{"id":40665,"date":"2016-04-23T12:48:41","date_gmt":"2016-04-23T15:48:41","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=40665"},"modified":"2016-04-23T12:49:12","modified_gmt":"2016-04-23T15:49:12","slug":"costura-de-retalhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/costura-de-retalhos\/","title":{"rendered":"Costura de retalhos"},"content":{"rendered":"<header class=\"entry-header\">\n<div class=\"entry-meta\">\n<div class=\"clearfix\"><span class=\"byline\"> Por<span class=\"author vcard\">\u00a0 J A N I C E\u00a0 K I S S<\/span><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"entry-featured entry-thumbnail\">\n<figure class=\"wp-caption\" style=\"width: 650px;\"><img loading=\"lazy\" class=\"attachment-patch-single-image wp-post-image\" src=\"http:\/\/www.pagina22.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/F-L-%C3%81V-I-A-S-A-K-A-I-G-O-O-G-L-E-MAP-S.jpg\" alt=\"Fl\u00e1via Sakai\" width=\"640\" height=\"806\" \/><\/p>\n<\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"entry-content\">\n<p><em>A vis\u00e3o que separa a natureza da agricultura apresentou sua conta. Para n\u00e3o retroceder, a produ\u00e7\u00e3o convencional aos poucos se aproxima de t\u00e9cnicas mais amig\u00e1veis ao ambiente<\/em><\/p>\n<p>Desde que o homem interveio na natureza e inventou a agricultura, essa atividade somou importantes conquistas em sua trajet\u00f3ria milenar, com plantas mais produtivas, colheitas fartas e sofisticadas tecnologias. Mas qual o pre\u00e7o do sucesso?<\/p>\n<p>No Brasil, esse custo ficou mais claro em 2006, segundo o soci\u00f3logo Ricardo Abramovay, professor s\u00eanior do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de S\u00e3o Paulo (IEE, na sigla em ingl\u00eas). \u201cFoi quando a sociedade se deu conta do avan\u00e7o das lavouras de soja na Amaz\u00f4nia\u201d, comenta.<\/p>\n<p>O professor se refere \u00e0 morat\u00f3ria da soja, acordo entre o setor produtivo e ambientalistas para barrar os embarques internacionais da oleaginosa cultivada na regi\u00e3o. Dois anos antes do pacto, a Amaz\u00f4nia havia atingido seu recorde de desmatamento em raz\u00e3o da expans\u00e3o desses plantios.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed, os agricultores passaram a lidar com o surgimento de v\u00e1rias \u201cpontes\u201d criadas para aproximar e compatibilizar agricultura e conserva\u00e7\u00e3o ambiental. \u201cAt\u00e9 porque n\u00e3o existe atividade humana mais inserida no meio ambiente que a agricultura\u201d, lembra Jos\u00e9 Eli da Veiga, professor s\u00eanior do IEE-USP.<\/p>\n<p>A mais recente delas \u00e9 o Cadastro Ambiental Rural (CAR), institu\u00eddo no \u00e2mbito do novo C\u00f3digo Florestal e que prev\u00ea o mapeamento georreferenciado\u00a0de todas as propriedades rurais brasileiras, independentemente do tamanho. O prazo para a inscri\u00e7\u00e3o dos im\u00f3veis termina em maio. A ferramenta \u00e9 considerada um avan\u00e7o na gest\u00e3o territorial do Pa\u00eds, porque associa o cadastro \u00e0 regulariza\u00e7\u00e3o ambiental da propriedade. \u201c\u00c9 uma seguran\u00e7a para o produtor,\u00a0que tem sua \u00e1rea reconhecida e chances de se programar em casos de <strong>passivo ambiental<\/strong>, o que n\u00e3o pode ser feito do dia para a noite\u201d, comenta Gustavo Junqueira, presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB).<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento, cerca de 2,25 milh\u00f5es de im\u00f3veis rurais do Pa\u00eds (65%\u00a0das propriedades) inscreveram-se no CAR, que conta com menor ades\u00e3o\u00a0das propriedades do Sul e do Nordeste. \u201cAvalio esse dado mais como dificuldade de preenchimento do que resist\u00eancia ao cadastramento\u201d,\u00a0afirma Junqueira.<\/p>\n<p><strong>NOVOS TEMPOS, NOVAS COBRAN\u00c7AS<\/strong><\/p>\n<p>O presidente da SRB faz parte da nova gera\u00e7\u00e3o de produtores rurais que soube entender as influ\u00eancias de temas socioambientais no campo e procurou conciliar-se com eles. \u201cA velha narrativa de ocupa\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rio n\u00e3o cabe mais nesse modelo\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Outra dessas \u201cpontes\u201d aconteceu h\u00e1 seis anos, com a cria\u00e7\u00e3o do Plano ABC (Agricultura de Baixo Carbono), do governo federal. O plano permite que\u00a0o produtor tenha acesso a tecnologias agr\u00edcolas que interferem de forma ben\u00e9fica no clima \u2013 a atividade \u00e9 considerada uma das principais emissoras de gases de efeito estufa \u2013, como a recupera\u00e7\u00e3o de pastagens degradadas, integra\u00e7\u00e3o entre lavoura, pecu\u00e1ria e floresta em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0s monoculturas, tratamento de dejetos animais etc.<\/p>\n<p>Mesmo com percal\u00e7os, como as taxas de juro que subiram de 5% para 8%, e as dificuldades em extens\u00e3o rural para uma melhor orienta\u00e7\u00e3o do produtor\u00a0sobre essas tecnologias, o programa atingiu R$ 3,65 bilh\u00f5es (8 mil contratos) no ciclo 2014\/2015: 35,67% maior em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra 2013\/2014. \u201cO\u00a0ABC \u00e9 de longe o mais bem-sucedido modelo de agricultura tropical do mundo, mas falta avan\u00e7ar\u201d, reconhece Roberto Rodrigues. O ex-ministro da\u00a0Agricultura est\u00e1 \u00e0 frente do Centro de Estudos do Agroneg\u00f3cio da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (GVAgro), que coordena o Observat\u00f3rio ABC.<\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o foi poss\u00edvel averiguar o impacto dos recursos contratados na redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases-estufa por falta de monitoramento. Por\u00e9m,\u00a0o Observat\u00f3rio estima que, de 2012 at\u00e9 2023, o potencial de mitiga\u00e7\u00e3o da agropecu\u00e1ria brasileira pode chegar a 1,8 bilh\u00e3o de toneladas de\u00a0<strong>CO2 equivalente<\/strong>. O n\u00famero \u00e9 dez vezes maior do que a meta de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es estipulada pelo Plano ABC e inclui apenas a ado\u00e7\u00e3o de tr\u00eas tecnologias de todo o plano \u2013 recupera\u00e7\u00e3o de pastagens; integra\u00e7\u00e3o lavoura-pecu\u00e1ria; e lavoura-pecu\u00e1ria-floresta.<\/p>\n<p>Do seu escrit\u00f3rio em Cingapura, Marcos Jank, especialista global em agroneg\u00f3cio, avalia essas evolu\u00e7\u00f5es como um caminho natural da atividade. \u201cUma agricultura de alta tecnologia, sem deixar de lado a conserva\u00e7\u00e3o, \u00e9 a\u00a0sa\u00edda para produzir alimentos para um mundo cada vez mais populoso\u201d, diz.<\/p>\n<p>Ele cita como exemplo a fazenda da fam\u00edlia, produtora de leite tipo A, em Descalvado (SP). Na propriedade, o esterco do gado \u00e9 tratado de forma\u00a0adequada para adubar \u00e1reas de pastagens e gr\u00e3os. Os cultivos de milho, soja e laranja s\u00e3o irrigados apenas quando os term\u00f4metros acusam a necessidade\u00a0de \u00e1gua. \u201cUsamos a tecnologia para o melhor uso da terra\u201d, comenta.<\/p>\n<p>Na sua opini\u00e3o, h\u00e1 tempos o agroneg\u00f3cio tem dado sinais de que se utiliza de \u201cpontes\u201d com o meio ambiente para conseguir resolver a equa\u00e7\u00e3o de escala\u00a0de produ\u00e7\u00e3o sem amplia\u00e7\u00e3o de \u00e1rea. \u201cO pa\u00eds investiu muito em melhoramento gen\u00e9tico de gr\u00e3os e animais para alcan\u00e7ar efici\u00eancia\u201d, diz Jank.<\/p>\n<p>O diretor do GVAgro Roberto Rodrigues corrobora o argumento do executivo ao exemplificar que, nos \u00faltimos 25 anos, a \u00e1rea de gr\u00e3os no Pa\u00eds cresceu 53%\u00a0e a produ\u00e7\u00e3o 250%. O mesmo aconteceu com a produ\u00e7\u00e3o de carnes \u2013 a bovina, por exemplo, aumentou em 100%, enquanto a \u00e1rea de pastagem diminuiu 20%.<\/p>\n<p>Embora esses \u00edndices sejam caros ao agroneg\u00f3cio, o professor Jos\u00e9 Eli da Veiga atenta que o alcance da maior produtividade tem alicerces em uma agricultura baseada no uso excessivo de agrot\u00f3xicos (o Brasil \u00e9 o maior consumidor global desses produtos) e de fertilizantes nitrogenados (principal nutriente das plantas) nas lavouras. \u201cA presen\u00e7a excessiva de nitrog\u00eanio no solo j\u00e1 se tornou um problema ambiental em muitos pa\u00edses, inclusive com a polui\u00e7\u00e3o de len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos\u201d, informa.<\/p>\n<p>A pecu\u00e1ria tamb\u00e9m \u00e9 um assunto delicado para o setor, pois \u00e9 apontada como uma das principais raz\u00f5es para a intensifica\u00e7\u00e3o do desmatamento ilegal.\u00a0A atividade ocupa hoje 200 milh\u00f5es de hectares do territ\u00f3rio nacional, e destes 70 milh\u00f5es de hectares est\u00e3o localizadas na Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica. Na avalia\u00e7\u00e3o\u00a0de Abramovay, do IEE, \u201cs\u00e3o tra\u00e7os de um velho Brasil que nem de longe despareceu\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Esse pa\u00eds arcaico, que restringe a liga\u00e7\u00e3o entre produzir e conservar, mostrou-se presente no novo C\u00f3digo Florestal, segundo o engenheiro agr\u00f4nomo\u00a0Jos\u00e9 Carlos Pedreira de Freitas, diretor da Hecta Desenvolvimento Empresarial nos Agroneg\u00f3cios. \u201cO C\u00f3digo Florestal, ao diferenciar \u00e1reas de explora\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de conserva\u00e7\u00e3o, aprofundou a atual cis\u00e3o que erroneamente existe entre produzir e conservar. Deveria ter constru\u00eddo pontes entre as duas e n\u00e3o individualizar os dois territ\u00f3rios\u201d, diz.<\/p>\n<p><strong>O CLIMA NO MEIO DO CAMINHO<\/strong><\/p>\n<p>Enquanto o Plano ABC procura alcan\u00e7ar mais espa\u00e7o no campo, o programa recebe refor\u00e7os de outras frentes. Criada h\u00e1 quase um ano e meio, a\u00a0<strong>Coaliz\u00e3o Brasil Clima, Florestas e Agricultura <\/strong>tem por objetivo tornar a agropecu\u00e1ria de baixo carbono majorit\u00e1ria em todo o Pa\u00eds. \u201cVivemos o momento da segunda onda da agricultura, voltada para a sustentabilidade\u00a0e a integra\u00e7\u00e3o das atividades\u201d, diz Luiz Cornacchioni, diretor-executivo da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do Agroneg\u00f3cio (Abag) e membro da Coaliz\u00e3o.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Juliana Cibim, professora de MBA de Meio Ambiente e Agroneg\u00f3cio na Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV), os produtores rurais de hoje\u00a0enfrentam muito mais cobran\u00e7as e situa\u00e7\u00f5es complexas que as gera\u00e7\u00f5es anteriores. \u201cEles fazem uma agricultura inserida em um cen\u00e1rio de mudan\u00e7a clim\u00e1tica\u201d, diz ela, que tamb\u00e9m \u00e9 coordenadora-executiva do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS).<\/p>\n<p>Eduardo Assad, pesquisador da Embrapa, trata desse tema desde 2008, quando coordenou o primeiro relat\u00f3rio da empresa sobre os efeitos do\u00a0clima na agricultura. Ele contribuiu tamb\u00e9m com o documento que avaliou os reveses das mudan\u00e7as nas temperaturas: <em>Brasil 2040 \u2013 Alternativas de\u00a0<\/em><em>Adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas<\/em>, feito em parceria por diversos grupos de pesquisa e encomendado pela Secretaria de Estudos Estrat\u00e9gicos da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica (SAE).<\/p>\n<p>A meta do trabalho \u00e9 entender como o clima pode afetar o Brasil no futuro e servir como ferramenta para embasar pol\u00edticas p\u00fablicas de adapta\u00e7\u00e3o\u00a0nas \u00e1reas da sa\u00fade, recursos h\u00eddricos, energia, agricultura e infraestrutura.<\/p>\n<p>Publicado no fim de 2015, o estudo revela que importantes cultivos como soja, milho, arroz e feij\u00e3o tendem a sofrer mais que outras planta\u00e7\u00f5es por causa do aquecimento do clima daqui a 25 anos, quando as altas temperaturas podem n\u00e3o poupar as fases de flora\u00e7\u00e3o e enchimento dos gr\u00e3os, primordiais para boas colheitas. \u201cOs impactos recair\u00e3o sobre produtores e consumidores\u201d, comenta Assad, um dos principais especialistas em mudan\u00e7a clim\u00e1tica no Pa\u00eds e tamb\u00e9m envolvido com o Plano ABC.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 apenas isso. As terras no <strong>Mapitoba <\/strong>correm o risco de desvaloriza\u00e7\u00e3o em decorr\u00eancia da possibilidade de os cultivos migrarem de\u00a0altas temperaturas, j\u00e1 t\u00edpicas da regi\u00e3o, para lugares mais frios. As perdas nacionais no campo decorrentes da reviravolta no clima j\u00e1 foram calculadas\u00a0em US$ 4 bilh\u00f5es em 2050, conforme outro levantamento, <em>Impactos das Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas na<\/em> <em>Produ\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola Brasileira<\/em>, coordenado por Assad.<\/p>\n<p>O setor de soja arcar\u00e1 com cerca de 50% delas. Por sinal, a oleaginosa apresenta sinais de n\u00e3o aguentar tanta secura. O Mato Grosso \u2013 principal produtor do gr\u00e3o \u2013 perdeu 1 milh\u00e3o de toneladas na safra 2015\/16 por causa da estiagem. \u201cO levantamento se baseia no cen\u00e1rio atuatual, caso nada seja feito para alter\u00e1-lo\u201d, diz Assad.<\/p>\n<p><strong>TUDO JUNTO E MISTURADO<\/strong><\/p>\n<p>O diretor da Hecta entende que os temas que dominam a agricultura t\u00eam mudado n\u00e3o apenas porque os tempos s\u00e3o outros. \u201cH\u00e1 uma press\u00e3o do consumidor sobre a origem dos produtos\u201d, afirma Pedreira. O consultor cita como exemplo o turismo rural, como os da Fazenda da Toca, em Corumbata\u00ed (SP), e da Fazenda Santa Adelaide, em Morungaba (SP), que abrem suas porteiras para mostrar a rotina no campo para quem vive distante dele.<\/p>\n<p>Segundo Pedreira, a evolu\u00e7\u00e3o da agricultura org\u00e2nica, vista com certo descr\u00e9dito d\u00e9cadas atr\u00e1s, tem a ver com esse comportamento. \u201cPor tr\u00e1s do produto sem agrot\u00f3xico h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o bem-sucedida entre cultivo de alimentos e meio ambiente. Conforme dados do Organics Brasil, esse mercado cresceu 25% no ano passado, em compara\u00e7\u00e3o a 2014, movimentando R$ 2,5 bilh\u00f5es. \u201cAinda \u00e9 um nicho por uma quest\u00e3o de falta de renda no Pa\u00eds\u201d, diz o diretor.<\/p>\n<p>E uma coisa puxa a outra. Segundo a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Empresas de Controle Biol\u00f3gico (ABC Bio), a ind\u00fastria de defensivos agr\u00edcolas biol\u00f3gicos\u00a0cresce entre 15% e 20% ao ano.<\/p>\n<p>A entidade aponta como principal raz\u00e3o uma nova mentalidade dos produtores, que buscam uma agricultura mais sustent\u00e1vel e valorizam o manejo integrado de pragas.<\/p>\n<p>H\u00e1 25 anos, quando come\u00e7ou a trabalhar com agrofloresta, o pesquisador Marcelo Arco-Verde, da Embrapa Florestas, sabia que resist\u00eancia era o principal obst\u00e1culo a ser enfrentado ao apresentar essa forma de cultivo para o agricultor. \u201cPlantar em meio a \u00e1rvores era coisa de maluco na \u00e9poca\u201d, relembra.<\/p>\n<p>Arco-Verde entende que a agrofloresta tem ainda outra vantagem: a de poder ser instalada em \u00e1reas de Reserva Legal. \u201c\u00c9 um modelo perfeito para entrar\u00a0na recomposi\u00e7\u00e3o de 57 milh\u00f5es de hectares exigida pelo C\u00f3digo Florestal\u201d, diz.<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o existam estat\u00edsticas que possam dimensionar a extens\u00e3o desse cultivo, o pesquisador explica que esse modelo agr\u00edcola est\u00e1 espalhado por todo o Pa\u00eds, de forma mais acentuada na Amaz\u00f4nia. \u201cNunca vai concorrer com a agricultura de escala. Mas a diversifica\u00e7\u00e3o faz bem a todo mundo, \u00e0 terra e ao produtor\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Fonte: Revista P\u00e1gina 22<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por\u00a0 J A N I C E\u00a0 K I S S A vis\u00e3o que separa<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por\u00a0 J A N I C E\u00a0 K I S S A vis\u00e3o que separa","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40665"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40665"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40665\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40665"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40665"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40665"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}