{"id":40659,"date":"2016-04-23T12:43:07","date_gmt":"2016-04-23T15:43:07","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=40659"},"modified":"2016-04-23T12:45:06","modified_gmt":"2016-04-23T15:45:06","slug":"a-casa-do-jaguar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-casa-do-jaguar\/","title":{"rendered":"A casa do jaguar"},"content":{"rendered":"<div class=\"entry-featured entry-thumbnail\">\n<figure class=\"wp-caption\" style=\"width: 650px;\"><img loading=\"lazy\" class=\"attachment-patch-single-image wp-post-image\" src=\"http:\/\/www.pagina22.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/jaguar.jpg\" alt=\"O trabalho pretende envolver os propriet\u00e1rios rurais \u00e0s margens do Rio Araguaia na composi\u00e7\u00e3o do que poder\u00e1 vir a ser o maior corredor de biodiversidade do mundo, com trechos de at\u00e9 40 quil\u00f4metros de largura, 20 de cada lado do rio, abarcando 10,4 milh\u00f5es de hectares ao todo\" width=\"640\" height=\"420\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">O trabalho pretende envolver os propriet\u00e1rios rurais \u00e0s margens do Rio Araguaia na composi\u00e7\u00e3o do que poder\u00e1 vir a ser o maior corredor de biodiversidade do mundo, com trechos de at\u00e9 40 quil\u00f4metros de largura, 20 de cada lado do rio, abarcando 10,4 milh\u00f5es de hectares ao todo<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"entry-content\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Apoiada na legisla\u00e7\u00e3o ambiental brasileira, organiza\u00e7\u00e3o holandesa tenta concretizar o projeto de um corredor verde ao longo de toda a extens\u00e3o do Rio Araguaia<\/em><\/p>\n<p>H\u00e1 uma boa chance de a natureza recuperar o espa\u00e7o perdido ao longo das margens do Rio Araguaia. Em muitos trechos, sobretudo em Goi\u00e1s e Tocantins, a vegeta\u00e7\u00e3o foi derrubada para dar lugar a lavouras e pastagens. A organiza\u00e7\u00e3o holandesa Black Jaguar Foundation (BJF) est\u00e1 angariando fundos para a execu\u00e7\u00e3o do Corredor Natural do Araguaia (<a href=\"http:\/\/www.black-jaguar.org\/\" target=\"_blank\">black-jaguar.org<\/a>). O objetivo \u00e9 recuperar a mata nativa onde for necess\u00e1rio para implantar uma faixa cont\u00ednua de mais de 2 mil quil\u00f4metros, desde a nascente do rio, no Parque Nacional das Emas, no\u00a0Cerrado goiano, at\u00e9 a sua foz, onde des\u00e1gua no Rio Tocantins, em Bel\u00e9m, no Par\u00e1.<\/p>\n<p>O trabalho pretende envolver os propriet\u00e1rios rurais \u00e0s margens do rio na composi\u00e7\u00e3o do que poder\u00e1 vir a ser o maior corredor de biodiversidade do\u00a0mundo, com trechos de at\u00e9 40 quil\u00f4metros de largura, 20 de cada lado do rio, abarcando uma \u00e1rea total de 10,4 milh\u00f5es de hectares, segundo a BJF.<\/p>\n<p>O projeto foi idealizado na d\u00e9cada passada pelo <strong>Instituto On\u00e7a-Pintada <\/strong>(a BJF assumiu a operacionaliza\u00e7\u00e3o) como um meio de fortalecer o elo entre a agricultura e a conserva\u00e7\u00e3o ambiental, atividades que se tornaram antag\u00f4nicas durante o per\u00edodo da<strong> Revolu\u00e7\u00e3o Verde<\/strong>.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o do professor titular do Departamento de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas da Escola Superior de Agricultura \u201cLuiz de Queiroz\u201d (Esalq), da Universidade\u00a0de S\u00e3o Paulo (USP), Ricardo Ribeiro Rodrigues, o corredor n\u00e3o \u00e9 uma proposta ambiental. \u201c\u00c9 ambiental-agr\u00edcola e representar\u00e1 um ganha-ganha para a regi\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Os alunos do Laborat\u00f3rio de Ecologia e Restaura\u00e7\u00e3o Florestal da Esalq coordenar\u00e3o o processo de reflorestamento do corredor em parceria com\u00a0a empresa Bioflora \u2013 Tecnologia da Restaura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>AO LADO DA LEI<\/strong><\/p>\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o ambiental brasileira, mais <strong>C\u00f3digo Florestal <\/strong>e o <strong>Programa de Regulariza\u00e7\u00e3o Ambiental PRA)<\/strong>, \u00e9 a grande aliada do Corredor do Araguaia. As propriedades rurais em todo o Pa\u00eds inevitavelmente ter\u00e3o de se adequar \u00e0s normas nos pr\u00f3ximos 20 anos (10% de recupera\u00e7\u00e3o florestal a cada dois anos), a contar da ades\u00e3o ao PRA, sem a qual o agricultor n\u00e3o tem acesso aos financiamentos. Ao se tornarem parceiros do projeto, os pequenos produtores rurais do Araguaia receber\u00e3o assist\u00eancia t\u00e9cnica e mudas nativas sem nenhum custo. Seus investimentos ser\u00e3o basicamente para pagar a m\u00e3o de obra.<\/p>\n<p>Um reflorestamento iniciado em 2 012 em propriedade do Cerrado goiano \u00e0s margens do Araguaia foi acompanhado e documentado pelos t\u00e9cnicos do projeto. Baseados nessa observa\u00e7\u00e3o, eles conclu\u00edram que, nessa regi\u00e3o, ser\u00e3o necess\u00e1rias cerca de 1.100 \u00e1rvores de 50 a 55 esp\u00e9cies Para isso, os ambientalistas, agr\u00f4nomos e t\u00e9cnicos envolvidos contam com o fato de que\u00a0os agricultores ribeirinhos t\u00eam prazo e meta para se adaptarem \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>O projeto foi idealizado na (a BJF oferece suporte para a\u00a0operacionaliza\u00e7\u00e3o) como um meio de fortalecer o elo entre a agricultura e a conserva\u00e7\u00e3o ambiental, atividades que diferentes por hectare. As propriedades no Cerrado demandar\u00e3o um acompanhamento mais intensivo da \u00e1rea reflorestada. J\u00e1 na Amaz\u00f4nia,\u00a0esse manejo ser\u00e1 mais simples. \u201cBasta plantar as mudas e deix\u00e1-las se desenvolver naturalmente. Em outras \u00e1reas, a mata poder\u00e1 se regenerar espontaneamente\u201d, afirma o ambientalista holand\u00eas Ben Valks, da BJF. O ambiente quente e chuvoso da Amaz\u00f4nia somado \u00e0s sementes e ao grande n\u00famero de p\u00e1ssaros presentes nas paisagens naturais s\u00e3o ingredientes para uma regenera\u00e7\u00e3o natural vigorosa na regi\u00e3o .<\/p>\n<p><strong>MAIS F\u00c1CIL DO QUE PARECE<\/strong><\/p>\n<p>A rea\u00e7\u00e3o de agricultores e quilombolas de Limoeiro do Ajuru (PA) abordados recentemente por uma equipe da BJF foi positiva. Ricardo Rodrigues conta\u00a0que, entre eles, muitos est\u00e3o atr\u00e1s de ajuda para formar sua APP e Reserva Legal, alguns por pura consci\u00eancia ambiental, outros por press\u00e3o da lei.<\/p>\n<p>Em outra experi\u00eancia recente de adequa\u00e7\u00e3o ambiental em propriedades de Paragominas (PA), Rodrigues relata que os agricultores costumam se surpreender positivamente ao receber os diagn\u00f3sticos das propriedades. Em geral esperam encontrar muito mais irregularidades do que realmente existe. Esse \u00e9 um bom momento, segundo ele, para refor\u00e7ar a ideia de que a quest\u00e3o ambiental n\u00e3o \u00e9 impedimento para a sustentabilidade econ\u00f4mica da propriedade agr\u00edcola. \u201cO impeditivo \u00e9 a falta de uma boa orienta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica na ocupa\u00e7\u00e3o das \u00e1reas\u201d, afirma o bi\u00f3logo. \u201cParcerias para esse tipo de orienta\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e3o sendo negociadas com a Embrapa.\u201d<\/p>\n<p>As propostas de constitui\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de Reserva Legal ser\u00e3o realizadas dentro dessa perspectiva da sustentabilidade econ\u00f4mica da propriedade.\u00a0A lei permite que essas \u00e1reas a serem reconstitu\u00eddas poder\u00e3o ter aproveitamento econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>\u201cO corte raso est\u00e1 vetado\u201d, explica o professor da Esalq. \u201cMas o produtor vai poder retirar de l\u00e1 madeira em uso sustent\u00e1vel, frut\u00edferas nativas, mel\u00edferas e plantas ornamentais.\u201d<\/p>\n<p><strong>DOA\u00c7\u00d5ES<\/strong><\/p>\n<p>A iniciativa para viabilizar comercialmente a etapa de mapeamento do corredor est\u00e1 sendo lan\u00e7ada neste primeiro semestre. Seiscentas pessoas, f\u00edsicas ou jur\u00eddicas, de v\u00e1rias partes do mundo est\u00e3o sendo convidadas a doar \u20ac$ 1.000, \u20ac$ 5.000 ou \u20ac$ 10.000 mil \u2013 h\u00e1 outros patamares de doa\u00e7\u00f5es de grandes empresas multinacionais que chegam ao valor de \u20ac$ 1 milh\u00e3o. Em troca, os doadores, al\u00e9m de receberem uma escultura da on\u00e7a-preta, poder\u00e3o participar da Campanha TheLast600, uma esp\u00e9cie de marketing verde (<a href=\"http:\/\/www.thelast600.org\/\" target=\"_blank\">www.TheLast600.org<\/a>\u00a0).\u201cEstamos falando do plantio n\u00e3o de milh\u00f5es, mas de bilh\u00f5es de \u00e1rvores\u201d, justifica Valks.<\/p>\n<p>Nesta etapa de mapeamento, os organizadores esperam identificar todos os propriet\u00e1rios na \u00e1rea do corredor. \u201cQueremos apresentar o projeto. Acreditamos que hoje 70% das propriedades perten\u00e7am a empresas multinacionais\u201d, afirma Valks. Ele acredita que essas empresas ter\u00e3o interesse\u00a0em colaborar com o corredor, n\u00e3o apenas porque precisam se adequar \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m pela oportunidade de poder contribuir com uma proposta ambiental de grande porte.<\/p>\n<p>Andr\u00e9 Nave, diretor da Bioflora Tecnologia da Restaura\u00e7\u00e3o, afirma que, t\u00e3o logo as propriedades estejam mapeadas e as irregularidades identificadas, a empresa come\u00e7ar\u00e1 a apresentar propostas de metodologia de recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cCriaremos projetos para cada propriet\u00e1rio mostrando as \u00e1reas que precisam ser recuperadas e quando e como recuper\u00e1-las. A gente coloca tudo dentro de um cronograma que j\u00e1 est\u00e1 estipulado dentro da pr\u00f3pria legisla\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Criar um h\u00e1bitat seguro para a on\u00e7a-preta n\u00e3o \u00e9 o objetivo maior do corredor. O felino se tornou s\u00edmbolo da proposta por ser topo de cadeia e por\u00a0estar em risco de extin\u00e7\u00e3o. H\u00e1 apenas cerca de 600 deles na natureza. \u201cEscolhemos o jaguar preto como \u00edcone porque a preocupa\u00e7\u00e3o com o\u00a0seu destino simboliza um comprometimento com todas as esp\u00e9cies em situa\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria\u201d, afirma\u00a0Valks.<\/p>\n<p>Fonte: P\u00e1gina 22<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O trabalho pretende envolver os propriet\u00e1rios rurais \u00e0s margens do Rio Araguaia na composi\u00e7\u00e3o do<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O trabalho pretende envolver os propriet\u00e1rios rurais \u00e0s margens do Rio Araguaia na composi\u00e7\u00e3o do","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40659"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40659"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40659\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40659"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40659"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40659"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}