{"id":41549,"date":"2016-05-08T08:00:56","date_gmt":"2016-05-08T11:00:56","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=41549"},"modified":"2016-05-07T20:58:43","modified_gmt":"2016-05-07T23:58:43","slug":"amazonia-ganha-novo-sistema-de-monitoramento-por-satelite","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/amazonia-ganha-novo-sistema-de-monitoramento-por-satelite\/","title":{"rendered":"Amaz\u00f4nia ganha novo sistema de monitoramento por sat\u00e9lite"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/amazonia.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-41550\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/amazonia-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/amazonia-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/amazonia.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A <strong>Amaz\u00f4nia<\/strong> acaba de ganhar um novo <strong>sistema de monitoramento por sat\u00e9lite<\/strong>, que finalmente une as caracter\u00edsticas dos dois sistemas oficiais existentes: rapidez e alta resolu\u00e7\u00e3o. Batizada Deter B, a tecnologia permite acompanhar o ritmo da devasta\u00e7\u00e3o em tempo quase real, mas tamb\u00e9m possibilita enxergar desmatamentos pequenos, que hoje respondem pela maior parte das derrubadas na floresta. Com isso, n\u00e3o ser\u00e1 mais preciso esperar um ano para saber qual \u00e9 a taxa acumulada de perda de vegeta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Hoje o pa\u00eds tem tr\u00eas sistemas de monitoramento plenamente implantados, dois do governo e um do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amaz\u00f4nia). O Prodes, do Inpe, d\u00e1 a taxa oficial de desmatamento uma vez por ano, medida de agosto a julho com resolu\u00e7\u00e3o de 30 metros. Ele usa o sat\u00e9lite americano Landsat, que no entanto padece de uma \u201cs\u00edndrome de Barrichello\u201d: suas imagens s\u00e3o demoradas de adquirir e de processar.<\/p>\n<p>O Deter, tamb\u00e9m do Inpe, \u00e9 usado para gerar alertas de desmatamento que orientam a fiscaliza\u00e7\u00e3o do Ibama. Ele se utiliza de imagens do sensor Modis, embarcado nos sat\u00e9lites americanos Terra e Aqua. O Modis tem passagens semanais sobre a Amaz\u00f4nia, o que lhe d\u00e1 agilidade. Mas \u00e9 m\u00edope: n\u00e3o consegue enxergar nada com menos de 250 metros, portanto \u00e9 ruim para ver desmatamentos menores que 25 hectares \u2013 que t\u00eam virado o padr\u00e3o. O SAD (Sistema de Alertas de Desmatamento), do Imazon, tamb\u00e9m usa imagens do Modis, mas com um processamento diferente.<\/p>\n<p>Essa miopia torna o Deter impr\u00f3prio para fazer c\u00e1lculo de \u00e1rea desmatada \u2013 embora desde 2005 o governo fa\u00e7a uso pol\u00edtico do sistema, para gerar estimativas de taxa anual sempre que o desmatamento est\u00e1 em queda. Com a pulveriza\u00e7\u00e3o do corte raso em \u00e1reas pequenas, tem sido cada vez mais dif\u00edcil prever a taxa anual do Prodes apenas acompanhando o Deter.<\/p>\n<p>Com o Deter B, esse problema acabou. O segredo \u00e9 que o novo sistema usa dois novos sensores, de 56 metros e 64 metros de resolu\u00e7\u00e3o, embarcados respectivamente no sat\u00e9lite indiano ResourceSat-2 e no sino-brasileiro CBERS-4. As espa\u00e7onaves d\u00e3o ao Inpe duas imagens por semana de cada local monitorado, com resolu\u00e7\u00e3o que ainda n\u00e3o \u00e9 a mesma do Landsat, mas que avan\u00e7a significativamente em rela\u00e7\u00e3o ao Modis.<\/p>\n<p>\u201cA correspond\u00eancia com o Prodes \u00e9 praticamente de um para um\u201d, disse ao OC Dalton Valeriano, coordenador de Observa\u00e7\u00e3o da Terra do Inpe e respons\u00e1vel pela montagem do Deter B. \u201cO Deter A s\u00f3 permitia falar de alertas, agora d\u00e1 para falar em desmatamentos\u201d, disse Valeriano durante a apresenta\u00e7\u00e3o do sistema, nesta quinta-feira, no Minist\u00e9rio do Meio Ambiente.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a apresenta\u00e7\u00e3o de Valeriano, a ministra Izabella Teixeira anunciou o primeiro dado do Deter B: entre agosto do ano passado e abril deste ano, foram perdidos 3.613 quil\u00f4metros quadrados de floresta, ou 2.200 quil\u00f4metros quadrados a menos do que em todo o ano anterior. \u201cN\u00e3o \u00e9 trivial ter esse dado\u201d, disse a ministra. \u201cTemos um novo patamar de instrumentos de gest\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Segundo Amintas Brand\u00e3o, do Imazon, o dado ainda n\u00e3o permite dizer se a taxa ser\u00e1 maior ou menor do que a do ano passado, j\u00e1 que maio, junho e julho s\u00e3o meses fortes de derrubada. Um problema no sat\u00e9lite indiano impediu que os dados de agosto a abril do ano anterior fossem compilados pelo Deter B para compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Cerrado<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m na quinta-feira foi anunciada a estrat\u00e9gia de monitoramento de todos os biomas brasileiros, que o governo promete desde 2009. \u201cA cobran\u00e7a ser\u00e1 intensa e cont\u00ednua enquanto n\u00e3o demonstrarmos capacidade de olhar o pa\u00eds como um todo\u201d, disse Thelma Krug, diretora de pol\u00edticas contra o desmatamento do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente.<\/p>\n<p>O cerrado, principal bioma amea\u00e7ado pelo desmatamento hoje, ter\u00e1 seu pr\u00f3prio Prodes a partir de 2016, e monitoramento cont\u00ednuo, como o do Deter, a partir de 2018. Em 2010, ainda no governo Lula, o Deter do cerrado havia sido prometido para 2011. O monitoramento de todos os biomas deve funcionar a partir de 2018. J\u00e1 este ano, por\u00e9m, a plataforma MapBiomas, do Observat\u00f3rio do Clima, dever\u00e1 permitir olhar as mudan\u00e7as de cobertura florestal de todos os biomas do pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Amaz\u00f4nia acaba de ganhar um novo sistema de monitoramento por sat\u00e9lite, que finalmente une<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":41550,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/amazonia.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/amazonia-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/amazonia-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/amazonia.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/amazonia.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/amazonia.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/amazonia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/amazonia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/amazonia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/amazonia.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A Amaz\u00f4nia acaba de ganhar um novo sistema de monitoramento por sat\u00e9lite, que finalmente une","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41549"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41549"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41549\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/41550"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41549"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41549"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41549"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}