3pria, a Resolu\u00e7\u00e3o Conama 264\/99. A resolu\u00e7\u00e3o disp\u00f5e especificamente sobre o licenciamento de fornos rotativos de produ\u00e7\u00e3o de cl\u00ednquer para atividade de coprocessamento de res\u00edduos.<\/p>\n<p>Esses resultados mostram que o coprocessamento no pa\u00eds avan\u00e7a e sem risco de retrocesso. Os n\u00fameros do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama) tamb\u00e9m apontam nessa dire\u00e7\u00e3o. Em 2014, segundo o Ibama, o volume de pneus inserv\u00edveis destinados a diversos usos no pa\u00eds chegou a 544,6 mil toneladas, das quais 300,5 mil toneladas s\u00e3o referentes ao coprocessamento na ind\u00fastria do cimento e outros setores.<\/p>\n<p>Pioneira no pa\u00eds, a Votorantim Cimentos implantou a tecnologia em 1991 e atualmente \u00e9 respons\u00e1vel por mais de 50% de todo o volume de res\u00edduos coprocessados pelo setor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A reutiliza\u00e7\u00e3o de pneus para a gera\u00e7\u00e3o de energia na produ\u00e7\u00e3o de cimento registra alta<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":43163,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/pneus.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/pneus-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/pneus-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/pneus.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/pneus.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/pneus.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/pneus.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/pneus.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/pneus.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/pneus.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A reutiliza\u00e7\u00e3o de pneus para a gera\u00e7\u00e3o de energia na produ\u00e7\u00e3o de cimento registra alta","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43162"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43162"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43162\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43163"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43162"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43162"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43162"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}