{"id":40435,"date":"2016-04-10T14:29:04","date_gmt":"2016-04-10T17:29:04","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=40435"},"modified":"2016-04-10T14:29:04","modified_gmt":"2016-04-10T17:29:04","slug":"paraibano-recorre-a-perfuracao-de-pocos-para-ver-se-nasce-uma-planta-no-chao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/paraibano-recorre-a-perfuracao-de-pocos-para-ver-se-nasce-uma-planta-no-chao\/","title":{"rendered":"Paraibano recorre a perfura\u00e7\u00e3o de po\u00e7os \u2018para ver se nasce uma planta no ch\u00e3o\u2019"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/seca.jpg\" rel=\"attachment wp-att-40436\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-40436\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/seca-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/seca-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/seca.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Com a inten\u00e7\u00e3o de ver se nasce uma planta no ch\u00e3o, assim como narrado na m\u00fasica de Waldeck Artur de Macedo (o Gordurinha)\u00a0em parceria com o compositor Nelinho, o paraibano recorre a perfura\u00e7\u00e3o de po\u00e7os artesianos.\u00a0Na Para\u00edba, segundo a Ag\u00eancia Executiva de Gest\u00e3o das \u00c1guas (Aesa), o risco de saliniza\u00e7\u00e3o \u00e9 m\u00ednimo, pois o principal aqu\u00edfero localizado no Litoral est\u00e1 bem recarregado e h\u00e1 poucos po\u00e7os, j\u00e1 que a maior parte do abastecimento \u00e9 de \u00e1guas superficiais. No entanto,\u00a0em Campina Grande a seca fez aumentar a procura pelos po\u00e7os, o que pode prejudicar o len\u00e7ol fre\u00e1tico, principalmente, porque em muitos casos n\u00e3o h\u00e1 fiscaliza\u00e7\u00e3o. Ao todo, s\u00e3o 3.676 po\u00e7os cadastrados no Estado, sendo 95% artesianos, de grande profundidade.<\/p>\n<p>Na regi\u00e3o da Rainha da Borborema a procura pela perfura\u00e7\u00e3o de po\u00e7os artesianos aumentou significativamente. Empresas legalizadas no segmento reclamam da falta de fiscaliza\u00e7\u00e3o por parte do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-PB) e aumento das perfuratrizes clandestinas. Outra tend\u00eancia s\u00e3o as perfura\u00e7\u00f5es do solo cada vez mais profundas, indo muito al\u00e9m dos 50 metros recomendados pela Diretoria de Recursos Minerais e Hidrogeologia (DRMH).<\/p>\n<p>O diretor administrativo da empresa Ivel, de constru\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de po\u00e7os artesianos, Pablo Levy, disse que, nesses anos cinco anos de estiagem, j\u00e1 chegou a perfurar po\u00e7os em Campina Grande com at\u00e9 150 metros de profundidade. At\u00e9 2013, a empresa Ivel perfurava 1 a 2 po\u00e7os por m\u00eas em Campina Grande. Agora a m\u00e9dia \u00e9 de at\u00e9 6 po\u00e7os por semana.<\/p>\n<p>\u201cQuanto maior a profundidade, mas caro ser\u00e1 o servi\u00e7o, pois al\u00e9m do trabalho dobrado, o solo exige mais da m\u00e1quina. No entanto, isso n\u00e3o \u00e9 garantia de encontrar \u00e1gua. Pode se gastar mais de R$ 20 mil na perfura\u00e7\u00e3o e n\u00e3o encontrar vaz\u00e3o\u201d, explicou Pablo.<\/p>\n<p>De acordo com Pablo Levy, \u201ctodo po\u00e7o artesiano \u00e9 uma obra de engenharia\u201d, e como tal, quando estas obras s\u00e3o realizadas por empresas clandestinas, sem o aval de profissionais regulamentados pelos \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o, o resultado poder\u00e1 ser mal sucedido. \u201cSem qualifica\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica tudo \u00e9 arriscado. \u00c9 como se voc\u00ea comprasse um cd pirata e esperasse a qualidade de um original\u201d, disse.<\/p>\n<p><strong>Concorr\u00eancia desleal<\/strong><\/p>\n<p>Outro problema relatado pelo diretor da Ivel \u00e9 o fato das empresas clandestinas perfurarem os po\u00e7os a pre\u00e7os inferiores aos de mercado e sem nenhum tipo de estudo t\u00e9cnico, comprometendo n\u00e3o s\u00f3 os neg\u00f3cios, mas a reserva h\u00eddrica do Estado. \u201cN\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o dinheiro, \u00e9 tudo. Os \u00f3rg\u00e3os recomendam que n\u00e3o perfuremos po\u00e7os artesianos em cal\u00e7adas. Um cliente vem aqui, eu n\u00e3o fa\u00e7o o servi\u00e7o, ele procura um trabalhado clandestino e consegue o que quer sem que ningu\u00e9m os impe\u00e7a. \u00c9 uma concorr\u00eancia desleal. Al\u00e9m disso, o Estado n\u00e3o tem nem como prever o estrago que eles causam no subsolo. H\u00e1 uma semana procurei o Crea para solicitar que eles fiscalizassem a situa\u00e7\u00e3o, mas disseram que s\u00f3 tinham dois fiscais para dar conta de 120 munic\u00edpios\u201d, afirmou Pablo Levy.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone img-responsive wp-image-29272\" src=\"http:\/\/correiodaparaiba.com.br\/wp-content\/uploads\/956879f69179755039648907b0eeac8e.jpg\" alt=\"\u00c1gua na PB\" width=\"640\" height=\"376\" \/><\/p>\n<p><strong>Aesa tem que fiscalizar<\/strong><\/p>\n<p>A Aesa \u00e9 respons\u00e1vel pela fiscaliza\u00e7\u00e3o e controle de \u00e1guas superficiais e subterr\u00e2neas em n\u00edvel municipal e estadual. Para o diretor de acompanhamento e controle, Porf\u00edrio Cartaxo, o uso da \u00e1gua subterr\u00e2nea n\u00e3o \u00e9 um agravo na crise h\u00eddrica e sim um aux\u00edlio, mas, lembra que o recurso \u00e9 limitado. \u201cQuase 90% est\u00e1 no cristalino, uma forma\u00e7\u00e3o rochosa, outras partes est\u00e3o em sedimentos. Se est\u00e1 sendo retirada para consumo, evita que seja usada a dos mananciais. \u00c9 \u00e1gua de fenda, reabastecida com as chuvas. Claro, que se usar em demasia, tem o risco de secar. Por\u00e9m, pelos estudos que temos isso n\u00e3o vai acontecer. Al\u00e9m da recarga no litoral estar satisfat\u00f3ria, temos o controle. No cristalino, o mau uso nem existe\u201d, declarou.<\/p>\n<p>Toda pessoa, f\u00edsica e jur\u00eddica que deseja fazer qualquer perfura\u00e7\u00e3o, obra h\u00eddrica, adutora ou capta\u00e7\u00e3o de \u00e1gua tem que ter autoriza\u00e7\u00e3o da Aesa. E s\u00f3 isso n\u00e3o basta. Depois ainda \u00e9 preciso a outorga de uso, v\u00e1lida por um ano, que \u00e9 concedida com base na vaz\u00e3o do po\u00e7o e a utilidade. Conforme Porf\u00edrio, se for abaixo de 2m<sup>3<\/sup> a outorga \u00e9 dispensada. E se o uso for para consumo humano, o propriet\u00e1rio tamb\u00e9m precisa apresentar teste de qualidade. Se faltar qualquer documento desses, \u00e9 considerado irregular.<\/p>\n<p><strong>N\u00fameros no Estado<\/strong><\/p>\n<p><strong>20 <\/strong>bacias<\/p>\n<p><strong>3.676 <\/strong>po\u00e7os cadastrados<\/p>\n<p><strong>428 <\/strong>outorgados<\/p>\n<p><strong>3.419 <\/strong>com outorga vencida<\/p>\n<p><strong>1.156 <\/strong>com processo de outorga em andamento<\/p>\n<p><em>(Fonte: Aesa)<\/em><\/p>\n<p><strong>A fiscaliza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O po\u00e7o amazonas, conhecido como cacimb\u00e3o possui cerca de 5m de profundidade, diferente do artesiano, atinge o cristalino, com mais de 50m. em todo o Estado, existem 14 fiscais para autuar po\u00e7os clandestinos. Porf\u00edrio n\u00e3o informou quantas visitas foram realizadas e nem a quantidade de notifica\u00e7\u00f5es, mas, acredita que o n\u00famero supre a demanda. \u201cIsso n\u00e3o impede que outros funcion\u00e1rios que v\u00e3o para fazer outro servi\u00e7o realizem a fiscaliza\u00e7\u00e3o. Somos todos fiscais. Al\u00e9m de verificar den\u00fancias, fazemos visitas de rotina. Se houver irregularidade, notificamos. Se em 15 dias o problema permanecer, lacramos o po\u00e7o. Retornamos \u00e0 propriedade para ver se o lacre n\u00e3o foi rompido, o que \u00e9 crime, mas, isso nunca aconteceu. Na Grande Jo\u00e3o Pessoa, a fiscaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 mais intensiva, junto com a Cagepa, visitamos as casas, os condom\u00ednios, lava a jato e empresas comerciais\u201d, explicou o diretor.<\/p>\n<p>\u201cO mau uso ocorre mais na retirada de manancial, de rios. Em po\u00e7o, as pessoas que querem fazer uso m\u00faltiplo, como consumo humano, animal e irriga\u00e7\u00e3o j\u00e1 informam na outorga. O maior problema que identificamos \u00e1 a falta do pedido antes de cavar. \u00c0s vezes por desconhecimento, ou pela cultura de fazer. O cidad\u00e3o pode at\u00e9 n\u00e3o saber que precisa, mas, a empresa que cava sabe e tem que orientar. Na zona urbana isso ocorre menos porque \u00e9 mais fiscalizado. S\u00f3 que \u00e0s vezes um condom\u00ednio perfura para a constru\u00e7\u00e3o e depois continua usando. Temos po\u00e7os cadastrados que n\u00e3o est\u00e3o outorgados. Isso n\u00e3o significa que s\u00e3o clandestinos. Muitos secaram\u201d, destacou Porf\u00edrio.<\/p>\n<p>Segundo Porf\u00edrio, n\u00e3o h\u00e1 contamina\u00e7\u00e3o no cristalino, \u201cA saliniza\u00e7\u00e3o s\u00f3 decorre quando rebaixa o n\u00edvel do aqu\u00edfero e a cunha salina entra e vira salobra. Por enquanto, isso n\u00e3o tem possibilidade por conta da recarga satisfat\u00f3ria. Nos \u00faltimos 10 anos n\u00e3o houve nenhuma altera\u00e7\u00e3o significativa. Em janeiro, choveu acima da m\u00e9dia e j\u00e1 vamos entrar no per\u00edodo chuvoso. O problema em Recife \u00e9 que l\u00e1 tem muito po\u00e7o, n\u00e3o temos tantos\u201d, esclareceu.<\/p>\n<p><strong>Estudo em Recife<\/strong><\/p>\n<p>Um estudo de Ricardo Hirata, pesquisador do Centro de Pesquisas de \u00c1guas Subterr\u00e2neas (Cepas) da Universidade de S\u00e3o Paulo, com apoio da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (FAPESP), revelou que a saliniza\u00e7\u00e3o causada pelo uso indiscriminado na Regi\u00e3o Metropolitana de Recife pode ser irrevers\u00edvel. S\u00e3o 14 mil po\u00e7os que abastecem 28% da popula\u00e7\u00e3o, sendo 70% ilegais.<\/p>\n<p><strong>Fiscais da Aesa:<\/strong><\/p>\n<p>3 em Jo\u00e3o Pessoa<\/p>\n<p>4 em Campina Grande<\/p>\n<p>4 em Patos<\/p>\n<p>3 em Sousa<\/p>\n<p><strong>Para abastecimento<\/strong><\/p>\n<p>18 po\u00e7os tubulares ativados na Regi\u00e3o Metropolitana de Jo\u00e3o Pessoa<\/p>\n<p>325 litros\/segundo<\/p>\n<p>9,5% do volume ofertado para consumo<\/p>\n<p><strong>Aqu\u00edferos na Para\u00edba:<\/strong><\/p>\n<p>Para\u00edba-Pernambuco (Costa litor\u00e2nea)<\/p>\n<p>Peixe (Sousa)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a inten\u00e7\u00e3o de ver se nasce uma planta no ch\u00e3o, assim como narrado na<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":40436,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/seca.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/seca-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/seca-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/seca.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/seca.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/seca.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/seca.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/seca.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/seca.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/seca.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Com a inten\u00e7\u00e3o de ver se nasce uma planta no ch\u00e3o, assim como narrado na","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40435"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40435"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40435\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40436"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40435"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40435"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40435"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}