{"id":42648,"date":"2016-05-27T07:00:00","date_gmt":"2016-05-27T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=42648"},"modified":"2016-05-26T13:20:09","modified_gmt":"2016-05-26T16:20:09","slug":"desmatamento-da-mata-atlantica-volta-a-crescer-diz-relatorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/desmatamento-da-mata-atlantica-volta-a-crescer-diz-relatorio\/","title":{"rendered":"Desmatamento da Mata Atl\u00e2ntica volta a crescer, diz relat\u00f3rio"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/desmatamento-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-42649\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/desmatamento-2-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/desmatamento-2-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/desmatamento-2.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgaram nesta quarta-feira (25) os novos dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atl\u00e2ntica, no per\u00edodo de 2014 a 2015.<\/p>\n<p>O estudo aponta desmatamento de 18.433 hectares (ha), ou 184 Km\u00b2, de remanescentes florestais nos 17 Estados da Mata Atl\u00e2ntica no per\u00edodo de 2014 a 2015, um aumento de 1% em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo anterior (2013-2014), que registrou 18.267 ha.<\/p>\n<p>Minas Gerais, que vinha de dois anos de queda nos n\u00edveis de desmatamento, voltou a liderar o desmatamento no pa\u00eds, com decr\u00e9scimo de 7.702 ha (alta de 37% na perda da floresta). A vice-lideran\u00e7a fica com a Bahia, com 3.997 ha desmatados, 14% a menos do que o per\u00edodo anterior. J\u00e1 o Piau\u00ed, campe\u00e3o de desmatamento entre 2013 e 2014, ocupa agora o terceiro lugar, ap\u00f3s reduzir o desmatamento em 48%, caindo de 5.626 ha para 2.926 ha.<\/p>\n<p>A exemplo dos \u00faltimos anos, os tr\u00eas estados se destacam no ranking por conta do desmatamento identificado nos limites do Cerrado. O Piau\u00ed abriga o munic\u00edpio Alvorada do Gurgu\u00e9ia, respons\u00e1vel pela maior \u00e1rea desmatada entre todas as cidades do Brasil. Entre 2014 e 2015, foi identificada perda florestal de 1.972 hectares no local. Os munic\u00edpios baianos de Baian\u00f3polis (824 ha) e Brejol\u00e2ndia (498 ha) v\u00eam logo atr\u00e1s, seguidos pelas cidades mineiras de Curral de Dentro (492 ha) e\u00a0 Jequitinhonha (370 ha), localizadas na regi\u00e3o conhecida como tri\u00e2ngulo do desmatamento, que abriga ainda \u00c1guas Vermelhas (338 ha), Ponto dos Volantes (208 ha) e Pedra Azul (73).<\/p>\n<p>Em Minas, a principal perda de florestas foi da atividade de minera\u00e7\u00e3o. Um fato marcante foi o registro de um desmatamento de 258 hectares na cidade de Mariana, 65% deles (169 ha) decorrentes do rompimento de uma barragem em novembro do ano passado.<\/p>\n<p>H\u00e1 cerca de tr\u00eas semanas, a Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica entregou relat\u00f3rios de desmatamento do munic\u00edpio mineiro e de qualidade da \u00e1gua do Rio Doce a uma comitiva formada pelo Ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, pelo prefeito de Mariana, vereadores e autoridades locais, durante visita \u00e0 regi\u00e3o. Mapas compilados em parceria com o Inpe mostraram o impacto do maior desastre ambiental j\u00e1 ocorrido na Mata Atl\u00e2ntica. Acompanharam tamb\u00e9m a visita a Associa\u00e7\u00e3o Mineira de Defesa do Ambiente (Amda), representantes do movimento Mar e Serras de Minas, da Samarco e de movimentos de comunidades locais. Por\u00e9m, a maior parte do total de desmatamento no estado aconteceu na regi\u00e3o de Jequitinhonha, no noroeste do estado, denominado Tri\u00e2ngulo do desmatamento.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de Minas Gerais, Piau\u00ed e Bahia, o Paran\u00e1 tamb\u00e9m se encontra em estado de aten\u00e7\u00e3o. Enquanto os tr\u00eas primeiros lideram a lista geral, o Paran\u00e1 foi o que apresentou o aumento mais brusco, saltando 116%, de 921 ha de florestas nativas entre 2013-2014 para 1.988 ha no \u00faltimo per\u00edodo. O retorno do desmatamento nas florestas com arauc\u00e1ria \u00e9 o principal ponto de alerta, respons\u00e1vel por 89% (1.777 ha) do total de desflorestamento no estado paranaense no per\u00edodo 2014-2015. Restam somente 3% das florestas que abrigam a <em>Araucaria angustifolia<\/em>, esp\u00e9cie amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o conhecida tamb\u00e9m como pinheiro brasileiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgaram nesta<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":42649,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/desmatamento-2.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/desmatamento-2-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/desmatamento-2-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/desmatamento-2.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/desmatamento-2.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/desmatamento-2.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/desmatamento-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/desmatamento-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/desmatamento-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/desmatamento-2.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgaram nesta","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42648"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42648"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42648\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42649"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42648"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42648"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42648"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}