{"id":42049,"date":"2016-05-16T12:00:20","date_gmt":"2016-05-16T15:00:20","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=42049"},"modified":"2016-05-16T14:06:04","modified_gmt":"2016-05-16T17:06:04","slug":"a-intima-relacao-entre-comida-e-humor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-intima-relacao-entre-comida-e-humor\/","title":{"rendered":"A \u00edntima rela\u00e7\u00e3o entre comida e humor para gest\u00e3o de peso a longo prazo"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/alimentacao-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-42050\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/alimentacao-2-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/alimentacao-2-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/alimentacao-2.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Quando estamos cansados, queremos comer. Quando estamos tristes, queremos comer. Quando estamos felizes, queremos comer. S\u00f3 n\u00e3o desejamos comer quando estamos doentes, fazendo gin\u00e1stica ou dormindo. Para a maioria de n\u00f3s, o \u00e2nimo e as emo\u00e7\u00f5es afetam o consumo de alimentos. De certa forma, isso \u00e9 bom. Se voc\u00ea est\u00e1 muito feliz com uma promo\u00e7\u00e3o no trabalho, deve jantar fora para comemorar. Se teve um dia horroroso, uma por\u00e7\u00e3o extra de sorvete parece uma op\u00e7\u00e3o reconfortante. O problema \u00e9 quando as emo\u00e7\u00f5es est\u00e3o sempre no controle e os h\u00e1bitos alimentares s\u00e3o atrelados a elas. O fato \u00e9 que quando estamos estressados, tendemos a fazer escolhas alimentares imprudentes. E talvez a maioria das pessoas n\u00e3o consiga controlar rigorosamente a rela\u00e7\u00e3o entre humor e comida, mas entender essa rela\u00e7\u00e3o facilita a gest\u00e3o de peso a longo prazo.<\/p>\n<p class=\"p1\">Historicamente, cientistas t\u00eam analisado como os estados \u201cnegativos\u201d de humor nos levam a comer em excesso. O que parece uma \u201ccomida reconfortante\u201d, pode ser vista por psic\u00f3logos como uma \u201calimenta\u00e7\u00e3o emocional\u201d. Os pesquisadores tentam entender esse processo que nos faz recorrer a alimentos cal\u00f3ricos e gordurosos quando estamos angustiados, como mostra um artigo publicado no peri\u00f3dico <em>Psycosomatic Medicine<\/em>. J\u00e1 os pesquisadores N. Rose, S. Koperski e B.A. Golomb comprovaram que, quando est\u00e3o deprimidos, homens e mulheres comem mais chocolate do que nos momentos em que se sentem felizes. Infelizmente, fartar-se de guloseimas nem sempre traz conforto, principalmente quando se instala a culpa. Sob estresse, temos dificuldade at\u00e9 em discernir se certa comida \u00e9 saud\u00e1vel, como mostra o artigo <em>Oral perceptions of fat and taste stimuliare modulated by affect and mood induction<\/em>, publicado em 2013 na <em>PLoS ONE<\/em>. Por essa raz\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 de admirar que o \u201ccomer emocional\u201d seja contraproducente para a perda de peso e at\u00e9 mesmo aumente o risco de obesidade.<\/p>\n<p class=\"p1\">E embora as emo\u00e7\u00f5es negativas estejam associadas \u00e0 pr\u00e1tica de alimentar-se em excesso, muita gente exagera na comida quando est\u00e1 feliz. Na verdade, \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil comer em excesso na alegria quanto na tristeza. Embora este \u00faltimo estado possa aumentar o desejo de comer chocolate, \u00e9 mais prov\u00e1vel que algu\u00e9m consuma mais batatas fritas e amendoim torrado quando est\u00e1 animado. O fato \u00e9 que a felicidade pode reduzir as inibi\u00e7\u00f5es diante de um pacote de Doritos. No entanto, nem todas as pessoas comem da mesma maneira em resposta \u00e0s emo\u00e7\u00f5es \u2013 em raz\u00e3o de caracter\u00edsticas pessoais, aspectos culturais e experi\u00eancias de vida os comedores emocionais s\u00e3o mais propensos a esse comportamento.<\/p>\n<p class=\"p1\">Evidentemente, n\u00e3o queremos nos privar de sentir emo\u00e7\u00f5es, mesmo negativas, nem queremos deixar de ingerir os nutrientes de que precisamos. Por\u00e9m, se voc\u00ea \u00e9 um comedor emocional, pode tomar algumas atitudes para n\u00e3o agarrar uma barra de chocolate toda vez que ficar com os olhos marejados. Lembre-se da sua tend\u00eancia para usar os alimentos como apoio, n\u00e3o fa\u00e7a a comida de lenitivo e busque outras fontes de conforto: os amigos, a fam\u00edlia, o exerc\u00edcio f\u00edsico, um bom livro, um banho relaxante, o passeio com o cachorro. Al\u00e9m da comida, o que lhe parece um agrado? Quando esticar a m\u00e3o para a barra de chocolate, pergunte: \u201cEstou realmente com fome de comida? Existe outra coisa que possa me trazer satisfa\u00e7\u00e3o nesse momento? O que mais poderia preencher meu vazio?\u201d<\/p>\n<p class=\"p1\">Os comedores emocionais devem limitar o acesso aos alimentos que desejam quando est\u00e3o emotivos. Ou seja, se voc\u00ea n\u00e3o mantiver em casa as comidas que compensam suas car\u00eancias, ser\u00e1 mais dif\u00edcil consegui-las quando as emo\u00e7\u00f5es estiverem \u00e0 flor da pele. Afinal, se voc\u00ea estiver disposto a ir at\u00e9 o mercado para comprar algum alimento, talvez realmente precise daquele reconforto. S\u00e3o muitos os alimentos que voc\u00ea realmente n\u00e3o precisa ter em casa: batatas fritas, doces, biscoitos, sorvete. N\u00e3o compre aquilo que n\u00e3o consegue deixar de comer ou que consome abusivamente quando tem determinado humor. N\u00e3o estou sugerindo que voc\u00ea nunca deva comer o que lhe traz conforto psicol\u00f3gico. Apenas pode ser importante reservar esses alimentos para ocasi\u00f5es especiais ou para quando realmente precisar deles e mesmo nessas situa\u00e7\u00f5es coma-os moderadamente. Vale a pena tomar um sorvete com sua fam\u00edlia no final da semana ou, de vez em quando, comprar seu biscoito favorito no caminho de volta do trabalho depois de um dia longo e frustrante. Apenas \u00e9 conveniente ser prudente com rela\u00e7\u00e3o a quanto consome e tentar perceber o que realmente deseja. \u00c9 um biscoito ou um colinho?<\/p>\n<p class=\"p1\">Segundo algumas pesquisas, os alimentos que nos reconfortam s\u00e3o, em parte, resultado de prefer\u00eancias adquiridas. Nossa experi\u00eancia passada nos ensinou a pensar em um pote de sorvete como uma gratifica\u00e7\u00e3o e uma fonte de consola\u00e7\u00e3o. Teoricamente, poder\u00edamos considerar qualquer alimento como um al\u00edvio para as ang\u00fastias. Por exemplo, no Ocidente as mulheres tendem a compensar as car\u00eancias emocionais com chocolate, mas em lugares onde o chocolate \u00e9 mais escasso, nossas cong\u00eaneres anseiam por outros tipos de doces. Portanto, o nosso alimento reconfortante depende dos recursos do ambiente ao nosso redor. Podemos n\u00e3o ser capazes de mudar esse ambiente, ou seja, a cultura em que vivemos, mas podemos mudar o ambiente alimentar de nossas casas e assim mudar nossa tend\u00eancia a desejar certos alimentos na presen\u00e7a de determinadas emo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando estamos cansados, queremos comer. Quando estamos tristes, queremos comer. 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