{"id":43036,"date":"2016-06-02T13:00:05","date_gmt":"2016-06-02T16:00:05","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=43036"},"modified":"2016-06-01T22:06:12","modified_gmt":"2016-06-02T01:06:12","slug":"bacteria-que-come-plastico-pode-ajudar-na-melhoria-do-processo-de-reciclagem-de-pet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/bacteria-que-come-plastico-pode-ajudar-na-melhoria-do-processo-de-reciclagem-de-pet\/","title":{"rendered":"Bact\u00e9ria que &#8220;come&#8221; pl\u00e1stico pode ajudar na melhoria do processo de reciclagem de PET"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/plastico.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-43037\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/plastico-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/plastico-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/plastico.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O pl\u00e1stico de garrafas PET pode ser reciclado, mas imagine se uma bact\u00e9ria conseguisse digeri-lo&#8230; A quantidade de micropl\u00e1sticos nos oceanos, por exemplo, poderia ser reduzida drasticamente. Pois pesquisadores japoneses identificaram uma bact\u00e9ria que consegue digerir o polietileno tereftalato, o tal do PET que, normalmente, pode permanecer por at\u00e9 800 anos na natureza. Ap\u00f3s o processo, o material se transforma em di\u00f3xido de carbono e \u00e1gua.<\/p>\n<p>As enzimas da bact\u00e9ria, batizadas de petase e metase, s\u00e3o respons\u00e1veis pela quebra das mol\u00e9culas do pol\u00edmero. Se puderem ser produzidas em laborat\u00f3rio, as bact\u00e9rias abririam a possibilidade de reciclagem de qu\u00edmica de milh\u00f5es de garrafas PET ao redor do mundo. O estudo dos japoneses foi publicado pela revista Science, em 11 de mar\u00e7o.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a coleta de 250 exemplares de pl\u00e1stico em um centro de reciclagem, o objetivo dos pesquisadores foi encontrar algum ser vivo que tivesse o PET como fonte primordial de carbono para crescimento. A bact\u00e9ria\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Ideonella sakaiensis<\/span> foi localizada na atmosfera e se mostrou capaz de degradar quase completamente um fino filme de PET, ap\u00f3s seis semanas, a uma temperatura de 30\u00a0\u00b0C.<\/p>\n<p>Os pesquisadores da Universidade de Yokohama, portanto, conseguiram encontrar um cons\u00f3rcio microbiano que pode degradar completamente o PET amorfo em di\u00f3xido de carbono e \u00e1gua. Tamb\u00e9m foi identificada uma enzima, chamada de ISF6_4831, que usa \u00e1gua para quebrar mol\u00e9culas do pol\u00edmero em subst\u00e2ncias intermedi\u00e1rias. Essas subst\u00e2ncias s\u00e3o definitivamente quebradas pela a\u00e7\u00e3o de uma segunda enzima, a ISF6_0224.<\/p>\n<p>Usando o sistema de express\u00e3o de E. Coli (Escherichia coli, bact\u00e9ria utilizada para a produ\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas em laborat\u00f3rio), as enzimas poderiam ser produzidas em laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p>De acordo com a Science, 56 milh\u00f5es de toneladas de PET foram produzidas \u00a0em todo o mundo em 2013 e o crescimento \u00e9 preocupante. Atualmente, a reciclagem mais comum se d\u00e1 por meio do amolecimento e transforma\u00e7\u00e3o do material em novos objetos. Apenas alguns esp\u00e9cies de fungos tinham propriedades capazes de quebrar estrutura da mol\u00e9cula do PET.<\/p>\n<p>Agora, o desafio \u00e9 encontrar uma forma de artificialmente acelerar este processo digestivo, permitindo uma nova forma de reciclagem, mais eficiente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O pl\u00e1stico de garrafas PET pode ser reciclado, mas imagine se uma bact\u00e9ria conseguisse digeri-lo&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":43037,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/plastico.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/plastico-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/plastico-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/plastico.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/plastico.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/plastico.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/plastico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/plastico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/plastico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/plastico.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O pl\u00e1stico de garrafas PET pode ser reciclado, mas imagine se uma bact\u00e9ria conseguisse digeri-lo&#8230;","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43036"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43036"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43036\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43037"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43036"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43036"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43036"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}