{"id":40719,"date":"2016-04-24T12:30:40","date_gmt":"2016-04-24T15:30:40","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=40719"},"modified":"2016-04-23T18:05:20","modified_gmt":"2016-04-23T21:05:20","slug":"biologos-planejam-documentario-sobre-a-especie-tipica-da-caatinga-brasileira-e-ameacada-pela-perda-de-habitat-e-pelo-trafico-ilegal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/biologos-planejam-documentario-sobre-a-especie-tipica-da-caatinga-brasileira-e-ameacada-pela-perda-de-habitat-e-pelo-trafico-ilegal\/","title":{"rendered":"Bi\u00f3logos planejam document\u00e1rio sobre a esp\u00e9cie t\u00edpica da caatinga brasileira"},"content":{"rendered":"<div id=\"parent-fieldname-text\" class=\"plain\">\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/araras_azul.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-40720\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/araras_azul-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/araras_azul-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/araras_azul.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Erica Pac\u00edfico \u00e9 uma bi\u00f3loga brasileira que, h\u00e1 quase dez anos, dedica-se ao estudo e conserva\u00e7\u00e3o da arara-azul-de-lear, esp\u00e9cie criticamente amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o. Foi a primeira a conseguir chegar aos ninhos dessas aves \u2013 uma tarefa dif\u00edcil, considerando que eles ficam a at\u00e9 80 metros de altura, em pared\u00f5es de arenito de dif\u00edcil acesso. Sua hist\u00f3ria ser\u00e1 contada no document\u00e1rio <em>To Catch a Macaw<\/em> (\u201cPegar uma arara\u201d, em tradu\u00e7\u00e3o livre), no momento em busca de fundos para ser executado.<\/p>\n<p>A ideia \u00e9 acompanhar o trabalho de campo de Erica, que est\u00e1 realizando um trabalho de captura de filhotes em rochedos de arenito da Esta\u00e7\u00e3o Biol\u00f3gica de Canudos, na Bahia. O objetivo \u00e9 prender nos animais pequenos microchips capazes de monitorar seu deslocamento. Trabalhar nas alturas, com animais delicados e tempo apertado \u2013 a miss\u00e3o deve ser conclu\u00edda antes de os filhotes deixarem os ninhos: n\u00e3o \u00e9 sempre que o p\u00fablico tem a oportunidade de acompanhar uma aventura cient\u00edfica desse porte.<\/p>\n<div class=\"pullquote\">Uma vez posicionados os microchips, come\u00e7a a coleta de dados, que vai ajudar a esclarecer detalhes da biologia, do comportamento e do ambiente natural da esp\u00e9cie<\/div>\n<p>Mas esta ser\u00e1 apenas a primeira parte do trabalho. Uma vez posicionados os microchips, come\u00e7a a coleta de dados, que vai ajudar a esclarecer detalhes da biologia, do comportamento e do ambiente natural da esp\u00e9cie. O conhecimento adquirido, apostam os produtores do document\u00e1rio, ser\u00e1 valioso para subsidiar estrat\u00e9gias de conserva\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 da arara-azul-de-lear, mas tamb\u00e9m de toda a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Descrita pela primeira vez em 1858 a partir de uma ilustra\u00e7\u00e3o do poeta brit\u00e2nico Edward Lear, a arara-azul-de-lear foi, por muitas d\u00e9cadas, um daqueles animais curiosos que se compra em feiras de esp\u00e9cimes contrabandeados. Sua verdadeira origem s\u00f3 foi esclarecida em 1978, quando o naturalista e ornit\u00f3logo Helmut Sick percorreu o Nordeste brasileiro e encontrou a primeira popula\u00e7\u00e3o selvagem do animal \u2013 o que rendeu, enfim, o reconhecimento como nova esp\u00e9cie, <em>Anodorhynchus leari<\/em>.<\/p>\n<h3>Simpatia em campanha<\/h3>\n<p>Hoja, as araras-azuis-de-lear vivem em uma regi\u00e3o muito restrita da caatinga. Carism\u00e1ticas por natureza, s\u00e3o bons personagens para atrair a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico para a import\u00e2ncia da preserva\u00e7\u00e3o do ambiente onde vivem.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie, \u00e9 bem verdade, j\u00e1 foi pior: na d\u00e9cada de 1980, estimava-se a exist\u00eancia de apenas 70 animais na natureza. De l\u00e1 para c\u00e1, gra\u00e7as aos esfor\u00e7os de pesquisadores como Erica e diversas institui\u00e7\u00f5es de pesquisa e conserva\u00e7\u00e3o ambiental, o n\u00famero cresceu \u2013 s\u00e3o, atualmente, cerca de 1300 indiv\u00edduos conhecidos \u2013, mas ainda podem ficar melhores: \u00e9 esse o objetivo do document\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u00c0 frente da produ\u00e7\u00e3o estar\u00e1 a bi\u00f3loga e fot\u00f3grafa Angela Prochilo, que procurava um tema para o trabalho de final de seu curso de mestrado em Produ\u00e7\u00e3o de Filmes de Natureza na Universidade do Oeste da Inglaterra em Bristol, em parceria com a BBC. Depois de avaliar v\u00e1rias esp\u00e9cies, escolheu a arara-azul-de-lear por sua beleza, raridade e, por que n\u00e3o, brasilidade. \u201cA caatinga \u00e9 um bioma pouco conhecido fora do Brasil\u201d, disse \u00e0 <em>CH Online<\/em>. \u201cE a arara-azul-de-lear \u00e9 uma esp\u00e9cie rar\u00edssima, que sofre amea\u00e7as como perda de habitat e tr\u00e1fico ilegal, entre outras\u201d.<\/p>\n<dl class=\"image-inline captioned image-inline\">\n<dt><a href=\"http:\/\/cienciahoje.uol.com.br\/blogues\/bussola\/2016-1\/03\/imagens\/estrelandoararaazuldelear02.jpg\" rel=\"lightbox\"><img loading=\"lazy\" class=\"link-overlay\" title=\"Escalada at\u00e9 os ninhos\" src=\"http:\/\/cienciahoje.uol.com.br\/blogues\/bussola\/2016-1\/03\/imagens\/estrelandoararaazuldelear02.jpg\/image_preview\" alt=\"Escalada at\u00e9 os ninhos\" width=\"635\" height=\"422\" \/><\/a><\/dt>\n<dd class=\"image-caption\">Chegar aos ninhos da esp\u00e9cie, em pared\u00f5es de at\u00e9 80 metros de altura \u00e9 uma tarefa desafiadora. Voc\u00ea n\u00e3o adoraria dar uma espiada? (foto: Jo\u00e3o Marcos Rosa)<\/dd>\n<\/dl>\n<p>Para ajudar, entrou em cena o tamb\u00e9m bi\u00f3logo Cesar Leite, ex-aluno do mesmo programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e <span class=\"link-external\"><a class=\"external-link\" href=\"http:\/\/cienciahoje.tumblr.com\/post\/100832239624\/tatu-bola-em-campo-a-bola-rolou-nos-gramados-de\" target=\"_blank\">autor de um document\u00e1rio sobre o tatu-bola<\/a><\/span>, outra esp\u00e9cie brasileira amea\u00e7ada. O contato com Erica Pac\u00edfico arrematou os planos de Angela. \u201cErica foi muito receptiva, e logo seu carisma e sua paix\u00e3o pelo trabalho ficaram muito claros para mim tamb\u00e9m\u201d, conta a bi\u00f3loga.<\/p>\n<p>A empolga\u00e7\u00e3o inicial sofreu alguns baques com as dificuldades log\u00edsticas para a realiza\u00e7\u00e3o do document\u00e1rio \u2013 coloquem na conta indisponibilidade de energia el\u00e9trica no acampamento e a falta de um ve\u00edculo preparado para encarar trilhas esburacadas, por exemplo. Para vencer esses desafios, surgiu a ideia de uma campanha de <em>crowdfunding<\/em> para complementar o or\u00e7amento \u2013 at\u00e9 agora, o projeto contava apenas com investimentos particulares de seus autores e apoio da universidade para empr\u00e9stimo de equipamentos.<\/p>\n<p>Pesquisa, planejamento, roteiro e cronograma j\u00e1 est\u00e3o prontos. Com o dinheiro arrecadado na campanha \u2013 <span class=\"link-external\"><a class=\"external-link\" href=\"https:\/\/www.indiegogo.com\/projects\/to-catch-a-macaw\/x\/13676079#\/story\" target=\"_blank\">ainda aberta, confira<\/a><\/span>\u00a0\u2013 as filmagens finalmente come\u00e7ar\u00e3o, e prometem novos desafios. \u201cFaremos trilhas pesadas, \u00edngremes, sob o calor forte, carregando por volta de dez quilos de equipamento cada um. Teremos tamb\u00e9m que carregar pelo menos tr\u00eas litros de \u00e1gua conosco, para nos hidratarmos durante as filmagens\u201d, planeja Angela.<\/p>\n<p>Quando o document\u00e1rio estiver completo, em outubro deste ano, a ideia \u00e9 faz\u00ea-lo rodar o mundo em festivais de filmes do g\u00eanero. Para o futuro, os produtores j\u00e1 t\u00eam planos: filmar um novo document\u00e1rio, desta vez em Canudos, para mostrar como as comunidades locais convivem com o belo e amea\u00e7ado animal.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Erica Pac\u00edfico \u00e9 uma bi\u00f3loga brasileira que, h\u00e1 quase dez anos, dedica-se ao estudo e<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":40720,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/araras_azul.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/araras_azul-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/araras_azul-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/araras_azul.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/araras_azul.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/araras_azul.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/araras_azul.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/araras_azul.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/araras_azul.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/araras_azul.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Erica Pac\u00edfico \u00e9 uma bi\u00f3loga brasileira que, h\u00e1 quase dez anos, dedica-se ao estudo e","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40719"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40719"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40719\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40720"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40719"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40719"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40719"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}