{"id":41771,"date":"2016-05-12T07:00:03","date_gmt":"2016-05-12T10:00:03","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=41771"},"modified":"2016-05-12T07:51:48","modified_gmt":"2016-05-12T10:51:48","slug":"pesca-sustentavel-duplica-numero-de-pirarucus-no-acre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pesca-sustentavel-duplica-numero-de-pirarucus-no-acre\/","title":{"rendered":"Projeto Pesca Sustent\u00e1vel duplica n\u00famero de pirarucus no Acre"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/pesca_sustentavel.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-41772\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/pesca_sustentavel-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/pesca_sustentavel-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/pesca_sustentavel.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Relat\u00f3rio divulgado recentemente pelo projeto Pesca Sustent\u00e1vel revela que em 2015 o n\u00famero de peixes nos 13 lagos manejados pela iniciativa duplicou se comparado com o ano anterior.<\/em><\/p>\n<p>A contagem de pirarucus tem sido feita pelos 11 manejadores do projeto que utilizam uma metodologia que se baseia na visualiza\u00e7\u00e3o e no som produzido quando o pirarucu vai \u00e0 superf\u00edcie para respirar, a intervalos de 20 minutos, que os permite localizar e ter uma estimativa de tamanho, peso e sexo de cada esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>A partir das dimens\u00f5es e da forma do lago, os pescadores se distribuem de forma que o local seja monitorado por completo. \u201cA partir do registro de cada um deles, a contagem d\u00e1 uma estimativa da popula\u00e7\u00e3o de pirarucus no lago. O conhecimento pr\u00e1tico dos pescadores e suas habilidades na pesca da esp\u00e9cie, combinados com a t\u00e9cnica padronizada, resulta em um m\u00e9todo eficiente e de baixo custo para contagem de popula\u00e7\u00f5es de pirarucu num sistema de lagos. Essa metodologia viabiliza a pesquisa e o manejo sustent\u00e1vel da esp\u00e9cie\u201d, explica Moacyr Silva, gestor do projeto Pesca Sustent\u00e1vel no WWF-Brasil.<\/p>\n<p>O projeto, uma parceria do WWF-Brasil com o Fundo Amaz\u00f4nia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), atua desde 2014 nos munic\u00edpios de Feij\u00f3 e Tarauac\u00e1, no Acre, capacitando pescadores para o desenvolvimento de sistemas de manejo sustent\u00e1vel do pirarucu. Com o trabalho, em 2015, foram comercializadas cerca de 1,4 tonelada em Feij\u00f3, resultado da pesca de 23 pirarucus, no per\u00edodo de Junho a Agosto.<\/p>\n<p>Os valores arrecadados s\u00e3o divididos entre toda a comunidade da seguinte forma: 65% para os manejadores, 20% para a comunidade onde fica o lago manejado e 15% para a Col\u00f4nia de Pescadores de Feij\u00f3. De acordo com o relat\u00f3rio, a partir do trabalho realizado pelo Pesca Sustent\u00e1vel, a renda total l\u00edquida dos pescadores do grupo aumentou em 14%, para a Col\u00f4nia aumentou em 66% e para a comunidade em 53%, se comparadas \u00e0s rendas obtidas da atividade em 2014.<\/p>\n<p>O projeto tem trabalhado com manejadores da esp\u00e9cie em seis comunidades do munic\u00edpio de Feij\u00f3. Em 2015, eles tiveram um aumento que varia de R$ 900 a R$ 1.300 na renda familiar com a comercializa\u00e7\u00e3o do pirarucu manejado. Uma alternativa a mais na renda que antes vinha apenas de programas sociais como o seguro defeso e bolsa fam\u00edlia. Durante a safra de 2015, as medidas de monitoramento indicaram uma estabiliza\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o em n\u00edveis vi\u00e1veis dos estoques de pirarucu em lagos naturais de Feij\u00f3. Os trabalhos atualmente envolvem cerca de 100 pescadores (ind\u00edgenas e n\u00e3o ind\u00edgenas) de forma direta e aproximadamente 300 fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Em algumas comunidades, o benef\u00edcio foi revertido para bens de uso comum, como bebedouros para escola, escadaria de acesso ao rio, galp\u00e3o para reuni\u00f5es comunit\u00e1rias, entre outros. Um dos principais benef\u00edcios gerados para eles tem sido a limpeza peri\u00f3dica dos lagos que o projeto apoia, feita em conjunto entre o grupo de manejadores e a comunidade, e que tem garantido aos ribeirinhos um espa\u00e7o limpo e seguro para pesca de subsist\u00eancia durante o ano inteiro.<\/p>\n<p>\u201cO suporte financeiro do Fundo Amaz\u00f4nia tem sido essencial na promo\u00e7\u00e3o da melhoria de qualidade de vida de pescadores. Foi um importante momento para avan\u00e7ar em diferentes componentes do projeto e fortalecer o plano de certifica\u00e7\u00e3o do pirarucu manejado, o monitoramento dos acordos de pesca e o licenciamento ambiental do manejo aprovados para os seis lagos at\u00e9 o momento\u201d, avaliou Silva.<\/p>\n<p>Foi ainda em 2015 que o manejo da pesca tamb\u00e9m come\u00e7ou a ser implementado nos lagos da Terra Ind\u00edgena (TI) Praia do Carapan\u00e3, em Tarauac\u00e1 (AC). Como fruto deste trabalho, foram lan\u00e7adas uma cartilha e um calend\u00e1rio bil\u00edngues (Portugu\u00eas-Kaxinaw\u00e1) com o objetivo de orientar o povo Huni Kuin\/Kaxinaw\u00e1 sobre as pr\u00e1ticas corretas do manejo do pirarucu e como essa pr\u00e1tica se insere no calend\u00e1rio anual de produ\u00e7\u00e3o da comunidade ind\u00edgena. A publica\u00e7\u00e3o se destaca pelas ilustra\u00e7\u00f5es que foram elaboradas pelos pr\u00f3prios ind\u00edgenas da comunidade, durante oficinas realizadas pelo projeto.<\/p>\n<p>\u201cUm momento muito importante desse trabalho com os ind\u00edgenas foi a forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica de monitores dos lagos que fizemos no ano passado com dez agentes. Eles foram capacitados e preparados para manuseio do instrumento de monitoramento dos lagos assim como ao mapeamento das dificuldades e de demandas para a melhoria desse processo\u201d, explica o respons\u00e1vel pelo projeto.<\/p>\n<p><strong>Novos desafios <\/strong><\/p>\n<p>Para o ano de 2016, o projeto pretende expandir o manejo do pirarucu para nove aldeias dessa mesma TI, al\u00e9m de consolidar o grupo de manejadores em Feij\u00f3, fortalecer o monitoramento participativo dos lagos e da pesca, por meio dos smartphones cedidos pelo projeto, e dar continuidade ao processo de certifica\u00e7\u00e3o da pescaria de pirarucu em Feij\u00f3. \u201cEstamos trabalhando com uma perspectiva de certifica\u00e7\u00e3o da pesca no m\u00e9dio prazo. A colabora\u00e7\u00e3o da Col\u00f4nia de Pescadores e o engajamento dos parceiros e comunidades t\u00eam sido fundamental para os resultados obtidos at\u00e9 o momento\u201d, avalia Moacyr Silva.<\/p>\n<p>Segundo ele, ainda em 2015, foi feito o mapeamento de novos lagos para manejo de pirarucu. Dois novos lagos potenciais para foram inclu\u00eddos para o manejo na Terra Ind\u00edgena em 2016. Al\u00e9m disso, as parcerias do WWF-Brasil com a Col\u00f4nia de Pescadores de Feij\u00f3, a Associa\u00e7\u00e3o ind\u00edgena Huni-Kuin, a Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai) e o governo do Acre t\u00eam sido fortalecidas com o projeto. \u201cAlmejamos alcan\u00e7ar nos pr\u00f3ximos anos a certifica\u00e7\u00e3o MSC, ainda pioneira no Brasil para pescaria de \u00e1gua doce tropicais, e fortalecer organiza\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias que operam essa cadeia produtiva\u201d, adiantou o representante do WWF-Brasil.<\/p>\n<p>Outro objetivo para 2016 \u00e9 negociar os termos da parceria para ampliar o n\u00famero de lagos com acordos de pesca aprovados e tamb\u00e9m facilitar a resolu\u00e7\u00e3o de alguns conflitos comunit\u00e1rios visando a retomada do manejo do pirarucu no munic\u00edpio de Manoel Urbano.<em><br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio divulgado recentemente pelo projeto Pesca Sustent\u00e1vel revela que em 2015 o n\u00famero de peixes<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":41772,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/pesca_sustentavel.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/pesca_sustentavel-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/pesca_sustentavel-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/pesca_sustentavel.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/pesca_sustentavel.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/pesca_sustentavel.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/pesca_sustentavel.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/pesca_sustentavel.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/pesca_sustentavel.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/pesca_sustentavel.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Relat\u00f3rio divulgado recentemente pelo projeto Pesca Sustent\u00e1vel revela que em 2015 o n\u00famero de peixes","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41771"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41771"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41771\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/41772"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41771"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41771"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41771"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}