{"id":42682,"date":"2016-05-27T13:00:47","date_gmt":"2016-05-27T16:00:47","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=42682"},"modified":"2016-05-26T21:22:24","modified_gmt":"2016-05-27T00:22:24","slug":"estudo-localiza-aguas-subterraneas-mais-vulneraveis-no-cerrado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudo-localiza-aguas-subterraneas-mais-vulneraveis-no-cerrado\/","title":{"rendered":"Estudo localiza \u00e1guas subterr\u00e2neas mais vulner\u00e1veis no Cerrado"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/cerrado-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-42683\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/cerrado-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/cerrado-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/cerrado-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Trabalho realizado por especialistas da Embrapa Gest\u00e3o Territorial (SP) delineou as \u00e1reas do Cerrado que abrigam \u00e1guas subterr\u00e2neas naturalmente mais sujeitas \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o por agentes qu\u00edmicos. O levantamento divide o bioma em quatro categorias de vulnerabilidade: alta, m\u00e9dia, baixa e muito baixa.<\/p>\n<p>Os len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos mais vulner\u00e1veis foram localizados no sudeste, centro-oeste e centro-leste de Mato Grosso, oeste da Bahia, sudoeste de Goi\u00e1s e norte de Mato Grosso do Sul, marcadas no mapa em cor escura.<\/p>\n<p>&#8220;Len\u00e7\u00f3is de \u00e1gua mais pr\u00f3ximos da superf\u00edcie, em regi\u00f5es de solo poroso e clima chuvoso, por exemplo, s\u00e3o naturalmente mais sujeitos a receber contaminantes em compara\u00e7\u00e3o a corpos d&#8217;\u00e1gua em grandes profundidades e em locais \u00e1ridos&#8221;, exemplifica o engenheiro-agr\u00f4nomo Rafael Mingoti, analista da Embrapa que participou do trabalho. Ele explica que a equipe levou em conta diversas vari\u00e1veis como dados clim\u00e1ticos, perfis e tipos de solo, profundidade dos len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos e balan\u00e7o h\u00eddrico.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aui-image-viewer-image\" src=\"https:\/\/www.embrapa.br\/image\/journal\/article?img_id=12825520&amp;t=1464098108805\" width=\"347\" height=\"485\" \/><\/p>\n<p>A segunda etapa do projeto vai aumentar o detalhamento dessas \u00e1reas, identificar atividades econ\u00f4micas nelas presentes e avaliar poss\u00edveis riscos a que os corpos de \u00e1gua subterr\u00e2neos poder\u00e3o estar expostos. Mingoti revela que o m\u00e9todo para estimativa da espessura de perfil de solo \u00e9 o mesmo utilizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (<a href=\"http:\/\/www.inpe.br\/\" target=\"_blank\">Inpe<\/a>) para estimar a profundidade do len\u00e7ol fre\u00e1tico da floresta Amaz\u00f4nica, que se baseia em dados de relevo.<\/p>\n<p><strong>Metodologia inovadora<\/strong><\/p>\n<p>Uma importante inova\u00e7\u00e3o da pesquisa foi o aprimoramento da metodologia empregada, que permitiu a obten\u00e7\u00e3o dos resultados sem a necessidade de an\u00e1lises em campo. O trabalho foi alimentado com bancos de dados e imagens de sat\u00e9lites analisados e processados por meio de m\u00e9todos de determina\u00e7\u00e3o indireta e sistemas de informa\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica (SIG).<\/p>\n<p>Entre as vantagens dessa abordagem est\u00e1 a economia de recursos exigidos em levantamentos convencionais que envolvem: deslocamento de especialistas, coleta de amostras, an\u00e1lises laboratoriais, observa\u00e7\u00f5es em campo e maior tempo empregado. &#8220;Esse m\u00e9todo otimiza esfor\u00e7os e recursos, o que \u00e9 especialmente importante em estudos de \u00e1reas enormes, como \u00e9 o caso do bioma Cerrado&#8221;, afirma o pesquisador Cl\u00e1udio Spadotto, gerente-geral da Embrapa Gest\u00e3o Territorial e coordenador da pesquisa.<\/p>\n<p>Chamada de escala explorat\u00f3ria, o grau de detalhamento dos resultados \u00e9 menor que o comumente obtido em m\u00e9todos convencionais, por abranger \u00e1reas maiores. No entanto, os cientistas frisam que os dados obtidos s\u00e3o confi\u00e1veis e servir\u00e3o de base para indicar as \u00e1reas vulner\u00e1veis que ser\u00e3o alvo da fase de detalhamento da pesquisa. \u00c9 na segunda etapa que os pesquisadores visitam as \u00e1reas priorit\u00e1rias, coletando amostras de solo e \u00e1gua, fazendo an\u00e1lises laboratoriais e aumentando a precis\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Spadotto acredita que os resultados finais do estudo dever\u00e3o subsidiar diferentes atividades ligadas a gest\u00e3o territorial, planejamento agr\u00e1rio, pr\u00e1ticas conservacionistas, pol\u00edticas p\u00fablicas ambientais e uso e ocupa\u00e7\u00e3o do solo. &#8220;Ap\u00f3s a fase de detalhamento, ser\u00e1 poss\u00edvel embasar decis\u00f5es para prote\u00e7\u00e3o dessas \u00e1guas subterr\u00e2neas localizadas em \u00e1reas mais cr\u00edticas. Assim, haver\u00e1 embasamento cient\u00edfico para efetuar, por exemplo, restri\u00e7\u00e3o de determinadas atividades ou produtos qu\u00edmicos em localidades mais vulner\u00e1veis \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o&#8221;, prev\u00ea o especialista.<\/p>\n<p>Governos e \u00f3rg\u00e3os de licenciamento ambiental ser\u00e3o os principais usu\u00e1rios desses dados. De acordo com o pesquisador, o ordenamento de uso e ocupa\u00e7\u00e3o do solo \u00e9 fundamental para a prote\u00e7\u00e3o das \u00e1guas subterr\u00e2neas e pode ser baseado na identifica\u00e7\u00e3o de \u00e1reas mais vulner\u00e1veis \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A equipe planeja ampliar esse levantamento para o restante do Brasil, contemplando os demais biomas. &#8220;Come\u00e7amos pelo Cerrado por ser uma importante \u00e1rea para a atividade agr\u00edcola nacional. Agora pretendemos aplicar a mesma metodologia para todo o Pa\u00eds&#8221;, anuncia Spadotto, ressaltando a import\u00e2ncia dos reservat\u00f3rios subterr\u00e2neos de \u00e1gua.<\/p>\n<p>&#8220;As atividades humanas, especialmente quando desenvolvidas em \u00e1reas onde as \u00e1guas subterr\u00e2neas est\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es de maior vulnerabilidade \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o qu\u00edmica e biol\u00f3gica, representam uma amea\u00e7a \u00e0 qualidade e \u00e0 potabilidade da \u00e1gua, podendo colocar em risco a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade, o equil\u00edbrio dos ecossistemas e a sa\u00fade humana&#8221;, alerta.<\/p>\n<p>H\u00e1 pouco mais de um ano, a mesma equipe desenvolveu um <a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/web\/mobile\/noticias\/-\/noticia\/2463049\/software-protege-a-agua-de-agrotoxicos\" target=\"_blank\">software<\/a> que avalia riscos de contamina\u00e7\u00e3o de corpos h\u00eddricos subterr\u00e2neos e superficiais por agrot\u00f3xicos. Chamado de <a href=\"http:\/\/www.sgte.embrapa.br\/produtos\/araqua.php\" target=\"_blank\">ARAqu\u00e1<\/a>, o sistema \u00e9 utilizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (<a href=\"http:\/\/www.ibama.gov.br\/\" target=\"_blank\">Ibama<\/a>)<\/p>\n<p><strong>Gest\u00e3o Territorial<\/strong><\/p>\n<p>Prestes a completar cinco anos no dia 26 de maio, a Embrapa Gest\u00e3o Territorial utiliza ferramentas de intelig\u00eancia territorial para desenvolver solu\u00e7\u00f5es para a agropecu\u00e1ria brasileira em n\u00edvel estrat\u00e9gico. Instalada em Campinas (SP), o centro antecipa desafios futuros e gera conhecimento a respeito do territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trabalho realizado por especialistas da Embrapa Gest\u00e3o Territorial (SP) delineou as \u00e1reas do Cerrado que<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":42683,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/cerrado-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/cerrado-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/cerrado-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/cerrado-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/cerrado-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/cerrado-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/cerrado-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/cerrado-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/cerrado-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/cerrado-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Trabalho realizado por especialistas da Embrapa Gest\u00e3o Territorial (SP) delineou as \u00e1reas do Cerrado que","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42682"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42682"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42682\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42683"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42682"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42682"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42682"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}