{"id":42451,"date":"2016-05-23T08:00:58","date_gmt":"2016-05-23T11:00:58","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=42451"},"modified":"2016-05-23T08:26:30","modified_gmt":"2016-05-23T11:26:30","slug":"barriga-de-aluguel-ajuda-a-preservar-peixes-ameacados-de-extincao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/barriga-de-aluguel-ajuda-a-preservar-peixes-ameacados-de-extincao\/","title":{"rendered":"&#8216;Barriga de aluguel&#8217; ajuda a preservar peixes amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o, em laborat\u00f3rio"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/peixe_barriga_aluguel.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-42453\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/peixe_barriga_aluguel-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/peixe_barriga_aluguel-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/peixe_barriga_aluguel.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Peixes comuns, lambaris e mandis podem ser a salva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies com risco de extin\u00e7\u00e3o em rios brasileiros. Um estudo de um \u00f3rg\u00e3o do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade) utiliza uma t\u00e9cnica semelhante \u00e0 barriga de aluguel humana para a reprodu\u00e7\u00e3o em laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p>As esp\u00e9cies est\u00e3o sendo reproduzidas pelo Cepta (Centro Nacional de Pesquisa e Conserva\u00e7\u00e3o de Peixes Continentais), em Pirassununga (a 211 km de S\u00e3o Paulo).<\/p>\n<p>A pesquisa come\u00e7ou h\u00e1 cinco anos, mas os primeiros resultados foram obtidos nos \u00faltimos meses. Ela constatou a viabilidade de lambaris de rabo amarelo produzirem ovos ou espermatozoides de lambaris de rabo vermelho ou de esp\u00e9cies amea\u00e7adas \u2013como piracanjuba, corimba e pacu.<\/p>\n<table class=\"articleGraphic rs_skip\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"articleGraphicSpace rs_skip\" rowspan=\"3\"><\/td>\n<td class=\"articleGraphicCredit rs_skip\">Pierre Duarte\/Folhapress<\/td>\n<td class=\"articleGraphicSpace rs_skip\" rowspan=\"3\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"articleGraphicImage rs_skip\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/f.i.uol.com.br\/folha\/cotidiano\/images\/16142290.jpeg\" alt=\"Pesquisadores utilizam t\u00e9cnica semelhante \u00e0 barriga de aluguel humana para a reprodu\u00e7\u00e3o em laborat\u00f3rio\" width=\"620\" height=\"300\" border=\"0\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"articleGraphicCaption rs_skip\">Pesquisadores utilizam t\u00e9cnica semelhante \u00e0 barriga de aluguel humana para reprodu\u00e7\u00e3o em laborat\u00f3rio<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Do momento em que se adota a t\u00e9cnica de &#8220;barriga de aluguel&#8221; ao nascimento dos peixes, leva-se um prazo de tr\u00eas anos, que consiste em dominar a t\u00e9cnica de reprodu\u00e7\u00e3o e cumprir protocolos. Al\u00e9m disso, diz o pesquisador do Cepta George Yasui, que estudou o tema por seis anos na Universidade de Hokkaido (Jap\u00e3o), \u00e9 preciso desenvolver receptores est\u00e9reis, condi\u00e7\u00e3o para que o peixe n\u00e3o produza esperma dele mesmo e do doador.<\/p>\n<p>&#8220;Todos temos conjunto de cromossomos da m\u00e3e e do pai. Esse peixe tem dois da m\u00e3e e um do pai. A\u00ed ele n\u00e3o consegue produzir ovos ou espermatozoides.&#8221;<\/p>\n<p>Agora, os testes s\u00e3o feitos com c\u00e9lulas de bagre-sapo implantadas em mandis. O objetivo \u00e9 que, como o lambari, ele produza ovos ou espermatozoides do doador. &#8220;A c\u00e9lula do bagre-sapo est\u00e1 inteirinha no corpo do mandi, isolada. N\u00e3o se trata de algo h\u00edbrido ou transg\u00eanico, n\u00e3o misturamos DNA. \u00c9 igual barriga de aluguel humana mesmo.&#8221; Com isso, n\u00e3o h\u00e1 possibilidade de surgir uma terceira esp\u00e9cie a partir do m\u00e9todo.<\/p>\n<p class=\"folhagraficos rs_skip\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/arte.folha.uol.com.br\/cotidiano\/2016\/05\/22\/peixes-barriga-aluguel\/?\" width=\"620\" height=\"500\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n<p><b>RESISTENTES<\/b><\/p>\n<p>Os receptores foram escolhidos por serem resistentes e povoarem todo o pa\u00eds. &#8220;H\u00e1 quem diga que o lambari \u00e9 praga e tem em qualquer lugar, mas \u00e9 o que queremos. Ele aguenta tudo, assim como o mandi. Transformamos os dois em modelos&#8221;, diz Yasui.<\/p>\n<p>A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 que mais peixes sejam usados no futuro com tal finalidade, pois n\u00e3o existe um modelo universal que gere descendentes de todas as esp\u00e9cies. Atingidos pela lama de rejeitos de min\u00e9rio da barragem que se rompeu em Mariana (MG), peixes do rio Doce foram resgatados por uma expedi\u00e7\u00e3o do Cepta e podem ser reproduzidos da mesma forma no futuro. A trag\u00e9dia poluiu rios de Minas e Esp\u00edrito Santo e matou 19 pessoas.<\/p>\n<p>Analista ambiental do Cepta, o bi\u00f3logo Wellington Peres diz que o \u00f3rg\u00e3o constatou a mortandade de ao menos 21 esp\u00e9cies, a maioria introduzida \u2013n\u00e3o nativa. A bacia tem cerca de 70 esp\u00e9cies nativas e 30 introduzidas.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o d\u00e1 para falar em extin\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies, para isso \u00e9 preciso mais expedi\u00e7\u00f5es. Mas j\u00e1 trouxemos exemplares para formar um banco gen\u00e9tico. Se precisar de refor\u00e7o de estoque, podemos usar.&#8221; Entre as esp\u00e9cies com morte registrada est\u00e3o tucunar\u00e9, dourado, tra\u00edra, cascudo e peixe-cachorro.<\/p>\n<div class=\"articleGallery rs_skip\" data-id=\"440380\">\n<div class=\"gallery-content\">\n<p>Pierre Duarte\/Folhapress<\/p>\n<div class=\"image\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/f.i.uol.com.br\/fotografia\/2016\/05\/21\/610971-970x600-1.jpeg\" width=\"639\" height=\"396\" \/><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><b>PEIXES \u00d3RF\u00c3OS<\/b><\/p>\n<p>Peixes \u00f3rf\u00e3os que nunca conhecem seus pais, os rivul\u00eddeos t\u00eam metade das esp\u00e9cies conhecidas pelo Cepta amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o. A cria\u00e7\u00e3o de um banco gen\u00e9tico \u00e9 a esperan\u00e7a deles. Esses animais s\u00e3o de pequeno porte \u2013normalmente entre 6 e 10 cm. S\u00e3o 262 esp\u00e9cies catalogadas, das quais 125 podem desaparecer, de acordo com o \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n<p>Os rivul\u00eddeos vivem em ambientes aqu\u00e1ticos muito rasos, por vezes isolados de rios e lagos, e sazonais. Podem se reproduzir de uma forma que foge do padr\u00e3o habitual: o local seca ap\u00f3s a temporada de chuvas e os exemplares que ali vivem morrem, mas os ovos ficam depositados. Quando chove novamente, ainda que seja um ano depois, os ovos eclodem e novos peixes surgem.<\/p>\n<p>S\u00e3o portanto animais que n\u00e3o conhecem nem nunca conhecer\u00e3o seus pais. &#8220;A popula\u00e7\u00e3o inteira morre e surge uma nova. S\u00e3o esp\u00e9cies \u00f3rf\u00e3s, n\u00e3o h\u00e1 chance de ter duas gera\u00e7\u00f5es no mesmo ambiente&#8221;, afirma a ec\u00f3loga Izabel Boock de Garcia, analista ambiental do Cepta.<\/p>\n<p>Eles s\u00e3o restritos em S\u00e3o Paulo \u00e0s faixas litor\u00e2neas e existem mais comumente no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paran\u00e1, Santa Catarina, Minas Gerais, Goi\u00e1s, Tocantins, Bras\u00edlia e na Bahia.<\/p>\n<p><b>BANCO GEN\u00c9TICO<\/b><\/p>\n<p>Ap\u00f3s tr\u00eas anos de coleta, o Cepta amealhou dez das 262 esp\u00e9cies, quatro delas amea\u00e7adas, e pretende criar um banco gen\u00e9tico para reduzir o risco de desaparecimento. Entre os principais motivos para o risco de extin\u00e7\u00e3o est\u00e1 a a\u00e7\u00e3o humana, como o asfaltamento desses locais para o surgimento de ruas ou rodovias, e o aterramento para obras da constru\u00e7\u00e3o civil.<\/p>\n<p>&#8220;No Rio Grande do Sul, em Chu\u00ed, constru\u00edram uma pista de motocross que aterrou metade de um ambiente&#8221;, disse. Segundo a veterin\u00e1ria do Cepta Maria Rita de C\u00e1ssia Barreto Netto, esses peixes surgem mesmo ap\u00f3s uma seca superior a dois anos.<\/p>\n<p>&#8220;As esp\u00e9cies evolu\u00edram nesse tipo de ambiente, precisam da seca para os ovos entrarem em estado de dorm\u00eancia. Voltando a chover, os ovos v\u00e3o eclodir e eles ocupar\u00e3o aquele ambiente. Por isso muitas vezes as pessoas chamam de &#8216;peixes das nuvens&#8217;, por n\u00e3o terem ideia de onde esses animais surgiram.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Peixes comuns, lambaris e mandis podem ser a salva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies com risco de extin\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":42453,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/peixe_barriga_aluguel.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/peixe_barriga_aluguel-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/peixe_barriga_aluguel-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/peixe_barriga_aluguel.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/peixe_barriga_aluguel.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/peixe_barriga_aluguel.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/peixe_barriga_aluguel.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/peixe_barriga_aluguel.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/peixe_barriga_aluguel.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/peixe_barriga_aluguel.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Peixes comuns, lambaris e mandis podem ser a salva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies com risco de extin\u00e7\u00e3o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42451"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42451"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42451\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42453"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42451"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42451"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42451"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}