{"id":40613,"date":"2016-04-23T12:00:27","date_gmt":"2016-04-23T15:00:27","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=40613"},"modified":"2016-04-23T09:28:43","modified_gmt":"2016-04-23T12:28:43","slug":"como-a-humanidade-deve-se-alimentar-em-2050","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/como-a-humanidade-deve-se-alimentar-em-2050\/","title":{"rendered":"Estudo mostra como a humanidade deve se alimentar em 2050"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/alimentacao-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-40614\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/alimentacao-2-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/alimentacao-2-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/alimentacao-2.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Estudo aponta ser poss\u00edvel produzir alimentos suficientes para os quase 10 bilh\u00f5es de habitantes que o planeta deve ter em meados do s\u00e9culo. Para isso, \u00e9 essencial mudar a dieta, sobretudo comendo menos carne.<\/p>\n<div class=\"longText\">\n<p>A ONU estima que, dos 7,1 bilh\u00f5es atuais, at\u00e9 2050 a popula\u00e7\u00e3o mundial passar\u00e1 a 9,7 bilh\u00f5es. Algo que preocupa quando se pensa em todas as bocas a alimentar \u2013 ainda mais tendo em vista como a agricultura industrial afeta o planeta com eros\u00e3o, emiss\u00f5es de CO2, poluentes qu\u00edmicos e perda de biodiversidade.<\/p>\n<p>No entanto, um estudo publicado nesta semana pela revista <em>Nature<\/em> traz boas not\u00edcias: h\u00e1 maneiras de fornecer alimentos para uma popula\u00e7\u00e3o de at\u00e9 10 bilh\u00f5es de pessoas e, ao mesmo tempo, manter as florestas que restam intactas.<\/p>\n<p>E isso at\u00e9 mesmo sem mudan\u00e7as dr\u00e1sticas na dieta humana, afirma Karl-Heinz Erb, principal autor do estudo. Mas \u00e9 necess\u00e1rio encontrar um equil\u00edbrio entre o tipo de m\u00e9todos agr\u00edcolas utilizados, a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente e a alimenta\u00e7\u00e3o di\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Consumo de carne<\/strong><\/p>\n<p>O estudo aponta que a quantidade de carne consumida \u00e9 um fator importante. Se a humanidade abrisse m\u00e3o de produtos animais, tornando-se vegana, se precisaria de menos espa\u00e7o para cultivo em 2050 do que no ano 2000, mesmo com uma popula\u00e7\u00e3o mundial significativamente maior.<\/p>\n<p>Contudo, se a humanidade continuar comendo carne como hoje, em meados do s\u00e9culo ser\u00e3o necess\u00e1rios mais de 50% de \u00e1reas agr\u00edcolas adicionais, prev\u00ea o estudo.<\/p>\n<div class=\"col2\">\n<div class=\"group\">\n<div class=\"standaloneWrap\">\n<div class=\"imgTeaserM video\" data-media-id=\"19185018\">\n<div class=\"mediaItem\" data-media-id=\"19185018\">\n<div class=\"teaserImg\">\n<div class=\"customPlayBtn\">\n<div class=\"playBtnImgBox\">Culto \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel pode virar doen\u00e7a<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&#8220;Se virmos uma forte onda de dietas vegetarianas ou veganas, at\u00e9 mesmo nas classes mais baixas, podemos ter cen\u00e1rios fact\u00edveis, pois a demanda [de carne] n\u00e3o seria t\u00e3o grande&#8221;, afirma Erb.<\/p>\n<p>Os pesquisadores se basearam principalmente em proje\u00e7\u00f5es da demanda de alimentos tra\u00e7adas pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura (FAO), que preveem forte intensifica\u00e7\u00e3o da agricultura. Mas os cientistas tamb\u00e9m analisaram cen\u00e1rios com colheitas menores \u2013 como resultado ou de uma mudan\u00e7a em dire\u00e7\u00e3o a m\u00e9todos menos intensivos, como a agricultura org\u00e2nica, ou de impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas que reduzam a produtividade.<\/p>\n<p><strong>Status quo<\/strong><\/p>\n<p>Erb afirma que cen\u00e1rios &#8220;<em>business as usual<\/em>&#8221; \u2013 ou seja, manter os m\u00e9todos atuais \u2013 at\u00e9 s\u00e3o poss\u00edveis em termos de disponibilidade alimentar, mas fora os custos ecol\u00f3gicos que acarreta, \u00e9 question\u00e1vel se s\u00e3o desej\u00e1veis ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo em que dietas tipicamente ocidentais, com muita carne e alimentos processados, n\u00e3o s\u00e3o saud\u00e1veis, uma em cada nove pessoas no mundo &#8220;n\u00e3o tem alimento suficiente para levar uma vida saud\u00e1vel&#8221;, segundo o Programa Alimentar Mundial, da ONU.<\/p>\n<p>A partir dessa perspectiva, a quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 tanto a possibilidade de manter o status quo \u00e0 medida que a popula\u00e7\u00e3o mundial cresce, mas sim como encontrar rapidamente melhores maneiras de alimentar o mundo.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Luis Vivero Pol, pesquisador da Universidade de Louvain, na B\u00e9lgica, argumenta que a nutri\u00e7\u00e3o b\u00e1sica deveria ser garantida, da mesma maneira que muitos pa\u00edses garantem acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n<div class=\"picBox full \">\n<p><a class=\"overlayLink init\" href=\"http:\/\/www.dw.com\/pt\/como-a-humanidade-deve-se-alimentar-em-2050\/a-19206533#\" rel=\"nofollow\"> <img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Agricultura intensiva e monocultura, como a da soja, t\u00eam altos custos ambientais\" src=\"http:\/\/www.dw.com\/image\/0,,17966190_401,00.jpg\" alt=\"M\u00e1quina agr\u00edcola em meio a planta\u00e7\u00e3o\" width=\"640\" height=\"360\" border=\"0\" \/> <\/a>Agricultura intensiva e monocultura, como a da soja, t\u00eam altos custos ambientais<\/p>\n<\/div>\n<p><strong>Problema do desperd\u00edcio<\/strong><\/p>\n<p>O especialista em governan\u00e7a alimentar afirma que o desafio n\u00e3o \u00e9 encontrar maneiras de aumentar a produ\u00e7\u00e3o de alimentos, pois j\u00e1 se produzi o suficiente para alimentar quase 9 bilh\u00f5es de pessoas. O problema \u00e9 que um ter\u00e7o dessa produ\u00e7\u00e3o \u00e9 desperdi\u00e7ado \u2013 problema tamb\u00e9m aprontado no estudo publicado na Nature.<\/p>\n<p>&#8220;Por a comida ser t\u00e3o barata, n\u00e3o nos importa desperdi\u00e7ar um ter\u00e7o dela \u2013 ainda \u00e9 rent\u00e1vel&#8221;, comentou Pol \u00e0 DW. &#8220;Isso seria imposs\u00edvel em qualquer outra cadeia de produ\u00e7\u00e3o industrial.&#8221;<\/p>\n<p>Ele culpa a cultura de n\u00e3o dar valor \u00e0 comida pelo conceito de produzir o m\u00e1ximo de comida poss\u00edvel a custos m\u00ednimos. No Ocidente industrializado, acredita-se que se pode comer tanta carne quanto se quer, pensando-se pouco na grande quantidade de alimentos jogados no lixo, diz.<\/p>\n<p>Quando consumidores fazem escolhas que t\u00eam um impacto t\u00e3o negativo, o Estado precisa intervir, aponta Pol \u2013 por exemplo, redirecionando os enormes subs\u00eddios \u00e0 agricultura industrial para pr\u00e1ticas mais sustent\u00e1veis, e taxando ou limitando a venda de carne.<\/p>\n<p>Karl-Heinz Erb salienta que seu estudo n\u00e3o \u00e9 sobre seguran\u00e7a alimentar em geral, mas sim sobre assegurar que h\u00e1 capacidade de produzir comida suficiente, considerando os n\u00edveis atuais de consumo. Os resultados podem ser interpretados como uma alternativa oferecida \u00e0 humanidade: entre preservar ecossistemas e a sa\u00fade humana, e sistemas de produ\u00e7\u00e3o de alimentos que n\u00e3o saud\u00e1veis para as pessoas nem para o planeta.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"gallery col3\">\n<div class=\"imgTeaserL slideshow noDim\" data-title=\"Dez superalimentos e seus superpoderes\" data-id=\"19008250\" data-date=\"20160127\" data-datetime=\"201601272031\">\n<ul class=\"slides\">\n<li class=\"first\">\n<div class=\"teaserImg\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"A\u00e7a\u00ed\" src=\"http:\/\/www.dw.com\/image\/0,,18963613_303,00.jpg\" width=\"640\" height=\"360\" border=\"0\" \/><\/div>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo aponta ser poss\u00edvel produzir alimentos suficientes para os quase 10 bilh\u00f5es de habitantes que<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":40614,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/alimentacao-2.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/alimentacao-2-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/alimentacao-2-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/alimentacao-2.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/alimentacao-2.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/alimentacao-2.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/alimentacao-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/alimentacao-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/alimentacao-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/alimentacao-2.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Estudo aponta ser poss\u00edvel produzir alimentos suficientes para os quase 10 bilh\u00f5es de habitantes que","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40613"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40613"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40613\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40614"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40613"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40613"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40613"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}