{"id":41294,"date":"2016-05-03T13:30:31","date_gmt":"2016-05-03T16:30:31","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=41294"},"modified":"2016-05-02T20:09:32","modified_gmt":"2016-05-02T23:09:32","slug":"um-futuro-limpo-para-a-regiao-de-chernobyl-nao-passa-de-ilusao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/um-futuro-limpo-para-a-regiao-de-chernobyl-nao-passa-de-ilusao\/","title":{"rendered":"Um futuro limpo para a regi\u00e3o de Chernobyl n\u00e3o passa de ilus\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/chernobyl.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-41295\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/chernobyl-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/chernobyl-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/chernobyl.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A tecnologia necess\u00e1ria para manuseio, disposi\u00e7\u00e3o e estocagem do material radioativo de Chernobyl ainda n\u00e3o existe. <\/em><\/p>\n<p><em>26 de abril de 1986<\/em><\/p>\n<p><em>Pripyat, Rep\u00fablica Socialista Sovi\u00e9tica da Ucr\u00e2nia.<\/em><\/p>\n<p>\u00c0 1h23 da manh\u00e3, um dos quatro reatores da usina nuclear de Chernobyl sofreu uma fort\u00edssima explos\u00e3o de vapor, que destruiu a sua cobertura e abriu um buraco no teto da usina. Sem contar com uma estrutura efetiva de conten\u00e7\u00e3o de contamina\u00e7\u00e3o, a explos\u00e3o acabou expondo o material radioativo do reator.<\/p>\n<p>Em funcionamento h\u00e1 menos de 10 anos, a usina de Chernobyl consistia de quatro reatores, cada um com capacidade de produzir 1000 MW de enegia el\u00e9trica, o que garantia o atendimento de cerca de 10% da demanda el\u00e9trica da Ucr\u00e2nia na \u00e9poca do acidente. A usina, que carregava o nome do fundador da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, Vladimir L\u00eanin, era motivo de orgulho para ucranianos e sovi\u00e9ticos.<\/p>\n<p><strong>Trag\u00e9dia de erros<\/strong><\/p>\n<p>O orgulho, com uma pitada de incompet\u00eancia administrativa, acabou atrasando bastante o processo de evacua\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o da usina logo ap\u00f3s o acidente. Hoje sabe-se que o governo sovi\u00e9tico, respons\u00e1vel pela administra\u00e7\u00e3o da usina, subestimou a dimens\u00e3o e as consequ\u00eancias do acidente, tanto que nem sequer possu\u00eda um plano de a\u00e7\u00e3o para situa\u00e7\u00f5es emergenciais na usina e nos seus arredores.<\/p>\n<p>Um exemplo disso \u00e9 o atraso de mais de 24 horas na evacua\u00e7\u00e3o dos 48 mil habitantes de Pripyat, localizada a menos de tr\u00eas quil\u00f4metros da usina. No decorrer do dia 26, milhares de pessoas j\u00e1 tinha se encaminhado aos hospitais da cidade com sintomas de intoxica\u00e7\u00e3o radioativa. As informa\u00e7\u00f5es p\u00fablicas sobre a situa\u00e7\u00e3o em Chernobyl eram escassas e desencontradas, inclusive para o pr\u00f3prio governo ucraniano \u2013 tanto que a tradicional parada militar de celebra\u00e7\u00e3o do 1\u00ba de Maio em Kiev foi mantida e realizada, com a participa\u00e7\u00e3o de agrupamentos de crian\u00e7as nas ruas, mesmo sem qualquer garantia de que isto fosse seguro (o que se provou, posteriormente, que n\u00e3o era).<\/p>\n<div id=\"attachment_208752\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-208752\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Chernobyl_taken_from_Pripyat-500x375.jpg\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Chernobyl_taken_from_Pripyat-500x375.jpg 500w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Chernobyl_taken_from_Pripyat-500x375-300x225.jpg 300w\" alt=\"Vista a\u00e9rea da usina de Chernobyl, tirada do telhado de um edif\u00edcio residencial abandonado na cidade de Pripyat. Foto: Jason Minshull\/Wikimedia\/dom\u00ednio p\u00fablico\" width=\"340\" height=\"255\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Vista a\u00e9rea da usina de Chernobyl, tirada do telhado de um edif\u00edcio residencial abandonado na cidade de Pripyat. Foto: Jason Minshull\/Wikimedia\/dom\u00ednio p\u00fablico<\/p>\n<\/div>\n<p>O comunicado sobre a evacua\u00e7\u00e3o de Pripyat falava pouco sobre as condi\u00e7\u00f5es reais da usina e recomendava aos habitantes da cidade que carregassem poucas coisas consigo na hora de sair \u2013 a evacua\u00e7\u00e3o duraria apenas tr\u00eas dias, de acordo com as autoridades sovi\u00e9ticas. Assim, as pessoas acabaram deixando praticamente todos os seus pertences em suas casas em Pripyat, com a esperan\u00e7a de que retornariam em breve.<\/p>\n<p>No entanto, nos dias que se seguiram, ao inv\u00e9s de as pessoas retornarem \u00e0 regi\u00e3o, a evacua\u00e7\u00e3o acabou sendo ampliada. Dois dias ap\u00f3s do acidente, pessoas no raio de 10 km da usina foram evacuadas. Menos de uma semana depois disso, a zona de exclus\u00e3o aumentou para 30 km. No total, mais de 115 mil pessoas precisaram abandonar suas casas para fugir da contamina\u00e7\u00e3o radioativa. Nos anos seguintes, outras 230 mil pessoas precisaram fazer o mesmo. Hoje, cerca de 5 milh\u00f5es de pessoas na Ucr\u00e2nia, R\u00fassia e Bielorr\u00fassia ainda vivem em regi\u00f5es com alta quantidade de radia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nos dez dias em que o combust\u00edvel radioativo da usina ardeu em chamas, liberando nuvens t\u00f3xicas na atmosfera terrestre, o governo sovi\u00e9tico n\u00e3o realizou nenhum comunicado p\u00fablico sobre o acidente. Contaminantes radioativos rapidamente chegaram a pa\u00edses como Alemanha, Dinamarca e Su\u00e9cia neste per\u00edodo. Mais de 3\/4 do territ\u00f3rio europeu acabaram recebendo as nuvens t\u00f3xicas de Chernobyl nos dias que se seguiram ao acidente. Apenas para compara\u00e7\u00e3o, Chernobyl liberou mais de 440 mil metros c\u00fabicos de res\u00edduos radioativos \u2013 15 vezes mais que o lixo nuclear de todas as usinas nucleares da Alemanha hoje.<\/p>\n<p><strong>Her\u00f3is descart\u00e1veis<\/strong><\/p>\n<p>A contamina\u00e7\u00e3o radioativa durou dez dias em Chernobyl. Com o inc\u00eandio controlado no reator e as evacua\u00e7\u00f5es sendo feitas nos arredores, as autoridades sovi\u00e9ticas concentraram seus esfor\u00e7os na retirada dos destro\u00e7os radioativos da usina. Para tanto, mais de 600 mil pessoas, entre militares, policiais, bombeiros e funcion\u00e1rios administrativos sovi\u00e9ticos, foram escalados para os trabalhos de limpeza e selamento do reator nos meses que se seguiram ao acidente.<\/p>\n<div id=\"attachment_208753\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-208753\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Chernobyl3.jpg\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Chernobyl3.jpg 500w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Chernobyl3-300x160.jpg 300w\" alt=\"Interven\u00e7\u00e3o p\u00fablica em frente \u00e0 sede da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, com retratos de \u201cliquidadores\u201d que faleceram nos anos seguintes ao acidente em Chernobyl. Foto: MHM55\/Wikimedia Commons\" width=\"340\" height=\"181\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Interven\u00e7\u00e3o p\u00fablica em frente \u00e0 sede da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, com retratos de \u201cliquidadores\u201d que faleceram nos anos seguintes ao acidente em Chernobyl. Foto: MHM55\/Wikimedia Commons<\/p>\n<\/div>\n<p>Os \u201cliquidadores\u201d, como acabaram sendo denominados, acabaram tornando-se as principais v\u00edtimas do desastre de Chernobyl. O trabalho de limpeza era realmente insano: cada trabalhador, usando vestimenta de prote\u00e7\u00e3o que pesava quase 30 quilos, precisava entrar no recinto a ser limpado e retirar os escombros radioativos em apenas 40 segundos, por causa das alt\u00edssimas doses de radia\u00e7\u00e3o. No entanto, a vestimenta era inadequada (muitos sequer a usavam, pois ela era escassa para todos os \u201cliquidadores\u201d de Chernobyl) para este grau de radia\u00e7\u00e3o, o que permitiu a contamina\u00e7\u00e3o de milhares de trabalhadores em quase 100 vezes o limite cientificamente aceit\u00e1vel para uma pessoa.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do trabalho de limpeza, os \u201cliquidadores\u201d tamb\u00e9m se encarregaram da constru\u00e7\u00e3o de um \u201csarc\u00f3fago\u201d de concreto para isolar o material radioativo ainda presente dentro da usina.<\/p>\n<p>Em dezembro de 1986, o trabalho de limpeza e isolamento da usina estava conclu\u00eddo. O governo sovi\u00e9tico tinha a esperan\u00e7a de que este esfor\u00e7o relativamente r\u00e1pido na conten\u00e7\u00e3o da radioatividade permitisse o retorno dos habitantes dos arredores de Chernobyl e a recupera\u00e7\u00e3o da agricultura local, importante atividade econ\u00f4mica da Ucr\u00e2nia para o bloco sovi\u00e9tico. No final, o reassentamento de pessoas nos limites da zona de exclus\u00e3o foi bastante marginal, composta basicamente por militares e funcion\u00e1rios p\u00fablicos.<\/p>\n<div id=\"attachment_208754\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-208754\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/medalhaChernobylBadge.jpg\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/medalhaChernobylBadge.jpg 439w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/medalhaChernobylBadge-220x300.jpg 220w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/medalhaChernobylBadge-300x410.jpg 300w\" alt=\"Medalha entregue pelo governo sovi\u00e9tico aos mais de 600 mil trabalhadores que auxiliaram na limpeza do material radioativo nos arredores de Chernobyl. Foto: Wikimedia\/Creative Commons\" width=\"340\" height=\"465\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Medalha entregue pelo governo sovi\u00e9tico aos mais de 600 mil trabalhadores que auxiliaram na limpeza do material radioativo nos arredores de Chernobyl. Foto: Wikimedia\/Creative Commons<\/p>\n<\/div>\n<p>Em janeiro de 1987, as autoridades sovi\u00e9ticas e ucranianas realizaram uma cerim\u00f4nia de reconhecimento aos trabalhadores que ajudaram na limpeza e conten\u00e7\u00e3o em Chernobyl. Uma medalha especial de hero\u00edsmo foi entregue a cada um. Nos anos seguintes, o abandono foi t\u00e3o fatal quanto a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 radia\u00e7\u00e3o na usina para estas pessoas. Com a queda do bloco sovi\u00e9tico em 1989 e a consequente dissolu\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica em 1991, os esfor\u00e7os de apoio aos trabalhadores de Chernobyl acabaram dilu\u00eddos e reduzidos drasticamente no decorrer dos anos 1990.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros s\u00e3o bastante divergentes: autoridades na R\u00fassia e Bielorr\u00fassia falam em apenas 200 \u201cliquidadores\u201d mortos por contamina\u00e7\u00e3o; um relat\u00f3rio da ONU, publicado em 2005 em meio a pol\u00eamicas, aponta apenas 50 mortos; j\u00e1 a Ucr\u00e2nia fala em, pelo menos, cinco mil pessoas; o Greenpeace, por sua vez, estima em mais de 90 mil pessoas.<\/p>\n<p><strong>Os custos e o futuro<\/strong><\/p>\n<p>No final dos anos 1990, o sarc\u00f3fago original que sela os escombros da usina de Chernobyl come\u00e7ou a apresentar riscos de desmoronamento. O governo ucraniano, junto com as Na\u00e7\u00f5es Unidas, demorou quase dez anos para viabilizar a constru\u00e7\u00e3o de uma nova estrutura de conten\u00e7\u00e3o, finalmente iniciada em 2010, com previs\u00e3o de conclus\u00e3o para 2017. Com altura de 100 metros e 25 toneladas, o novo sarc\u00f3fago de Chernobyl poderia cobrir pontos tur\u00edsticos globais, como o Big Ben londrino e a catedral de Notre-Dame de Paris.<\/p>\n<div id=\"attachment_208755\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-208755\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Chernobyksarcofago.jpg\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Chernobyksarcofago.jpg 640w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Chernobyksarcofago-300x200.jpg 300w\" alt=\"O novo sarc\u00f3fago de Chernobyl, que dever\u00e1 ser conclu\u00eddo at\u00e9 o final de 2017. Foto: Timon91\/Flickr\/Creative Commons\" width=\"340\" height=\"227\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">O novo sarc\u00f3fago de Chernobyl, que dever\u00e1 ser conclu\u00eddo at\u00e9 o final de 2017. Foto: Timon91\/Flickr\/Creative Commons<\/p>\n<\/div>\n<p>O custo da constru\u00e7\u00e3o: US$ 2,4 bilh\u00f5es. A vida \u00fatil prevista: 100 anos. O financiamento para manuten\u00e7\u00e3o da estrutura neste s\u00e9culo: t\u00e3o incerto quanto o futuro pol\u00edtico da pr\u00f3pria Ucr\u00e2nia, ainda envolta em conflitos separatistas causados pela crise pol\u00edtica de 2014.<\/p>\n<p>Por enquanto, um futuro limpo para a regi\u00e3o de Chernobyl n\u00e3o passa de ilus\u00e3o. A tecnologia necess\u00e1ria para manuseio, disposi\u00e7\u00e3o e estocagem do material radioativo de Chernobyl ainda n\u00e3o existe. N\u00e3o se prev\u00ea que isto venha a se viabilizar em breve, principalmente porque n\u00e3o existem recursos suficientemente alocados para financiar pesquisa e desenvolvimento de solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Uma \u00fanica certeza: em 2117, quando a vida \u00fatil do sarc\u00f3fago terminar, mais de 130 anos depois do acidente, a usina e seus arredores continuar\u00e3o radioativos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A tecnologia necess\u00e1ria para manuseio, disposi\u00e7\u00e3o e estocagem do material radioativo de Chernobyl ainda n\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":41295,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/chernobyl.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/chernobyl-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/chernobyl-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/chernobyl.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/chernobyl.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/chernobyl.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/chernobyl.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/chernobyl.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/chernobyl.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/chernobyl.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A tecnologia necess\u00e1ria para manuseio, disposi\u00e7\u00e3o e estocagem do material radioativo de Chernobyl ainda n\u00e3o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41294"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41294"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41294\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/41295"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41294"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41294"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41294"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}