{"id":41941,"date":"2016-05-14T20:24:25","date_gmt":"2016-05-14T23:24:25","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=41941"},"modified":"2016-05-14T20:24:25","modified_gmt":"2016-05-14T23:24:25","slug":"como-turistas-podem-ameacar-o-bem-estar-de-baleias-e-golfinhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/como-turistas-podem-ameacar-o-bem-estar-de-baleias-e-golfinhos\/","title":{"rendered":"Como turistas podem amea\u00e7ar o bem-estar de baleias e golfinhos"},"content":{"rendered":"<p class=\"story-body__introduction\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/baleias.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-41942\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/baleias-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/baleias-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/baleias.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>N\u00e3o foi por acaso que ela ganhou o apelido de \u201cA Incr\u00edvel Grace\u201d. Nas \u00e1guas da Laguna de Santo In\u00e1cio, na Costa Oeste do M\u00e9xico, a baleia cinza emergiu ao lado do barco de pesquisas e come\u00e7ou a empurr\u00e1-lo como um patinho de borracha.<\/p>\n<p>A f\u00eamea, com uma cicatriz distintiva, foi a mais amig\u00e1vel baleia que o cientista Steven Swartz encontrou. O ano era 1997, e Swartz tinha chegado \u00e0 regi\u00e3o de Baja Mexico meses antes para estudar esses animais. \u201cEla ficou dando cabe\u00e7adas no barco e quase chegou a levant\u00e1-lo\u201d, lembra o cientista, acrescentando, no entanto, que a baleia deixou que os pesquisadores a acariciassem.<\/p>\n<p>Naquela \u00e9poca, ver uma baleia tendo comportamento t\u00e3o amig\u00e1vel com humanos era algo raro, segundo Swartz. Por raz\u00f5es \u00f3bvias, os cet\u00e1ceos tinham aprendido a temer o homem &#8211; barcos de ca\u00e7a a baleias tinham sido comuns por d\u00e9cadas. Grace era uma exce\u00e7\u00e3o \u00e0 regra.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Ca\u00e7a<\/h2>\n<p>Em 1982, por\u00e9m, encontros amig\u00e1veis j\u00e1 eram bem mais comuns e assim permanecem at\u00e9 hoje. Swartz estima que 80% a 90% das baleias que tem estudado n\u00e3o pareceram incomodadas com a presen\u00e7a dos barcos de pesquisa. E algumas se sentem confort\u00e1veis o suficiente para at\u00e9 seguir as embarca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"story-body__link\">A proibi\u00e7\u00e3o da ca\u00e7a \u00e0 baleia em v\u00e1rios lugares do mundo fez com que baleeiros dessem lugar a mais e mais barcos tur\u00edsticos. O medo que algumas baleias associavam aos humanos deu lugar \u00e0 curiosidade. Mas \u00e0 medida em que aprendemos mais sobre baleias e golfinhos, alguns pesquisadores come\u00e7aram a fazer uma nova pergunta: a observa\u00e7\u00e3o de baleias \u00e9 t\u00e3o inofensiva quanto parece<\/p>\n<p>A experi\u00eancia com \u201cIncr\u00edvel Grace\u201d pode ter sido a primeira amig\u00e1vel em Laguna Santo In\u00e1cio documentada por um cientista, mas habitantes locais j\u00e1 haviam passado por intera\u00e7\u00f5es semelhantes. Conhecido localmente como \u201co escolhido\u201d, o pescador Don Pachico Mayoral tem sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria de encontro.<\/p>\n<p>No inverno de 1972, ele e um colega estavam pescando em seu bote quando uma baleia cinza duas vezes maior que a embarca\u00e7\u00e3o apareceu. Temendo por suas vidas, eles tentaram fugir. Pachico tinha raz\u00f5es para se preocupar. Em s\u00e9culos de ca\u00e7a, baleias cinza tinham merecido o apelido de \u201cdemon\u00edacas\u201d por conta do h\u00e1bito de atacar seus perseguidores. Por vezes, os ca\u00e7adores viravam ca\u00e7a.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\">\u00a0 <span class=\"story-image-copyright\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2016\/05\/13\/160513164713_baleia_cinza_640x360_naturepl.com_nocredit.jpg\" alt=\"naturepl.com\" width=\"640\" height=\"360\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span> <span class=\"media-caption__text\"> A baleia-cinza j\u00e1 foi considerada &#8220;demon\u00edaca&#8221; <\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Todas as vezes em que Pachico mudou a dire\u00e7\u00e3o do barco, a baleia os seguiu. Os dois homens estavam preparados para o pior. Mas algo surpreendente aconteceu: encostando levemente no barco, a besta cinza levantou a cabe\u00e7a da \u00e1gua, bem ao lado do pescador. Com um pouco de hesita\u00e7\u00e3o, ele tocou a cabe\u00e7a do animal, que em vez de se afastar ficou ainda mais pr\u00f3ximo ao barco, com se encorajasse a intimidade. A experi\u00eancia mudou para sempre as atitudes dos habitantes locais com as baleias.<\/p>\n<p>\u201cPerdemos Pachico h\u00e1 alguns anos, mas sua fam\u00edlia ainda est\u00e1 aqui, cuidando de sua empresa de ecoturismo\u201d, conta Swartz. Trata-se de um dos muitos neg\u00f3cios \u201camigos das baleias\u201d da regi\u00e3o. As baleias agora s\u00e3o perseguidas por c\u00e2meras, n\u00e3o arp\u00f5es.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 saber se as baleias acham que os humanos perderam de vez sua reputa\u00e7\u00e3o. Quando a observa\u00e7\u00e3o de baleias teve in\u00edcio em Baja Mexico, nos anos 70, n\u00e3o havia regras. Por vezes os animais eram perseguidos por barcos de alta velocidade repletos de turistas. Hoje, por\u00e9m, a atividade \u00e9 estritamente controlada. Este habitat de baleias \u00e9 parte de uma reserva biol\u00f3gica e \u00e9 tombado pela Unesco \u2013 \u00f3rg\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a cultura \u2013 como patrim\u00f4nio hist\u00f3rico da humanidade.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma esp\u00e9cie de \u201cxerife de baleias\u201d na laguna, certificando-se de que n\u00e3o haja muitos barcos na \u00e1gua ao mesmo tempo. As embarca\u00e7\u00f5es precisam ainda ficar em zonas especificas e respeitar o limite de tempo de 90 minutos. E n\u00e3o podem se aproximar muito das baleias. A regi\u00e3o \u00e9 um exemplo de turismo de baleias bem regulado.<\/p>\n<p>No entanto, ainda h\u00e1 muitos lugares ao redor do mundo onde a observa\u00e7\u00e3o de mam\u00edferos n\u00e3o conta com a mesma regulamenta\u00e7\u00e3o, ou mesmo com regulamenta\u00e7\u00e3o alguma.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Banhistas<\/h2>\n<p>O impacto do turismo sobre as criaturas sendo observadas h\u00e1 tempos intriga David Lusseau. Quando ele era um adolescente aprendendo a mergulhar na costa francesa do Mediterr\u00e2neo, Lusseau ficou encantado por um golfinho que gostava de passar tempo com os mergulhadores.<\/p>\n<p>\u201cEle parecia mudar seu comportamento de acordo com a atitude das pessoas ao redor. Quando ele vinha para a ba\u00eda, banhistas corriam para a \u00e1gua para tentar toc\u00e1-lo. O animal ficava angustiado e tentava escapar\u201d, lembra.<\/p>\n<p>Em alguns casos, o golfinho precisava lutar para escapar. Entre os mergulhadores, por\u00e9m, a hist\u00f3ria era diferente: o golfinho mostrava-se calmo e curioso. \u201cEle nos seguia debaixo d\u2019\u00e1gua e isso me deixou bastante curioso\u201d.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\">\u00a0 <span class=\"story-image-copyright\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2016\/05\/13\/160513165521_baleia_outra_640x360_naturepl.com_nocredit.jpg\" alt=\"naturepl.com\" width=\"640\" height=\"360\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span> <span class=\"media-caption__text\"> Baleias mostram comportamento d\u00f3cil, mas ainda se assustam <\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Atualmente na Universidade de Aberdeen, na Esc\u00f3cia, Lusseau recentemente estudou uma s\u00e9rie de animais marinhos para tentar entender como eles se comportam na presen\u00e7a de barcos tur\u00edsticos.<\/p>\n<p>Ele e seus colegas descobriram que os barcos s\u00e3o visto da mesma maneira por muitas esp\u00e9cies: como um risco.<\/p>\n<p>H\u00e1 v\u00e1rias evid\u00eancias de que baleias e golfinhos reagem aos barcos como se eles fossem predadores. Muitos cet\u00e1ceos passam mais tempo submersos quando h\u00e1 embarca\u00e7\u00f5es \u00e0 volta. E o trabalho de Lusseau na Nova Zel\u00e2ndia revelou que esses animais podem reagir \u00e0 chegada dos barcos antes mesmo de v\u00ea-los.<\/p>\n<p>Em locais com poucos barcos tur\u00edsticos e onde baleias se locomovem em grandes dist\u00e2ncias, o impacto do turismo tende a ser menor. Lusseau e seus colegas estudaram o comportamento de baleias mink em Faxafloi Bay, na Isl\u00e2ndia, onde a exposi\u00e7\u00e3o das baleias \u00e9 relativamente baixa. L\u00e1, o turismo parece ter efeitos insignificantes em atividades como a alimenta\u00e7\u00e3o. E isso \u00e9 boa not\u00edcia para a sobreviv\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o a longo prazo.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Esfor\u00e7o<\/h2>\n<p>O mesmo n\u00e3o pode se dizer dos golfinhos neozelandeses, estudados por Lusseau. Quando a atividade tur\u00edstica aumenta, eles abandonam sua regi\u00e3o nativa de Fiordland. A pesquisa de Lusseau mostra que os filhotes desses animais sofrem quando eles n\u00e3o conseguem evitar atividade tur\u00edstica mais intensa. O aumento no volume de turismo diminuiu a efici\u00eancia alimentar dos animais, reduzindo seus n\u00edveis de energia.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\">\u00a0 <span class=\"story-image-copyright\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2016\/05\/13\/160513164811_baleia_golfinho_640x360_naturepl.com_nocredit.jpg\" alt=\"naturepl.com\" width=\"640\" height=\"360\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span> <span class=\"media-caption__text\"> Golfinhos t\u00eam rotina de descanso alterada por turistas <\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cA energia que eles usariam para fabricar leite passa a ser usada para aumentar a sobreviv\u00eancia das f\u00eameas. Em condi\u00e7\u00f5es de turismo intenso, vemos a possibilidade de sobreviv\u00eancia dos filhotes no primeiro ano de vida cair de 86% para 38%, o que \u00e9 um impacto imenso\u201d, diz o cientista.<\/p>\n<p>Lusseau explica que golfinhos t\u00eam longas vidas, mas se reproduzem lentamente, o que na teoria os leva a evitar riscos. Mas por que alguns indiv\u00edduos se aproximam de barcos?<\/p>\n<p>N\u00f3s n\u00e3o sabemos por que Incr\u00edvel Grace e seus amigos fazem isso. Pode ser uma quest\u00e3o de economia de esfor\u00e7o. Nadar perto de barcos pode fazer com que o deslocamento de \u00e1gua d\u00ea uma carona para cet\u00e1ceos menores. Isso \u00e9 bastante \u00fatil em viagens mais longas. \u201c\u00c9 como em todas as esp\u00e9cies: jovens gostam de correr mais riscos\u201d, diz Lusseau.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso, segundo o cientista, que golfinhos mais jovens fazem estripulias como ziguezagues na frente de embarca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00c9 muito raro ver golfinhos atacando barcos. Lusseau viu apenas uma vez, na Nova Zel\u00e2ndia, quando dois machos perseguiram uma lancha que atropelara e matara um colega.<\/p>\n<p>Putu Mustika, da ONG Cetacean Sirenia Indonesia, tamb\u00e9m tem analisado como golfinhos reagem ao serem observadores de perto por humanos em barcos. Ela estuda golfinhos-rotatores em Lovina, no norte da Indon\u00e9sia, onde n\u00e3o h\u00e1 protocolo para a observa\u00e7\u00e3o marinha. Como resultado, n\u00e3o \u00e9 incomum haver mais barcos que golfinhos na \u00e1gua. \u201cPor vezes pode haver 80 barcos em volta do golfinho\u201d.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\">\u00a0 <span class=\"story-image-copyright\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2016\/05\/13\/160513165757_baleia_golf_640x360_naturepl.com_nocredit.jpg\" alt=\"naturepl.com\" width=\"633\" height=\"356\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span> <span class=\"media-caption__text\"> Uma intera\u00e7\u00e3o mais harmoniosa \u00e9 necess\u00e1ria <\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Enquanto os botes observavam os golfinhos, Mustika observava os botes, registrando o comportamento humano junto com o dos animais. Ela tamb\u00e9m conversou com os operadores de turismo, para quem o n\u00famero de golfinhos na regi\u00e3o diminuiu com o crescimento do turismo.<\/p>\n<p>Barcos mais r\u00e1pidos frequentemente \u201cquebram\u201d grupos de golfinhos, especialmente quando trafegando em alta velocidade. \u201c\u00c9 importante que os golfinhos n\u00e3o sejam perturbados&#8221;, diz Mustika.<\/p>\n<p>Operadores concordaram em adotar pr\u00e1ticas mais amig\u00e1veis, como aumentar a dist\u00e2ncia para os animais e reduzir a velocidade dos barcos. \u201cH\u00e1 a compreens\u00e3o de que, sem respeito aos golfinhos, n\u00e3o os veremos mais\u201d, explica a cientista.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Energia<\/h2>\n<p>No Hava\u00ed, tamb\u00e9m h\u00e1 problemas causados pelo turismo mar\u00edtimo. Heather Heenehan est\u00e1 estudando os conflitos entre os golfinhos-rotatores e humanos para seu doutorado na Universidade Duke (EUA). Esses animais havaianos se alimentam \u00e0 noite, em busca de peixes, camar\u00f5es e lulas. Trabalhando em grupos para encurralar suas presas, ele ca\u00e7am cerca de 11 horas por noite para se alimentar e armazenar energia que sustente seu estilo acrob\u00e1tico.<\/p>\n<p>Durante o dia, eles fica em \u00e1guas mais rasas para descansar. Especialmente entre 10h e 14h. O problema \u00e9 que golfinhos descansam de maneira diferentes de humanos \u2013 eles ainda se movimentam. E sua proximidade da praia faz com que humanos pensem que eles est\u00e3o querendo brincar.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 como se as pessoas fizessem uma festa no quarto deles na hora de dormir\u201d, explica Heenehan.<\/p>\n<p>Esses casos fazem com que especialistas como Lusseau defendam a necessidade de uma abordagem mais cuidadosa na observa\u00e7\u00e3o de criaturas marinhas.<\/p>\n<p>No que diz respeito \u00e0s baleias, \u00e9 dif\u00edcil saber se o decl\u00ednio da ca\u00e7a as deixou mais corajosas na aproxima\u00e7\u00e3o com humanos. Isso porque pouco se sabe sobre como as baleias se comportavam antes de come\u00e7armos a ca\u00e7\u00e1-las. \u201cEm uma escala evolucion\u00e1ria, baleias n\u00e3o tiveram oportunidades para se adaptar a algo grande e r\u00e1pido como navios modernos\u201d, explica Christine Gabriele, pesquisadora de baleias-corcundas no Parque Nacional de Glacier Bay, no Alasca.<\/p>\n<p>Em muitas partes do mundo, nosso relacionamento com cet\u00e1ceos mudou de forma dram\u00e1tica desde que mat\u00e1-los deixou de ser o principal objetivo. Mas ainda precisamos aprender muito sobre a arte da observa\u00e7\u00e3o benigna.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o foi por acaso que ela ganhou o apelido de \u201cA Incr\u00edvel Grace\u201d. Nas \u00e1guas<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":41942,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/baleias.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/baleias-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/baleias-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/baleias.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/baleias.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/baleias.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/baleias.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/baleias.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/baleias.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/baleias.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"N\u00e3o foi por acaso que ela ganhou o apelido de \u201cA Incr\u00edvel Grace\u201d. Nas \u00e1guas","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41941"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41941"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41941\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/41942"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41941"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41941"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41941"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}