{"id":4148,"date":"2014-08-03T10:49:33","date_gmt":"2014-08-03T10:49:33","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=4148"},"modified":"2014-08-03T10:49:33","modified_gmt":"2014-08-03T10:49:33","slug":"fossil-de-reptil-de-90-milhoes-de-anos-e-encontrado-em-minas-gerais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/fossil-de-reptil-de-90-milhoes-de-anos-e-encontrado-em-minas-gerais\/","title":{"rendered":"F\u00f3ssil de r\u00e9ptil de 90 milh\u00f5es de anos \u00e9 encontrado em Minas Gerais"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/fossil_mg.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-4149\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/fossil_mg.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Pesquisadores de Minas Gerais anunciaram nesta sexta-feira a descoberta de um f\u00f3ssil que possivelmente pertence a uma esp\u00e9cie desconhecida de crocodilo que viveu h\u00e1 90 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>O trabalho foi feito nos s\u00edtios paleontol\u00f3gicos de Tr\u00eas Antas e Seis Irm\u00e3os, na regi\u00e3o de Iturama e Campina Verde, por ge\u00f3logos, paleont\u00f3logos e t\u00e9cnicos da Universidade Federal do Tri\u00e2ngulo Mineiro (UFTM). Entre as descobertas,\u00a0est\u00e3o a de dois crocodilos e uma ninhada com quatro ovos. O principal achado \u00e9 um cr\u00e2nio praticamente completo de 45 cent\u00edmetros, al\u00e9m de v\u00e1rios elementos \u00f3sseos \u2014 como cauda e perna \u2014 de uma esp\u00e9cie ainda n\u00e3o documentada\u00a0de crocodilo.<\/p>\n<p>Os pesquisadores localizaram ainda microf\u00f3sseis de ostracodes, que s\u00e3o crust\u00e1ceos de \u00e1gua doce, al\u00e9m de fragmentos de peixes \u2014 escamas e ossos cranianos \u2014 e de uma tartaruga. &#8220;H\u00e1 uma grande possibilidade de se tratar de esp\u00e9cimes in\u00e9ditos para a ci\u00eancia. Com certeza, resultar\u00e3o em artigos cient\u00edficos&#8221;, disse o ge\u00f3logo Luiz Carlos Ribeiro, um dos l\u00edderes da pesquisa.<\/p>\n<p><strong>Exposi\u00e7\u00e3o \u2014 <\/strong>Identificados os esp\u00e9cimes e comprovado seu ineditismo, os f\u00f3sseis ser\u00e3o disponibilizados em mostra p\u00fablica no Museu dos Dinossauros, que fica no Complexo Cultural e Cient\u00edfico de Peir\u00f3polis, na zona rural de Uberaba, no Tri\u00e2ngulo Mineiro.<\/p>\n<p><strong>Dinos do Brasil<\/strong><\/p>\n<p>Hist\u00f3rias e curiosidades sobre os &#8220;lagart\u00f5es&#8221; que viveram em solo nacional<\/p>\n<h3>Oxalaia<\/h3>\n<p><em><img src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/assets\/pictures\/52413\/oxalaia-dinossauro-dinos-do-brasil-20111007-size-620.jpg?1318035538\" alt=\"\" width=\"600\" \/> <\/em><\/p>\n<p><em><span class=\"creditosLista\">Imagem: (Felipe Alves Elias\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/span><\/em><\/p>\n<p>O Oxalaia (<em>Oxalaia quilombensis<\/em>), encontrado no Maranh\u00e3o, \u00e9 o maior dinossauro carn\u00edvoro j\u00e1 encontrado no Brasil, com 14 metros de comprimento. Sua boca era parecida com a dos crocodilos, que, ali\u00e1s, j\u00e1 viviam em grande n\u00famero no Brasil, e gostava de comer preferencialmente peixes.<\/p>\n<h3>Manirraptora<\/h3>\n<p><img src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/assets\/pictures\/52412\/manirraptora-dinossauro-dinos-do-brasil-20111007-size-620.jpg?1318035392\" alt=\"\" width=\"600\" \/><\/p>\n<p><span class=\"creditosLista\">Imagem: (Felipe Alves Elias\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/span><\/p>\n<p>Tudo que os paleont\u00f3logos acharam do Manirraptora foi uma simples garra. Como ent\u00e3o, podem saber como era o resto do animal? Luiz Anelli compara o achado a um ponteiro de um rel\u00f3gio do Mickey encontrado no deserto. &#8220;Pelo tamanho do ponteiro, j\u00e1 d\u00e1 para saber que n\u00e3o foi usado para fazer um Big Ben. E, por termos vistos outros ponteiros, sabemos que aquele \u00e9 um ponteiro de um rel\u00f3gio do Mickey.&#8221; O mesmo racioc\u00ednio pode ser aplicado ao dinossauro. Pela garra, \u00e9 poss\u00edvel determinar o tamanho e a qual grupo ele pertenceu. &#8220;Outra curiosidade sobre os manirraptoras \u00e9 que seus descendentes s\u00e3o hoje o segundo grupo mais diversificado de vertebrados sobre a Terra, s\u00f3 perdendo para os peixes.&#8221; Se voc\u00ea ainda n\u00e3o ligou os pontos, Anelli est\u00e1 falando das aves, que podem, sim, ser classificadas como dinossauros.<\/p>\n<h3>Saturnalia<\/h3>\n<p><img src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/assets\/pictures\/52411\/saturnalia-dinossauro-dinos-do-brasil-20111007-size-620.jpg?1318035463\" alt=\"\" width=\"600\" \/><\/p>\n<p><span class=\"creditosLista\">Imagem: (Felipe Alves Elias\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/span><\/p>\n<p>O Saturnalia n\u00e3o \u00e9 um dinossauro propriamente dito, mas um prossaur\u00f3pode, uma esp\u00e9cie de irm\u00e3o mais velho do dinossauro. Apesar da imagem imponente a\u00ed em cima, ele tinha o tamanho similar a de um cachorro s\u00e3o bernardo. &#8220;Ele tinha v\u00e1rias caracter\u00edsticas mescladas, que depois foram separadas entre os v\u00e1rios grupos de dinossauros&#8221;, diz Anelli. Eles foram extintos no per\u00edodo entre o final do Tri\u00e1ssico e o in\u00edcio do Jur\u00e1ssico.<\/p>\n<h3>Santanarraptor<\/h3>\n<p><img src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/assets\/pictures\/52410\/santanarraptor-dinossauro-dinos-do-brasil-20111007-size-620.jpg?1318035325\" alt=\"\" width=\"600\" \/><\/p>\n<p><span class=\"creditosLista\">Imagem: (Felipe Alves Elias\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/span><\/p>\n<p>O Santanarraptor tinha metade da altura de um homem, mas chegava a 2,5 metros de comprimento. Seu achado, em um dos 10 s\u00edtios arqueol\u00f3gicos mais importantes do mundo, em Santana do Cariri, no Cear\u00e1, foi extremamente importante pelo grau de preserva\u00e7\u00e3o do f\u00f3ssil. &#8220;Ele foi petrificado rapidamente, por isso tinha um grau de detalhamento muito grande. Era poss\u00edvel ver as veias, m\u00fasculos e as penas&#8221;, explica Anelli.<\/p>\n<h3>Sacissauro<\/h3>\n<p><img src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/assets\/pictures\/52409\/sacissauro-dinossauro-dinos-do-brasil-20111007-size-620.jpg?1318035416\" alt=\"\" width=\"600\" \/><\/p>\n<p><span class=\"creditosLista\">Imagem: (Felipe Alves Elias\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/span><\/p>\n<p>O Sacissauro n\u00e3o tinha s\u00f3 uma perna. O nome indica, na verdade, as circunst\u00e2ncias \u00fanicas em que seu f\u00f3ssil foi encontrado no Rio Grande do Sul. Apesar de ser comum que faltem muitos ossos dos esqueletos dos dinossauros, este n\u00e3o possu\u00eda nenhuma perna esquerda. O fato bizarro, no entanto, era a presen\u00e7a de doze (!) pernas direitas. &#8220;\u00c9 comum que predadores peguem os restos e levem para outros locais onde possam comer em paz. Mas obviamente eles n\u00e3o fazem distin\u00e7\u00e3o entre pernas direitas e esquerdas. A \u00fanica explica\u00e7\u00e3o \u00e9 a casualidade &#8211; o que n\u00e3o \u00e9 uma boa explica\u00e7\u00e3o&#8221;, admite Anelli.<\/p>\n<h3>Tapuiassauro<\/h3>\n<p><img src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/assets\/pictures\/52408\/tapuiassauro-dinossauro-dinos-do-brasil-20111007-size-620.jpg?1318035269\" alt=\"\" width=\"600\" \/><\/p>\n<p><span class=\"creditosLista\">Imagem: (Felipe Alves Elias\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/span><\/p>\n<p>O tapuiassauro \u00e9 um titanossauro, assim chamado pelo tamanho: tinha 13 metros de comprimento. Os titanossauros viviam em todo o Hemisf\u00e9rio Sul do planeta, quando os continentes ainda eram grudados, por isso f\u00f3sseis foram encontrados em lugares t\u00e3o distintos quanto o Brasil e a \u00cdndia (que naquela \u00e9poca ficava no Hemisf\u00e9rio Sul). Mas o f\u00f3ssil mais completo j\u00e1 achado, com a cabe\u00e7a junto, foi justamente o do tapuiassauro, em 2005, por uma pessoa comum, Jos\u00e9 Souza, conhecido na cidade de Cora\u00e7\u00e3o de Jesus como Zezinho. Foi gra\u00e7as ao tapuiassauro que foi poss\u00edvel saber como era a cabe\u00e7a dos titanossauros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores de Minas Gerais anunciaram nesta sexta-feira a descoberta de um f\u00f3ssil que possivelmente pertence<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4149,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/fossil_mg.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/fossil_mg.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/fossil_mg.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/fossil_mg.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/fossil_mg.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/fossil_mg.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/fossil_mg.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/fossil_mg.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/fossil_mg.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/fossil_mg.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Pesquisadores de Minas Gerais anunciaram nesta sexta-feira a descoberta de um f\u00f3ssil que possivelmente pertence","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4148"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4148"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4148\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4149"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4148"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4148"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4148"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}