{"id":42032,"date":"2016-05-16T08:00:23","date_gmt":"2016-05-16T11:00:23","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=42032"},"modified":"2016-05-15T20:02:40","modified_gmt":"2016-05-15T23:02:40","slug":"mel-lupulo-e-outros-remedios-naturais-que-combatem-bacterias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mel-lupulo-e-outros-remedios-naturais-que-combatem-bacterias\/","title":{"rendered":"Mel, l\u00fapulo e outros rem\u00e9dios naturais que combatem bact\u00e9rias"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/mel.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-42033\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/mel-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/mel-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/mel.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O ch\u00e1, a cerveja, o mel e as esponjas marinhas t\u00eam muito mais em comum do que pode parecer. Todos eles s\u00e3o produtos naturais que, segundo cientistas da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, t\u00eam capacidade de atacar bact\u00e9rias que nos causam infec\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O uso desses itens com esse prop\u00f3sito n\u00e3o \u00e9 novo. Mas na medida em que os microorganismos aumentam a &#8220;resist\u00eancia&#8221; aos antibi\u00f3ticos, muitos especialistas dizem ser necess\u00e1rio buscar formas alternativas para combat\u00ea-los.<\/p>\n<p>&#8220;Grande parte do que fazemos \u00e9 baseado na ci\u00eancia e na nova tecnologia, mas h\u00e1 muito o que aprender com a hist\u00f3ria&#8221;, afirma \u00e0 BBC o professor Les Baillie, da Faculdade de Farm\u00e1cia e Ci\u00eancias Farmac\u00eauticas da Universidade de Cardiff.<\/p>\n<p>Mas ent\u00e3o como os rem\u00e9dios naturais podem nos ajudar a combater as infec\u00e7\u00f5es e qual \u00e9 o uso deles hoje em dia?<\/p>\n<p><strong>1- Mel, antibi\u00f3tico natural<\/strong><br \/>\nPoucos rem\u00e9dios naturais t\u00eam um uso tradicional t\u00e3o longevo como o mel.<\/p>\n<p>&#8220;O mel foi foi utilizado durante milhares de anos para tratar feridas e, de fato, j\u00e1 \u00e9 usado em hospitais para tratar pacientes com infec\u00e7\u00f5es quando antibi\u00f3ticos n\u00e3o s\u00e3o o suficiente&#8221;, explica Les Baillie.<\/p>\n<p>Depois de provar centenas de mostras enviadas por apicultores de toda a regi\u00e3o em Cardiff, a equipe descobriu um tipo de mel em uma cidade galesa chamada Twywyn com a mesma pot\u00eancia antibacteriana do que o famoso mel Manuka da Nova Zel\u00e2ndia.<\/p>\n<p>O mel \u00e9 utilizado como antibi\u00f3tico h\u00e1 milhares de anos<\/p>\n<p>De acordo com Les Baillie, a pesquisa do mel em climas mais ex\u00f3ticos, como na Floresta Amaz\u00f4nica, poderia permitir um novo enfoque na busca por &#8220;plantas ex\u00f3ticas que permitam curar doen\u00e7as&#8221;.<\/p>\n<p><strong>2- O l\u00fapulo da cerveja<\/strong><br \/>\nFoi esse esp\u00edrito investigador que levou o cientista James Blaxland a visitar cervejarias locais em busca de agentes antibacterianos.<\/p>\n<p>Blaxland pesquisa como o l\u00fapulo, um dos ingredientes principais da cerveja, pode ser utilizado para combater pat\u00f3genos.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"L\u00fapulo (Foto: Dom\u00ednio p\u00fablico)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/bVmj9eCFuhcavFB1Weg9XX2Wfj4=\/620x465\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2016\/05\/15\/lupulo_cc.jpg\" alt=\"L\u00fapulo (Foto: Dom\u00ednio p\u00fablico)\" width=\"639\" height=\"479\" \/><\/div>\n<p>&#8220;O l\u00fapulo \u00e9 utilizado h\u00e1 centenas de anos como aditivo aromatizante da cerveja&#8221;, diz Blaxland \u00e0 BBC.<\/p>\n<p>&#8220;No in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII, esses l\u00fapulos que eram adicionados \u00e0 cerveja evitavam que ela azedasse, por isso as pessoas come\u00e7aram a pensar que talvez eles poderiam ter efeitos antibacterianos&#8221;, completa.<\/p>\n<p>O l\u00fapulo da cerveja tamb\u00e9m pode ter propriedades antibacterianas<\/p>\n<p>&#8220;Temos avan\u00e7ado nos \u00faltimos cinco anos e analisamos mais de 50 mostras diferentes em todo o mundo.&#8221;<\/p>\n<p>Blaxland est\u00e1 buscando componentes derivados possam ser efetivos na luta contra infec\u00e7\u00f5es fortes, como a causada pelo estafilococo, que \u00e9 resistente \u00e0 meticilina, ou solu\u00e7\u00f5es para o &#8220;grande problema&#8221; da tuberculose bovina.<\/p>\n<p><strong>3- Um ch\u00e1 que mata bact\u00e9rias<\/strong><br \/>\nUma bebida muito popular principalmente entre os brit\u00e2nicos tamb\u00e9m possui propriedades antibacterianas: o ch\u00e1.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 at\u00e9 surpreendente a quantidade de gente que sabe que o ch\u00e1 cont\u00e9m compostos chamados polifen\u00f3is, que matam bact\u00e9rias&#8221;, explica Les Baillie.<\/p>\n<p>Em colabora\u00e7\u00e3o com a Universidade de Aberystwyth, os pesquisadores de Cardiff trabalharam no desenvolvimento de um ch\u00e1 para tratar aClostridium Difficile (o C. Difficile ), um tipo de bact\u00e9ria que vive nos intestinos de muitas pessoas e que, quando cresce de forma descontrolada, pode provocar infec\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>De acordo com Les Baillie, essa bact\u00e9ria \u00e9 suscet\u00edvel a certos polifen\u00f3is que se encontram no ch\u00e1.<\/p>\n<p>Alguns componentes do ch\u00e1 est\u00e3o sendo usados para combater bact\u00e9ria intestinal<\/p>\n<p>&#8220;Levando em conta de que se trata de uma doen\u00e7a intestinal e que, quando bebemos ch\u00e1, ele vai para o intestino, chama a nossa aten\u00e7\u00e3o a possibilidade de termos um &#8216;super ch\u00e1&#8217; que seja suficientemente alto em polifen\u00f3is para conseguir matar aC. Difficile &#8220;, diz o cientista.<\/p>\n<p>Na busca por esse &#8220;super ch\u00e1&#8221;, os pesquisadores analisaram mostras de 37 plantas em todo o mundo, com a colabora\u00e7\u00e3o com uma empresa de ch\u00e1.<\/p>\n<p>&#8220;Podemos dizer que at\u00e9 agora o ch\u00e1 verde do leste do Qu\u00eania foi o mais efetivo&#8221;, explica Les Baillie.<\/p>\n<p><strong>4- Esponjas marinhas<\/strong><br \/>\nOutra possibilidade encontrada pelos cientistas foram as esponjas marinhas encontradas na costa galesa de Swansea, que tamb\u00e9m podem combater as bact\u00e9rias.<\/p>\n<p>As esponjas marinhas j\u00e1 foram utilizadas como produtos farmac\u00eauticos h\u00e1 alguns anos.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1950, uma esp\u00e9cie encontrada no Caribe foi usada como base para o medicamento contra o c\u00e2ncer, Cytarabine.<\/p>\n<p>Alex White disse que as esponjas marinhas j\u00e1 foram usadas como fontes de medicamentos<\/p>\n<p>&#8220;Esses organismos de zonas temperadas se adaptam facilmente a condi\u00e7\u00f5es mais dif\u00edceis. Isso significa que algumas mol\u00e9culas podem obter certa vantagem competitiva&#8221;, diz Alex White, da Universidade de Cardiff.<\/p>\n<p>E assim foi como as esponjas se converteram em especialistas na cria\u00e7\u00e3o de &#8220;potentes mol\u00e9culas&#8221;, que s\u00e3o efetivas para matar c\u00e9lulas.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos no in\u00edcio de nossa pesquisa, mas fomos capazes de encontrar v\u00e1rias mol\u00e9culas anti-bacterianos e test\u00e1-las contra os agentes existentes&#8221;, afirma White.<\/p>\n<p>Mas uma pesquisa mais aprofundada \u00e9 necess\u00e1ria para verificar a efic\u00e1cia destes produtos naturais, defende Les Baillie.<\/p>\n<p>&#8220;Ainda que algumas receitas antigas n\u00e3o passem de placebos, \u00e9 prov\u00e1vel que, nesse caso, nossos antepassados tenham descoberto algo que realmente funciona.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ch\u00e1, a cerveja, o mel e as esponjas marinhas t\u00eam muito mais em comum<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":42033,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/mel.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/mel-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/mel-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/mel.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/mel.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/mel.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/mel.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/mel.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/mel.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/mel.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O ch\u00e1, a cerveja, o mel e as esponjas marinhas t\u00eam muito mais em comum","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42032"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42032"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42032\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42033"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42032"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42032"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42032"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}