{"id":4119,"date":"2014-08-03T11:00:33","date_gmt":"2014-08-03T11:00:33","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=4119"},"modified":"2014-08-02T23:04:07","modified_gmt":"2014-08-02T23:04:07","slug":"mudancas-climaticas-no-planeta-se-tornam-debate-urgente-em-2014","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mudancas-climaticas-no-planeta-se-tornam-debate-urgente-em-2014\/","title":{"rendered":"Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas no planeta se tornam debate urgente em 2014"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"materia-subtitulo\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/mudancas_clima.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-4120\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/mudancas_clima.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Mesmo no mais destacado basti\u00e3o do ceticismo, os Estados Unidos, aumenta o consenso de que o planeta corre perigo e que a rea\u00e7\u00e3o deve come\u00e7ar j\u00e1<\/h2>\n<p>Por\u00a0<a class=\"nome cor\" href=\"mailto:leticia.duarte@zerohora.com.br\">Let\u00edcia Duarte<\/a><\/p>\n<p>No calend\u00e1rio das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, 2014 poderia ser assinalado como o ano em que os c\u00e9ticos da responsabilidade humana no aquecimento global entraram de vez para o grupo das esp\u00e9cies em extin\u00e7\u00e3o. Pelo menos em credibilidade, seus argumentos se derreteram bem antes do que o gelo marinho do \u00c1rtico.<\/p>\n<p>Em uma declara\u00e7\u00e3o emblem\u00e1tica do momento atual, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, comparou os que ainda negam o fen\u00f4meno aos que antes pensavam que a Lua era feita de queijo. Foi em junho, quando anunciou US$ 1 bilh\u00e3o para financiar medidas que atenuem as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Embora os Estados Unidos continuem entre os tr\u00eas pa\u00edses do mundo n\u00e3o signat\u00e1rios das conven\u00e7\u00f5es de clima\u00a0\u2013 ao lado do Vaticano e de Andorra \u2013, o pacote ambiental mostra que at\u00e9 a na\u00e7\u00e3o mais poderosa do planeta come\u00e7a a se curvar \u00e0 pilha de evid\u00eancias cient\u00edficas que comprovam que a Terra est\u00e1 febril. E que a culpa \u00e9 nossa. N\u00e3o por acaso, o an\u00fancio ocorreu ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o dos dois \u00faltimos relat\u00f3rios da quinta edi\u00e7\u00e3o do Painel Intergovernamental de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC), da ONU, em mar\u00e7o e abril deste ano. Com a participa\u00e7\u00e3o de mais de 800 pesquisadores de 130 pa\u00edses, o estudo prev\u00ea que as emiss\u00f5es de gases causadores do efeito estufa elevar\u00e3o a temperatura m\u00e9dia do planeta entre 2,6\u00b0C e 4,8\u00b0C at\u00e9 o fim do s\u00e9culo. E conclui, com\u00a0 \u201c95% de certeza\u201d, que o homem foi o principal respons\u00e1vel pela eleva\u00e7\u00e3o das temperaturas, especialmente a partir de 1950.<\/p>\n<p>\u2013 Os que negam a mudan\u00e7a clim\u00e1tica sugerem que ainda existe debate cient\u00edfico, mas n\u00e3o existe \u2013 definiu Obama, considerando encerrada a pol\u00eamica.<\/p>\n<p>As proje\u00e7\u00f5es feitas pelo Painel de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas da ONU s\u00e3o t\u00e3o contundentes que ignor\u00e1-las virou um risco. A eleva\u00e7\u00e3o da temperatura \u00e9 associada a riscos crescentes de eventos clim\u00e1ticos extremos, infesta\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as associadas a mosquitos, falta de \u00e1gua e de alimentos. Nada muito diferente do que cientistas j\u00e1 vinham alertando, mas com cada vez maior base de confiabilidade. E de urg\u00eancia.<\/p>\n<p>\u2013 2014 \u00e9 um ano importante nessa discuss\u00e3o de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Chegamos ao quinto relat\u00f3rio do IPCC e ele deixa claro que a gente j\u00e1 ultrapassou o ponto em que a mitiga\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de poluentes seria suficiente para reverter o quadro. Agora precisamos falar em adapta\u00e7\u00f5es. Mesmo que parassem todas as emiss\u00f5es, pelos pr\u00f3ximos cem anos ainda sentir\u00edamos os efeitos \u2013 argumenta Fabio Scarano, vice-presidente s\u00eanior da divis\u00e3o Am\u00e9ricas da Conserva\u00e7\u00e3o Internacional e professor da UFRJ, que foi um dos respons\u00e1veis pelo cap\u00edtulo da Am\u00e9rica Central e do Sul do IPCC.<\/p>\n<p>Os sintomas est\u00e3o em toda parte. Porto Alegre teve o janeiro mais quente de sua hist\u00f3ria e, atualmente, S\u00e3o Paulo sofre com a falta cr\u00f4nica de \u00e1gua. Situa\u00e7\u00f5es que tendem a se agravar nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, com mais enchentes na regi\u00e3o Sul, seca no Sudeste e riscos de desertifica\u00e7\u00e3o em regi\u00f5es da Amaz\u00f4nia e do Nordeste. Mas, claro, nada \u00e9 t\u00e3o ruim que n\u00e3o possa piorar. O professor Marcos Buckeridge, do Instituto de Bioci\u00eancias da USP, explica que o aumento da concentra\u00e7\u00e3o de g\u00e1s carb\u00f4nico na atmosfera tem como consequ\u00eancia uma esp\u00e9cie de \u201cobesidade vegetal\u201d. Assim, apesar de as plantas crescerem mais, por fazerem mais fotoss\u00edntese com o CO2, perdem nutrientes, porque a concentra\u00e7\u00e3o de nitrog\u00eanio \u00e9 reduzida. A se confirmarem as previs\u00f5es de que a concentra\u00e7\u00e3o de g\u00e1s carb\u00f4nico na atmosfera dobrar\u00e1 at\u00e9 2080, o percentual de nitrog\u00eanio das plantas cair\u00e1 7%, afetando a qualidade agr\u00edcola.<\/p>\n<p>\u2013 Talvez seja preciso mudar o cultivo das regi\u00f5es, e isso custa dinheiro. \u00c9 o custo da mudan\u00e7a clim\u00e1tica. A qualidade da soja vai baixar, o alimento pode se tornar mais caro, o que pode levar a problemas econ\u00f4micos, porque a qualidade esperada pelo comprador pode n\u00e3o ser correspondida \u2013 enumera Buckeridge.<\/p>\n<p>Em vez de se ater a um discurso apocal\u00edptico, no entanto, os pesquisadores preferem mirar nas oportunidades de uma virada sustent\u00e1vel. Visto como um bom exemplo ambiental no cen\u00e1rio global, o Brasil teria chance de ser protagonista da mudan\u00e7a.<\/p>\n<p>\u2013 O Brasil \u00e9 o celeiro do mundo, poder\u00edamos aproveitar este momento para produzir mais comida. Para isso, precisar\u00edamos de uma nova revolu\u00e7\u00e3o verde, investindo em t\u00e9cnicas de biologia molecular \u2013 defende Buckeridge.<\/p>\n<p>A virada tamb\u00e9m passa por mudan\u00e7a nas fontes de energia. Segundo Suzana Kahn, professora do Instituto Alberto Luiz Coimbra de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da UFRJ e vice-presidente do IPCC, 80% do aumento das emiss\u00f5es dos gases do efeito estufa se deve \u00e0 queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis, o que torna a quest\u00e3o do aquecimento global um problema no uso de energia. E os obst\u00e1culos para a transi\u00e7\u00e3o s\u00e3o mais de natureza econ\u00f4mica do que tecnol\u00f3gica.<\/p>\n<p>\u2013 As tecnologias existem. Temos ve\u00edculos el\u00e9tricos, biocombust\u00edveis, energia solar. N\u00e3o precisamos descobrir nada novo, mas passa por uma quest\u00e3o de economia, de mudar o modelo, retirar subs\u00eddios de setores poluentes. Com isso j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel reduzir significativamente as emiss\u00f5es. Algumas mudan\u00e7as j\u00e1 est\u00e3o acontecendo, tanto que, mesmo com a crise, foram as energias renov\u00e1veis as que mais cresceram \u2013 pondera Suzana.<\/p>\n<p>Colocar a culpa nos custos n\u00e3o serve como desculpa para a in\u00e9rcia. Fabio Scarano, da Conserva\u00e7\u00e3o Internacional, lembra que medidas baratas como proteger os mangues podem ser t\u00e3o eficazes como construir car\u00edssimos diques para conter a eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel dos oceanos.<\/p>\n<p>\u2013 Ficou provado que, quando o tsunami atingiu as ilhas do Pac\u00edfico, as que tinham mais cobertura vegetal na costa sofreram menos impacto do que as que n\u00e3o tinham \u2013 exemplifica Scarano.<\/p>\n<p>Diante das adversidades clim\u00e1ticas, a gest\u00e3o das cidades precisar\u00e1 ser repensada para evitar o caos. Em vez de agir nas emerg\u00eancias e se espantar com cada \u201cchuva hist\u00f3rica\u201d, governantes precisar\u00e3o investir em planos de conten\u00e7\u00e3o de longo prazo.<\/p>\n<p>\u2013 Existe uma tend\u00eancia de culpar a natureza, mas onde as pessoas mais atingidas costumam morar? Geralmente em \u00e1reas de risco, com drenagem negligenciada ao longo dos anos. A mudan\u00e7a no clima vai exigir outra maneira de pensar nas a\u00e7\u00f5es, especialmente na gest\u00e3o p\u00fablica. \u00c9 uma mudan\u00e7a global, mas requer a\u00e7\u00f5es locais \u2013 defende o bi\u00f3logo Jackson M\u00fcller, professor da Unisinos.<\/p>\n<p>Aos que preferem criticar o IPCC como instrumento pol\u00edtico, o climatologista do Centro Polar e Clim\u00e1tico e chefe do Departamento de Geografia da UFRGS, Francisco Aquino, contrap\u00f5e com a ci\u00eancia:<\/p>\n<p>\u2013 Que decis\u00e3o os governos v\u00e3o tomar com base no relat\u00f3rio, a ci\u00eancia n\u00e3o opina. A ci\u00eancia n\u00e3o tem lado. \u00c9 uma resposta, soma dois com dois e d\u00e1 quatro. Essa minoria c\u00e9tica n\u00e3o tem nada de substancial na produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica internacional. N\u00e3o \u00e9 que a gente n\u00e3o os queira, a gente n\u00e3o tem como considerar.<\/p>\n<p>Os progn\u00f3sticos indicam que os mais pobres ser\u00e3o inicialmente os mais impactados pelas mudan\u00e7as, mas o problema est\u00e1 longe de ser uma quest\u00e3o de classe: n\u00e3o h\u00e1 imunidade clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>\u2013 Se a sociedade quiser virar as costas e achar esse problema n\u00e3o vai chegar na sua casa ser\u00e1 um grande engano, porque isso j\u00e1 est\u00e1 no quintal de todo mundo. \u00c9 um fen\u00f4meno global. N\u00e3o tem como escapar \u2013 alerta Aquino<\/p>\n<p><strong>Junho deste ano foi o mais quente desde 1880<\/strong><br \/>\nBasta olhar para o mapa de anomalias clim\u00e1ticas produzido pela Nasa <strong>(na ilustra\u00e7\u00e3o deste post)<\/strong> para enxergar como o planeta est\u00e1 esquentando. A temperatura m\u00e9dia em junho de 2013 ficou 0,61\u00baC acima do padr\u00e3o hist\u00f3rico entre 1951 e 1980. Na ilustra\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel identificar os pontos de aquecimento, assinalados pelas cores amarelo, laranja e vermelho. O Brasil acompanha a onda. Na maior parte do Rio Grande do Sul, a temperatura m\u00e9dia ficou 1\u00baC acima da m\u00e9dia. Outra medi\u00e7\u00e3o, feita pela Administra\u00e7\u00e3o Nacional Oce\u00e2nica e Atmosf\u00e9rica dos Estados Unidos (NOAA), mostra que a temperatura m\u00e9dia no m\u00eas de junho deste ano foi a mais quente desde que os registros come\u00e7aram, em 1880.<\/p>\n<p><strong>O MUNDO COM FEBRE<\/strong><\/p>\n<p><strong>&gt; O Brasil est\u00e1 aquecendo em todas as regi\u00f5es, com chuvas irregulares<\/strong>. No Rio Grande do Sul, a tend\u00eancia \u00e9 mais calor e chuva: al\u00e9m da eleva\u00e7\u00e3o das temperaturas, que fez Porto Alegre registrar em 2014 o janeiro mais quente desde o in\u00edcio das medi\u00e7\u00f5es, em 1916, o volume de precipita\u00e7\u00f5es j\u00e1 aumentou 8% em rela\u00e7\u00e3o aos padr\u00f5es hist\u00f3ricos de 1945 at\u00e9 1974.<\/p>\n<p><strong>&gt; Os Estados Unidos enfrentam uma das piores secas de sua hist\u00f3ria recente<\/strong>. Em maio, mais de 30% do pa\u00eds registrava seca, tendo pelo menos sete Estados com estiagem severa em metade do territ\u00f3rio. Em compensa\u00e7\u00e3o, junho deste ano foi o sexto mais \u00famido desde que as medi\u00e7\u00f5es nacionais come\u00e7aram, em 1895.<\/p>\n<p><strong>&gt; As emiss\u00f5es crescentes de gases de efeito estufa aumentar\u00e3o significativamente o risco de inunda\u00e7\u00f5es na Europa<\/strong>, especialmente na regi\u00e3o litor\u00e2nea. J\u00e1 no sul do continente a seca deve se acentuar, reduzindo a disponibilidade de \u00e1gua, afetando a produtividade agr\u00edcola.<\/p>\n<p><strong>&gt; At\u00e9 2020, projeta-se que entre 75 e 250 milh\u00f5es de pessoas sejam expostas \u00e0 maior escassez de \u00e1gua na \u00c1frica<\/strong>, com redu\u00e7\u00e3o de at\u00e9 50% na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola irrigada pela chuva e amea\u00e7as de desertifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>&gt; Na \u00c1sia, o derretimento das geleiras no Himalaia deve aumentar as inunda\u00e7\u00f5es e avalanches de pedras de encostas<\/strong>. As cheias amea\u00e7am mortalidade end\u00eamica por diarreia e c\u00f3lera. Bangladesh \u00e9 um dos pa\u00edses mais amea\u00e7ados: at\u00e9 2050, pode perder 17% de seu territ\u00f3rio pela eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar, o que obrigaria o deslocamento de 18 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p><strong>&gt; Previs\u00e3o de agravamento de per\u00edodos de seca na Austr\u00e1lia.<\/strong> Em junho deste ano, choveu 28% da m\u00e9dia normal para o m\u00eas no oeste do pa\u00eds. Problemas de falta de \u00e1gua devem se intensificar at\u00e9 2030, com perda significativa de biodiversidade.<\/p>\n<p><strong>&gt; Se continuar neste ritmo, h\u00e1 risco de que, em 2050, o \u00c1rtico n\u00e3o tenha mais gelo marinho. <\/strong>A mudan\u00e7a promove a abertura de novas rotas mar\u00edtimas e prospec\u00e7\u00f5es petrol\u00edferas, mas tamb\u00e9m pode acirrar disputas entre pot\u00eancias pelo controle.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo no mais destacado basti\u00e3o do ceticismo, os Estados Unidos, aumenta o consenso de que<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4120,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/mudancas_clima.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/mudancas_clima.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/mudancas_clima.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/mudancas_clima.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/mudancas_clima.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/mudancas_clima.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/mudancas_clima.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/mudancas_clima.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/mudancas_clima.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/mudancas_clima.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Mesmo no mais destacado basti\u00e3o do ceticismo, os Estados Unidos, aumenta o consenso de que","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4119"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4119"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4119\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4120"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4119"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4119"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4119"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}