{"id":41622,"date":"2016-05-09T08:00:46","date_gmt":"2016-05-09T11:00:46","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=41622"},"modified":"2016-05-08T19:34:20","modified_gmt":"2016-05-08T22:34:20","slug":"nova-geracao-da-continuidade-a-producao-biodinamica-em-fazenda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/nova-geracao-da-continuidade-a-producao-biodinamica-em-fazenda\/","title":{"rendered":"Nova gera\u00e7\u00e3o d\u00e1 continuidade \u00e0 produ\u00e7\u00e3o biodin\u00e2mica em fazenda"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/sem_agrotoxico.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-41623\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/sem_agrotoxico-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/sem_agrotoxico-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/sem_agrotoxico.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Produzir sem agrot\u00f3xico d\u00e1 trabalho. \u201cO maior capricho poss\u00edvel no preparo do solo e na irriga\u00e7\u00e3o, porque arroz quer \u00e1gua, at\u00e9 na panela quando vai cozinhar, ent\u00e3o esse manejo da \u00e1gua tem que ser o mais perfeito poss\u00edvel\u201d, explica o agricultor Jo\u00e3o Volkmann.<\/p>\n<p>Investir num bom sistema de canais e comportas pra manejar a \u00e1gua de irriga\u00e7\u00e3o, ajuda a manter a lavoura saud\u00e1vel. \u201cPorque a pr\u00f3pria \u00e1gua \u00e9 que vai fazer o controle das plantas invasoras ou quando temos problemas de inseto na raiz, a gente tem que suprimir a \u00e1gua. E tem que ser poss\u00edvel fazer a drenagem e a irriga\u00e7\u00e3o em cada momento que \u00e9 necess\u00e1rio\u201d, diz.<\/p>\n<p>Para dar conta da lavoura, dos animais e do beneficiamento do arroz, a fazenda tem 15 funcion\u00e1rios fixos. Que al\u00e9m de ter todos os direitos trabalhistas garantidos, s\u00e3o tratados com muito respeito. Fam\u00edlia e colaboradores almo\u00e7am juntos. Partilham a mesma comida. Dividem responsabilidades.<\/p>\n<p>Wilmar Forte, tem 47 anos. Trabalha na fazenda h\u00e1 quase 30. \u201cEu me criei trabalhando aqui. O que aprendi a fazer foi aqui. Se sei fazer hoje uma cerca, aprendi aqui. Se sei trabalhar no trator, foi aqui. Se sei ajudar no campo, foi tudo aqui. O que ganha aqui d\u00e1 pra viver tranquilo\u201d, conta.<\/p>\n<p>O conhecimento aprendido em d\u00e9cadas de trabalho, hoje \u00e9 compartilhado com quem quiser aprender. Essa, ali\u00e1s, \u00e9 outra regra da biodin\u00e2mica.<\/p>\n<p><strong>COMPARTILHAR O CONHECIMENTO<\/strong><\/p>\n<p>Ao longo do ano v\u00e1rios cursos s\u00e3o realizados na fazenda e toda semana tem visita. Como alunos do curso de agronomia da Universidade Estadual do <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/rio-grande-do-sul\">Rio Grande do Sul<\/a>, que estava na fazenda durante a reportagem.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um desafio para n\u00f3s mostrar ao aluno que h\u00e1 possibilidade de produ\u00e7\u00e3o sem o uso de agrot\u00f3xicos. De entender a agricultura de uma outra forma. Eu chamo da filosofia da abund\u00e2ncia. Ao inv\u00e9s de querer exterminar as pragas, que a gente v\u00ea, como a filosofia da mis\u00e9ria. Ent\u00e3o o que a gente quer \u00e9 partilhar desta experi\u00eancia de produzir um alimento saud\u00e1vel\u201d, comenta Jana\u00edna Bernardo, professora.<\/p>\n<p>No campo, os alunos podem ver de perto o resultado do sistema e at\u00e9 quem \u00e9 do ramo se surpreende com a qualidade e a produtividade da lavoura de arroz. \u201cMeu v\u00f4 planta e a gente nasceu vendo eles botando veneno, muito adubo. E ver que \u00e9 poss\u00edvel produzir sem a utiliza\u00e7\u00e3o desse veneno, sem agrot\u00f3xico, \u00e9 uma coisa surpreendente. Pretendo levar isso pra minha vida profissional. Quando disse que ia vim aqui, o v\u00f4 disse: tu v\u00ea como \u00e9 que eles fazem, que a gente quer fazer tamb\u00e9m\u201d, conta Nat\u00e1lia Scherer, estudante.<\/p>\n<p>A fazenda tamb\u00e9m recebe estagi\u00e1rios do Brasil e de outros pa\u00edses. Augusto Colagioia e Damian Ferranti, s\u00e3o dois engenheiros agr\u00f4nomos rec\u00e9m-formados, argentinos, que estiveram na fazenda para fazer um est\u00e1gio.<\/p>\n<p>\u201cConsidero que a forma\u00e7\u00e3o como engenheiro agr\u00f4nomo tem uma parte te\u00f3rica, que se vive na universidade, e outra parte que \u00e9 na vida pr\u00e1tica. Tivemos a sorte de encontrar o Jo\u00e3o e vir aprender todo o conhecimento que ele tem aqui\u201d, diz Augusto.<\/p>\n<p>\u201cSomos agricultores familiares. Meu prop\u00f3sito \u00e9 conhecer diferentes culturas, diferentes movimentos agroecol\u00f3gicos, como org\u00e2nico e biodin\u00e2mico, para poder levar \u00e0 argentina alguma coisa dessa experi\u00eancia\u201d, comenta Damian.<\/p>\n<p>Foi estagiando na fazenda, h\u00e1 alguns anos, que o chileno Sebastian conheceu a Gabriela, filha mais nova de Jo\u00e3o. Ele \u00e9 formado em engenharia do agroneg\u00f3cio, um curso que n\u00e3o existe no Brasil. Gabriela \u00e9 agr\u00f4noma. Os dois se apaixonaram e foram pra Alemanha fazer uma especializa\u00e7\u00e3o em biodin\u00e2mica. Agora est\u00e3o casados e de volta \u00e0 fazenda.<br \/>\n\u201cA gente enxergava aqui um potencial. N\u00e3o s\u00f3 para trabalhar com agricultura, para sermos agricultores, mas tamb\u00e9m pra podermos trabalhar com outras pessoas e desenvolver outras \u00e1reas junto com a agricultura\u201d, comenta Gabriela.<\/p>\n<div id=\"entenda_o_caso_329\" class=\"entenda-o-caso componente_materia\">\u00a0\u201cAqui j\u00e1 existe o arroz como uma \u00e1rea de empreendimento forte. A nossa inten\u00e7\u00e3o \u00e9 come\u00e7ar a explorar aquilo que a fazenda j\u00e1 tem. Conseguir estabelecer isso numa produ\u00e7\u00e3o. Embora pequena, mas que possa ser o in\u00edcio de uma produ\u00e7\u00e3o maior\u201d, conta.<\/div>\n<p>Sebastian est\u00e1 selecionando b\u00fafalas que s\u00e3o boas produtoras de leite. Na cozinha de casa, ainda de forma experimental, Gabriela faz queijos. Atividade que aprendeu na Alemanha, na fazenda biodin\u00e2mica onde estudou e morou por um ano e meio. \u201cPorque \u00e9 uma coisa muito r\u00e1pida, uma transforma\u00e7\u00e3o, uma m\u00e1gica mesmo que acontece\u201d, diz. Como ainda e pequena, a produ\u00e7\u00e3o, por enquanto, \u00e9 usada para abastecer a fazenda.<\/p>\n<p>Jorge Volkmann \u00e9 sobrinho de Jo\u00e3o e segue a mesma trilha.\u00a0 Aproveita plantas da fazenda, como a pimenta verde, uma erva nativa da regi\u00e3o para produzir ch\u00e1s biodin\u00e2micos. E tamb\u00e9m trabalha com ess\u00eancias ex\u00f3ticas, como a l\u00f3tus, planta aqu\u00e1tica origin\u00e1ria da \u00c1sia, que cresce muito bem nos lagos da propriedade.<\/p>\n<p>\u201cA planta toda \u00e9 boa para o ch\u00e1, mas a flor de l\u00f3tus torna ela mais auspiciosa e os orientais gostam muito da parte da flor, porque acreditam que ela traz desde a lama at\u00e9 o calor do sol\u201d, explica.<\/p>\n<p>Jorge montou uma pequena agroind\u00fastria, onde produz mais de 50 tipos diferentes de ch\u00e1. O processo \u00e9 simples. As plantas s\u00e3o lavadas, higienizadas e depois desidratadas num secador movido a energia solar.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s temos ch\u00e1s que secam em um dia e meio e ch\u00e1s que secam at\u00e9 em uma semana, 10 dias. A m\u00e9dia \u00e9 de quatro a cinco dias\u201d, diz.<\/p>\n<p>A agroind\u00fastria j\u00e1 est\u00e1 legalizada e certificada e j\u00e1 tem muitos clientes. Jorge tamb\u00e9m construiu uma pousada para hospedar gente quem v\u00eam fazer curso, conhecer a fazenda ou apenas relaxar. \u201cJuntando ch\u00e1, pousada&#8230; D\u00e1 pra viver muito bem aqui, porque as pessoas que v\u00eam aqui s\u00e3o muito especiais\u201d, diz.<\/p>\n<p>A fazenda tem cerca de 560 hectares e permite que todos vivam com conforto. \u201cHoje o custo de produ\u00e7\u00e3o de uma tonelada de arroz gira em torno de R$ 2.500 e hoje n\u00f3s vendemos a R$3 o quilo\u201d, afirma Jo\u00e3o.<\/p>\n<p>Com recurso, paisagem e solo f\u00e9rtil, a fazenda ainda guarda muito possibilidades para a fam\u00edlia de seu Jo\u00e3o. \u201cDeixo um legado, entregando uma terra muito melhor do que a que eu recebi, isso deixa a gente tranquilo, porque a terra n\u00e3o \u00e9 nossa, a gente est\u00e1 aqui s\u00f3 de respons\u00e1vel\u201d, declara Jo\u00e3o.<\/p>\n<p>Responsabilidade, respeito, amor \u00e0 terra&#8230; Ferramentas que n\u00e3o s\u00e3o palp\u00e1veis, mas que certamente levam \u00e0 sustentabilidade. Assim, a majestosa figueira do jardim de Jo\u00e3o, ainda poder\u00e1 testemunhar a passagem de muitas gera\u00e7\u00f5es de agricultores da fam\u00edlia Volkmann, que ter\u00e3o no tempo n\u00e3o um inimigo e sim um grande parceiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Produzir sem agrot\u00f3xico d\u00e1 trabalho. \u201cO maior capricho poss\u00edvel no preparo do solo e na<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":41623,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/sem_agrotoxico.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/sem_agrotoxico-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/sem_agrotoxico-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/sem_agrotoxico.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/sem_agrotoxico.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/sem_agrotoxico.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/sem_agrotoxico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/sem_agrotoxico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/sem_agrotoxico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/sem_agrotoxico.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Produzir sem agrot\u00f3xico d\u00e1 trabalho. \u201cO maior capricho poss\u00edvel no preparo do solo e na","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41622"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41622"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41622\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/41623"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41622"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41622"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41622"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}