{"id":42444,"date":"2016-05-22T15:44:57","date_gmt":"2016-05-22T18:44:57","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=42444"},"modified":"2016-05-22T15:44:57","modified_gmt":"2016-05-22T18:44:57","slug":"nao-sao-tantas-jaguatiricas-quanto-se-imaginava","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/nao-sao-tantas-jaguatiricas-quanto-se-imaginava\/","title":{"rendered":"N\u00e3o s\u00e3o tantas jaguatiricas quanto se imaginava"},"content":{"rendered":"<div><\/div>\n<div id=\"attachment_46972\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 649px;\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-46972\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/jaguatirica-1024x683.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/jaguatirica-1024x683.jpg 1024w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/jaguatirica-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/jaguatirica-600x400.jpg 600w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/jaguatirica-278x185.jpg 278w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/jaguatirica.jpg 1152w\" alt=\"A jaguatirica \u00e9 o terceiro maior felino brasileiro e o mais abundante. Estudo indica que floresta amaz\u00f4nica pode abrigar menos animais da esp\u00e9cie do que modelos previam. Foto: Daniel Rocha\/Instituto Mamirau\u00e1. \" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">A jaguatirica \u00e9 o terceiro maior felino brasileiro e o mais abundante. Estudo indica que floresta amaz\u00f4nica pode abrigar menos animais da esp\u00e9cie do que modelos previam. Foto: Daniel Rocha\/Instituto Mamirau\u00e1.<\/p>\n<\/div>\n<p>Um estudo realizado ao longo de tr\u00eas anos indica uma popula\u00e7\u00e3o de jaguatiricas <em>(Leopardus pardalis)<\/em> est\u00e1vel, mas abaixo do esperado para a Amaz\u00f4nia Central, na Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel de Aman\u00e3, interior do Amazonas. De acordo com o levantamento, que utilizou armadilhas fotogr\u00e1ficas, a floresta abriga 25 animais da esp\u00e9cie a cada 100 quil\u00f4metros quadrados.<\/p>\n<p>O resultado esperado nessa regi\u00e3o da Amaz\u00f4nia, com base em estudos anteriores que utilizaram m\u00e9todos diferentes, era de cerca de 80 indiv\u00edduos por 100 quil\u00f4metros quadrados. O artigo foi publicado na edi\u00e7\u00e3o desta quarta-feira da revista cient\u00edfica on-line PLOS One, pela equipe liderada pelo bi\u00f3logo Daniel Gomes da Rocha, do Instituto Mamirau\u00e1. A pesquisa tamb\u00e9m indicou que, ao longo do per\u00edodo analisado, a densidade populacional do felino n\u00e3o se alterou.<\/p>\n<p>\u201cOs resultados ajudam a melhorar nossa compreens\u00e3o sobre o padr\u00e3o de distribui\u00e7\u00e3o espacial da jaguatirica e ser\u00e1 \u00fatil para refinar a avalia\u00e7\u00e3o sobre o risco de extin\u00e7\u00e3o da jaguatirica e basear futuras a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o para a esp\u00e9cie\u201d, afirma \u00a0Daniel Gomes da Rocha.<\/p>\n<p>O estudo publicado esta semana n\u00e3o distingue os animais entre os sexos, o que pode afetar a estimativa sobre a densidade, segundo os autores, j\u00e1 que machos ocupam \u00e1reas bem maiores dos que as f\u00eameas. Mas os pesquisadores acreditam que os resultados s\u00e3o importantes para compreender melhor a ecologia da jaguatirica, o terceiro maior felino brasileiro.<\/p>\n<p><strong>Perda de habitat preocupa<\/strong><\/p>\n<p>Apesar de ter sido muito ca\u00e7ada nas d\u00e9cadas de 1960 e 1970, para retirada da pele, a jaguatirica \u00e9 considerada, atualmente, pouco amea\u00e7ada pela <a href=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/dicionario-ambiental\/27904-entenda-a-classificacao-da-lista-vermelha-da-iucn\/\" target=\"_blank\">Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza<\/a> (IUCN, em ingl\u00eas). \u00a0Mas a perda de habitat ainda \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o. Na Amaz\u00f4nia, a jaguatirica \u00e9 considerada bem protegida, com uma densidade populacional esperada alta para a esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>Mas no Nordeste do M\u00e9xico e, principalmente, no Texas (EUA), a popula\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie tem apresentado um decl\u00ednio dram\u00e1tico, segundo a IUCN, com prov\u00e1veis impactos negativos sobre a variedade gen\u00e9tica e isolamento. No estado americano, estima-se que restem apenas entre 50 e 80 indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>As jaguatiricas s\u00e3o encontradas desde o Norte da Argentina at\u00e9 o Sudoeste dos Estados Unidos, sendo a esp\u00e9cie de felino mais comum em habitas tropicais e subtropicais do novo mundo.<\/p>\n<p>Fonte: ((o))eco &#8211; <span class=\"author_alias\">Vandr\u00e9 Fonseca<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A jaguatirica \u00e9 o terceiro maior felino brasileiro e o mais abundante. 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