{"id":41707,"date":"2016-05-10T11:00:57","date_gmt":"2016-05-10T14:00:57","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=41707"},"modified":"2016-05-10T20:08:44","modified_gmt":"2016-05-10T23:08:44","slug":"cancer-no-ovario-diagnostico-dificil-morte-facil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cancer-no-ovario-diagnostico-dificil-morte-facil\/","title":{"rendered":"C\u00e2ncer no ov\u00e1rio: diagn\u00f3stico dif\u00edcil, morte f\u00e1cil"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/cancer_ovario.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-41708\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/cancer_ovario-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/cancer_ovario-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/cancer_ovario.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O c\u00e2ncer de ov\u00e1rio \u00e9 pouco frequente entre as mulheres, por\u00e9m, muito perigoso. O diagn\u00f3stico \u00e9 dif\u00edcil. Em muitos casos os sintomas n\u00e3o aparecem, em outros somente quando o tumor j\u00e1 est\u00e1 em estado avan\u00e7ado, o que reduz as chances de cura. Al\u00e9m disso, ainda pode ser confundido com outras doen\u00e7as, como a endometriose, o que retarda o tratamento correto. A estimativa do Instituto Nacional do C\u00e2ncer (Inca) \u00e9 de 90 novos casos na Para\u00edba este ano, 1\/3 deles em Jo\u00e3o Pessoa. Nos \u00faltimos seis anos foram 281 mortes. No \u00faltimo domingo (8 de maio) foi considerado o Dia Mundial do C\u00e2ncer de Ov\u00e1rio, em alerta \u00e0 sa\u00fade da mulher.<\/p>\n<p>O Inca considera o c\u00e2ncer de ov\u00e1rio, o tumor ginecol\u00f3gico mais dif\u00edcil de ser diagnosticado e como o de menor chance de cura, j\u00e1 que 75% deles s\u00f3 s\u00e3o diagnosticados em est\u00e1gio avan\u00e7ado. Embora nenhum exame preventivo possa confirmar que \u00e9 c\u00e2ncer, se houver alguma irregularidade no ov\u00e1rio, ela vai ser mostrada na ultrassonografia transvaginal feita anualmente pelas mulheres, o que requer maior aten\u00e7\u00e3o do m\u00e9dico. Apresentar algum sintoma, n\u00e3o significa que a mulher tem tumor no ov\u00e1rio, mas, indica que deve procurar orienta\u00e7\u00e3o de um especialista. Por isso, \u00e9 importante consultar o ginecologista regularmente.<\/p>\n<p><strong>4,38 taxa<\/strong> de incid\u00eancia na Para\u00edba por 100 mil habitantes<\/p>\n<p><strong>6,41 taxa<\/strong> de incid\u00eancia em Jo\u00e3o Pessoa por 100 mil habitantes<\/p>\n<p><strong>Causas:\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>10%: fator gen\u00e9tico ou familiar<\/p>\n<p>90%: sem fator de risco conhecido<\/p>\n<p><strong>Diagn\u00f3stico errado<\/strong><\/p>\n<p>Mas, de encontro \u00e0s estat\u00edsticas, \u00e9 poss\u00edvel ter esperan\u00e7a e vencer a doen\u00e7a. Rosilanda da Silva viveu um drama aos 33 anos. Apesar de estar fora da faixa de idade de risco. \u201cEu jamais imaginei que poderia estar com c\u00e2ncer. Passei um ano com sangramento, fazia exames e nunca dava nada. Ficava feliz com o resultado, mas, isso s\u00f3 atrasava o tratamento. O m\u00e9dico dizia que era anemia. Quando procurei outra m\u00e9dica ela diagnosticou. S\u00f3 pensei o pior, me desesperei\u201d, revelou a dona de casa.<\/p>\n<p>A viagem de Cruz do Esp\u00edrito Santo a Jo\u00e3o Pessoa dura cerca de uma hora. Foi na capital que Rosilanda fez a cirurgia e tr\u00eas meses de sess\u00e3o de radioterapia. Hoje est\u00e1 bem. \u201cRetirei tudo, ov\u00e1rios, \u00fatero. Fiquei frustrada, porque achava que com a cirurgia ia ficar boa e ainda tive que fazer r\u00e1dio mesmo depois da cirurgia. A cada seis meses fa\u00e7o revis\u00e3o para verificar que est\u00e1 tudo bem. Tenho uma rotina normal, fa\u00e7o tudo em casa, cuido dos filhos. Jesus me curou, sempre testemunho isso. Quem estiver passando pela mesma coisa, tem que ter f\u00e9, porque Deus tudo pode\u201d, narrou.<\/p>\n<p>Rosilanda ainda chora ao lembrar o que viveu. As l\u00e1grimas hoje n\u00e3o s\u00e3o de tristeza e sim de vit\u00f3ria. \u201cNunca teve casos na fam\u00edlia, n\u00e3o entendo o que causou isso. Todo dia oro e agrade\u00e7o por ver meus filhos crescerem. Mas, houve um tempo em que n\u00e3o falava com ningu\u00e9m sobre o assunto, me isolava. \u00c9 preciso muita for\u00e7a e apoio familiar. Minha fam\u00edlia veio toda de Pombal me ajudar. O que mudou na minha vida \u00e9 que me sinto mais estressada, com ins\u00f4nia e calor al\u00e9m do normal. Nada mais\u201d, revelou.<\/p>\n<h4><em>\u201cNo come\u00e7o fiquei em choque, n\u00e3o acreditava. A fam\u00edlia ficou aperreada. Quando caiu a ficha foi um desespero. N\u00e3o comia, n\u00e3o dormia. S\u00f3 pensava na minha filha de tr\u00eas anos, de deix\u00e1-la sem m\u00e3e. O maiorzinho tinha oito, j\u00e1 entendia o que estava acontecendo e se entristecia ao me ver\u201d \u2013 Rosilanda da Silva, dona de casa.<\/em><\/h4>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone img-responsive wp-image-33356\" src=\"http:\/\/correiodaparaiba.com.br\/wp-content\/uploads\/fdee57023775b8d3d8a6de9c38646cfc.jpg\" alt=\"ov\u00e1rio\" width=\"639\" height=\"360\" \/><\/p>\n<p><strong>Sintomas:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fase inicial: <\/strong>sem sintomas.<\/p>\n<p><strong>Fase avan\u00e7ada: <\/strong>press\u00e3o, dor ou incha\u00e7o abdominal, na pelve, costas ou pernas, n\u00e1usea, indigest\u00e3o, gases, pris\u00e3o de ventre ou diarr\u00e9ia, urinar com frequ\u00eancia, dificuldade de comer (saciedade r\u00e1pida) e cansa\u00e7o constante.<\/p>\n<p><strong>Menos freq\u00fcentes: <\/strong>sangramento vaginal e urinar com frequ\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Fatores que aumentam o risco:<\/strong><\/p>\n<p>Ter tido c\u00e2ncer de mama, \u00fatero ou colorretal<\/p>\n<p>Nunca ter engravidado<\/p>\n<p>Ingest\u00e3o de estrog\u00eanio (sem progesterona) por mais de 10 anos (somente alguns estudos sugerem essa possibilidade)<\/p>\n<p><strong>Falta exame<\/strong><\/p>\n<p>O ginecologista Augusto C\u00e9sar Gondim explica que \u00e9 muito dif\u00edcil diagnosticar o c\u00e2ncer de ov\u00e1rio. \u201c\u00c9 uma raridade. O mais comum \u00e9 de colo de \u00fatero. S\u00e3o m\u00faltiplos fatores que podem desencadear: gen\u00e9tico, ambiental e geogr\u00e1fico. Na Europa \u00e9 onde h\u00e1 mais incid\u00eancia, mas, ningu\u00e9m sabe explicar porqu\u00ea. Temos notado aumento por conta do envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o. Normalmente ocorre depois dos 60 anos. Esporadicamente em mulheres mais jovens. Alguns estudos apontam que a alimenta\u00e7\u00e3o influencia, mas, nada comprovado\u201d, disse.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico informou que na maioria dos casos o progn\u00f3stico n\u00e3o \u00e9 bom. \u201cN\u00e3o h\u00e1 sintomatologia e n\u00e3o tem exame que possa rastrear. A transvaginal n\u00e3o tem impacto na sobrevida, a taxa de morte tem se mantido a mesma, \u00e9 uma neoplasia muito agressiva. O exame ter\u00e1 impacto naquelas que j\u00e1 se sabe ter altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas. O que a Sociedade de Ginecologia Oncol\u00f3gica Americana sugere \u00e9 procurar um m\u00e9dico ao sentir dor e aumento abdominal por mais de uma semana. Mas, quando esses sintomas se manifestam, j\u00e1 est\u00e1 nos est\u00e1gios finais\u201d, declarou<\/p>\n<p>Augusto C\u00e9sar acredita que a ultrassom pode atrapalhar. \u201cVai detectar coisas que n\u00e3o s\u00e3o neoplasia. N\u00e3o tem como retirar tecido para saber se \u00e9 maligna. N\u00e3o h\u00e1 biopsia antes da cirurgia. A maioria s\u00e3o les\u00f5es s\u00f3lidas, massas ou cistos complexos benignos e a paciente \u00e9 for\u00e7ada a fazer a cirurgia sem necessidade, porque s\u00f3 quando operar vamos saber de fato. Quem tem endometriose tem mais risco de desenvolver tumor. Outro exame utilizado \u00e9 a resson\u00e2ncia, mesmo assim n\u00e3o define. O CA 125, de sangue \u00e9 utilizado para acompanhamento, porque tamb\u00e9m n\u00e3o detecta\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>Todos esses exames v\u00e3o apontar anormalidades no ov\u00e1rio e os cuidados ser\u00e3o definidos pelo m\u00e9dico. Embora o m\u00e9dico diga que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel realizar a bi\u00f3psia, o Inca informa que pode-se retirar tecido ovariano por meio da laparoscopia ou laparotomia. Al\u00e9m da cirurgia, a radioterapia e quimioterapia podem ser utilizadas no tratamento. \u00c9 o m\u00e9dico que decide a melhor forma, levando em considera\u00e7\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es e idade do paciente, o est\u00e1gio da doen\u00e7a e o tipo de tumor, se inicial ou recorrente. Se detectada no in\u00edcio, pode-se retirar apenas o ov\u00e1rio afetado. Cistos s\u00e3o comuns no ov\u00e1rio e n\u00e3o devem ser motivo para p\u00e2nico. Caso cres\u00e7am mais que 10 cm, \u00e9 necess\u00e1rio interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica. O Papanicolau n\u00e3o serve para detectar c\u00e2ncer de ov\u00e1rio, somente de colo de \u00fatero.<\/p>\n<p><strong>Teste gen\u00e9tico<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com Guareide Carelli, gerente m\u00e9dica s\u00eanior da AstraZeneca Brasil, o teste gen\u00e9tico \u00e9 o meio mais preciso para diagn\u00f3stico em caso de hist\u00f3rico familiar e sintomas. Foi o teste feito pela atriz americana Angelina Joulie, para descobrir anormalidade nos genes, que s\u00e3o erros na coordena\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas relacionadas \u00e0s fun\u00e7\u00f5es vitais do organismo e muta\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, como o desenvolvimento do c\u00e2ncer. As muta\u00e7\u00f5es nos genes BRCA1 e BRCA2 est\u00e3o associadas ao alto risco de c\u00e2ncer de ov\u00e1rio. O oncologista pode pedir o aconselhamento gen\u00e9tico. Esse teste \u00e9 usado para identificar a predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica e melhorar a qualidade e sobrevida das pacientes.<\/p>\n<p><strong>Tipos de muta\u00e7\u00f5es:<\/strong><\/p>\n<p>Germinativas: s\u00e3o herdadas, passadas de pai ou m\u00e3e para filhos ou filhas.<\/p>\n<p>Som\u00e1ticas ou adquiridas: podem se desenvolver ao longo da vida, devido a fatores ambientais (radia\u00e7\u00e3o, produtos qu\u00edmicos, v\u00edrus) ou sem uma causa conhecida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O c\u00e2ncer de ov\u00e1rio \u00e9 pouco frequente entre as mulheres, por\u00e9m, muito perigoso. 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