{"id":42215,"date":"2016-05-19T12:00:21","date_gmt":"2016-05-19T15:00:21","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=42215"},"modified":"2016-05-19T06:46:01","modified_gmt":"2016-05-19T09:46:01","slug":"laudo-indica-metais-cancerigenos-na-foz-do-rio-doce","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/laudo-indica-metais-cancerigenos-na-foz-do-rio-doce\/","title":{"rendered":"Laudo da Rede de Pesquisas Coral Vivo indica metais cancer\u00edgenos na foz do Rio Doce"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/rio_doce.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-42216\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/rio_doce-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/rio_doce-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/rio_doce.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A Foz do Rio Doce, entre o litoral Norte do Esp\u00edrito Santo e o Sul da Bahia, apresenta concentra\u00e7\u00f5es de metais cancer\u00edgenos muito acima dos limites permitidos. A constata\u00e7\u00e3o est\u00e1 em um laudo preparado pela Rede de Pesquisas Coral Vivo ao ICMBio, que indica n\u00edveis de ars\u00eanio, c\u00e1dmio e chumbo acima do toler\u00e1vel\u00a0na\u00a0\u00e1gua e nas esp\u00e9cies marinhas da regi\u00e3o .<\/p>\n<p>Foram coletadas amostras do ambiente e de organismos vivos, como pescado e <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Zoopl%C3%A2ncton\">zoopl\u00e2ncton<\/a>. Tr\u00eas esp\u00e9cies de peixes e duas de camar\u00e3o foram analisadas. A concentra\u00e7\u00e3o\u00a0mais elevada foi encontrada no peixe roncador: 140 microgramas de ars\u00eanio por quilo. O\u00a0limite permitido pela Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) seria de 1 micrograma. Os n\u00edveis de c\u00e1dmio (0,6 \u00b5g\/kg) e chumbo (1,7 \u00b5g\/kg) tamb\u00e9m ultrapassavam os limites, 0,005 \u00b5g\/kg e 0,3\u00b5g\/kg, respectivamente.<\/p>\n<p>Na \u00e1gua,\u00a0a\u00a0partir da Foz do Rio Doce em dire\u00e7\u00e3o ao Sul, al\u00e9m dos tr\u00eas metais citados, foi encontrada tamb\u00e9m concentra\u00e7\u00e3o de cobre acima do tolerado pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). \u201cAlguns desses metais quando presentes em excesso podem causar c\u00e2ncer em vertebrados marinhos\u201d, alerta o professor da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), Adalto Bianchini. O professor \u00e9 um dos autores de um estudo, publicado em 2015 pela revista cient\u00edfica \u201cAquatic Toxicology\u201d, que apresenta uma rela\u00e7\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o de tumores em tartarugas marinhas ap\u00f3s acumula\u00e7\u00e3o de concentra\u00e7\u00f5es elevadas de ferro, chumbo e cobre no sangue.<\/p>\n<p><b>Laudo do Coral Vivo<\/b><\/p>\n<p>O laudo foi apresentado em audi\u00eancia p\u00fablica, na comiss\u00e3o externa da C\u00e2mara dos Deputados que trata dos desdobramentos do rompimento da barragem da Samarco. \u00a0Os\u00a0res\u00edduos de minera\u00e7\u00e3o derramados na Bacia do Rio Doce atingiram o oceano. O estudo, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 suficiente para determinar se a contamina\u00e7\u00e3o foi provocada pelo desastre.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s mostramos que h\u00e1 uma grande concentra\u00e7\u00e3o de metais no Rio Doce, alguns associados \u00e0 minera\u00e7\u00e3o, como o cromo, o ferro e o mangan\u00eas\u201d, afirma Bianchini. \u201cAinda nos resta saber se j\u00e1 se encontrava esta concentra\u00e7\u00e3o anteriormente ou apenas ap\u00f3s o acidente\u201d, completa.<\/p>\n<p>A coleta foi realizada durante uma expedi\u00e7\u00e3o de dez dias, entre os meses de janeiro e fevereiro, coordenada pelo Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio). O monitoramento continua. Estava prevista uma nova expedi\u00e7\u00e3o, entre abril e maio, para fazer coletas e avaliar tamb\u00e9m a concentra\u00e7\u00e3o dos metais antes do desastre.<\/p>\n<p><b>Comiss\u00e3o Externa<\/b><\/p>\n<p>O deputado Sarney Filho (PV-MA) deixou a comiss\u00e3o externa na quinta (12) sem que o relat\u00f3rio final, preparado por ele, fosse aprovado. Agora, um novo relator deve assumir a fun\u00e7\u00e3o, com a possibilidade de apresentar outro texto aos deputados.<\/p>\n<p>O <a href=\"http:\/\/www2.camara.leg.br\/camaranoticias\/noticias\/MEIO-AMBIENTE\/508631-RELATORIO-RESPONSABILIZA-SAMARCO-MINERACAO-PELA-TRAGEDIA-DE-MARIANA.html\" target=\"_blank\">relat\u00f3rio<\/a> feito pelo agora Ministro do Meio Ambiente responsabiliza a empresa Samarco Minera\u00e7\u00e3o pela trag\u00e9dia e pede a apura\u00e7\u00e3o das responsabilidades dos \u00f3rg\u00e3os de licenciamento e fiscaliza\u00e7\u00e3o. Apesar de destacar que o desastre n\u00e3o teria acontecido se a legisla\u00e7\u00e3o atual fosse respeitada, o deputado prop\u00f5e tamb\u00e9m tr\u00eas projetos de lei que mudam a legisla\u00e7\u00e3o ambiental. Os projetos\u00a0visam evitar novos desastres e alterar a proposta do C\u00f3digo de Minera\u00e7\u00e3o, em tramita\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara.<\/p>\n<p>Entre as propostas do relator est\u00e3o o aumento de multas em at\u00e9 cem vezes o valor m\u00e1ximo em caso de desastre ambiental, e que o pagamento da multa n\u00e3o desobrigue o infrator a reparar os danos causados.<\/p>\n<p>O desastre ocorreu na tarde de 5 de novembro de 2015. A barragem de rejeitos de Fund\u00e3o, em Mariana (MG) se rompeu e derramou 34 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de lama sobre o vale de um subafluente do Rio Doce. O desastre matou 19 pessoas e afetou outras 1.640.<\/p>\n<p>A lama percorreu mais de 600 quil\u00f4metros, afetando a fauna e flora da regi\u00e3o e comprometendo o abastecimento de \u00e1gua em v\u00e1rias cidades de Minas Gerais e Esp\u00edrito Santo. Depois de 16 dias, chegou \u00e0 foz do Rio Doce, no oceano Atl\u00e2ntico. A Samarco Minera\u00e7\u00e3o \u00e9 controlada pela Vale e pela BHP Billiton.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Foz do Rio Doce, entre o litoral Norte do Esp\u00edrito Santo e o Sul<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":42216,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/rio_doce.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/rio_doce-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/rio_doce-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/rio_doce.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/rio_doce.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/rio_doce.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/rio_doce.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/rio_doce.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/rio_doce.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/rio_doce.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A Foz do Rio Doce, entre o litoral Norte do Esp\u00edrito Santo e o Sul","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42215"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42215"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42215\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42216"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42215"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42215"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42215"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}