{"id":42907,"date":"2016-05-31T10:00:56","date_gmt":"2016-05-31T13:00:56","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=42907"},"modified":"2016-05-30T20:15:00","modified_gmt":"2016-05-30T23:15:00","slug":"a-relacao-dos-brasileiros-com-o-mar-termina-na-praia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-relacao-dos-brasileiros-com-o-mar-termina-na-praia\/","title":{"rendered":"A rela\u00e7\u00e3o dos brasileiros com o mar termina na praia"},"content":{"rendered":"<p><strong><em><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/mar.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-42908\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/mar-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/mar-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/mar.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>por Jaime Gesisky<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Se voc\u00ea \u00e9 daqueles consumidores preocupados com a origem dos frutos do mar que consome, e quer servir no almo\u00e7o de domingo um prato que tenha peixe, lagosta ou camar\u00e3o pescados de forma sustent\u00e1vel, sem degradar o ambiente marinho, vai ter de andar muito para encontrar. Na extensa costa brasileira, de cerca de oito mil quil\u00f4metros, raros s\u00e3o os pescados que v\u00eam de uma cadeia produtiva que leva em conta as rela\u00e7\u00f5es sociais e ambientais envolvidas na pesca. <\/em><\/p>\n<p><em>Enquanto esse almo\u00e7o n\u00e3o sai, o bioma marinho brasileiro sofre intenso processo de degrada\u00e7\u00e3o. A polui\u00e7\u00e3o do mar chega a n\u00edveis alarmantes. O excesso de pesca p\u00f5e em risco as esp\u00e9cies. E o desmatamento ilegal atinge os mangues, amea\u00e7ando os ber\u00e7\u00e1rios da vida marinha.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00c9 como se fosse uma floresta, que vai sendo descaracterizada em suas fei\u00e7\u00f5es naturais. Pois o Brasil tem uma Amaz\u00f4nia Azul, em forma de oceano, e que est\u00e1 mais amea\u00e7ado do que a floresta, em terra, sem que saibamos sequer o que existe dentro dele. H\u00e1 pouqu\u00edssimos recursos para a conserva\u00e7\u00e3o, e as \u00e1reas protegidas nos ambientes marinhos n\u00e3o chegam a dois por cento de todo o bioma. Bem longe do compromisso internacional de ter dez por cento sob prote\u00e7\u00e3o at\u00e9 2020.<\/em><\/p>\n<p><em>Um esfor\u00e7o tremendo de algumas ONGs tenta mudar esse quadro. As iniciativas v\u00e3o desde a revaloriza\u00e7\u00e3o \u00a0de antigas t\u00e9cnicas de pesca, novas pr\u00e1ticas industriais e de mercado e at\u00e9 mesmo a valoriza\u00e7\u00e3o da gastronomia, na mar\u00e9 que une chefs e consumidores em busca daquele almocinho com gosto de consci\u00eancia tranquila. <\/em><br \/>\n<img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-209740 alignleft\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/cardume_de_mariquita__holocentrus_adsencionis__3-300x200.jpg\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/cardume_de_mariquita__holocentrus_adsencionis__3-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/cardume_de_mariquita__holocentrus_adsencionis__3.jpg 1024w\" alt=\"cardume_de_mariquita__holocentrus_adsencionis__3\" width=\"300\" height=\"200\" \/><br \/>\n<em>Para a coordenadora do Programa Marinho do WWF-Brasil, Anna Carolina Lobo, o Brasil precisa urgentemente ver o mar com outros olhos. Nesta entrevista, ela conta como as ONGs est\u00e3o tentado melhorar essa rela\u00e7\u00e3o e fazer com que olhemos um pouco al\u00e9m da linha da praia.<\/em><\/p>\n<p><strong>N\u00e3o lhe parece estranho o Brasil cantar o mar em verso e prosa \u2013 que o diga Dorival Caymmi \u2013, ter esse tema t\u00e3o arraigado na cultura, na religi\u00e3o e nas artes de modo geral, viver na praia e, ao mesmo tempo, estar de costas para o mar e desconhecer o tamanho do estrago que estamos causando ao ambiente marinho?<\/strong><\/p>\n<p>O problema \u00e9 que a rela\u00e7\u00e3o do brasileiro com o mar termina na praia. E mesmo l\u00e1, a coisa n\u00e3o vai muito bem. As praias est\u00e3o polu\u00eddas por esgoto, lixo. O problema do pl\u00e1stico \u00e9 alarmante. H\u00e1 um comportamento predat\u00f3rio em rela\u00e7\u00e3o ao mar. Os recursos pesqueiros s\u00e3o coletados \u00e0 exaust\u00e3o. J\u00e1 quase acabamos com a sardinha, antes abundante na nossa costa. E outras esp\u00e9cies v\u00e3o na mesma rota. Temos de ir cada vez mais longe no mar para conseguir pescar. Sem contar os pesqueiros piratas que v\u00eam com frequ\u00eancia. N\u00e3o temos monitoramento suficiente da costa, e muitos dos subs\u00eddios para a pesca s\u00e3o perversos, incentivando a atividade sem considerar a sua sustentabilidade. N\u00e3o d\u00e1 para saber se as esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o est\u00e3o sendo coletadas, se os defesos (per\u00edodos de reprodu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies) est\u00e3o sendo respeitados.<\/p>\n<p><strong>Mas o Brasil n\u00e3o tem uma lista de esp\u00e9cies aqu\u00e1ticas que deveriam estar sob prote\u00e7\u00e3o total?<\/strong><\/p>\n<p>Em 2014, depois de anos estudando quase quinhentas esp\u00e9cies aqu\u00e1ticas e os habitais que elas ocupam, os cientistas conseguiram emplacar a lista das esp\u00e9cies amea\u00e7adas ou em alto risco de desaparecer. Mas o lobby da ind\u00fastria pesqueira conseguiu derrubar a lista. Entre as esp\u00e9cies listadas est\u00e1 o budi\u00e3o azul, um peixe lind\u00edssimo, que ocorre nas \u00e1guas do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos (arquip\u00e9lago que chamou a aten\u00e7\u00e3o de Charles Darwin, quando o visitou em 1832). L\u00e1 est\u00e1 o maior banco de algas calc\u00e1rias do mundo e a maior biodiversidade marinha do Atl\u00e2ntico Sul. E o budi\u00e3o \u00e9 uma esp\u00e9cie chave naquele ecossistema. Ele \u00e9 elo que mant\u00e9m em equil\u00edbrio a vida do lugar. Esta \u00e9 apenas uma das esp\u00e9cies que ficaram desguarnecidas. Com muito esfor\u00e7o, os cientistas conseguiram manter alguns peixes em regulamenta\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, como o mero e o cherne-poveiro, garantindo alguma salvaguarda.<\/p>\n<p><strong>E os tubar\u00f5es e raias?<\/strong><\/p>\n<p>Os mais amea\u00e7ados da lista suspensa s\u00e3o as raias e tubar\u00f5es. Foi por causa deles que a portaria caiu. O Brasil \u00e9 um dos maiores consumidores dessas esp\u00e9cies em todo o mundo. O com\u00e9rcio de barbatana de tubar\u00e3o azul movimenta milh\u00f5es, e sua pesca est\u00e1 diretamente relacionada com outras raias e tubar\u00f5es, tamb\u00e9m amea\u00e7ados. As listas servem de base para os planos de a\u00e7\u00e3o, que indicariam como melhorar a gest\u00e3o dessas esp\u00e9cies. Por isto a lista \u00e9 necess\u00e1ria. E urgente.<\/p>\n<p><strong>E o que pode ser feito para a cadeia produtiva da pesca marinha girar na dire\u00e7\u00e3o oposta?<\/strong><\/p>\n<p>Olha, o desafio \u00e9 enorme. S\u00f3 os pescadores artesanais na costa brasileira somam cerca de um milh\u00e3o de pessoas que dependem diretamente dos recursos do mar. Fora a ind\u00fastria e toda a sua cadeia. Some-se o fato de que h\u00e1 pouco dinheiro para pesquisa, monitoramento e fiscaliza\u00e7\u00e3o quase zero e dezenas de esp\u00e9cies \u00e0 beira da extin\u00e7\u00e3o, ou exploradas ao extremo. Mas h\u00e1 uma s\u00e9rie de experi\u00eancias positivas que j\u00e1 servem de farol e jogam uma luz sobre essa situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Quais, por exemplo?<\/strong><\/p>\n<p>Recentemente, as ONGs ambientalistas que trabalham com o tema marinho resolveram criar uma coaliz\u00e3o. Cada organiza\u00e7\u00e3o ficou com as \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o em que tem mais expertise para favorecer os esfor\u00e7os e usar melhor o pouco recurso de que dispomos. O WWF-Brasil, por exemplo, desenvolve algumas iniciativas, em diferentes elos da cadeia, como os Programas de Melhoria da Gest\u00e3o Pesqueira. Ajudamos na an\u00e1lise dos estoques, no aprimoramento dos tipos de pescarias, estruturando meios de certificar alguns produtos. Um dos recortes que estamos atuando com intensidade \u00e9 na rela\u00e7\u00e3o de consumo dos pescados.<\/p>\n<p><strong>De que maneira?<\/strong><\/p>\n<p>Desenvolvemos junto com a Abrasel (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bares e Restaurantes) uma campanha chamada Do Mar \u00e0 Mesa, cujo objetivo \u00e9 oferecer aos restaurantes e bares pescados frescos e ingredientes locais, advindos da pesca e cultivo sustent\u00e1vel. Testamos em Ubatuba, em outras cidades do litoral norte e na capital paulista. Foi um sucesso. Mostramos que h\u00e1 um mercado consumidor a fim de comprar um pescado que seja, de fato, sustent\u00e1vel, mesmo que tenha de pagar um pouco a mais por isso.<\/p>\n<p><strong>De que maneira a sociedade pode ser mobilizada para consumir o pescado de modo mais consciente?<\/strong><\/p>\n<p>Come\u00e7amos com os chefs de cozinha, levando a eles a ideia de usar os pescados da temporada, que n\u00e3o estejam no per\u00edodo reprodutivo (defeso). Resgatamos receitas e modos de preparo tradicionais. Temos um padrinho, o chef Eudes de Assis, que \u00e9 um cai\u00e7ara e que abra\u00e7ou nossa ideia e replica essas pr\u00e1ticas no restaurante dele e nos cursos que ele promove.<\/p>\n<p><strong>E na ponta, junto aos que produzem?<\/strong><\/p>\n<p>Estamos trabalhando no norte do Par\u00e1, com os pescadores de camar\u00e3o rosa, e em Santa Catarina. Iniciamos um trabalho de avalia\u00e7\u00e3o e mapeamos que um dos principais problemas da pescaria \u00e9 a pesca incidental de esp\u00e9cies amea\u00e7adas No litoral norte de S\u00e3o Paulo, incentivamos uma antiga arte de pesca, trazida pelos colonizadores japoneses, chamada de cercos flutuantes. \u00c9 uma tecnologia que n\u00e3o degrada o ambiente marinho, pois ela permite que o pescador selecione os peixes de maior interesse e devolva ao mar o que n\u00e3o interessa para ele, ajudando a salvar esp\u00e9cies como a tartaruga, por exemplo. Estamos incentivando o uso dessa t\u00e9cnica junto aos pescadores cai\u00e7aras, tamb\u00e9m como forma de mostrar a import\u00e2ncia da \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental Marinha do Litoral norte para a produ\u00e7\u00e3o pesqueira e gera\u00e7\u00e3o de emprego e renda para as comunidades locais. H\u00e1 outras organiza\u00e7\u00f5es trabalhando com a pesca industrial. Outras atuam mais com pol\u00edticas p\u00fablicas. A ideia \u00e9 atuar em conjunto. N\u00e3o se faz nada sozinho.<\/p>\n<p><strong>E o mercado, como se comporta?<\/strong><\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 um dos pa\u00edses que mais importam pescados dos pa\u00edses vizinhos, sobretudo Chile, Argentina e Uruguai, grandes produtores que fazem da pesca parte importante de suas economias. Somos um dos cinco maiores importadores de pescados do Vietn\u00e3 e da China. Ocorre de o pescado sair desses pa\u00edses com selo de certifica\u00e7\u00e3o, e quando chega aqui, para evitar a despesa que implicaria em poder usar esse selo na embalagem, o atacadista tira o selo e p\u00f5e tudo na mesma bacia, junto com o pescado de origem duvidosa. \u00c9 insano. O consumo de pescado no Brasil cresceu muito nos \u00faltimos anos, na ordem de duzentos por cento. Mas a consci\u00eancia n\u00e3o aumentou.<\/p>\n<p><strong>Quais as pol\u00edticas p\u00fablicas mais necess\u00e1rias para o Brasil melhorar sua rela\u00e7\u00e3o com o mar?<\/strong><\/p>\n<p>Fiscaliza\u00e7\u00e3o, transpar\u00eancia e rastreabilidade s\u00e3o os maiores desafios. Criar \u00e1reas protegidas, delimitar zonas de produ\u00e7\u00e3o de pesca que permitam o reestabelecimento dos estoques pesqueiros, e claro, ter uma lista de esp\u00e9cies amea\u00e7as em vigor. Ter uma pol\u00edtica consequente para os recursos aqu\u00e1ticos e marinhos implica na cria\u00e7\u00e3o e incentivo aos comit\u00eas de gest\u00e3o pesqueira, investir em ci\u00eancia e, sobretudo, ouvir o que os cientistas t\u00eam alertado. Temos de monitorar nosso mar. Fazemos isso com a Amaz\u00f4nia, acompanhamos por sat\u00e9lite, em tempo real, o que acontece na floresta. \u00a0E por que n\u00e3o fazer o mesmo com o mar?<\/p>\n<p>(Colaborou: Mariana Cor\u00e1, Analista de Conserva\u00e7\u00e3o do Programa Marinho\/WWF-Brasil)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Jaime Gesisky Se voc\u00ea \u00e9 daqueles consumidores preocupados com a origem dos frutos do<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":42908,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/mar.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/mar-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/mar-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/mar.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/mar.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/mar.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/mar.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/mar.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/mar.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/mar.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"por Jaime Gesisky Se voc\u00ea \u00e9 daqueles consumidores preocupados com a origem dos frutos do","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42907"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42907"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42907\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42908"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42907"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42907"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42907"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}