{"id":42041,"date":"2016-05-16T10:00:39","date_gmt":"2016-05-16T13:00:39","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=42041"},"modified":"2016-05-15T20:12:06","modified_gmt":"2016-05-15T23:12:06","slug":"poderiam-alguns-quilos-extras-ajudar-voce-a-viver-mais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/poderiam-alguns-quilos-extras-ajudar-voce-a-viver-mais\/","title":{"rendered":"Poderiam alguns quilos extras ajudar voc\u00ea a viver mais?"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-42042\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/obesidade-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/obesidade-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/obesidade.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Pessoas que est\u00e3o um pouco a cima do peso mas n\u00e3o s\u00e3o obesas &#8211; de acordo com seu \u00edndice de massa corporal (IMC) &#8211; tendem a viver mais do que pessoas hom\u00f3logas que t\u00eam um peso normal, de acordo com um novo estudo dinamarqu\u00eas. Mas esse nem sempre foi o caso. Em 1970, mostram os dados dinamarqueses, indiv\u00edduos estudados com mais chances de viver mais eram aqueles que possu\u00edam IMC na faixa do normal, isto \u00e9, entre 18.5 e 25. Algu\u00e9m com 1,65 metros de altura e que pesasse 68 quilogramas teria um IMC de 25.<\/p>\n<p>Nos extremos &#8211; estar muito abaixo do peso ou obeso &#8211; os dados dinamarqueses mostram um risco maior de morte por todas as causas, particularmente doen\u00e7as cardiovasculares. O ponto limite para considerar se uma pessoas \u00e9 obesa ou n\u00e3o, no entanto, pode ser diferente para diferentes ra\u00e7as e etnias (todos os dinamarqueses estudados era brancos). Asi\u00e1ticos da \u00cdndia s\u00e3o um dos casos. Asi\u00e1ticos do Sul tendem a ter mais gordura corporal relacionado ao mesmo IMC comparado com outros grupos. Desse modo, os efeitos prejudicais associados ao aumento de peso tendem a aparecer em pesos absolutos menores para essas pessoas.<\/p>\n<p>O novo estudo pode dizer mais sobre os benef\u00edcios de se morar na Dinamarca para a sa\u00fade, no entanto, do que qualquer outra coisa &#8211; todos os participantes viviam em Copenhage. Praticamente todos os dinamarqueses s\u00e3o protegidos por um sistema de sa\u00fade universal que cuida muito bem dos residentes do ber\u00e7o ao t\u00famulo. \u00c9 poss\u00edvel que os avan\u00e7os m\u00e9dicos das \u00faltimas d\u00e9cadas no tratamento da diabetes tipo 2, hipertens\u00e3o e n\u00edveis altos de colesterol tenham tido um impacto maior em pessoas com sobrepeso &#8211; o que aumenta o risco para essas condi\u00e7\u00f5es &#8211; enquanto o efeito foi bem menor em pessoas de peso normal.<\/p>\n<p>Apesar disso e de outras ressalvas, o relat\u00f3rio, que foi publicado no JAMA The Journal of the American Medical Association, adiciona \u00e0s evid\u00eancias crescentes de que ter alguns quilos a mais &#8211; especialmente depois da meia idade &#8211; talvez n\u00e3o seja t\u00e3o ruim para sua sa\u00fade quanto voc\u00ea pensou. De um modo geral, o IMC associado com menores riscos de morrer por qualquer causa para os dinamarqueses estudados foi 23.7 em 1970, 24.6 em 1990 e 27.0 nos dias de hoje.<\/p>\n<p>Uma tend\u00eancia crescente similar apareceu mesmo em pessoas que nunca haviam fumado e n\u00e3o tinham hist\u00f3rico de doen\u00e7as card\u00edacas ou c\u00e2ncer. Para eles, o IMC associado aos menores riscos de morte por todas as causas foram de 18 em 1970 e 26.1 hoje.<\/p>\n<p>Quando os pesquisadores separaram o grupo por idade &#8211; menores e maiores de 60 anos &#8211; o IMC que correspondia ao menor risco de morte aumentou um pouco \u00e0 medida que as pessoas envelheceram. Em 1970 era 23,5 para aqueles que tinham 60 anos ou menos e 24,4 para aqueles que eram mais velhos do que 60 &#8211; ambos ainda dentro a faixa normal. De 2003 a 2013, o IMC ligado ao menores riscos de mortalidade era 26,7 para pessoas de 60 anos ou menos e 27,3 para os maiores de 60, medida que est\u00e1 dentro da categoria de sobrepeso.<\/p>\n<p>Os resultados ecoam \u00e0queles de outros grandes estudos que descobriram que estar um pouco a cima do peso parece ser ben\u00e9fico &#8211; especialmente depois da meia idade. Ainda assim, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel concluir que o peso extra por si seja o fator protetor. Como com qualquer estudo epidemiol\u00f3gico, at\u00e9 mesmo um t\u00e3o bem projetado quanto esse, correla\u00e7\u00e3o n\u00e3o prova causa.<\/p>\n<p>\u201cEssa quest\u00e3o existe h\u00e1 pelo menos 40 anos,\u201d diz David Allison, um pesquisador de obesidade da Universidade do Alabama (UAB), em Birmingham, que n\u00e3o fez parte do estudo. Reuben Andres, o primeiro diretor cl\u00ednico do National Institute on Agin, nos EUA, trouxe a pergunta \u00e0 tona em 1980. Katherine Flegal, do National Center for Health Statistics, demonstrou a tend\u00eancia nos dados nacionais, em 2005 e, nos internacionais, em 2013. A essa altura, \u201c\u00e9 praticamente indiscut\u00edvel que a correla\u00e7\u00e3o existe,\u201d diz Allison. \u201cO que \u00e9 discut\u00edvel \u00e9 o que a correla\u00e7\u00e3o significa.\u201d<\/p>\n<p>Talvez n\u00e3o seja o peso em si, mas apenas a habilidade de ganhar peso que seja sinal de sa\u00fade. (Perder peso sem querer \u00e9, muitas vezes, um sinal de doen\u00e7a.) E, ent\u00e3o, ganhar um pouco de peso com a idade \u00e9 apenas um sinal generalizado de sa\u00fade at\u00e9 que voc\u00ea ganhe peso demais e se torne prejudicial. Nesse caso, seria dif\u00edcil analisar as estat\u00edsticas de maneira minuciosa o suficiente para mostrar a diferen\u00e7a.\u201d<\/p>\n<p>Ou talvez doutores ofere\u00e7am tratamentos m\u00e9dicos mais agressivos para pacientes com sobrepeso. Ou talvez, apenas talvez, \u00e9 apenas mais dif\u00edcil saber o que acontece nas \u00e1reas limites entre um IMC de 25 e 27. Talvez, para algumas pessoas, um pouco mais de peso seja protetor; para outras, n\u00e3o &#8211; e pesquisadores n\u00e3o sabem explicar por qu\u00ea. \u201cEsses estudos epidemiol\u00f3gicos n\u00e3o nos d\u00e3o uma resposta,\u201d diz Tapan Mehta, bioestat\u00edstica da UAB, que n\u00e3o fez parte do estudo. \u201cEles nos d\u00e3o quest\u00f5es interessantes para seguirmos.\u201d<\/p>\n<p>E para aqueles de n\u00f3s que queremos respostas agora? \u201cO que os dados mostram claramente \u00e9 que, para a maior parte das ra\u00e7as e etnias, se voc\u00ea for extremamente obeso, tratar-se trar\u00e1 benef\u00edcios,\u201d afirma Metha. Para aqueles que est\u00e3o com alguns quilos a mais, n\u00e3o d\u00f3i comer mais frutas e vegetais, dormir e se exercitar mais.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pessoas que est\u00e3o um pouco a cima do peso mas n\u00e3o s\u00e3o obesas &#8211; de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":42042,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/obesidade.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/obesidade-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/obesidade-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/obesidade.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/obesidade.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/obesidade.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/obesidade.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/obesidade.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/obesidade.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/obesidade.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Pessoas que est\u00e3o um pouco a cima do peso mas n\u00e3o s\u00e3o obesas &#8211; de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42041"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42041"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42041\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42042"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42041"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42041"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42041"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}