{"id":40443,"date":"2016-04-10T14:47:05","date_gmt":"2016-04-10T17:47:05","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=40443"},"modified":"2016-04-10T14:47:05","modified_gmt":"2016-04-10T17:47:05","slug":"lagrimas-do-rio-doce","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/lagrimas-do-rio-doce\/","title":{"rendered":"L\u00e1grimas do Rio Doce"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"\n                Comunidades ribeirinhas do Rio Doce, que dependiam da pesca para a subsist\u00eancia, tiveram a vida alterada ap\u00f3s o desastre\n              \" src=\"http:\/\/msalx.viajeaqui.abril.com.br\/2016\/04\/07\/1740\/6IivB\/09-riodoce.jpeg?1460061662\" alt=\"\n                Comunidades ribeirinhas do Rio Doce, que dependiam da pesca para a subsist\u00eancia, tiveram a vida alterada ap\u00f3s o desastre\n              \" width=\"640\" height=\"424\" \/>Em cada paisagem, cen\u00e1rios de tristeza num rio que j\u00e1 foi considerado um dos locais de maior biodiversidade do mundo. Hoje, al\u00e9m do assoreamento, polui\u00e7\u00e3o, seca, destrui\u00e7\u00e3o de nascentes e derrubada das matas ciliares, vemos o Rio Doce entre o c\u00e9u e a lama.<\/p>\n<p>O rompimento da barragem de rejeitos da Samarco, em novembro de 2015, trouxe trag\u00e9dia e l\u00e1grimas \u00e0s comunidades ribeirinhas e aos rios que correm daquele ponto at\u00e9 o mar.<\/p>\n<p>Na primeira semana da trag\u00e9dia, em uma expedi\u00e7\u00e3o do Instituto \u00daltimos Ref\u00fagios, percorremos o rio \u2013 do Esp\u00edrito Santo at\u00e9 Minas Gerais \u2013 para encontrar a &#8220;lama mort\u00edfera&#8221;. Vimos as belezas da fauna que seriam perdidas. Pelo erro nas previs\u00f5es da chegada dos rejeitos, chegamos a acreditar que haviam se dissipado. Por\u00e9m, em Governador Valadares (MG) o verde da vegeta\u00e7\u00e3o da margem contrasta com o marrom alaranjado que agora tinge o Rio Doce, onde encontramos um cen\u00e1rio desolador, com milhares de peixes morrendo.<\/p>\n<p>Voltamos aos mesmos locais uma semana depois para procurar os animais que hav\u00edamos registrado. Encontramos mais morte, incluindo de aves. A \u00e1gua alaranjada chegava ao mar iniciando uma nova etapa do desastre.<\/p>\n<p>A terceira expedi\u00e7\u00e3o foi um m\u00eas ap\u00f3s a primeira. Gravamos entrevistas com pessoas que dependem do rio como fonte de \u00e1gua, alimento e renda, elas n\u00e3o sabem o que o futuro trar\u00e1. Em Reg\u00eancia (ES), na foz do Rio Doce, as tartarugas nascem em uma situa\u00e7\u00e3o normalmente dif\u00edcil e agora, com a condi\u00e7\u00e3o atual do ambiente, essa etapa se tornou ainda mais desafiadora.<\/p>\n<p>Essa trag\u00e9dia \u00e9 um reflexo de que seguimos um caminho sem volta em dire\u00e7\u00e3o a um colapso. Devemos trabalhar em conjunto para continuarmos habitando o planeta. Popula\u00e7\u00e3o, governo e empresas precisam entender que a sustentabilidade \u00e9 o \u00fanico caminho vi\u00e1vel.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma das maiores cat\u00e1strofes ambientais do Brasil. E, por ser fot\u00f3grafo de natureza, isso me marcou profundamente. \u00c9 dif\u00edcil fotografar com os olhos cheios de l\u00e1grimas vendo milhares de vidas e sonhos sendo levadas em fun\u00e7\u00e3o de um desenvolvimento que n\u00e3o se sustenta.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/hyiC8WgMEj4?autoplay=0\" width=\"639\" height=\"639\" frameborder=\"0\">&lt;!&#8211; video &#8211;&gt;<\/iframe><\/p>\n<p><strong>Campanha L\u00e1grimas do Rio Doce<\/strong><\/p>\n<p>Com o intuito de chamar a aten\u00e7\u00e3o para o desastre ambiental ocorrido no Rio Doce e, com isso, criar mecanismos de apoio \u00e0s v\u00edtimas dessa cat\u00e1strofe, o <a href=\"http:\/\/www.ultimosrefugios.org.br\" target=\"_blank\" rel=\"Instituto \u00daltimos Ref\u00fagios\"><strong>Instituto \u00daltimos Ref\u00fagios <\/strong><\/a>est\u00e1 arrecadando fundos, por meio de crowdfunding, a fim de criar um acervo digital com fotografias e v\u00eddeos que d\u00ea voz a essas v\u00edtimas. Voc\u00ea pode contribuir com este nobre projeto acessando: <a href=\"https:\/\/www.catarse.me\/lagrimas\" target=\"_blank\" rel=\"https:\/\/www.catarse.me\/lagrimas\">https:\/\/www.catarse.me\/lagrimas<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/zX11uEaCZlY?autoplay=0\" width=\"640\" height=\"360\" frameborder=\"0\">&lt;!&#8211; video &#8211;&gt;<\/iframe><\/p>\n<p>*<em>Cada visualiza\u00e7\u00e3o deste clipe se transforma em uma doa\u00e7\u00e3o para um fundo de assist\u00eancia as fam\u00edlias ribeirinhas com a finalidade de promover obras sociais comunit\u00e1rias.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Instituto \u00daltimos Ref\u00fagios<\/strong><\/p>\n<p><em>O Instituto \u00daltimos Ref\u00fagios, organiza\u00e7\u00e3o socioambiental e cultural sem fins lucrativos, atua desde 2006 na difus\u00e3o e sensibiliza\u00e7\u00e3o ambiental, estimulando o di\u00e1logo entre sociedade, outras organiza\u00e7\u00f5es ambientais, institui\u00e7\u00f5es privadas e governamentais. Por meio de livros fotogr\u00e1ficos, v\u00eddeo-document\u00e1rios, exposi\u00e7\u00f5es multim\u00eddia e projetos com crian\u00e7as, convida o p\u00fablico a contemplar as belezas e a conhecer os problemas enfrentados por \u00e1reas naturais protegidas ou n\u00e3o. Apesar de capixada a institui\u00e7\u00e3o mobiliza, hoje em dia, um grande n\u00famero de defensores da natureza em todo o territ\u00f3rio nacional. Por meio do voluntariado, de seguidores em seus canais sociais, ou de projetos realizados, os trabalhos do Instituto \u00daltimos Ref\u00fagios repercutem para al\u00e9m das fronteiras do Esp\u00edrito Santo e do Brasil.<\/em><\/p>\n<p>Fonte: National Geographic Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em cada paisagem, cen\u00e1rios de tristeza num rio que j\u00e1 foi considerado um dos locais<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Em cada paisagem, cen\u00e1rios de tristeza num rio que j\u00e1 foi considerado um dos locais","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40443"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40443"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40443\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40443"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40443"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40443"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}